segunda-feira, 21 de maio de 2012

A FÉ QUE FAZ RUÍREM AS MURALHAS!

Em Js 6.1-20 é narrada a extraordinária conquista de  Jericó, por Josué e seus homens. O que se há de destacar é que não foi um ato de guerra comum, uma vez que o plano de Deus exposto a Josué parecia inusitado e estranho (v.3-9): consistia em fazer com que todos os homens  cercassem a cidade uma vez por seis dias, de acordo com o seguinte esquema: na frente, homens armados, logo atrás, sete sacerdotes tocando sete buzinas de chifres de carneiro, mais atrás, a arca da aliança, e, na retaguarda, seguia o restante dos homens. Então, isso deveria suceder por seis dias, todos em silêncio, apenas se ouviria o som das buzinas tocadas por sete sacerdotes. Mas no sétimo dia, Deus instruiu que, ao cercarem as muralhas, fizessem a primeira vez, conforme os dias anteriores, mas tornassem a caminhar em volta até a sexta vez, da mesma forma que das vezes anteriores, e ao cercar pela sétima vez, além do som estridente das sete buzinas, todos juntos, em uma só voz, gritariam o mais alto que cada um podia, e ao som das trombetas e do alarido uníssono de milhares de vozes, a muralha cairia. Assim fizeram, e a cidade foi conquistada!
Este fato que é descrito como um milagre de Deus no Antigo Testamento é citado como um ato de fé em Hb 11.30 (“Pela fé caíram os muros de Jericó, sendo rodeados durante sete dias”). As muralhas de Jericó eram enormes. Como a cidade ocupava uma área aproximada de 32 km² era protegida por muros altos de cerca de dez metros de altura por cerca de seis metros de largura. Mesmo decepcionado com o povo, pela constante desobediência, Deus havia prometido levá-lo à Canaã e Ele sempre cumpre Sua promessa! Naquele momento, sendo instruído por Josué o povo não recuou, não vacilou, tampouco murmurou. Ao contrário, seguindo a orientação de Deus, Josué, os soldados e os sacerdotes simplesmente obedeceram e, diante do obstáculo da inexpugnável muralha, confiaram plenamente no Senhor e presenciaram a muralha cair e a cidade ser conquistada. Hb 11 apresenta uma galeria de exemplos de fé, embora resumida,  e se eles conseguiram, igualmente nós conseguiremos. Vejamos o que podemos aprender sobre fé que derruba muralhas. Em um primeiro momento, podemos destacar quatro tipos de grandes muralhas que cotidianamente podem nos impedir de alcançar a vitória. Assim sendo, destaco que:
I – É PRECISO FAZER RUIR A MURALHA DA DÚVIDA:O que significa ter dúvida sobre algo? A dúvida se instala quando ocorre incerteza sobre a realidade de um fato ou sobre a verdade de uma afirmação; duvidar é descrer; não acreditar. Por falta de discernimento ou, simplesmente, por imaturidade, muitos são os que põem em dúvida o poder e a vontade de Deus, quanto ao melhor para suas vidas. Duvidar da ação de Deus é próprio dos incrédulos, e isso constitui, aos olhos de Deus, falta grave, posto que Ele não se agrada dos que duvidam, e não creem nEle e em Sua Palavra. A bênção foi prometida, mas há dúvida no coração e na mente de quem espera, então, talvez nunca seja abençoado!  Tantas são as falsas doutrinas que são ensinadas, que as pessoas têm dúvida sobre o que é e o que não é de Deus!  A dúvida é uma grande muralha que somente pode ser vencida pela fé! Quem tem fé não tem dúvidas!  Ou você abriga em seu coração a dúvida ou você abriga em seu coração a fé. A dúvida somente pode ser vencida se houver em seu coração a firme decisão de confiar em Deus. A dúvida é uma ofensa a Deus e não somente uma atitude qualquer que tomamos sem consequências. Quem duvida de Deus, crê no poder no inimigo, que tem afrontado a Palavra de Deus. Como a dúvida se manifesta, espiritualmente, como ato de ofensa a Deus, Ele não opera em quem duvida.   A incredulidade é sempre repreendida (ver Hb 3.10).
