REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O OLHAR IMPREGNADO DE FÉ CONSEGUE VER ALÉM DAS ESTRELAS! O OLHAR IMPREGNADO DE FÉ ALCANÇA VITÓRIA!

PRIMEIRO EXEMPLO DE FÉ: ABRAÃO E AS ESTRELAS DO CÉU
Em Gênesis 15. 1-6 há uma cena impactante de promessa de Deus sobre bênçãos incontáveis e da fé de um homem que soube esperar por elas.
A um homem idoso e sem filhos, casado com uma mulher idosa, o Senhor faz uma promessa humanamente impossível de ser realizada: ele teria filhos e sua descendência seria incontável, assim como as estrelas do céu!
Você olha para o céu – em uma noite calma e limpa – e consegue ver as muitas estrelas que iluminam todo o firmamento! Você realmente consegue vê-las? Mais do que ver, consegue contá-las? Talvez algumas poucas centenas e poucos milhares, mas certamente será incapaz de contar todas! Sabe por que, porque são incontáveis!
A olhos nu somos capazes de contar cerca de 6.000 estrelas no céu. Se usarmos uma luneta ou algo mais sofisticado esse número sobre para cerca de 30.000. Através de um telescópio super potente somos capazes de observar mais de 1.000.000 de estrelas. Mas quantas estrelas realmente existem no universo? Essa é uma das perguntas que astrônomos há muito estão buscando resposta. O que se sabe que é preciso lançar mão de modelos teóricos, pois mesmo lançando mão dos mais possantes telescópios o homem ainda não conseguiu ver sua totalidade, que se acredita ser mais do que as células no corpo humano, cerca de 50.000 bilhões. Ufa!
Voltemos ao texto bíblico: Diante das adversidades e do impossível – aos olhos de qualquer ser humano – Abraão com 99 anos e sua mulher com 89 terem um filho! Que absurdo, parecia a todos!
Você acreditaria em uma promessa assim!
A Bíblia afirma – Gn 15.6 – que Abraão creu no Senhor e que isto lhe foi imputado por justiça!
SEGUNDO EXEMPLO DE FÉ: JOSUÉ, CALEBE E A TERRA QUE MANAVA LEITE E MEL
Em Números 13.1-14.22 há a descrição da viagem de inspeção dos doze espias à terra de Canaã. E de como o relato aterrorizado de dez espias convenceu o povo que era impossível prosseguir, tendo logo passado a murmurar contra Moisés e o Senhor. O relato de Josué e Calebe mais realista, porém cheio de fé, a ninguém convenceu e foram vencidos pela argumentação dos descrentes e amedrontados espias. A resposta em forma de sentença veio de Deus: ninguém daquela geração entraria na Terra Prometida, tão somente Calebe e Josué! Que exemplo de fé e como isso agradou a Deus!
Para Deus importa fé e atitude, aprendamos, pois com esses homens de fé:
I – SOMENTE ESTÁ APTO A RECEBER INCONTÁVEIS BÊNÇÃOS QUEM TEM A VISÃO ELEVADA E BEM AMPLA.
II – PARA ALCANÇAR INCONTÁVEIS BÊNÇÃOS É PRECISO CONTINUAR EM FRENTE, SEMPRE.
III – ALÉM DE CONTINUAR A TRABALHAR, É PRECISO ACEITAR DESAFIOS E NÃO TEMER O JULGAMENTO DE OUTROS.
IV- NÃO ALCANÇA INCONTÁVEIS BÊNÇÃOS QUEM VACILA E NÃO CONSEGUE AMPLIAR SUA VISÃO.
V – SE VOCÊ PRETENDE ALCANÇAR BÊNÇÃOS SEM MEDIDA, SIGA ESTES PASSOS: 
   Tenha um coração cheio de esperança os dez espias viram a realidade nua e crua, mas dois deles (Josué e Calebe) conseguiram ver além da realidade, detendo-se naquilo que a realidade pode vir a ser (Números 14. 7 e 8: “A terra que espiamos é muito boa. Se o Senhor se agradar de nós, então nos porá nesta terra e nos dará, terra que mana leite e mel”).
      Tenha uma atitude cheia de perseverança. É preciso insistir, persistir e não desistir nunca. A perseverança assim só nos impulsiona para a frente, nunca para os lados ou para baixo. 
     Tenha ânimo pelas promessas de Deus - Em Números 14.24;38 Josué e Calebe poderiam pensar que não teriam idade para usufruir da promessa, mas o cumprimento veio na hora certa. 
        Tenha razões específicas pelas quais lutar Josué e Calebe tinham um alvo. Eles acreditaram, lutaram e conquistaram a vitória.
Você pode mudar de atitude em relação aos desafios do dia-a-dia com fé, esperança e perseverança, alcançando em Deus vitória em sua vida, de forma incontável, assim como as estrelas a olho nu. Conte as estrelas com fé e conseguirá vê-las, vendo Deus realizar Suas promessas em você. Creia, simplesmente creia. E o impossível acontecerá em sua vida! É preciso romper em fé! É preciso acreditar, a despeito de tudo, na possibilidade de não conseguir e de até fracassar, não importa, porém é necessário prosseguir e ir em frente! Insista, persista e não desista de seus sonhos, nunca!
Se para você há algo difícil de acontecer, não vacile, não desista, simplesmente creia no Deus do impossível! E o milagre vai acontecer!
Creia, confie e Nele espere!
Em 2014 assuma as virtudes cristãs, tão bem expostas por Paulo: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13.13).
Oro a Deus, então, para que verdadeiramente todos possam compreender que mais importante do que a fé e a esperança que alegra o coração de Deus, é o amor que constitui a maior manifestação da presença de Deus em nossas vidas! 
Feliz 2014 na presença de Deus - com muita fé, mais esperança e muito, muito amor!!!
(Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no Culto de Celebração e Ação de Graças, o Culto da Virada).

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

AO QUE É SEMELHANTE O REINO DOS CÉUS?

