REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

sexta-feira, 22 de junho de 2007

A GRAÇA E SEU SIGNIFICADO

Graça é o o favor imerecido. É o olhar, a atenção, o desvelo e o amor de Deus derramado sobre alguém, como eu e você, que mesmo sem ter mérito algum, em nós mesmos para merecer tamanha atenção do Deus Todo-Poderoso, a recebemos, de forma plena e integral. Durante muito tempo, para muitos como eu, mas infelizmente para milhares como tantos, não tivemos a consciência da Graça. E aí tudo de forma equivocada nos foi ensinado: desde as barganhas - do toma lá, dá cá -, das amarras da Lei, das "obrigações", dos sacrifícios, parecia até o retorno das "penitências" e "indulgências" católicas, à compreenão de que preciso "fazer" para "ter". Como se tudo já não estivesse consumado na Cruz...Certamente que todo o conceito teológico é bastante delicado e implica em estudá-lo de forma tal que não haja dúvidas no coração mais reticente.... Portanto, aprendamos que há liberdade na Graça, mas não libertinagem. Há alegria na graça, mas não "gracinhas". Há amor, doação e permissão na Graça, mas não licenciosidade. Este blog se desvincula do outro, ao possibilitar estudos mais aprofundados sobre a temática que me apaixona e se vincula à nossa Comunidade Graça e Paz Internacional. Ao longo dos próximos dias estarei repassando algumas questões, mas principalmente transferindo parte do material publicado no Cruz ou Espada ? para cá. Além das reflexões pastorais, aqui também estarão todo o conteúdo de interesse da Comunidade e de seus Ministérios.

OS DÍZIMOS E AS OFERTAS SOB A LEI E A GRAÇA

Muito se tem falado sobre dízimos e ofertas no meio evangélico. Os "assassinos da Graça" parecem que não se cansam nunca. Eles - na ânsia de arrecadar mais dízimos - dizimam o pobre, oprimem o oprimido, infelicitam a vida dos felizes, pois destroem neles o amor de Deus. Para eles, os que são "dizimados", Deus existe para exigir dinheiro, através de seus "representantes autorizados-"os pastores". O dicionário Aurélio nos ensina que dízimo é a décima parte dos rendimentos, ou seja, 10% do que recebemos como renda. Mas que dizimar significa matar (um soldado) em cada grupo de dez, destruir ou exterminar em parte, desfalcar e produzir devastações. Daí, entre eles, o dar o dízimo ser chamado propriamente de dizimar, pois, quase sempre, diz-se que quem não entrega o dízimo será destruído pela ação do gafanhoto que vem e dizima tudo. E nisso espalham o terror e o temor da lei, em especial segundo Malaquias 3, que ao lado das bênçãos, também lembra as maldições decorrentes da não obediência. Para os legalistas, o dizimado não está mais na “benção” porque parou de dar o dízimo. E, assim, dizimam a pessoa em esperança, fé, amor e alegria em Deus, e a põem em estado de mendicância espiritual culpada, paranóica e neurótica. Infelizmente, nesses casos, os pastores são os gafanhotos, mas os crentes não vêem. Contrariamente a isto, o apóstolo Paulo nos ensina em 2 Co 9.7 que "cada um contribua conforme dispuser em seu coração, não com tristeza ou por necessidade, pois Deus ama a quem contribui com alegria". Na COMGRAÇA E PAZ temos aprendido sobre generosidade e doação, sobre AMOR e atitudes dadivosas que elevam a alma e nos fazem libertos da avareza e do cinismo. Em outras palavras, na dispensação da Graça, ficamos livres das amarras da Lei, e aí, entregamos o dízimo e contribuimos até mais, e o fazemos com alegria, reconhecendo que o Doador da Graça nos ama, porquanto aprendemos a retribuir amando Sua obra, Seus filhos e ao nosso próximo.

