REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

À PROPÓSITO DOS DIAS DE JUÍZO QUE SE APROXIMAM

Em 2 Pedro 3 o apóstolo nos alerta sobre os últimos dias, faz menção ao dilúvio nos idos de Noé e fala da promessa de Cristo em Sua segunda vinda.. Diferentemente de outras profecias, tudo acontecerá sem aviso. E  serão marcados pelo crescimento insuportável dos escarnecedores que andarão unicamente segundo seus desejos. Assim como prometeu, Cristo virá e ninguém saberá a hora, mas nesse dia, os céus em fogo se desfarão e os elementos ardendo se fundirão (v.12). Nos v.5-7 há a descrição do dilúvio que fez perecer o mundo de então (Gênesis 6-8). Biblicamente, o maior evento do juízo que atingiu o mundo foi o dilúvio, e foi um evento global. A comprovação é atestada pelo fato de que as tradições confirmam, a ciência aceita (expedições confirmaram descobertas de águas salgadas no pico de montanhas, animais em continentes diferentes do seu habitat), a arqueologia comprova. O dilúvio é um exemplo do dia de juízo final e por isso, baseado no que aconteceu, podemos buscar entendimento sobre o juízo que ainda virá:
I – REFLETINDO SOBRE OS DIAS DE JUÍZO E OS SENTIMENTOS DE DEUS:
1)      Primeiro sinal: o avanço da ciência e da tecnologia (no passado, grandes cidades foram construídas; saiu-se da idade da pedra e se entrou na idade do ferro e do bronze; hoje, há grandes metrópoles, muito mais da metade da população mundial já vive em cidades, estamos na geração da tecnologia, das máquinas e da exploração do universo, da guerra, dos artefatos nucleares de destruição em massa).
2)      Segundo sinal: os dias de promiscuidade – de Noé para cá o que aumentou foi a escala, e bem mais sofisticada; mas na essência, continua a mesma desenfreada depravação moral, ética e dos costumes.
3)      Terceiro sinal: os dias de imensa maldade- a maldade atinge, assim como no passado, todos os níveis nos dias atuais: social, familiar, relacional e política.
4)      Quarto sinal: os dias de degeneração da natureza – a terra estava nos idos de Noé corrompida de tal maneira que Deus estava decidido a destruí-la. Nos dias atuais o que presenciamos é o homem destruindo a natureza, bem como todo o universo, com mais intensidade, não obstante as práticas preservacionistas, em um processo constante e progressivo de degeneração.
5)      Quinto sinal: os dias de violência – Matava-se nos idos de Noé até por motivo fútil, atualmente, isso não mudou (Gn 4.23c: Lameque se vangloriando conta às suas duas mulheres - “ Eu matei um homem porque me feriu, e um menino porque me machucou”). Hoje, multiplicaram-se os casos de violência, até por que multiplicadas estão as populações de todo o mundo. 
Mas os sentimentos de Deus ainda continuam os mesmos dos idos de Noé:
-  Deus sofre pelos desmandos do homem e pelo mundo que Ele criou (Gn 6.6,7,11,12).
-    Por isso Ele intenta fazer juízo (6,7).
-    Novamente, como antes, propõe salvação (Gn 6.14): em Noé a salvação veio por meio da arca; para nós, vem por meio de Cristo (1 Pe 3.20,21).
II – REFLETINDO SOBRE O QUE DEUS ESPERA DE NÓS NESTES TEMPOS DE JUÍZO:
1)      Ele Espera que sejamos pessoas que se refugiam em Sua Graça (Hb 11.7). É a Graça que justifica (Rm 8.1), que fortalece (Fl 4.13), que consola (2 Ts 2.16)
2)      Ele Espera que sejamos pessoas com caráter santo, justos em um mundo injusto (2 Pe 2.5); tementes a Ele ( Hb 11.7).
3)      Ele espera que tenhamos experiência profunda com Sua Pessoa; assim como Noé (Gn 6.9 a) que andava com Ele. De igual forma, se com Ele andarmos, poderemos ouvir Sua voz, seguir Suas orientações e esperar por Suas promessas.
Finalmente, considere que o dia do juízo já chegou – para mim e para você. Neste dia, temos consciência de nossos pecados e nos confrontamos com a condenação aplicada a nós desde a queda do primeiro homem. A escolha a ser feita por nós é entre a proposta que Deus apresenta e a que nos leva pelas águas da destruição.Quanto ao grande dia do Senhor, o dia do fim, o do juízo final, não nos devemos angustiar ou desesperar pois já estamos guardados – assim como Noé – na grande arca da salvação, que é Cristo, nosso Senhor. Você crê nisto? (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo dia 30/12/2012).