Mateus 13 constitui um capítulo que bem retrata, em parábolas, o ensino de Jesus sobre o Reino de Deus. Cerca de um terço dos ensinamentos de Jesus se deu em parábolas, histórias breves do cotidiano contadas em forma de analogia para ilustrar verdades espirituais.
O capítulo 13 retrata, ao todo, oito parábolas, com um só objetivo: revelar a todos o Reino de Deus (ou dos Céus, como expõe Mateus). Vejamos cada uma das parábolas:

v.3-23: a parábola do semeador è
A parábola do semeador nos ensina que o Reino está atualmente presente – embora não consumado - que a auto-suficiência se opõe ao Evangelho e que se pode esperar respostas maiores de muitos ..”um, a cem, a sessenta e a trinta”. Como assim? Muitos são os que apenas se limitam a  reproduzir a si mesmo (produzem a um), outros, conseguem 30x o primeiro, outros, conseguem 60x o primeiro, e por último, os mais que frutíferos, reproduzem 100x o primeiro. Em qual deles você se enquadra?

v.24-30: a parábola do trigo e do joio è
A mensagem principal desta parábola é que o Reino consumado de Deus será diferente do reino presente, pois o Reino consumado é um ambiente perfeito somente para filhos do Reino.
Atualmente, os filhos do Reino e os filhos do mal vivem juntos na sociedade humana.
O joio era muito comum na Palestina e muito parecido com o trigo; não é possível distingui-lo do trigo até o grão aparecer na época da colheita.
A questão da separação ou pureza relativa na conduta ou doutrina entre os discípulos e a Igreja é respondida segundo as diretrizes de Jesus. O mesmo não pode ser feito pelos discípulos ou pela Igreja – mas será feito em última análise pelos anjos de Deus (v.39,41).
A separação prematura na época atual está fora de questão e torna-se mais destrutiva que purificadora.
(Explicação da parábola isoladamente aos discípulos: v.37-43).

v.31-33: a parábola do grão de mostarda e do fermento è
Esta parábola ensina a grandiosidade destinada ao Reino. O Reino realizado por Jesus agora parece insignificante, mas sua grandiosidade será manifesta na consumação do final dos tempos.
No presente, o Reino não é totalmente manifesto, mas na consumação do tempo vindouro será revelado a todos. Enquanto isso, realiza seu trabalho de permear a sociedade humana, penetrando no mal e transformando vidas.

v.44 -51: as parábolas do tesouro escondido, da pérola e da rede è
As parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor enfatizam o valor superlativo do Reino. Uma interpretação comum é que uma pessoa deve estar disposta a desfazer-se de tudo para possuir o Reino. Outro significado: Jesus é o comprador que deu tudo de si para assegurar o Reino (ver Atos 20.28).
A parábola da rede, como a parábola do joio (v.24-30), lida com santos (os bons) e pecadores (os maus) em uma sociedade mista. Sua singularidade é que faz alusão à responsabilidade da Igreja em transmitir a mensagem do Evangelho a toda a sociedade, percebendo que atrairá todo o tipo de pessoas, algumas das quais serão consideradas impenitentes –persistem no erro e no crime – pelos anjos na consumação dos séculos.

Por último, no v.52 a parábola do pai de família è
Em resposta à afirmação dos discípulos em relação ao que compreendiam, Jesus os compara a um chefe de família capaz de integrar o novo com o velho. O discípulo que foi adequadamente instruído tem sob seu comando tanto o Judaísmo (velho) quanto o Cristianismo (o novo).
Esclareceu, ou confundiu, mais ainda este ensino sobre o Reino de Deus? Oro, de antemão, para que o Espírito Santo, mais uma vez, atue, e convença você, com instruções sobre sua função no Reino! (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 29/12/2013).

sábado, 28 de dezembro de 2013

VOCÊ É CRISTÃO.... ENTÃO, NÃO ESQUEÇA QUE O CUMPRIMENTO DA LEI SE EVIDENCIA NO AMOR!

Pensemos em nosso ambiente evangélico hoje. Como há leviandade espiritual, mau testemunho, quase oba-oba e festa! Cristãos festivos, sem engajamento, em busca de riquezas, de prosperidade, de melhor carro, de saúde, de vitória material , mas sem engajamento, sem vida sacrificial. No passado, a prova da fé era morrer por amor a Cristo. Hoje, a prova da fé, para alguns, é enriquecer graças a Cristo. Muito do que hoje se chama "vitória da fé" nada mais é que um materialismo pragmático grosseiro. Não se vê desprendimento, mas ajuntamento de riquezas. Esta é uma questão muito séria: estão os filhos de Deus cumprindo os dois mandamentos sintetizadores da lei (Mateus 22.36-40), na ótica de Jesus? Ou estão sufocados por um capitalismo espiritual, que vê as coisas como valor supremo da vida?
Você ama a Cristo sobre todas as coisas? Ama-o mais que ao seu carro, que à sua casa de campo e ao seu apartamento na praia? Você morreria por Cristo? O tão criticado Tomé nos deixou um dos maiores rasgos de fé do Novo Testamento: " Vamos nós também, para morrermos com ele" (João 11.16). Podemos dizer como ele? Você morreria por Cristo?
Você ama seus irmãos em Cristo ou os vê como estorvo? Um cristão, provavelmente muito aborrecido com seus irmãos na fé, compôs os seguintes versos:
Viver com os santos no céu,
oh que glória!
Viver com eles aqui na terra?
Bem, isto é outra história!
Mas por mais aborrecidos que estejamos e por mais que nossos irmãos tenham falhado conosco, não podemos ter esta postura crítica. Não é este o padrão de relacionamento proposto aos cristãos. Por mais que racionalizemos, sabemos que não é. Qualquer desculpa que se dê é apenas a atitude de um coração endurecido que tenta se justificar em vez de se corrigir. 
Jesus encarnou na sua vida os dez mandamentos, que, de forma admirável, sintetizou em dois. Amou a Deus até o fim. E amou o próximo até o fim:" havendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (João 13.1). A maior prova do seu amor está na cruz, em que ele mostrou seu amor ao Pai, obedecendo-o (lembre-se do tão conhecido texto de Filipenses 2.8), e mostrou seu amor pelos homens, por eles morrendo. Mais do que externalidades, o cumprimento dos dez mandamentos se evidencia em amor. 
"Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também" (João 13.15).
" Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes" (João 13.17).
(COELHO FILHO, Isaltino Gomes. A atualidade dos dez mandamentos. São Paulo: Exodus, 1997, p.139,140)

EM 2014 TENHA MAIS ATITUDES.... MENOS LOUVOR!

Na concepção da vida cristã de muitos, hoje, o que há de mais importante é o êxtase, o louvor, a contemplação. A vida cristã tem passado por um processo de desfiguração, de descaracterização, sendo entendida como sensações, emoções, cânticos e louvor. Pouco diferente da estrutura de seitas orientais que enfatizam somente o misticismo. Ora, não se pode ignorar que um forte componente do ensino bíblico é a ética. A vida conta mais que o louvor. Por mais estranho que isso pareça aos nossos ouvidos, Deus está mais interessado em nossas atitudes que em nosso louvor! (COELHO FILHO, Isaltino Gomes . A atualidade dos dez mandamentos. São Paulo: Exodus, 1997, p. 98).

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

DEU NO JORNAL: “SER MUITO MATERIALISTA PODE FAZER MAL À SAÚDE”!