OS ASSASSINOS DA GRAÇA (Segunda Parte)

Vimos – na primeira parte - que há assassinos da Graça à solta. O problema é que não os conhecemos só por olhar. Eles não usam crachás ou botões de identificação, nem levam cartazes advertindo que devemos ficar à distância. Pelo contrário, eles geralmente carregam Bíblias e parecem ser cidadãos respeitáveis, simpáticos e obedientes á lei. A maioria passa muito tempo nas igrejas, alguns em posições de liderança religiosa. Muitos são respeitados na sociedade. Seus vizinhos jamais poderiam suspeitar que estão vivendo ao lado de assassinos. Eles matam a liberdade, a espontaneidade e a criatividade; eles matam a alegria, bem como a produtividade. Eles matam com suas palavras e seus olhares. Eles matam com suas atitudes e comportamentos, matam com o que escrevem. Quase não existe uma igreja ou uma organização cristã onde esse perigo não esteja à espreita. O surpreendente é que eles conseguem seus intentos, diariamente, sem serem confrontados ou expostos. De modo estranho, os mesmos ministérios que não iriam tolerar a heresia durante dez minutos ficam de lado e dão a esses matadores todo o espaço que precisam para manobrar e manipular outros de maneira mais insidiosa possível. Sua intolerância é tolerada. Seus espíritos críticos permanecem sem serem julgados. Suas táticas agressivas não são detidas. E a sua estreiteza de espírito é justificada ou rapidamente defendida. A escravidão resultante seria criminosa se não fosse tão sutil e envolvida em roupagem espiritual. Neste dia – hoje mesmo, alerta Swindoll – há milhares que estão vivendo com sentimentos de vergonha, medo e intimidação, quando deveriam ser pessoas livres e produtivas. A tragédia maior se dá por que eles pensam que as coisas são como deveriam ser. Essas pessoas jamais conheceram a verdade que poderia libertá-las. São vítimas da ação legalista da “letra morta” e não aceitam o Espírito – através da Graça - que vivifica. Que pena, eles são religiosos, mas tanto quanto os fariseus que encontraram Jesus, ainda não O viram como O Bom Pastor, como a Luz que lhes pode levar à liberdade. Prendem-se eles aos rituais e à liturgia dos cultos, celebram Deus e são fervorosos, falam muito em visões e profecias, e em momentos e palavras proféticas; estão, também, em todos os eventos de louvor e adoração. Enfim, são os líderes “pastores, bispos e apóstolos” de nosso tempo. Mas diferentemente do Mestre e de Seus discípulos, fazem acepção de pessoas e querem ser servidos, daí a pompa dos títulos e das funções eclesiásticas, que muito mais afasta do que aproxima as pessoas deles mesmos. Falam sobre unidade, mas afirmam ser a “sua igreja” a “única”, posto que as demais não são “bem assim”. Enfim, falam e falam, mas não vivem o que falam. São eles - em nossos dias – os assassinos da Graça. Você conhece alguém assim? ( REPUBLICADO NESTA DATA POR TRANSFERÊNCIA DE BLOG).

OS ASSASSINOS DA GRAÇA (Primeira parte)