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

DEUS FAZ PROMESSAS DE SUCESSO, MAS HÁ CONDIÇÕES IMPOSTAS POR ELE!

No livro de Josué 1.1-9 o Senhor - após a morte de Moisés - fala com o segundo no comando do grande exército de ex-escravos que saíra do Egito e que estava há quarenta anos errante pelo deserto! Era chegada a hora de nomear Josué o novo líder e sucessor de Moisés e de dar-lhe instruções sobre a partida para a conquista da Terra Prometida. Os primeiros versículos nos esclarecem muito sobre as promessas de Deus e as condições que Ele estabelece para a garantia de Sua presença e da certeza de vitória em todas as situações futuras.
Como sempre, iremos refletir sobr o texto e, então, interpretaremos, a partir de sua contextualização:
I -  A MORTE DE PARTE DE UM PROJETO, NÃO GERA O FRACASSO DO TODO:
Moisés - o grande líder e libertador - morrera, e agora? Todo o projeto de levar o povo à Canaã estava fadado ao fracasso? Não!
Mesmo quando parte de um plano se mostra inviável, com a direção de Deus é sempre possível mudar as estratégias e prosseguir para alcançar a vitória! A morte de Moisés não iria mudar os planos de Deus!
II - SE HOUVER UMA PESSOA SEQUER TEMENTE A DEUS NO GRUPO, A EMPREITADA PODERÁ SER BEM SUCEDIDA:
Havia Josué. Ele era o capitão de todo o exército, enquanto Moisé era o general e o Senhor o comandante-em-chefe. Com a morte do general, o capitão foi promovido e ocupou o ser lugar. Ele fora treinado para suceder a Moisés, pois possuía todas as credenciais para tanto: era humilde, temente a Deus, obstinado e exercia sua liderança com autoridade, vigor e rigor.
III - COM O CUMPRIMENTO DAS INSTRUÇÕES DE DEUS, QUALQUER AÇÃO TERÁ ÊXITO:
Aquele povo fora testado e reprovado por Deus. Mas havia a promessa de ser conduzido à Terra que manava leite e mel e o Senhor cumpre o que promete,sempre! Logo, era preciso viabilizar a forma de alcançar o sucesso da empreitada! Quem iria liderá-los?  Josué reunia todas as condições e a ele foram dadas as instruções para a conquista da promessa! A história nos mostra na sequência da leitura do texto sagrado que Josué empreendeu a jornada com o povo, extarordinariamente bem, e o sucesso foi retumbante! Porque simplesmente todas as instruções e orientações de Deus não foram negligenciadas, ao contrário, em tudo obedeceram ao Senhor!
IV - AS INSTRUÇÕES DE DEUS A JOSUÉ CONTINUAM VALENDO PARA NÓS:
      1) É preciso que sejamos fortes e corajosos para iniciar e concluir uma jornada.
      2) Além disso, é necessário obedecer a toda a Lei de Deus, dela não se desviando, nem para a direita nem para a esquerda.
      3) A Lei de Deus -Sua Palavra - deve ser falada (vivenciada) e meditada - de dia e de noite - e aí então  ela se cumprirá na vida de quem tem fé e a exercita.
      4) O v. 7 é bem marcante: " Tenha o cuidado de obedecer.....": O sucesso não é garantido incondicionalmente. A lei em geral era lida oralmente e isto devia continuar; não apenas ler é necessário, mas meditar e aplicar nas questões diárias, simples e complexas da vida!
Façamos isso! Vai você iniciar novas empreitadas em 2013 busque ajuda de Deus!
Ele pede que você seja inicialmente, forte e corajoso! Depois, que confie nele, tenha fé, leia e medite em Sua Palavra, seja obediente... confie....espere....não se desvie, nem para a direita, nem para a esquerda; e tudo quanto quiser lhe será concedido! Graças a Deus por isso! (Reflexão com base em mensagem proferida na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 23/12/2012).

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

A FÉ INABALÁVEL DE QUEM SE SENTE INSEPARÁVEL DO AMOR DE CRISTO!