No jornal “O Globo” de hoje, deparei-me com a manchete acima e parei para ler. Veja o inteiro teor da matéria acessando o link: 
http://oglobo.globo.com/saude/ser-muito-materialista-pode-fazer-mal-saude-11138906.
Que interessante! Se por um lado, os cientistas se rendem ao materialismo e se negam, categoricamente, a discutir e a aceitar as verdades espirituais, a própria ciência evidencia agora que quem se porta e vive como materialista vai ser seriamente afetado na saúde. Uma pesquisa realizada por reconhecida instituição americana, a Universidade de Michigan, chegou a conclusões impactantes, pois revela que materialistas tendem a adotar comportamentos geradores de estresse, preocupando-se mais com as coisas que as pessoas e, então, veem deteriorar a qualidade de vida e aumentar o risco de diversas doenças físicas. Outra conclusão importante: pessoas que vivem preocupadas em possuir bens para assim se sentirem bem, também veem aumentar a ansiedade, e, quando não conseguem alcançar o que almejam, têm baixa autoestima e depressão. Na sequência da matéria, lemos que “o Natal se aproxima e, a despeito do espírito de amor e união que envolve a data, há pessoas que, no fundo, estão mais preocupadas com os presentes”... ( ) “O Natal é um bom  momento para se refletir sobre essa inversão de valores”. E mais: “Estresse gera doenças em todo o corpo. Reconhecidamente, o estresse é um fator que desencadeia grande variedade de problemas de saúde, como diabetes, síndrome do colo irritável, alergias, hipertensão, queda na produção de esperma e diminuição da libido. Ataques de pânico, falta de concentração, enfraquecimento do sistema imunológico e redução da densidade óssea são outros efeitos negativos do estresse no organismo. Para a psicóloga e psicoterapeuta Andreia Calçada, as pessoas devem fazer do Natal um momento de encontro e celebração, nunca um culto ao materialismo: - Ter roupas legais, computador moderno, carro do ano, tudo isso é bom, desde que não passe por cima de coisas que são mais importantes. Insatisfação crônica é outra consequência”.
Reflita sobre isso e neste Natal pare, e se você tem tendências materialistas, pense nas consequências. Não sou um defensor de religião, mas da espiritualidade tão necessária para uma vida mais ampla, mais saudável, posto que nos tornam mais humanos.
Veja Cristo neste Natal! Ele é a fonte da vida, da luz e do amor!
Não se apegue às doutrinas e aos conceitos dos homens, antes, procure a verdade que liberta!
Desprenda-se das coisas e dos presentes que possa receber, entregue-se á essência da vida.
Doe-se cada vez mais ao outro, não veja nem ressalte os erros e defeitos, antes detenha-se nas qualidades e aí viverá mais, estressando-se menos.
O materialismo faz mal à saúde, a espiritualidade nos leva à prática do bem! E acredite: fazer o bem, faz muito bem!

Tenha você um Feliz Natal e que Deus, em Cristo Jesus, nasça e renasça em seu coração e em sua vida, com a força revigorada do Amor, da Esperança, da Fé, da Graça e da Paz!   

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

O SENHOR É GUARDA FIEL E PROTETOR, DELE VEM O SOCORRO !

O salmo 121 não possui autoria conhecida, mas retrata bem o clamor e a certeza de que em Deus podemos confiar e nEle esperar sempre, pois é Ele quem nos guarda e protege. Ele nunca dorme, nem cochila. Ele sempre estará ao nosso lado para nos proteger, basta nEle confiar! 
É certo que todos passamos por momentos difíceis, tanto com problemas, como com situações desagradáveis e que tiram a nossa paz. Essas situações nos levam a buscar uma solução, um socorro que possa nos trazer alívio, paz e vitória. As pessoas costumam procurar em diversos lugares por socorro. Buscam pessoas ou coisas que possam socorrê-las, mas quase sempre não encontram, pois o socorro verdadeiro não existe onde estão procurando. O socorro eficaz está em Deus. Como poderemos saber disso? Lendo e compreendendo as verdades contidas no Salmo 121, identificamos, em cada versículo, uma verdade que deve marcar nosso caminho com Cristo:
I – O SOCORRO ESTÁ EM DEUS: quem escreveu o salmo certamente passava por alguma situação difícil, então, busca o socorro no Senhor. “Elevo os olhos para os montes: de onde me virá o socorro?” (v. 1). Os “montes” simbolizam Sião e Jerusalém, e o templo que, naquela época, representava para o povo a presença viva de Deus ali. O salmista buscava encontrar a presença de Deus, pois sabia que o seu socorro viria do Senhor.
II – O SOCORRO DE DEUS É CERTO: “O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra.” (v. 2). Não há qualquer dúvida de que Deus viria socorrer o salmista. O salmista poderia ter dito: “eu acho que o meu socorro vem do Senhor”, ou então: “o meu socorro talvez venha do Senhor”; mas ele foi enfático e com fé em Deus declara: “O meu socorro vem do Senhor”.
III – DEUS QUE SOCORRE É SOBERANO SOBRE TODAS AS COISAS: “Ele não permitirá que os teus pés vacilem…” (v. 3). Tudo está debaixo da permissão de Deus. Nada pode acontecer sem a permissão Dele. Todos os seus problemas estão sob Sua autoridade. Se você crer nisso, deve descansar e encontrar paz, pois Ele não deixará que você fique enfraquecido, perca o ânimo, desista ou vacile!
IV – DEUS QUE É SOBERANO ESTÁ ALERTA AO QUE ACONTECE EM MINHA VIDA: “É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel.” (v. 4). Não há perigo de Deus se esquecer de você, pois Ele não cochila, nem dorme; está sempre alerta, é onisciente, onipresente, onipotente. É o guarda perfeito, que vigia a todo instante aos Seus!
V- DEUS QUE ESTÁ ALERTA AO QUE ACONTECE EM MINHA VIDA, ESTÁ BEM PRÓXIMO DE MIM: “o Senhor é a tua sombra à tua direita.” (v. 5). Deus acompanha os seus adoradores, não os deixa, não os desampara. Assim como sua sombra que nunca se distancia de você, assim é Deus com você! Ele está totalmente próximo, participando da sua vida, bem de perto!
VI – DEUS QUE ESTÁ BEM PRÓXIMO DE MIM, ESTÁ ME CONDUZINDO EM TODOS OS MOMENTOS: “De dia não te molestará o sol, nem de noite, a lua.” (v. 6). O Senhor sempre socorrerá você nas dificuldades da vida. Ele não descansa, sua proteção é de 24 horas, ininterruptamente, quer haja a luz do dia, ou a escuridão das noites frias e traiçoeiras, Ele estará bem próximo conduzindo você!
VII – DEUS QUE ME CONDUZ EM TODOS OS MOMENTOS, ME PROTEGE, SEMPRE: “O Senhor te guardará de todo mal; guardará a tua alma.” (v. 7). Deus esconde você debaixo de Sua proteção. Você pode passar por muitas tribulações, mas saiba que Ele guarda como um cuidadoso Pai, assim como um pássaro guarda os seus filhotes no ninho, livrando-os de qualquer sobressalto ou perigo.
VIII- DEUS QUE ME PROTEGE SEMPRE, CUIDARÁ DE MIM EM TODOS OS LUGARES E EM TODOS OS MOMENTOS: “O Senhor guardará a tua saída e a tua entrada, desde agora e para sempre.” (v. 8). Os seus passos estão debaixo da supervisão e dos cuidados de Deus.
Aposse-se destas verdades e não tema, tampouco vacile. Seu socorro está no Senhor, Ele, somente Ele, guarda e protege! Ele está agora e no futuro sempre estará pronto a socorrer você! (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 22/12/2013). 

