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A ROCHA, A AREIA E SEUS FUNDAMENTOS

Tanto em Lc 6.46-49 quanto em Mt 7.21-29 nos é descrito um episódio em que Jesus ilustra seu ensino com o uso de mais uma parábola. Desta feita, é destacado que: chamar Jesus de Senhor e não se submeter a Ele em obediência mostra uma total contradição. Assim, nos é ensinado que nossas atitudes, aceitando e vivendo (pondo em prática), ou não, o senhorio dEle sobre nós, configura dois fundamentos. O Fundamento na Rocha: quem ouve as palavras (ensinos) de Jesus e pratica é semelhante ao homem prudente. Homem prudente para Jesus é o que se firma na Rocha, que é Ele, o próprio Cristo. O homem prudente é obediente, sábio, pois usa a sabedoria do alto em tudo o que faz. O homem prudente constrói a sua casa (toda a sua vida) sobre as rochas do verdadeiro discipulado, em uma submissão genuína a Cristo. O salmo 18.1,2 diz: “Eu te amo, ó Senhor, força minha. O Senhor é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador, o meu Deus, o meu rochedo em que me refugio; o meu escudo, a força da minh...

A VIDA ETERNA E AS ESCOLHAS ENTRE O CERTO E O BEM

Lc 10.25-37 nos descreve um episódio em certo dia na vida de Jesus que precisa merecer nossa melhor atenção. Muito são os textos bíblicos que por serem muito conhecidos, são também os menos compreendidos. Explico: eles são tão lidos e pregados que acabam por cauterizar nossas mentes e corações, deixando-nos imunes à sua mensagem. A parábola do samaritano é muito conhecida, mas o que temos lido e ouvido nos levam a concluir apenas que os religiosos (o sacerdote e o levita) foram frios e distantes e que o samaritano foi sensível ao ver o homem caído. Existe algo mais, que não nos foi revelado, mas que se encontra presente no texto? Creio que sim e vejamos o que Jesus realmente expressa e ensina a todos nós. Lemos que um doutor (intérprete) da Lei pergunta a Jesus – testando-O – o que deve fazer para herdar a vida eterna. Na seqüência da leitura do texto fica evidente que a mente de Cristo funciona de forma combinada com elementos lógicos e analógicos, ou seja, confronta o raciocínio ló...

LIBERTOS PELA VERDADE OU PRESOS PELA COVARDIA?

Mc 10. 17-22 nos descreve um encontro de um jovem rico com Jesus. Aprendemos ali que aquele jovem teve a iniciativa de procurar Jesus. E Jesus o amou, por sua sinceridade. Mas ao final do encontro salta aos olhos que o jovem se deparou com uma verdade que o massacrou: vender tudo o que possuía e doar aos pobres, e depois seguir a Jesus se quisesse a vida eterna. Imaginemos quantos pensamentos passaram pela cabeça daquele moço! Ele olhou para Jesus e se deparou com a realidade da vida cotidiana do Mestre, que se vestia de forma simples, não tinha posses, enfim, vivia de forma muito simples e despretensiosa. E certamente isto contrastava muito com sua vida de rico...! Como ele poderia vender tudo e segui-LO? O versículo 22 nos expõe o fato de que ele ficou abatido e afastou-se triste porque tinha muitas riquezas. Aquele jovem obedecia a Lei no exterior, porém, recusava-se a obedecer em seu interior. Em todo o contexto fica evidente que o Senhor não queria necessariamente transformar ...

CAMINHO DA VIDA E CAMINHOS DA MORTE

Pv 14.12 nos ensina algo extraordinário, pois “ há um caminho que parece direito ao homem, mas o fim dele são os caminhos da morte” . Em nossas escolhas no dia-a-dia optamos por um caminho que nos parece reto e adequado. Esse caminho reto promete sucesso e uma trajetória vitoriosa, mas no final se revela uma vereda traiçoeira e enganosa, como verdadeiros caminhos da morte. Muitas são as pessoas que afirmam e asseguram que todos os caminhos levam a Deus, e que, portanto não faz nenhuma diferença a escolha da religião, pois todas são boas. Esta é “a verdade’ maior do universalismo e do ecumenismo. Muitas são as coisas feitas em nome da religião que não são aprovadas por Deus: poligamia, prostituição sagrada, idolatrias, adivinhações, invocação de mortos, feitiçarias, sacrifícios de crianças a demônios, e outras mais que ocasionam mortes em nome da divindade. Todos esses caminhos conduzem à morte. Jesus se posiciona de forma clara e contundente em relação ao caminho da vida e os caminho...