"Quem nos separará do Amor de Cristo? A tribulação? A angústia? A perseguição? A fome? a nudez, o perigo ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro (Salmo 43.23). Mas em todas estas coisas, somos mais que vencedores, por meio daqueles que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura bem profundade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor" (Romanos 8.35-39).
A carta aos Romanos é impactante na história do cristianismo e na vida diária de tantos quantos se detêm a meditar em suas preciosas doutrinas. Em especial, no texto citado, me detenho na indagação: O QUE PODE NOS SEPARAR DO AMOR DE CRISTO? Estamos continuamente nos preparando para enfrentar dificuldades? Temos consciência de que já somos vencedores?
Retornando à pergunta: Quem ou o que nos separará do amor de Cristo? A pergunta do apóstolo possui resposta? Certamente sim...! É da vida espiritual e da união com Cristo que ele se refere. E pode a alma, após ter experimentado a presença viva de Deus em si, separar-se Dele? Na caminhada de uma alma rumo à intimidade com Deus, certamente irá enfrentar tribulação, angústias, perseguição, fome, nudez, perigo e até espada, pois está escrito: Por amor a ti somos entregues à morte o dia inteiro, somos tratados como gado destinado ao matadouro (sal. 4.3).
Qual a melhor forma de aproximar-se dEle? Muitas são as formas. Há uma que é muito comum. Você está doído, carente, necessitado e precisa de socorro e de apoio. Você precisa dEle, e como Ele é o socorro bem presente na angústia, logo lhe socorre e aí você fica ao lado dEle, muito mais por necessidade e por egoísmo. Outra forma é por ter nascido em um lar cristão, logo ali parece ser um bom lugar e você já se acostumou a ir ou a estar na igreja.  Uma última  forma, ainda, é a da verdadeira busca por sentido de existência e significado para sua vida. E aí você se pergunta: Por quê? Quando se age assim podem-se ver confrontadas as lógicas, a de Deus com a lógica dos homens. E aí o Espírito Santo ajuda você a descobrir a verdade que liberta!
Geralmente, porém, as pessoas se dão mal em suas caminhadas em busca de salvação e de intimidade com Deus, quando continuam entendendo a vida a partir do prisma das coisas que aprenderam em escolas, no seio da família, no trabalho, em seus próprios mundos, por maiores que sejam.
As que conseguem resistir e que portam uma fé inabalável e que se sentem seguras de que nada as separará do amor de Cristo, como nos afirma o apóstolo Paulo, são as que verdadeiramente se converteram e são discípulas de Cristo.
São aquelas pessoas que entenderam que precisam se distanciar das suas paixões e vícios, fazendo valer a afirmação: Por amor de ti somos entregues à morte o dia inteiro, ou seja, por amor de ti me renuncio todos os dias, por amor de ti morro para mim mesmo para possuir a tua vida.
Creio que, renunciando-me (ou seja, renunciando a mim mesmo, às minhas vontades) a cada dia, todas aquelas dificuldades serão superadas de forma que eu me torne vencedor pela virtude daquele que nos amou.
E assim nem as alturas e nem os abismos, nem qualquer criatura irá apartar-nos do amor de Deus, porque ao buscar a intimidade com Jesus, que é testemunha do amor de Deus, se a conseguirmos, não precisaremos de mais nada. Isto é fé, e fé inabalável!
Infelizmente, na caminhada com Cristo, muitos são os que ficam à beira do caminho...! 
Não adianta ler este texto e tantos outros que nos incentivam e motivam a prosseguir no caminho, se não estivermos dispostos a meditar profundamente em seu conteúdo e apreendermos seu sentido e significado espiritual para a vida diária cristã!
Muitos ficam para trás e se separam de Cristo por uma primeira e elementar razão: não internalizam o que leem, não vivenciam na mente (em um processo racional) o que a emoção plantou em seus corações, inicialmente.
Quantas respostas positivas a apelos em igrejas já presenciei e que não resistem ao tempo!
Quantos testemunhos emocionais que ouvi em que pessoas narram suas desventuras, que souberam resistir ao mal e às astutas ciladas do inimigo, seguidas por bênçãos alcançadas, mas que algum tempo depois, somos impactados por notícias de que deixaram de congregar e estão separados do amor de Cristo?
E você como se situa? Consegue ver as diferenças, ou não? Prossegue com Cristo ou não? (Reflexão com base em mensagem proferida por este pastor na Comunidade, no culto de domingo 16/12/2012).