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A RESPEITO DOS QUE FOGEM!

Marcos 14. 43-53 nos mostra os instantes decisivos que marcam a prisão de Jesus no Getsêmane. Ficamos sabendo pela descrição que Judas, um dos doze discípulos, chega a Jesus, da parte dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e dos anciãos, e com ele, os guardas do templo comandado pelo Sinédrio e pelos servos do sumo-sacerdote, além de uma multidão com espadas e porretes. Ato contínuo, como havia combinado que beijaria aquele que deveria ser preso, Judas assim faz. Mas também pronuncia as palavras “Rabi, Rabi”, para não haver dúvida, pois aquele era o mestre. Sem oferecer resistência alguma, Jesus responde à multidão enfurecida indagando: por que vinham até ele com espadas e porretes a prendê-lo como a um salteador; não estivera todos os dias com eles, ensinando-os no templo, por que, então, não o prenderam, antes?
E o que mais assistimos, conforme a narrativa de Marcos?
I – OS QUE ESTAVAM COM JESUS FUGIRAM – v. 50.
Com Jesus estavam os onze discípulos – pois Judas se retirara antes do final da ceia. Mas ali, com exceção de um (Pedro) – v. 47 - que toma a espada e fere a orelha de um servo do sumo sacerdote, não há atitude de mais ninguém. Pedro usa a forma errada e totalmente despropositada, revelando-se como alguém que não havia entendido em nada a mensagem de graça e paz do Mestre que estivera com ele por mais de três anos!
Aqueles homens – todos amigos e discípulos de Jesus – simplesmente O abandonaram à própria sorte e fugiram!
E quanto a você, em idêntica situação, como reagiria?
II – HAVIA UM JOVEM QUE SEGUIA JESUS, MAS QUE QUANDO QUISERAM PRENDÊ-LO, NÃO FEZ DIFERENTE, E, TAMBÉM FUGIU – v. 52.
Muitos estudiosos asseguram que este jovem descrito no texto era o próprio Marcos, em função da irrelevância dos detalhes. Chama atenção o fato de que apenas Marcos cita essa cena. Aparentemente o jovem dormia ali, acordado pelo barulho e meio zonzo pelo inusitado, assustado, ao sentir-se preso pelos braços de alguém, consegue se soltar, mas deixa o lençol que o cobria e foge, totalmente nu. Que cena!
III – ATÉ HOJE MUITOS SÃO OS QUE FOGEM DE JESUS.
Muitos são os que parecem estar com Jesus, mas O deixam porque não têm nada mais para se firmar.
Na hora da pressão e do susto, da tentação e do aperto, facilmente deixam o compromisso; não adiante tentar segurá-los, deixam a roupa, os lençóis que os sustentam e fogem, como o jovem nu.
Estes não estão vestidos com a armadura de Deus (Efésios 6.13-17: na cintura, como cinto, a verdade, no peito, como couraça, a justiça, nos pés, como calçado, o evangelho da paz, nos braços, como escudo, a fé, na cabeça, como capacete, a salvação, e na mão, como espada, a Palavra de Deus),  ao contrário, estão envoltos e revestidos por três tipos de frágeis lençóis:
a religiosidade: a religião não confere a ninguém mais segurança, nem mais profundidade espiritual. A frequência ao templo, o uso de rituais e liturgias não são suficientes para assegurar a presença firme de alguém ao lado do Senhor na hora da tribulação.
o moralismo: os que aderem a posições moralistas se revelam com uma cobertura muito superficial, como uma leve capa. Estes, quanto mais se enroscam e enrolam nesse tipo de lençol, mais propensos estão para fugirem da presença de Deus.
    o modismo e a aparente conversão: os que aderem aos modismos de igrejas, marcam uma posição entusiástica pelo “oba-oba”, posto que expressam atitudes focadas em empolgação com o culto, com a música, com as atividades, com os amigos, com o pastor, com a proximidade de sua casa, enfim, aparentemente são convertidos, mas fogem de compromissos e de se firmarem com o Senhor.
IV – O QUE FAZER PARA PERMANECER AO LADO DE JESUS E NÃO FUGIR DE SUA PRESENÇA.
É preciso prosseguir e se firmar para que, apesar das pressões e dos sustos do dia-a-dia, cada um busque não fugir de Sua presença, ao contrário se aproxime mais de Jesus.
Experimente,
 - andar na leveza da compreensão da verdade que liberta.
  - viver consciente que o mal lhe espreita e que ação constante do inimigo é matar, roubar e destruir você.
 estar cingido de modo adequado, ou seja, com a armadura de Deus; porque, a toda hora você poderá ser confrontado, então, acordado ou dormindo, esteja habilitado para a vitória!
Finalmente, não se esqueça, espiritualmente, não esteja nu, apenas coberto com um lençol. Cubra-se com a vestimenta de um cristão, verdadeiramente convertido e discípulo de Jesus. Insisto, vista-se com a armadura de Deus (Ef 6. 13-17):
- a certeza da salvação.
- a fé.
- a verdade.
- o Evangelho da Paz.
- a justiça.
- o conhecimento da Palavra.
Se você estiver vestido assim, terá uma verdadeira armadura, e o Senhor combaterá com você e por você; saiba que assim será um vencedor. Não estará sujeito ao insucesso ou fracasso, pois não irá fugir desnudo diante das pressões da vida e para longe da presença de Deus! Pense nisso! (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 15/12/2013).

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A TRADIÇÃO, OS COSTUMES, A LEI x A ESPIRITUALIDADE QUE IMPORTA PARA CRISTO

