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CREIO EM PROFECIAS, MAS NÃO EM PROFETAS DE PLANTÃO (Pr. Caio Fábio)

(...) Quem procura profecias acaba apenas encontrando profétidos e profetadas. Tenho dito que embora tenha ouvido muitas profecias, entretanto, dentre todas, muito poucas me vieram como genuínas. A maioria é coisa da vaidade do profeta; ou é insegurança dele; ou é fruto da pressão que fazem sobre o profeta (que fica na obrigação de atender a demanda); ou é cobiça e doença do profeta, tomado pelo espírito do adivinho que fatura sobre a impressão que causa nos tolos; ou pode ser mera capacidade de perceber, como acontece nos fenômenos de percepção psicológica; ou pode ser apenas para-normalidade, mas não algo que veio de Deus, tendo apenas vindo de uma capacidade de ler mentes, memórias e traumas. Por último, pode ser profecia. Todavia, a profecia genuína procura a gente, e não nós a ela. Além disso, uma profecia só pode ser aferida de dois modos. A primeira é pela coerência ou não com a Palavra. Se for coerente com a Palavra, dou ouvido, não para fazer qualquer coisa, mas apenas para gu...

IR À IGREJA, POR QUE? PARA QUE ?

Capturei na internet um texto – abaixo transcrito – e resolvi compartilhar com os leitores deste blog. Leia o conteúdo e reflita comigo: “Um freqüentador de Igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou que não faz sentido ir à igreja toda semana. “Tenho ido à igreja por 30 anos”, ele escreveu, “e durante esse tempo ouvi uns 3 mil sermões. Mas não consigo lembrar de nenhum sequer... Assim, penso que estou perdendo meu tempo e os padres e pastores estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões.” Esta carta iniciou grande controvérsia na coluna “Cartas ao Editor”, para alegria do editor chefe do jornal. Isso aconteceu durante semanas. O jornal foi recebendo e publicando cartas sobre o assunto, até que alguém escreveu o seguinte: “Estou casado há 30 anos. Durante esse tempo, minha esposa deve ter cozinhado umas 32 mil refeições. Mas não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma dessas 32 mil refeições. Mas de uma coisa eu sei: todas elas me nutriram e me deram a força de que e...

A PRÁTICA DO BEM ( Mt 7.12)

Vivemos em um tempo em que sobressaem as ações egoístas, perversas e preconceituosas. Sendo maioria, praticamente elas sufocam aquelas ações que alcançam pessoas de forma generosa e benéfica. E tem mais: muitos são os que quando fazem algo bom e que beneficiam pessoas, comportam-se de forma bem visível, à espera de reconhecimento público por suas atitudes e ações “caridosas”. Para estes, a prática do bem é intencional, visto que procuram tirar algum tipo de vantagem. Sabemos que dentro e fora das igrejas e da “religião”, mais e mais pessoas são identificadas como “não do bem”, mas que quando fazem algo de bom, fazem para serem notadas e reconhecidas. Diferentemente dos religiosos, Jesus nos ensina que fazer o bem faz bem e em Mt 7.12 nos apresenta a “Regra de Ouro”, a manifestação prática do amor dos Seus verdadeiros discípulos. Orienta-nos Jesus quanto ao procedimento diário: o amor, sem egoísmos, deve ser a força motriz das nossas ações (1Co 13.4-8), concedendo ao próximo o que busc...

GRAÇA RECEBIDA ... GRAÇA LIBERADA!

Quando lemos Lucas 19.1-10, o tão conhecido encontro de Jesus com Zaqueu, e a nossa leitura bíblica se dá “com os olhos da graça” (v. a publicação de Caio Fábio, neste blog), identificamos algo extraordinário: graça recebo, graça preciso liberar. Durante anos e anos, muitas foram as pregações e as reflexões que ouvi e mesmo as preparadas por mim em que, praticamente, apenas um foco era interpretado, a partir desse episódio. Falava-se da pequena estatura de Zaqueu, o chefe dos publicanos de Jericó. Falava-se sobre seu extraordinário exemplo em superar seus limites e até sobre sua grande visão em querer encontrar-se com Jesus, embora com tantos obstáculos. Enfim, já ouvi e até li coisas muito boas e edificantes sobre Zaqueu e o exemplo que ele nos legou. Mas hoje, certamente que o texto é o mesmo, mas com os olhos da graça, a hermenêutica é diferente. Vejamos alguns pontos que destaco à titulo de introdução:1) Zaqueu demonstrou interesse por Jesus. 2) Mas havia um obstáculo, a multidão ...