II – É PRECISO FAZER RUIR A MURALHA DO ENGANO E DA ILUSÃO: A segunda muralha que nos impede de alcançar a bênção é o engano e a ilusão. Muitos são os que se permitem serem enganados, pois se deixam iludir com as aparências das coisas desse mundo. Muitos são os que se impressionam, facilmente, com o brilho das festas, com o glamour das baladas, das festividades mundanas, com status dos cargos oficiais, com o poder de compra do dinheiro; com as bebidas, com a euforia e o aparente bem estar dos energéticos, do fumo e das drogas, se de início dão a sensação de leveza, euforia e muito prazer, logo se transformam no pesadelo do vício e da mortal dependência. 
III – É PRECISO FAZER RUIR A MURALHA DOS CUIDADOS DESTE MUNDO: Além de tudo isso, muitos são os que se iludem com os prazeres do mundo e não aceitam a Palavra de Deus, como nos ensina Mc 4. 19 sobre aqueles que ouvem e recebem a semente (Palavra) entre espinhos, “mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a Palavra, e fica infrutífera”. Atualmente, todos estão tão envolvidos com tantas atividades e ocupações que distraem que não tem tempo para muitas outras coisas, em especial para a Palavra de Deus. Muitos hoje vivem de ilusão! Nós fomos feitos para a glória de Deus e em Deus – somente em Deus - nos completamos! Não adianta muito todo o esforço, o trabalho, a luta e até a conquista quando o objetivo é egoísta e individual. Não podemos, como cristãos, sermos completos se nosso semelhante (o próximo) não o é! Não podemos, nem devemos pensar em muita riqueza, se existem em nossa  volta,muita pobreza e miséria!  
IV – É PRECISO FAZER RUIR A MURALHA DO PECADO: A maior de todas as muralhas, aquela que fazia separação entre nós e Deus, foi vencida e derrubada por Jesus Cristo. A muralha do pecado nos afastava de Deus e nos impedia de ter uma vida abundante e próspera diante do Senhor. Por meio de Seu sangue foi destruída essa barreira e hoje com ousadia podemos nos achegar ao trono da graça para acharmos ocasião em tempo oportuno. Mas o pecado nos ronda e faz cerco diário contra nós, então, é preciso buscar mais, orar e vigiar, senão seremos tragados pelas obras da carne (Gl 5.19-21) e são elas que tanto desagradam a Deus, ao ponto de que "os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus" (v.21c). Há, ainda, que se destacar  1 Jo 3.6:”qualquer que permanece nEle não peca; qualquer que peca não O viu nem O conheceu”!   
Extraímos aqui uma grande lição: Não há muralhas em nossas vidas que não possam ser rompidas pela fé! Se uma tão imensa muralha foi derrubada pela fé dos israelitas que estavam sob o comando de Josué, porque Deus tinha um propósito específico na vida deles, quanto mais em nossas vidas, por quem Jesus Cristo por amor deu Sua própria vida?  Mas para que o milagre aconteça e as muralhas sejam derrubadas não se pode deixar dominar pela duvida, pela incerteza, pelo engano ou ilusão, pelos cuidados deste mundo ou pelo pecado! Aja com fé e obedeça a voz de Deus. Torne-se um/uma vencedor/a! Clame pelo Senhor e vença as muralhas que surgirem à frente; não tema, antes, confie no Senhor! Fé e obediência sempre serão ingredientes de uma receita de sucesso! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 20/05/2012).