Em Marcos 7.1-23 eis que é descrita uma cena que se revela em três atos:         
PRIMEIRO ATO: JESUS E OS ESCRIBAS E FARISEUS.
Há um diálogo interessante entre Jesus e os “homens da lei” que se chegam até Ele, posto que eram fiéis guardiões da lei e das tradições judaicas.
A grande indagação: Por que os teus discípulos transgridem (descumprem, desobedecem) a tradição dos anciãos e não lavam as mãos quando comem pão?
(A tradição oral dos anciãos se aplicava a muitas práticas e os fariseus acreditavam e defendiam que essas tradições eram igualmente válidas tanto quanto a lei escrita. Lavar as mãos não se referia a higiene, mas à purificação ritual).
Jesus responde a eles citando Isaías 29.13.
E a pergunta de Jesus vai ao âmago da questão. Do ponto de vista da tradição, realmente os discípulos eram transgressões, mas não eram da lei mosaica.
Já aqueles homens religiosos, assim como todos em Israel, transgrediam a lei mosaica, em relação ao quinto mandamento: a obrigação legal de honrar pai e mãe passa a ser substituída pela oferta ao templo ou ao sacerdote. Ou seja, se o filho declarar aos pais que já entrega sua Corbã – sua oferta – no templo, fica desobrigado de honrar – sustentar ou cuidar – seus progenitores.
(Corbã -a transliteração do hebraico é  " Qorban” - é uma palavra hebraica que significa “Sacrifício”, “oferta”. Literalmente, descreve aquilo que é levado para junto do altar (do verbo qarab).
Trata-se de uma palavra bíblica comum, em especial nos livros do Levítico e Números. Vejamos, por exemplo, Levítico 1,2; 2, 1.4.12.13; 6,13; 7,14; Números 7 (aparece 12 vezes!). Nossas traduções normalmente usam a palavra “oferta” quando consideram este vocábulo hebraico)
Então, entregando a Corbã no templo, cumpre-se a tradição, e bastará falar aos pais que os sacerdotes validam a substituição feita.
Mas isso gerou em Jesus um alerta: a tradição – oferta no templo – invalidou o cumprimento de um mandamento!
Novamente, como em outras ocasiões, Jesus chama pessoas assim de hipócritas e cita Isaías 29.13 afirmando que “este povo honra-me com seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens”.
SEGUNDO ATO: JESUS E A MULTIDÃO
Jesus se volta, então, para a multidão e passa a ensinar, ampliando o conceito sobre o que acabara de acontecer para que todos pudessem entender:
     1)    O que contamina o homem não é o que entra pela boca. 
             2)  O que contamina o homem é o que sai da boca.
TERCEIRO ATO: JESUS E OS DISCÍPULOS
Com os discípulos, o ensino de Jesus é mais centrado, posto que lhes critica a falta de entendimento sobre o significado de suas palavras, tanto as ditas aos religiosos quanto à multidão.
Vejamos uma análise mais ampla do ensino de Jesus, tanto na discussão como os religiosos, quanto com a multidão e os discípulos:
A discussão se firma, inicialmente, sobre o valor da tradição. Jesus lembra para os religiosos o profeta Isaías, ao abordar a hipocrisia de alguns gestos litúrgicos, que escondem uma vida longe dos preceitos divinos. Lembra, então, o preceito de cuidar dos pais e como alguns se desculpam dizendo que invés de ajudá-los tem que dar “ofertas” para o templo, para os sacerdotes.
O ensinamento de Cristo explica em que consiste a prática religiosa, que em vários setores religiosos do seu tempo se limitava a gestos formais. Para alguns, estava em primeiro lugar o sacrifício, a oferta ao Templo e só em seguida vinha a prática de fazer o bem para o próximo (com os próprios pais, neste texto).
Louvor e fé verdadeira emanam de lábios que falam do mais profundo do coração. Como princípio de vida, uma confissão de fé não é – nem pode ser – uma recitação ritual de bordões; do contrário, torna-se somente a representação de uma tradição humana e, como Jesus observa, é potencialmente hipócrita!
Se somos chamados ao louvor e à adoração à Deus, não devemos nos portar como fingidos atores rituais e que nossas confissões das promessas de Deus sejam sem hipocrisia.
Precisamos falar e agir realmente apenas o que o Espírito Santo originou em nossos corações, o que nos impulsa a somente falar a verdade com nossos lábios.
Os líderes religiosos cometeram dois grandes equívocos:
Em primeiro lugar, eles pensavam que por observar esses ritos eram melhores que os outros. Eles tinham um alto conceito de si mesmos. Eles se julgavam mais santos, mais puros, mais dignos que as demais pessoas.
Em segundo lugar, eles estavam enganados quanto à natureza do pecado. A santidade é uma questão de afeição interna e não de ações externas. Eles pensavam que eram santos por praticarem ritos externos de purificação. O contraste entre os fariseus e escribas e os discípulos de Cristo não era apenas entre a lei e os ritos, entre a verdade de Deus e a tradição dos homens, mas uma divergência profunda sobre a doutrina do pecado e da santidade. Este conflito não é periférico, mas toca o âmago da verdadeira espiritualidade. Ainda hoje, muitos segmentos evangélicos coam mosquito e engolem camelo. Os escribas e fariseus em nome de uma espiritualidade sadia, negligenciaram o mandamento de Deus, rejeitando o preceito de Deus e invalidaram a Palavra de Deus.
Jesus chama a esses religiosos de hipócritas. O hipócrita é um ator, aquele que desempenha o papel de uma outra pessoa. Ele não é quem aparenta ser. Os lábios são de uma pessoa, mas o coração é de outra. Há um perigo no ar: muitos são os que estão fisicamente na igreja e deixam seus corações em casa, assim, são uma pessoa aqui, mas ali é outra pessoa. O hipócrita é alguém que esconde, ou tenta esconder suas intenções reais por trás de uma máscara de virtude simulada. O hipócrita é aquele que fala uma coisa e sente outra. Há um abismo entre suas palavras e seus sentimentos, um hiato entre suas ações e seu coração, uma esquizofrenia entre seu mundo interior e o exterior. O hipócrita é um enganador, fraudulento, impostor; Ele finge ser o que, na verdade, não é.
UMA OBSERVAÇÃO:
 Os rabinos haviam dividido a Lei Mosaica, ou Torá, em 613 decretos distintos, com 365 deles sendo considerados proibições, enquanto 248 eram orientações positivas. Além disso, em conexão com cada decreto, haviam desenvolvido distinções arbitrárias entre o que consideravam “permitido”, e o que “não era permitido”. Por meio dessas distinções, eles tentavam regular cada detalhe da conduta dos judeus: seus sábados, viagens, comida, jejuns, ofertas, comércio, relações interpessoais, dentre outros.
Os escribas e os fariseus, tentando reprovar os discípulos de Cristo, para destruí-lo, foram denunciados de cometer vários desvios na prática da verdadeira espiritualidade:
1) O culto deles era em vão (7.7). Jesus responde os escribas e fariseus citando para eles a lei e os profetas, ou seja, Isaías 29.13 e Êxodo 20.12. A autoridade não está nos escritos dos rabinos, mas na Palavra de Deus. O culto só é verdadeiro quando é regido pela verdade de Deus e pala sinceridade de coração. Palavras bonitas desprovidas de verdade  interior desagradam a Deus. É uma grande tragédia quando pessoas religiosas, praticam sua religião e se tornam ainda piores.
2) Eles negligenciam o mandamento de Deus (7.8). Os escribas e fariseus eram culpados de colocar a mera tradição humana acima do mandamento divino, uma regra feita pelo homem acima de um mandamento dado por Deus. Eles deturparam o mandamento de Deus para manter a tradição dos homens. Eles deram mais valor à sua tradição oral do que a Palavra escrita de Deus.
3) Eles rejeitaram habilmente o preceito de Deus (7.9-12). Os escribas e fariseus chegaram ao ponto de anular e invalidar um preceito infalível de Deus para confirmar sua tradição fraca e miserável. Jesus fala sobre o arranjo jeitoso que os rabinos fizeram para deturpar a quinto mandamento e liberar os filhos avarentos da responsabilidade de cuidarem de seus pais na velhice. Esses líderes proclamavam amar a Deus, mas não tinham amor pelos pais. O mandamento para honrar pai e mãe está fartamente documentado nas Escrituras. Honrar pai e mãe é mais do que simplesmente obedecer-lhes. O que realmente importa é a atitude interior do filho em relação aos seus pais. Essa atitude é o que, na verdade, produz honra. Toda obediência interesseira, relutante, ou produzida pelo terror é, descartada. Honrar implica em amar e ter em alta consideração.
4) Eles invalidaram a Palavra de Deus (7.13). Os escribas e fariseus estavam não apenas ignorando, mas também invalidando a Palavra de Deus. Eles estavam retirando a autoridade divina do quinto mandamento. Por outro lado, estavam colocando em seu lugar uma tradição injusta e iníqua. Jesus deixa claro que a oferta de Corbã era apenas um exemplo dos muitos desvios desses falsos mestres.
A grande base de sustentação da ortodoxia evangélica é a verdade de que a Palavra de Deus é nossa única regra de fé e prática. A verdadeira espiritualidade não é ritual nem cerimonial, mas procede da sinceridade do coração. Não é o que homem põe para dentro que, necessariamente, faz-lhe mal, mas o que sai do seu coração. Esse preceito de Jesus tem duas implicações:
A primeira: Jesus refuta a ideia de que o homem é produto do meio. O mal não vem de fora, mas de dentro. O mal não está no ambiente, mas no coração.
A segunda: Jesus refuta a ideia de que o ritualismo externo pode nos tornar agradáveis aos olhos de Deus. Lavar as mãos ou purificar utensílios não nos torna limpos aos olhos de Deus. Ele não atenta para a aparência, mas vê o coração. Ele busca verdade no íntimo.
E explica Jesus (v.17-23) que a verdadeira pureza tem a ver com o coração e não com o estômago: Em vez de ser um prisioneiro do legalismo farisaico, Jesus exorta a multidão a ter uma espiritualidade governada pelo entendimento da verdade de Deus. Jesus dá grande ênfase à necessidade de ouvir e compreender. Não podemos seguir interpretações enganosas, antes devemos inclinar nossos ouvidos à Palavra de Deus.
Jesus se posiciona quanto as listas intermináveis do pode e não pode da religião judaica.
Jesus está declarando puros todos os alimentos. Não podemos considerar impuro o que Deus tornou puro (Atos 10.15). O alimento desce ao estômago, mas o pecado sobe ao coração. O alimento que comemos é digerido e evacuado, mas o pecado permanece no coração, produzindo contaminação e morte.
Jesus aponta o coração como a fonte dos sentimentos, aspirações, pensamentos e ações dos homens. Essa fonte é, também, a fonte de toda contaminação moral e espiritual. Estejamos, então, alertas sobre isso! (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 08/12/2013).