RELIGIÃO NÃO! ESPIRITUALIDADE SIM! (Pr. Caio Fábio)

Em Jerusalém um amigo judeu de muitos anos, que já foi meu guia, mas que se tornou amigo mesmo [ele meu e eu dele], me disse que pastores brasileiros chegam lá, e, uma vez indagados por mim, dizem, entre outras coisas, que eu deixei a “religião cristã”. Meu amigo judeu então lhes diz: “Mas ele nunca acreditou em religião. Ele apenas sempre creu em espiritualidade, não em religião. E a espiritualidade na qual ele crê não é a dos cristãos, mas sim a de Jesus”. (...) De fato, meu amigo está certo. Sou discípulo da espiritualidade de Jesus e de nada mais. Não sou discípulo da espiritualidade de Paulo e nem de nenhum dos apóstolos, mas sim de Jesus, única e exclusivamente de Jesus. É a partir de Jesus que vejo o que é e o que não é sadio até na espiritualidade dos apóstolos. Espiritualidade, conforme já tenho dito em muitos livros e textos meus, é aquilo que perpassa a vida, de modo integral, como espírito que qualifica todas as percepções, interpretações, atitudes, e decisões de uma pesso...

BATALHA ESPIRITUAL E QUEBRA DE MALDIÇÕES HEREDITÁRIAS!

Muitos já são os anos em que difundiram no país as práticas de um movimento que se fundamenta em Batalha Espiritual. São as denominações evangélicas pentecostais, mas principalmente, as neopentecostais, as maiores adeptas de mais esse modismo, que consciente ou inconscientemente, busca anular a obra redentora de Cristo. Uma coisa é a presença opressora e a possessão demoníaca, que deve ser repreendida e expulsa, em nome de Jesus. Outra, bem diferente, é a admissão de que, como crentes nEle, precisamos “quebrar maldições”. Embora a obra de Jesus Cristo tenha sido completa, os que atuam nesse “ministério”, insistem em acrescentar algo. Segundo esse movimento herdamos as maldições que acompanharam nossos antepassados, por causa de seus pecados e pactos demoníacos, e, então, precisamos anulá-las. Geralmente é usado Ex 20.5 como o texto a partir do qual tudo se fundamenta: trata-se da declaração de Deus em visitar a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração dos que O abor...

MORREMOS QUANDO NOS AFASTAMOS DE DEUS

(Reflita sobre o texto abaixo. Ele foi extraído e adaptado de LUCADO, Max. Nas garras da Graça: você não pode escapar do seu amor. Rio de Janeiro: Ed. CPAD, 2005, p.64-65). Saiba que... Uma flor morta não tem vida. Um corpo morto não tem vida. Uma alma morta não tem vida. Separada de Deus, a alma murcha e morre. A conseqüência do pecado não é um dia ruim ou um mau humor, mas uma alma morta. O sinal de uma alma morta é claro: lábios envenenadores e boca blasfemadora, pés que se encaminham para a violência e olhos que não vêem Deus. Por isso as pessoas são tão profanas! Por isso estão tão separadas de Deus...! Suas almas estão mortas. Agora você compreende por que muitos religiosos podem ser tão opressivos, tão “sem graça”. Eles não têm vida. Agora você entende por que o traficante, os políticos corruptos, o religioso raivoso e insensível, podem dormir à noite, em paz com a consciência. Eles não possuem alma. Simplesmente porque a função do pecado é matar a alma. (veja Rm 6.32). Vejamos ...