Dentre os muitos livros de natureza espiritual e teológica que já li, alguns se sobressaíram, mas em especial destaco agora o de Swindoll, já identificado e recomendado neste blog: O despertar da Graça. Todo o conteúdo do livro é excepcional, mas quero enfatizar – neste comentário – apenas a introdução e o primeiro capítulo. Posteriormente, sempre que possível farei comentários sobre os demais capítulos. O autor destaca, inicialmente, o conceito da Graça – como favor imerecido - e declara que ela é surpreendente. E diz mais: que um novo movimento está surgindo no horizonte. E esse movimento é de liberdade, e representa um livramento alegre das coisas que nos prenderam por tanto tempo. E acrescenta Swindoll que muitos cristãos estão compreendendo que as restrições humanas e os regulamentos legalistas sob os quais estiveram vivendo não são oriundos da Graça de Deus, mas foram impostos por pessoas que não querem que os outros sejam livres. E aqui algo se sobressai, pois Jesus afirmou: “Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres” (Jo 8.36). É então que se destaca a origem de uma grande confusão na igreja. E como toda confusão serve para dividir, nesta não é diferente: o confronto entre os que somente vêem a Lei e os que em tudo vêem a Graça. Por isso Swindoll alerta: é preciso ficar atento, pois há assassinos da Graça à solta! Eles são um grupo de pessoas bem organizadas e assustadoras, que não se detêm diante de nada para impedir que você e eu gozemos da liberdade que é nossa. Mas é chegado o tempo de um novo despertar. É necessário enfatizar a liberdade através da consciência da Graça. Por que? Porque há muitos que se dizem cristãos mas não são livres em Cristo. Eles estão atados e acorrentados pelas listas legalistas de “faça” e “não faça”, intimidados e imobilizados pelas demandas e expectativas de outros. Eles, enfim, constituem um grande número de pessoas da família de Deus que vivem em um círculo apertado de escravidão, conduzidos por aqueles que se autodenominaram nossos juízes e jurados. Já nos submetemos suficientemente aos “faça” e “não faça” dos legalistas de plantão. Já dormimos demais enquanto à nossa volta os matadores da Graça cumprem sua obra noturna e sinistra. É tempo de despertar, alerta Swindoll. Muitas são as pessoas afastadas de Deus por um conceito deformado da vida cristã. Em lugar de oferecer um convite cativante e contagioso, sensível e acessível, de esperança e ânimo através do poder de Cristo, muitos são os religiosos e líderes denominacionais que projetam, nas mensagens e nos convites, a morte da Graça. Nós da Comunidade COMGRAÇA E PAZ entendemos que fomos alcançados pela Graça, e nisso está a diferença. Aqui há alegria, paz e muita liberdade. Essa liberdade me leva para mais perto dEle, autor e Consumador da Vida, pois nEle encontro o amor e a misericórdia que me fazem ter disposição e alegria para amar e servir. (REPUBLICADO NESTA DATA POR TRANSFERÊNCIA DE BLOG).

A PAIXÃO POR CRISTO: A consciência da Graça me faz amar intensamente.