terça-feira, 15 de maio de 2012

MULHERES QUE SE TORNAM MÃES QUANDO SE DOAM!

Neste dia dedicado às mulheres que são mães, quero expor dois padrões femininos que ilustram a história dos começos.  Eva a primeira mulher – a partir de quem todos foram gerados – e Maria, a virgem que com sua coragem e obediência marca o começo da vida recomeçada, em Jesus, o esperado das nações, a partir de quem, nós, os cristãos do mundo inteiro, fomos, somos e continuaremos sendo gerados e regenerados pela mensagem de amor, graça e paz.
I - EVA, NO COMEÇO: A MARCA DA DESOBEDIÊNCIA E DA ALTIVEZ! Em Gn 3.1-15 nos deparamos com uma realidade: a mulher – Eva - não estava inocente quando abordada por satanás, personificado pela serpente (v.2). Aprendemos, então,  que desde o início nos foi dado o poder de escolha. Havia o que era permitido e o que era proibido. Sabemos o que não devemos fazer, mas se o fizermos – a escolha é nossa! – precisamos estar preparados para as consequências. Não é, portanto, propósito de Deus impedir Seus filhos – mesmo os que não se consideram assim – de fazerem aquilo que Ele sabe que não será bom, e que trará terríveis efeitos. Pela leitura bíblica, bem como pela experiência de vida, sabemos que não somos marionetes na mão de Deus.A  mulher desafiou o poder e a autoridade de Deus, exerceu sua vontade quando desobedeceu, agindo por conta própria (v. 6). Ela não somente tomou o fruto, mas o comeu e deu a seu marido, Adão. Este poderia ter recusado, obedecido à ordem divina e, inclusive, deveria ter confrontado a mulher, mostrando sua insatisfação por sua desobediência. Mas o que vemos? Adão não soube se portar na situação, posto que de forma passiva, acatou simplesmente a autoridade da mulher. O fracasso de Adão começou em casa. Ele tinha um lar, um belo relacionamento com a mulher e com Deus. Aí quero me deter para enfatizar que nos dias atuais a situação entre muitos casais é  muito semelhante. Mulheres disputam com homens o domínio de um sobre o outro; não há muita submissão de um ao outro como nos orienta o apóstolo Paulo em Ef 5.21, no temor de Deus. Nós mulheres temos que ter cuidado quanto ao que estamos passando para nossos maridos. Ele é cabeça, mas nós somos parceiras e como parceiras,  temos que filtrar as informações, para que não suceda que ponhamos fim ao relacionamento. Igualmente isso é válido para outros relacionamentos, tais como os familiares, os de amizade e os de trabalho. Deus é tão maravilhoso que, embora decepcionado com o grave erro dos seus dois primeiros filhos (Eva e Adão), já ali, no Éden, estabelece o plano da salvação (Gn 3.15), quando se dirige à satanás e afirma que haverá inimizade entre ele e a mulher (a humanidade), que o filho do Homem será ferido, e terá a morte, mas que satanás terá a cabeça esmagada, posto que a morte de cruz trará vida, esperança e salvação para toda a humanidade.
II - MARIA, NO RECOMEÇO: A MARCA DA OBEDIÊNCIA E DA SUBMISSÃO!Em Lc 1.26-55 lemos sobre uma segunda mulher, Maria, que foi visitada pelo anjo, em nome de Deus, e avisada que geraria o Seu Filho, o esperado das nações, o Messias, salvador da humanidade. Toda mulher carrega a semelhança de Eva. Maria igualmente carregava, eu e você, também. Mas o que Maria tinha de especial para ser escolhida como a mãe de Jesus, o Cristo? Maria foi o vaso escolhido para um elevado propósito de Deus. Maria era virgem, pura, era humilde, era corajosa e foi obediente (v.38). Ela poderia ter reagido aflitivamente, negando-se a qualquer ação que lhe engravidasse, posto que ainda não havia coabitado com seu esposo José, o que haveriam de pensar dela? A lei era rigorosa, seria ela rejeitada por José e repudiada por todos? Mas não, Maria simplesmente disse que ali estava como serva do Senhor e que nela se cumprisse Sua vontade! Eis um grande exemplo de mãe, Maria! Ela em tudo acompanhou o Filho; presenciou o primeiro milagre – por sua insistência é que aconteceu ( Jo 2.1-12) e O seguia a todos os lugares, inclusive estava ao pé da cruz, quando Jesus deu o último suspiro, não sem antes ter tido o cuidado de confiar sua mãe ao apóstolo João para que dela assistisse como se seu filho fosse (Jo 19.26,27).Estes são os exemplos marcantes que destaco neste dia. Mas não sejamos como Eva, a insubmissa e desobediente a Deus e má influência ao marido, mas como Maria. Ambas foram mães, mas, neste dia, oro para que possamos nos espelhar no exemplo de Maria e de tantas outras mulheres que não apenas geraram – deram vida a outra vida – mas que se doaram em amor e toda a entrega incondicional, como somente a mãe pode fazer e faz! Deus abençoe e guarde minha mãe, Cida, e todas as mulheres em todas as partes do mundo que se tornam mães, doando-se! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, pela Pra. Isabel Cristina, no culto de domingo 13/05/2012).