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

UTILIDADE E INUTILIDADE DIANTE DE DEUS

Em Jr 13.1-11 lemos que o Senhor instruiu ao profeta Jeremias sobre algo, no mínimo, estranho. Eis a sequencia da instrução de Deus:
       -  que o profeta comprasse um cinto de linho e que o pusesse sobre os lombos (na cintura).
      - que, depois, tomasse o cinto e que fosse até o rio Eufrates e o escondesse ali na fenda de uma rocha.
      - passados alguns dias que retornasse ao lugar onde enterrara o cinto e que o tirasse dali.
O profeta fez tudo quanto Deus ordenara, mas ao cavar e tirar o cinto verificou que tinha apodrecido e para nada mais prestava.
Então, nos versículos 8-11 o Senhor dá explicações sobre suas instruções ao profeta e sobre o significado do que ocorrera:
Por meio do cinto de linho, Deus apresentou a todos uma analogia para Seu povo. O pedaço de vestimenta apodrecido e deteriorado representava o povo de Israel que, no passado servia a Deus e O adorava, mas que, agora, tornou-se inútil por sua desobediência.
Contextualizando, podemos entender que, como cristãos e discípulos de Cristo, precisamos estar alertas quanto ao significado do texto bíblico, sabendo que:
I – PERMANECEMOS ÚTEIS A DEUS E A SEU PROPÓSITO QUANDO:
 - ESTAMOS ATIVOS: Na presença de Deus, ou seja, quando estamos a  Seu serviço, temos comunhão com Ele, e então permanecemos ocupados e enfrentamos desafios; nEle somos mais do que vencedores.
- ESTAMOS SEGUROS: Quando nos permitimos sermos levados pelo Espírito Santo, estamos seguros de Sua proteção, como filhos e filhas definimos nossa identidade a partir de Deus.
- ESTAMOS FIRMES: Quando nos alicerçamos nEle, edificamos nossa vida na Rocha, que é Jesus, logo estamos firmes, pois somente possuímos valores estáveis; nada nos abalará; não ficaremos à beira do caminho; ao contrário, prosseguiremos, pois sentimos sua real e majestosa presença, sempre.
II – TORNAMO-NOS INÚTEIS DIANTE DE DEUS E DE SEU PROPÓSITO QUANDO:
- ESTAMOS ENTERRADOS: De forma concreta  e definitivamente, em termos espirituais, nos enterramos, quando sucumbimos diante do pecado que nos ronda; nós nos enterramos quando nos conformamos com o estado de pecado e de apatia.
- ESTAMOS DESLIGADOS: Sucumbimos e nos tornamos inúteis diante de Deus quando perdemos o vínculo com Ele, que é a videira verdadeira; então, nos desligamos da Grande árvore da vida – que alimenta e supre – e passamos a viver como dissidentes.
- ESTAMOS RETRAÍDOS: Morremos espiritualmente e nos tornamos inúteis quando não mais sonhamos grande; não mais seremos úteis se apenas ficarmos sonhando e pensando pequeno; aí retraímos a bênção que Deus tem para cada um de nós! Pense nisso! Seja útil na obra de Deus! Se entregue mais; dedique-se mais! Sirva mais! (Reflexão com base em mensagem ministrada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 09/12/2012). 

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SERÁ QUE O QUE ESCUTAMOS, OUVIMOS E O QUE APRENDEMOS, APREENDEMOS?