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

DEUS É LUZ E AQUELES QUE NÃO ANDAM NA LUZ NÃO TÊM COMUNHÃO COM ELE

O apóstolo João em sua primeira epístola apresenta Jesus como o Filho de Deus e afirma que aqueles que O seguem devem viver de maneira justa. Nesta reflexão me detenho no primeiro e em partes do segundo capítulo. João afirma que Deus é Luz e que a comunhão com Ele faz com que a pessoa caminhe em verdadeira comunhão com outros crentes. Somente a comunhão com Ele e com os irmãos permite que as pessoas reconhecem, através da unção de Deus, o erro, a falsa doutrina e as heresias e se preparem para enfrentar o inimigo. E mais fica evidenciado neste primeiro capítulo, que destaco:
                                   DEUS, A LUZ E A COMUNHÃO (1 João 1-2)
I – DEUS É LUZ E NELE NÃO HÁ TREVA NENHUMA (1. 5).
II – NÃO TÊM COMUNHÃO COM ELE, OS QUE MESMO AFIRMANDO QUE O SEGUEM, ANDAM NAS TREVAS (1.6).
III – SE ANDARMOS NA LUZ – COMO NA LUZ ELE ESTÁ – TEMOS COMUNHÃO UNS COM OS OUTROS, E O SANGUE DE JESUS NOS PURIFICA DE TODO O PECADO (1.7).
IV– DIZEMOS QUE O CONHECEMOS, MAS NÃO GUARDAMOS OS SEUS MANDAMENTOS (2.4).
V – DIZEMOS QUE ESTAMOS NA LUZ, MAS ODIAMOS OS NOSSOS IRMÃOS E IRMÃS EM CRISTO (2.9.)
VI – MAS AQUELE QUE AMA A SEU IRMÃO, PERMANECE NA LUZ E NELE NÃO HÁ TROPEÇO ALGUM (2.10).
VII – AQUELE QUE ODEIA A SEU IRMÃO ESTÁ NAS TREVAS, E ANDA NAS TREVAS, E NÃO SABE PARA ONDE VAI, PORQUE AS TREVAS LHE CEGARAM OS OLHOS (2.11).
                                   DEUS E OS NOSSOS PECADOS (1 João 1)
VIII – SE DISSERMOS QUE NÃO TEMOS PECADO, ENGANAMO-NOS A NÓS MESMOS, E NÃO HÁ VERDADE EM NÓS (v.8).
IX – SE CONFESSARMOS OS NOSSOS PECADOS, ELE É FIEL E JUSTO PARA NOS PERDOAR OS   PECADOS E NOS PURIFICAR DE TODA INJUSTIÇA (v.9).
X – MAS SE DISSERMOS QUE NÃO PECAMOS, FAZEMOS DEUS MENTIROSO, E A SUA PALAVRA NÃO ESTÁ EM NÓS (v.10).
Quando mentimos, nossas palavras e nossa vida não são condizentes umas com as outras, e as pessoas perdem a confiança em nós. Somente quando dizemos a verdade, podem confiar em nós. Em suma, nossas palavras e nossas ações devem ser coerentes.
Quem anda na Luz, assim deve ser e viver!
Não basta falar, é preciso ser! Não basta ser crente, é preciso ser discípulo! Não basta crer e verbalizar, é preciso emitir a luz que distingue os que são e estão com o Senhor, dos que parecem ser, parecem estar com Ele, mas vivem nas trevas!
Vivem nas trevas aqueles e aquelas que ainda se mantêm no egoísmo e na indiferença às mazelas e injustiças sociais que assolam nosso país. Igualmente, continuam nas trevas, cristãos que se portam com ares de superioridade, pois se dizem salvos e escolhidos por Deus, logo parecem não precisar de ninguém! Embora cristãos, continuam nas trevas os que se comportam como implacáveis religiosos que são incompassivos e julgam a tudo e a todos com muita severidade!
O cristão somente é Luz se tiver e mantiver Comunhão com o Senhor e com os irmãos e as irmãs, além disso - por extensão - ao seu próximo, ou seja, com todas as pessoas de seu convívio social!
Se você é cristão, responda à minha pergunta: Você é luz, verdadeiramente tem comunhão com Deus e com seu próximo, ou, vive nas trevas?
Mesmo que ainda viva nas trevas, saiba que Aquele que é Luz faz com que “aquilo que é verdadeiro sempre surge e eis que as trevas vão se dissipando e a verdadeira luz já brilha (1 João 2.8).(Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de  domingo 01/12/2013).

terça-feira, 26 de novembro de 2013

COMENTANDO JESUS 3: NÃO SE PODE DISSOCIAR O JESUS CRUCIFICADO E O CRISTO RESSUSCITADO!

