REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

segunda-feira, 3 de março de 2008

QUANDO CONFIAMOS EM JESUS E O SEGUIMOS, VIVENCIAMOS MILAGRES.

Em Lc 5.1-11 vemos Jesus junto ao lago de Genezaré (também chamado de mar da Galiléia e mar de Tiberíades, mas verdadeiramente um lago com 11 km de largura por 21 km de comprimento), perto de Cafarnaum. Viu Jesus dois barcos junto à praia. Os pescadores haviam falhado na pescaria e lavavam as redes. Ele entrou em um dos barcos (o de Simão), e sentando-se, passou a ensinar as multidões. Parece-nos inicialmente que Jesus não estava se importando com o que acontecia com aqueles pescadores. Ele estava ali para falar e ensinar àquela multidão. Esta era sua meta e se dispõe a cumpri-la. No entanto, como sempre, Ele estava atento a tudo. Em dado momento, quando termina de ensinar, diz a Simão, abruptamente: "põe-te ao largo e lança a rede para pescar”. A um pescador habilitado e experiente parece despropositada a ordem de Jesus. Às vezes pensamos que Deus está muito ocupado e que não se importa com os pequenos detalhes de nossa vida. Por isso a afirmação de Jesus é inusitada, em um primeiro momento, a nos mostrar que não entendia nada de pescaria. Homens experientes em seu ofício afirmaram que nada pescaram a noite toda, que estavam cansados e que só lhes restavam lavar as redes e recolhê-las para uma próxima pescaria. Como se costuma dizer: “hoje, o mar não está para peixe”! Simão até estava disposto a obedecer, mas não seria algo fácil. Afinal, pescar era o negócio dele. Jesus era um carpinteiro e não um pescador. Mas mesmo assim a voz da FÉ falou mais alto ao seu coração. Porém para atender à voz de comando de Jesus aquele pescador passa por um processo de humildade e negação de seus conhecimentos e até de suas experiências próprias. "Sobre a tua palavra, lançarei as redes". A prontidão de Simão em seguir a sugestão de Jesus é uma preparação para o milagre. A grande quantidade de peixes mostra que o Senhor Jesus é o Senhor de todas as coisas, inclusive dos peixes de lagos e mares. A rede partia em duas, tamanha era a quantidade pescada. De uma atitude orgulhosa, Simão demonstra humildade ao prostrar-se aos pés de Jesus. Quando Jesus lança sobre nós a sua atenção, o Seu olhar, Ele libera graça. E isso é fundamental para o discernimento do milagre realizado por Jesus. Há que se ter esta consciência da graça se quisermos um relacionamento de intimidade com Ele. “De hoje em diante serás pescador de homens”. A nossa primeira e maior preocupação é apanhar peixes para nós, ou seja, para nossa satisfação pessoal, afinal, somos por natureza, egoístas. Mas após sermos alcançados pela graça, somos transformados e passamos de pescadores de peixes para pescadores de homens. Mais do que preocupados com a satisfação pessoal, passamos a nos preocupar com os outros, ainda não alcançados pela graça. Jesus nos ensina que se cuidarmos do Seu Reino, ele pode nos dar os peixes. As nossas desculpas em não realizar nada para Jesus não convence nem a Deus e nem nossa consciência. Eles deixaram tudo e o seguiram. Deixar é abandonar, desistir. Seguir é tornar-se discípulo. Diante de Jesus e de Seus feitos o ser humano somente pode ter duas atitudes: abandonar ou seguir. As pessoas, no geral, quanto aos seus conhecimentos e saberes, mas também muitos cristãos, com relação à Igreja e ao discernimento das coisas de Deus, resistem às orientações dadas por Deus e pelo Espírito Santo através da palavra dos pastores, e dos demais líderes. Mas aqueles homens, atendendo à voz de comando do Mestre de que os fariam pescadores de homens, deixam tudo para trás e O seguem, sem nenhuma dúvida, afinal todos acabaram de presenciar que Ele fora capaz de suprir com muitos e muitos peixes suas necessidades físicas, gerando alimento e renda. Muito mais, então, Ele faria e jamais os abandonaria, deixando frustrados seus projetos. E nós sabemos como tudo transcorreu apesar de suas naturais limitações: eles foram tão responsáveis em suas tarefas e na missão a eles confiada por Jesus que hoje somos mais de dois bilhões de cristãos, em todo o mundo. (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade, no culto de domingo 02/03/2008)