A COMUNIDADE E UM NOVO TEMPO:
Esta mensagem marca o início de um novo ciclo na história da Comunidade Graça e Paz Internacional. Estamos em um novo endereço; saímos da parte central de Porto Velho, área mais comercial, na Avenida Sete de Setembro e estamos em um bairro mais residencial, na Rua Álvaro Maia, entre ruas Marechal Deodoro e Tenreiro Aranha, mas ainda no “miolo” central da cidade.
E na manhã deste domingo – contando as horas para o primeiro culto, logo mais à noite, neste novo endereço – enquanto aguardo o pessoal que finalizará a instalação das duas centrais de ar condicionado no novo templo, pus-me a pensar sobre tudo, todos e o que o Senhor deseja falar conosco através de Sua Palavra!
E a refletir sobre o que fizemos, até agora!
Foram exatos 678 cultos realizados até esta data, segundo levantamento da diretoria. Durante esses seis anos e cinco meses, muito se fez, mas a sensação que experimentei hoje foi a de que me parece que não avançamos quase nada! Por que me expresso assim? As pessoas que me conhecem sabem que não sou pessimista, não tenho tendência alguma à vitimização, não tenho problemas de baixa autoestima, enfim me considero uma pessoa resolvida, que sempre soube o que quer e disposta a lutar para perseguir seus objetos e alcançar suas metas!
Após quase onze anos como pastor auxiliar na Igreja Quadrangular e Batista às Nações, submetendo-me integralmente às suas doutrinas, regimentos, normas e regulamentos, enquanto convalescia de uma cirurgia, fui recebendo do Espírito Santo toda uma estrutura orgânica comunitária e uma doutrina pautada em quatro pontos cardeais que evidenciam uma igreja dirigida por Deus (na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo, com ênfase integral nEle, pois é Uno, Indivisível): A salvação se dá pela fé; a salvação se dá pela graça; fé na mensagem de paz entre os homens; fé na manifestação do Espírito Santo através dos dons e do fruto.
Em suma: cremos que o processo de conversão é mais do que a simples aceitação de Jesus como Senhor e Salvador. Cremos que conversão é sinônimo de transformação gradual e contínua, que implique em mudança radical de vida. Antes, não resistíamos ao pecado; agora, convertidos, o pecado continua a nos rondar, mas resistimos a ele, resistimos a Satanás e ele foge de nós.
Não concordamos com muito do que é pregado e defendido pelas igrejas que abraçaram o jeito neopentecostal de ser. Não aceitamos a teologia da prosperidade, com seu ensino distorcido da Palavra de Deus. Ele quer o melhor para Seus filhos, é verdade, mas a palavra prosperidade assume um conceito bem mais amplo do que muitos entendem. Há prosperidade material, mas há, também, prosperidade espiritual. Para Jesus o que frutifica, espiritualmente, supera em muito quem frutifica materialmente. Não adianta, apenas, ter; é preciso ser. A bênção – o favor de Deus – não pode ter o propósito de me deixar mais rico, mais próspero, mas o de me transformar em uma pessoa melhor. E quando digo melhor estou me referindo a ser uma pessoa que se doa, entrega-se ao outro e à outra, em atitudes generosas de amor e aceitação. A Igreja de Cristo é uma igreja inclusiva, acolhedora, que prega e vive o jeito doador de Jesus, que a Si mesmo entregou por amor a todos.
I - DISCÍPULOS SE ASSUSTAM COM PALAVRAS DE JESUS E DECIDEM NÃO SEGUI-LO MAIS:
Após uma longa caminhada com Seus discípulos, com muita comunhão e ensino, eis que em João 6.1-21 Jesus faz uma multiplicação de cinco pães e dois peixinhos e alimentou quase cinco mil pessoas e logo depois andou sobre as água. Na sequencia, v.22-59, fala sobre ser Ele o pão da vida e que quem comer desse pão terá a vida eterna. E finaliza no v. 58 afirmando que diferentemente dos seus pais que comeram o maná no deserto mas morreram, quem comer desse pão (o próprio Senhor Jesus) viverá para sempre!