Este  terceiro comentário tem como base um texto do livro O ser humano em busca de identidade: contribuições para uma antropologia teológica de autoria de Gottfried Brakemeier, teólogo luterano (editora Sinodal; editora Paulus, 2002, p.42,43), com o que concordo integralmente.
Eis a citação:               
“É ilícito dissociar o Jesus crucificado e o Cristo ressuscitado. O Nazareno é sinônimo não só de vitória e poder. Ênfase unilateral no Cristo exaltado alimentou um triunfalismo cristão que idolatrava o sucesso. Em sua variante religiosa, a pessoa cristã não podia demonstrar fraqueza. Seria indício de insuficiência de fé. Atitude sempre vitoriosa, porém, tem seu preço pela hipocrisia. Em sua variante política, legitimava o exercício de poder. Os soberanos sancionavam sua autoridade com o Cristo monarca, em cujo nome haveria de ser extirpado tudo o que não lhe sujeitasse. Foi essa a cristologia dos conquistadores da América Latina. Esse Cristo é cruel, em ambas as variantes. A obsessão pela vitória vai violentar o humano e inevitavelmente tomará formas excludentes. Inversamente, temos na América Latina também a figura do Cristo morto, como o exibe o crucifixo ou então o cadáver de Jesus estirado em esquife. É documentação de um Jesus vencido pelas forças do mal, simbolizando a condição de impotência social de seus devotos. Ênfase unilateral no Cristo crucificado, sob exclusão da perspectiva da Páscoa, é promotor ou sustentador de fatalismo e conformismo. A ideia de sofrer o mesmo destino de Cristo pode ajudar a suportar o infortúnio. Mas não desenvolve força transformadora. As histórias do Novo Testamento identificam o crucificado e o ressuscitado. Este traz as chagas em seu corpo. A Páscoa não anula a cruz, assim como esta necessita daquela para ser redentora. É a razão por que Lutero e opunha à teologia da glória, de índole entusiasta. Considerava-a enganosa, muito em desacordo com o escândalo do qual fala o apóstolo Paulo (1 Co 1.18s). Deus se revela justamente na humilhação da cruz. Esta não é contingência acidental nem sinal de derrota, e, sim, de auto esvaziamento em favor da criatura perdida. Consequentemente, Deus quer ser procurado “embaixo”, junto a quem sofre. Jesus, o crucificado, disto é sinal. Dando sua vida em favor dos ímpios (Rm 5.5s), fez-se servo de todos (Fp 2.7). Somente como tal, é Senhor. Nele se fundem a fraqueza e o poder divina, o “ainda não” do reino de Deus e sua antecipação, a realidade da morte e da ressurreição. Tal perspectiva exclui tanto a resignação quanto a vanglória. Ensina a viver, isto sim, numa esperança ativa. Na teologia latino-americana, haverá de dizer-se que a cruz é resultado da inconformidade de Jesus com o pecado, sinal de protesto e martírio. Essencial é a manutenção da dialética: a fraqueza do Jesus crucificado é a de Deus todo –poderoso que o ressuscitou dos mortos como primogênito de uma nova criação (Cl 1.15s). A imagem de Deus que é Jesus Cristo traz, em união indissolúvel, as marcas do sofrimento solidário e as insígnias do triunfo sobre as causas do mesmo”

Reflitamos sobre o texto. É chegado o tempo de dar um basta às “teologias de vitórias e do super-crente”, e de tantas outras invencionices da igreja brasileira! Cristo é Cristo. Humano, mas divino. É Rei, mas foi o maior dos servos. É Todo-Poderoso, mas se esvaziou de Seu poder, para cumprir Sua missão e nos dá o exemplo. Sua preocupação maior – em Seu ministério terreno - não foi combater as diferenças econômicas (pobres x ricos), tampouco certas questões sociais gritantes (escravos e senhores), mas dar sentido e significado à existência humana, transformando pessoas. Antes arrogantes e autossuficientes, agora humildes, mansas, amorosas, solidárias, honestas. Antes indiferentes ao outro, agora pessoas de bem, dispostas à prática do bem. Isso ocorrendo, o tempo conduziria à diminuição das mazelas econômicas e sociais; o mundo seria melhor.
O paradigma transformador em Cristo enaltece não a força, mas o reconhecimento da fraqueza e da insuficiência, que nos leva à dependência Dele.
Nele posso todas as coisas, como bem afirma Paulo (Fp 4.13), embora nem sempre bem compreendido: pois a ideia no pensamento paulino é a de que posso suportar todas as coisas, tanto as boas, quanto as ruins. Devo procurar me sustentar Nele quando há escassez (simbolicamente marca o Cristo Crucificado), mas igualmente Dele não me posso ausentar quando há abundância em minha vida (marca o Cristo ressuscitado).

Reflita sobre isso!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

CRESÇA ESPIRITUALMENTE E O ESPÍRITO SANTO IRÁ PRODUZIR OBRAS VIVAS DE FÉ EM VOCÊ!

O Evangelho de João introduz o papel do Espírito Santo no crescimento espiritual. O Novo Nascimento beneficia o cristão com a vida e os dons do Espírito Santo, incluindo a capacidade de orar sob o poder do Espírito Santo. O Espírito Santo é nosso Mestre, Consolador, Advogado e Guia. Ele é a nossa fonte da verdadeira compreensão espiritual. Ele levanta e nos capacita a viver a vida cristã; com Ele não apenas somamos, mas frutificamos e aí multiplicamos, tornamo-nos discípulos de Cristo.
Vejamos no Evangelho de João quando Jesus dá SETE INSTRUÇÕES que conduzem ao crescimento espiritual dos discípulos:
1. A citação em João 3.3: ...” Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus”.
GERA UMA PRIMEIRA INSTRUÇÃO: Compreenda que é impossível ver o Reino de Deus e nele entrar sem renascimento espiritual.
2. A citação em João 11.40:...” Não te hei dito que se creres verás a glória de Deus?”
GERA UMA SEGUNDA INSTRUÇÃO: Compreenda que a glória de Deus é revelada àqueles que creem.
3. A citação em João 13.17:‘Se sabeis essas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes”.
GERA UMA TERCEIRA INSTRUÇÃO: Compreenda que é o que você pratica da Palavra de Deus que traz bênçãos para você e para os outros.
4. A citação em João 14.23-26: .... “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viveremos para ele e faremos morada nele. Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouviste não é minha, mas do Pai que me enviou. Tenho-vos dito isso, estando convosco. Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”.
GERA UMA QUARTA INSTRUÇÃO: Compreenda que o Espírito Santo capacita o povo de Deus a compreender e viver de acordo com a verdade.
5. A citação em João 16.8-11: “E, quando ele vier (o Consolador), convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não creem em mim; da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e, do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado.
GERA UMA QUINTA INSTRUÇÃO: Compreenda que é preciso pedir ao Espírito Santo para que traga convicção ao seu coração; este é um dos ministérios primários dEle.
6. A citação em João 16.12-15: “Ainda tenho muito a vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. Tudo o quanto o Pai tem é meu; por isso, vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar’.
GERA UMA SEXTA INSTRUÇÃO: Compreenda que conhecer a verdade da Palavra de Deus, só se torna possível através da atuação do Espírito Santo.
7. A citação em João 16.24: “Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra”.
GERA UMA SÉTIMA INSTRUÇÃO: Compreenda a importância de pedir ao Pai as coisas que você necessita para viver e fazer o trabalho dEle.