REDEFININDO NOSSAS PRIORIDADES

Lc 10.38-41 nos narra um episódio em que Jesus se hospeda na casa de duas irmãs, Marta e Maria. Os momentos vividos ali pelo Filho do homem nos ensinam muito sobre prioridades. Principalmente, faz-nos refletir sobre o que tem sido mais importante para nós: estamos super atarefados com as múltiplas atividades de nosso dia-a-dia, e nunca temos tempo para mais nada, ou encontramos tempo para adorar ao Senhor, para ler a Sua Palavra? Vejamos, então, o que podemos realmente aprender com a leitura bíblica. 1 ) É PRECISO RESERVAR TEMPO PARA ESTAR COM DEUS, POR MAIS OCUPADOS QUE ESTEJAMOS . Por mais atarefado que você esteja, encontre tempo para orar, ler a Bíblia, enfim, aproxime-se mais de Deus. A maioria de nós não tem muito tempo para Deus. A maioria, na realidade, identifica-se como Marta, e quase sempre muitos estão pensando ou falando o seguinte:...o trabalho tem que ser feito. É preciso fazer isto, é preciso fazer aquilo... Eu trabalho na igreja, mas não tenho muito tempo para orar......

A IRA, A RAIVA E SUAS CONSEQUENCIAS

Diz a Bíblia: " Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira, nem deis lugar ao diabo" (Ef 4. 26,27), Percebe-se aí que a ira, em si, não constitui pecado. A ira de Deus é muito citada no Antigo Testamento. Jesus também se irou: "Olhando-os ao redor, indignado e condoído com a dureza do seu coração..." (Mc 3. 5). É preciso aprender a ser como o Mestre; e ser como Jesus significa desenvolver o tipo certo de ira antes de mesmo tentar eliminar a ira. A raiz da ira precisa ser justa. O Senhor disse a Caim: "Por que andas irado? e por que descaiu o teu semblante?" (Gn 4. 6). O porquê é muito importante. A ira de Caim tinha uma raiz má: inveja. O sacrifício de Abel foi aceito, o dele não. Vejamos outros exemplos: Ele prosperou, eu não. Ou: eles o ouvem, a mim não. Ou, também: ele foi convidado, eu não. Ou, mesmo: Eles o cumprimentam, mas me ignoram. Ainda: Meus sentimentos estão feridos. Ele me expôs na frente dos outros, eu me senti ofendido!...

O OLHAR DE JESUS LANÇADO SOBRE NÓS

Lc 13.10-17 nos apresenta um episódio em que Jesus estava em uma sinagoga. Era um sábado, e Ele ensinava . Ali havia, dentre tantas outras pessoas, uma mulher que padecia de uma enfermidade física e espiritual. O texto sagrado nos conta que ela estava possessa de um espírito de enfermidade, posto que há dezoito anos vivia olhando para o chão, encurvada, incapaz de andar ereta, ou mesmo sentar-se direito. Aquela mulher estava ali e é isso que inicialmente me chama a atenção. Outra pessoa talvez depois de tanto tempo de sofrimento, poderia ter ficado em casa, lamuriando-se, reclamando da vida ou de sua sorte. Mas ela estava ali, na sinagoga, na casa de orações. Ela estava ouvindo Jesus, disposta a aprender com Seus ensinos. Outro detalhe ainda se destaca: Ela não pediu a Jesus para ser curada. Ele simplesmente a viu ali encurvada e lançou, então, Seu olhar cheio de graça e misericórdia sobre ela, teve compaixão e a tocou. Ela foi curada e imediatamente glorificou a Deus pelo milagr...