E aí os versículos 60-71 descrevem algo inusitado e desalentador, pois assistimos a deserção de muitos discípulos.
E por que isso acontece? Ficaram eles indignados e perplexos (v.60b): “Duro é este discurso, quem o pode ouvir?”
É de se estranhar que aqueles homens não entenderam o que o Mestre lhes falava!
Muitos são os que escutam sobre tudo, recebem mensagens, leem textos, às vezes, muitos textos, às vezes, poucos textos, mas o que importa é que passam a impressão de que têm imensa dificuldade em aprender. Às vezes até apreendem, guardam o que foi falado e o que foi lido, mas decididamente não entenderam nada!
Assim como os discípulos, na época de Jesus, os discípulos da atualidade se comportam de igual forma.
Quem é Jesus e qual a essência de Deus?
O que o Filho ensina sobre ser o pão da vida?
O alimento que sacia o corpo – mesmo o maná no deserto, que foi fornecido pessoalmente por Deus – satisfaz temporariamente, mas não evita sua degradação e não impede a morte!
O alimento que emana de Jesus – Seu corpo e Seu sangue – expressos em Sua mensagem de graça e paz, no amor e na comunhão, na crença na imortalidade da alma e na ressurreição para a eternidade, asseguram salvação a todos quantos se arrependerem e nascem de novo!
E nascer de novo significa deixar morrer o estado pecaminoso e renascer para uma vida de santidade e paz!
II - ASSIM COMO ANTES, EXISTEM DISCÍPULOS QUE AINDA HOJE NÃO ENTENDEM JESUS EM SUA VERDADEIRA ESSÊNCIA:
Ainda hoje, causa-me estranheza reconhecer a profunda ignorância que reina em nosso meio cristão, de um modo geral.
As pessoas escutam/leem um estudo/uma mensagem genuinamente bíblico/a e cristão/ã, mas não assimilam, não compreendem em toda sua extensão o significado ampliado de ser cristão, discípulo de Jesus. E aí o que se vê - dentro e fora das igrejas cristãs (Católica, Ortodoxa e Protestante, e suas ramificações)  - é uma verdadeira confusão doutrinária! 
Muitos são os que, sendo cristãos se dizem espíritas ou maçons, ou que são praticantes/simpatizantes de algo igualmente místico. Nada mais sem nexo e sem sentido, à luz dos ensinos de Jesus!
São incompatíveis, posto que excludentes, ser cristão e ser espírita. Por quê? Entre outras diferenças, não há como conciliar a crença na ressurreição e na reencarnação; acreditamos na salvação pela fé, enquanto que os espíritas creem que a salvação seja pelas obras.
São incompatíveis, posto que excludentes, ser cristão e ser adepto da Maçonaria, da Seicho-no-Ie, Hare Krishna, Testemunhas de Jeová, Rosacrucianismo, Cultos afro-brasileiros, Fé Baha’i,  Mormonismo, Ciência Cristã, dentre outras crenças.
Jesus estava ali diante daqueles homens a afirmar que Ele é o pão, que Ele é o alimento que dá vida e vida em abundância, posto que vida para toda a eternidade. Quem tem Jesus não precisa, realmente, de mais nada!
Não me importam as citações de filósofos, antropólogos e outros doutores entre os homens. Muitas são até proveitosas e nos auxiliam em muito sobre a compreensão da vida e das pessoas; mas minha fonte primeira é a Bíblia Sagrada e seus ricos ensinamentos, tudo o mais é complemento, pode até instruir e educar, mas não gera ou produz caminhos de salvação! Assim como aqueles discípulos que estavam ali e escutavam Jesus, mas não O compreendiam, muitos continuam de igual forma, escutam muito, até prestam muita atenção, mas não ouvem realmente e poucos entendem Jesus! E você, como é? É mais um na multidão – mesmo dentro de uma igreja – que segue um líder religioso, mas não Jesus? Seguir Jesus é se esvaziar, deixar-se diminuir, para que Ele cresça em você! Pense sobre isso, ouça Jesus e seja um discípulo que não O abandona nunca! (Reflexão com base em mensagem proferida por este pastor, na Comunidade, no culto de domingo 02/12/2012).