Portanto, em síntese, devemos ter clareza que é preciso nascer de novo para ter parte com Deus. É preciso crer para ver a glória de Deus. Não importa, apenas, saber, é preciso praticar as instruções e os ensinos da Palavra de Deus. Demonstramos amar a Deus quando guardamos Sua Palavra; somente assim Ele fará morada em nós. É preciso receber o Espírito Santo, deixando-se ser guiado por Ele que nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Quando assim procedemos, demonstramos que conhecemos a verdade da Palavra de Deus, e aí tudo o que pedimos, em Seu nome, crendo, haveremos de receber! Confie, espere, em fé, a bênção lhe alcançará! E mais importante: espiritualmente forte e maduro, você reproduzirá e o Espírito Santo há de produzir obras vivas de fé em você! (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 17/11/2013). 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A ESSÊNCIA DO CARÁTER DO DISCÍPULO DE CRISTO!

Em Efésios 4. 17-32 o apóstolo Paulo retrata o caráter moral dos gentios e ímpios, e faz um paralelo com os cristãos, que mais do que crentes, precisam ser discípulos:
I – O CARÁTER MORAL DOS QUE VIVEM NO MUNDO SEM DEUS (4.17-19):
Os que não são discípulos de Cristo, assim se comportam:
      - andam na vaidade de seus sentidos;
      - estão entorpecidos no entendimento, separados da vida de Deus, pela ignorância que há neles e pela dureza do seu coração;
   - perderam todo o sentimento, se entregaram à dissolução e com avidez cometem diariamente toda sorte de impurezas.
II – O CARÁTER MORAL DOS QUE SÃO DISCÍPULOS DE CRISTO (4.22-32):
Os que são de Cristo – não necessariamente os que estão em igrejas cristãs – mas os que assumem posturas diárias que caracterizam os discípulos de Cristo, assim se comportam:
    RENUNCIAM A DESEJOS: Se despojaram da velha natureza, lançaram fora esses desejos, tal qual faz alguém quando tira uma roupa suja (v.22); o velho homem se refere à natureza pecaminosa herdada do primeiro homem. Essa natureza é corrompida e inspirada por desejos que levam o homem à armadilhas e os destroem. Os desejos pelo ganho levam à avareza; os desejos pelo prazer tornam as pessoas sensuais. Cada desejo que deixa Deus de fora é algo pecaminoso. O discípulo arranca de seu coração esses desejos, pois o afastam de Deus.
   PROCURAM PENSAR CORRETAMENTE: Se renovam no espírito de seu sentido (v.23). Como alguém pensa no coração, assim é. O discípulo deve dirigir seu pensar de acordo com o ensino de Cristo, pois somente assim terá a “mente” de Cristo”.
    BUSCAM A VERDADEIRA JUSTIÇA E SANTIDADE: (v. 24) No princípio, Deus criou o homem à sua própria imagem; mas aquela imagem foi danificada pelo pecado, somente é restaurada quando uma pessoa nasce de novo.
    PROCURAM A VERDADE NO FALAR: (v, 25) O discípulo deve falar a verdade integral, sem distorção ou exagero; a palavra de um discípulo de Cristo deve ser a sua obrigação firme. Não nos esqueçamos que a falsidade traz muita confusão nos relacionamentos humanos.
    TÊM BOM HUMOR (v. 26): a ira não pode nos levar ao pecado. Muitas vezes, a indignação nasce em um caráter cristão forte quando não suporta o pecado ou a hipocrisia. Mas, a ira não pode nos conduzir até o final do dia; no mais o que resta é o bom humor. Certamente que há casos em que a ira se torna pecaminosa, por exemplos – quando é incapaz de ser governada; quando interfere com o amor; quando se torna permanente; quando é egoísta; quando dá a Satanás oportunidade para atuar. 
        PROCURAM VIVER EM HONESTIDADE (v.28): Vista em um sentido mais amplo, esse viver implica em três vertentes, a honestidade, propriamente dita, o esforço físico e a generosidade. Vejamos por partes: A HONESTIDADE - O furto é tão comum como o mentir. O vendedor que dá pesos e medidas incompletas é um ladrão. O trabalhador que deliberadamente negligencia seu trabalho é um ladrão. O discípulo de Cristo é honesto. O ESFORÇO - O discípulo é trabalhador. Saiba você que a corrupção geralmente segue após a inatividade e a preguiça. O homem preguiçoso é geralmente mentiroso, descuidado e indigno de confiança. A  GENEROSIDADE – O discípulo deve ser generoso, deve fazer o que é bom. Contribuições generosas em obras de caridade não compensarão os males das riquezas ganhas desonestamente.
   SE DISPÕEM À CONVERSAÇÃO SANTA (v. 29,30). O discípulo procura ter sempre conversas edificantes e que façam melhorar os níveis de relacionamentos. Por isso, todo o cuidado com zombarias que reduzem o valor de nosso próximo; cuidado com conversas maliciosas que procuram diminuir as pessoas;cuidado com palavras sugestivas de indecência; cuidado com as piadas e gracejos bobos, proferidos com o intento de divertir e que fazem todos rirem.
  SE APRESENTAM COM BONDADE (v.32). O discípulo é uma pessoa benigna – de doce disposição para o bem, misericordiosa – tendo compaixão das fraquezas e misérias dos outros, e que perdoa aos outros (não trata os outros duramente por causa de suas faltas, mas se lembra sempre que também tem faltas); assim faz o discípulo, porque sabe que Deus nos perdoou em Cristo – e é este o motivo supremo para o perdão!
Portanto, que fique como lição para todos os que andam no Caminho, que não basta ser crente – crer – é preciso mais! Quem for discípulo de Cristo vive na convicção de que renunciou a seu desejos e quer cumprir a vontade do Pai, pensa corretamente, busca viver em verdade e santidade, fala a verdade, é bem-humorado, é honesto, é ético e não participa de conversações tolas e desprovidas de propósito, e finalmente, é benigno e compassivo. Você é discípulo? (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 10/11/2013).