Desde meu encontro definitivo com Jesus -14 anos atrás - sinto-me a cada dia mais próximo d'Ele, e cada vez mais apaixonado por Sua Palavra, pelos Seus feitos, sinais e maravilhas. Mas foi apenas recentemente quando compreendi a extensão de Seu Amor, expressa na dimensão infinita de Sua Graça, que verdadeiramente apaixonei-me por Ele, pelo que Ele é. Geralmente buscamos Deus quando algo nos falta, quando precisamos de alguma coisa, mas a questão é que sempre estamos à procura de algo. Em sua ânsia de conquista e consumismo o homem é um ser insatisfeito e parece estar sempre em atitude de petição. Aprendemos desde criança a pedir e quando rapidamente somos atendidos, ou pelos pais, amigos, ou por Deus, logo queremos mais e o ciclo continua; quanto mais nos concedem, mais desejamos e mais pedimos.Por essa razão muitas são as igrejas que crescem a cada dia exatamente atendendo essa realidade: e aí o que se vê é uma sequência interminável de campanhas, sempre com um único propósito, conceder às pessoas, em nome de Jesus, simplesmente o que elas desejam. Os pedidos são de toda ordem, porquanto se busca dinheiro, cura, libertação, emprego, marido bom/mulher boa, filhos abençoados, casamento restaurado, promoção no trabalho, a viagem dos sonhos, a casa própria, o carro novo, e mais...muito mais. Muitos vêem seus pedidos rapidamente atendidos e continuam ali pedindo mais. Outros se dão conta que pediram já há algum tempo, mas ainda não houve resposta de Deus, por isso continuam na esperança de que serão atendidos. Há aqueles que estão porque foram ensinados que pela Confissão Positiva podem simplesmente determinar em nome de Jesus e que tudo acontecerá, porque Deus é Pai, Deus é o Provedor e qua nada nos faltará. Enfim, busca-se a cada dia mais de Deus pelo que Ele faz. E é aí que está a deformação teológica e que atingiu em cheio a igreja evangélica brasileira. Por causa desta e de muitas outras incoerências e deturpações no seio das igrejas, em relação á Palavra de Deus, foi que ao lado da Pra. Isabel, há um ano atrás - 28 de maio de 2006 - fundamos a Comunidade Graça e Paz Internacional. Não temos a pretensão de afirmar que estamos certos e todos errados, decididamente não é este o ponto. Ocorre que acreditamos em um Deus que libera Graça, que é Amor, que é Luz, que é Pai e que busca relacionamentos com Seus Filhos. Estamos apaixonados por Jesus porque não há outra condição de estarmos com Ele, experimentando Sua Misericórdia, Seu Amor, enfim, Sua Graça, sem nos envolvermos totalmente com Ele. Tudo o que Ele é, proporciona tamanha plenitude que não há como ter outra atitude que não a de sermos assim. Ele é assim e Seu desejo é que sejamos a extensão dEle, construindo relacionamentos solidários e eternos (At 2.42-44;4.32 e Rm 2.7). Não sem razão é este o lema de nossa Comunidade. Estamos ali - eu, Pra.Isabel e o Pr. Marley - não para sermos servidos, mas para servir. Não esperando simplesmente receber amor, carinho e respeito, para então retribuir. Não, decididamente não é este o foco. Estamos na Comunidade para liberar Graça: expressa em amor, carinho e respeito por todos quanto ali estão e tantos quantos nos visitarem. Venham a mim como estão - estas foram palavras proferidas por Jesus que nos atingem hoje em toda sua integralidade. Para nós importa: receber as pessoas como elas são, como elas estão. Simplesmente pecadores, porquanto simplesmente humanos somos nós. E assim nos portamos. Nisso tudo há uma diferença: queremos criar vínculos com as pessoas, construir parcerias de amor e comunhão. Queremos experimentar a alegre convivência daqueles que - como nós- estão á procura de mais, muito mais: amar a Deus e ao próximo incondicionalmente. Difícil, certamente, mas não impossível. Nisto acreditamos e para isso vivemos. (REPUBLICADO NESTA DATA POR TRANSFERÊNCIA DE BLOG).

O ENIGMA DA GRAÇA EM MINHA VIDA

No site do Pastor Caio Fábio (www.caiofabio.com) onde diariamente me alimento com seus sábios e graciosos comentários em respostas às incontáveis cartas que recebe, encontrei este entendimento da Graça que - por si só - diz tudo: Na Graça não há sorte e nem azar. Na Graça só há Graça. Na Graça há o que é, pois somente assim nos tornamos o que devemos ser. Na Graça acabam os jogos com “Deus”. Na Graça apenas se anda em fé, assim como uma ave se deixa levar pelo vento. Na Graça todo torto pode se tornar certo, e todo certo, caso não ande sem justiça própria, pode se tornar errado. Na Graça ficam extintas as falsas perspectivas de conquista pessoal para fora. Na Graça o mundo faz sentido, ainda quando isto não é por nós sentido, pois, logo adiante, bem antes do fim, fica-se sabendo que em toda dor há uma bondade, e que em cada perda há grande lucro. Na Graça a existência tem seu enigma desvelado. Sim! Na Graça tudo passa a fazer sentido no ser, não nas perdidas lógicas das filosofias e das teologias. Grande é minha alegria quando encontro filhos de Deus crescendo na consciência da Graça! (REPUBLICADO NESTA DATA POR TRANSFERÊNCIA DE BLOG).