terça-feira, 27 de novembro de 2012

PASSADO OU PRESENTE... O QUE IMPORTA PARA OS HOMENS E PARA CRISTO?

Ontem e hoje! Passado e presente! Vamos refletir sobre nossa condição no passado e no presente?
Assim como o apóstolo Paulo, no passado, eu era um pecador, no passado era um homem mau. Mas agora “já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”(Gálatas 2.20). Mas o que significa isso? Significa que, inicialmente, muitos são os que dão mais importância ao passado do que ao presente.
Conta-se a história de um homem que estava sendo entrevistado por um corretor – ele queria fazer um seguro de vida – e foi-lhe perguntado se tinha um mau coração. Aquele homem, então, respondeu que não e de pronto mostrou ao corretor uma cicatriz um pouco abaixo do pescoço e que se prolongava até quase a ultima costela. Diante da admiração do corretor, o homem disse que tinha um coração fraco, doente, mas conseguiu um novo há um ano. Certamente que o corretor não aceitou fazer o seguro de vida daquele homem: a seguradora deseja que um segurado seja possuidor de um coração original; que tenha um bom coração, aquele com que nasceu, mas bom!
I – O PASSADO TEM IMPORTÂNCIA
E é isto que frequentemente percebemos em nosso mundo. As pessoas estão mais interessadas em nosso passado do que em nosso presente. Aquele homem estava muito contente com sua situação atual, com seu novo coração, com sua nova vida, mas as pessoas – o corretor inclusive - somente estavam interessadas no seu passado. Isto, também, acontece quando se está à procura de um emprego. O pessoal de RH quer saber tudo a respeito de nosso passado, por exemplo, porque saímos do último emprego, se tivemos problemas com a justiça, se tivemos enfermidade contagiosa, e tantas outras coisas sobre o passado! Muitas vezes, até podemos afirmar que não importa, que tudo isso é passado, que mudamos de vida, que agora está tudo bem conosco. Mas nada disso é contado, as pessoas nos julgam pelo nosso passado! E isto também é verdade politicamente.Quando alguém se candidata a um cargo público, seja qual for a natureza, mesmo que não se tenha nada no passado, nada que seja mau, alguém se preocupará em tentar descobrir algo, até que tenha a certeza que realmente não há nada para trás...!
II – O PRESENTE TEM IMPORTÂNCIA
Em verdade, não adianta responsabilizar ou até culpar as pessoas por terem esse tipo de mentalidade. Se alguém se candidata a cuidar de crianças, a trabalhar em um hospital ou a ser motorista, ou piloto de avião, importa-nos saber tudo a seu respeito, qual o perfil psicológico, quais suas referências anteriores. Por que tudo isso é importante? Porque os homens não podem ver o coração; não podem saber, de antemão, se alguém já maltratou crianças, doentes, se já dirigiu carro ou pilotou avião irresponsavelmente, se já foi multado ou até suspenso de suas atividades, por negligência ou imperícia. Então, ao considerar o emprego de alguém é necessário tomar cuidado!
Mas com Deus isso não acontece! Que contraste extraordinário!
De um lado, o homem e suas imperfeições e limitações! De outro, Deus e sua maravilhosa graça!
Aqueles que se arrependeram e agora têm um novo coração Deus os vê somente no presente. Deus faz o seu seguro, Ele segura a nossa vida onde nós estamos agora e não olha onde estivemos antes! As pessoas que porventura nos tenham conhecido no passado e nos conheçam agora, muito possivelmente não estarão muito interessadas em saber quem somos agora... o passado para elas tem muito peso, muita importância. Mais ainda se for para nos prejudicar...!
Um dos maiores exemplos que encontramos na Bíblia é o do apóstolo Paulo. Sua história era terrível. O seu passado não era nada bom. Ele tinha se comportado pessimamente perseguindo os primeiros cristãos. Mas Deus o perdoou e o usou para alcançar o mundo, em especial os gentios, mas também os judeus. E os judeus tinham medo de Paulo, exatamente por causa do seu passado. E diziam: “Senhor, a muitos ouvi acerca desse homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém” (Atos 9.13). 
É verdade que o próprio Paulo, falou acerca do seu passado, do que havia feito de mal, mas não há menção de Deus lembrando a Paulo o seu passado!
E como usou Paulo o seu passado?
Ele o usou para mostrar o amor, a graça e a misericórdia de Deus ao mundo. Ele usou o seu passado para mostrar como alguém pode ser sincero e estar errado.
Ele usou o seu passado para manter a sua própria humildade. Ele usou o seu passado para testemunhar a mudança que Deus tinha operado em sua vida. Mas, ainda assim, muitos duvidavam das suas intenções...!
III. APRENDENDO MAIS SOBRE PASSADO, PRESENTE E FUTURO.
O apóstolo Paulo nos explicou bem essa questão. Isto é; a sua mudança de coração; de um mau para um bom coração?! Como foi que Paulo explicou o homem que ele agora era, porque o era e como isso foi possível? Que aconteceu para que agora Paulo fosse uma nova pessoa, com um novo coração, vivendo uma nova vida, com  seu passado totalmente esquecido por Deus?
- que ele estava crucificado com Cristo.
- que agora não mais vivia ele, mas Cristo vivia nele.
- embora, ainda, vivo em carne, vivia na fé em Cristo, reconhecido por saber que Ele a si mesmo Se entregou por amor dele, imerecidamente!.
Para o apóstolo, somente isso importava: Não mais o seu passado, mas o seu presente!
Agora, a vida que ele vivia é que era importante!
Paulo sabia – e todos precisam saber – que para Deus importa o presente, nunca o passado!
Finalmente,
muitos se importam e vivem sempre com o seu passado. As pessoas dão muita importância àquilo que foi feito, que foi dito antes! É verdade que podemos ser prejudicados pelo mundo por causa do nosso passado, mas Deus não está mais interessado na vida que vivemos antes, mas sim na vida que vivemos agora.
Alguém poderá dizer que antes era assim, assado. Outros poderão afirmar que têm planos de ser melhor e mais justo no futuro!
A vida que conta é aquela que nós agora vivemos, pelo que “se já morremos com Cristo, cremos que também com Ele viveremos... assim... considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Rm 6.8,11).
Deus é o nosso Segurador! Ele é quem faz o seguro da nossa vida, agora e para sempre. Ele conhece muito bem o nosso coração! Então, cuidado! Não deixe para amanhã – que é futuro - a decisão para mudar, mude agora!
É verdade que Deus não mais considera seu passado. Mas o futuro somente Ele conhece, não você; então, considere o presente, pois este é o dia da decisão! O dia da volta de Jesus pode ser hoje – no presente dia! E como você está hoje? (Reflexão com base em mensagem ministrada por este pastor,  na Comunidade, no culto de domingo 25/11/2012).

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

À PROPÓSITO DOS LAMENTOS BÍBLICOS SOBRE AS INJUSTIÇAS E OS ABSURDOS DA VIDA


À medida que o autor de Eclesiastes olha em torno de si e de sua vida, examina os empreendimentos humanos e vê o homem em uma corrida desenfreada atrás de uma coisa após outra, em uma luta diária e incessante como se fosse possível dominar o mundo, desvendar seus segredos, mudar suas estruturas fundamentais, romper os grilhões das limitações humanas e ser senhor de seu destino.
O livro de Eclesiastes - que para muitos foi escrito por Salomão, mas outros julgam ser de outro autor, em época posterior à do rei hebreu - avalia o mundo e suas contradições. À partir da perspectiva de seu entendimento, o autor mede o homem e examina sua capacidade, descobrindo que a sabedoria humana, até mesmo a de um homem piedoso, tem limites. Essa sabedoria não consegue descobrir os propósitos de Deus nem a relevância da existência humana.
Em especial, detenho-me no capítulo 4, em que o autor de forma pessimista fala sobre as injustiças sociais e sobre os absurdos de uma vida sem sentido, mas vejo que no capítulo 5, o autor destaca a necessidade de dar sentido a essa vida, a partir da reverência e do temor devidos a Deus. Vamos refletir por partes:
I - AS INJUSTIÇAS DA VIDA:
1) As lágrimas dos oprimidos e a falta de consolo (4.1a):
- existem opressão e injustiça social ao nosso redor. Em verdade, o Brasil é um dos países mais destacados em injustiça social, corrupção aberta e solta, e impunidade. Você consegue vê-las? O que você pensa a respeito? Qual sua posição sobre este tema?
2) O poder nas mãos dos opressores e a falta de consolo (4.1b):
O poder está nas mãos de uma minoria que oprime a ampla maioria da população. Os escândalos campeiam diariamente; em alguns casos há julgamento e sentença, mas é branda em relação à natureza do delito (corrupção e desmando de gestão) ou sequer é mais cobrada, por parte da população desassistida, pela consciência nacional da certeza da impunidade. Como é que se diz, mesmo? – “Tudo acaba em pizza!”
3) Felizes são os mortos mais que os vivos, pois estes (em um mundo mau e sem sentido) ainda têm que viver (4.2):
Neste desabafo, a triste constatação de que melhor situação é a do morto, que nada mais pode ver ou fazer, que a de alguém ainda vivo, pois vai continuar vivendo em meio à todas essas coisas de um mundo mau e sem sentido!
4) Entretanto, melhor do que ambos é aquele que ainda não nasceu, pois não viu o mal que se faz debaixo do sol(4.3):
Que pessimismo, não? Estranha-se que tal afirmação esteja na Bíblia, mas bem retrata o desabafo de um ancião diante das inutilidades e futilidades da vida! Pense sobre isso!
II- OS ABSURDOS DA VIDA:
Para o autor, todo o trabalho e  toda a realização humana surgem da competição que existe entre as pessoas. E conclui que isto também é “absurdo, é correr atrás do vento”  ( 4.4).
Recorrendo a Pv 6.6-11e a Pv 24.30-34 podemos complementar a ideia do autor:
Pv 15.16:” é melhor ter pouco com o temor de Deus do que grande riqueza com inquietação.”
Pv 15.17: “ é melhor ter verduras na refeição onde há amor do que um boi gordo acompanhado de ódio”.
Observe a formiga, preguiçoso, reflita nos caminhos dela e seja sábio; ela não tem nem chefe, nem supervisor, nem governante, e ainda assim armazena as suas provisões no verão e na época da colheita ajunta o seu alimento. Até quando você vai ficar deitado preguiçoso? Quando se levantará do seu sono? Tirando uma soneca, cochilando um pouco, cruzando um pouco os braços para descansar, a sua pobreza o surpreenderá como um assaltante, e a sua necessidade lhe sobreviverá como um homem armado”.
”Passei pelo campo do preguiçoso, pela vinha do homem sem juízo; havia espinheiros por toda parte, o chão estava coberto de ervas daninhas e o muro de pedra estava em ruínas. Observei aquilo e fiquei pensando; olhei e aprendi esta lição: Vou dormir um pouco, você diz. Vou cochilar um momento; vou cruzar os braços e descansar um pouco, mas a pobreza lhe sobrevirá como um assaltante, e a sua miséria como um homem armado”.
Ainda sobre os absurdos, cita o autor uma situação específica sobre UM HOMEM SOLITÁRIO e a inutilidade de sua vida (4.8-12):
        - Um homem solitário – sem família, sem ninguém – trabalha sem parar, mas não se satisfazia com sua riqueza.
        - Por isso melhor é ter companhia do que estar sozinho, melhor é serem dois, do que um. O cordão de três dobras não se rompe com facilidade.
III – AS FUTILIDADES DO PODER (4.13-16):
      -    Melhor é ser jovem pobre, mas sábio do que rei idoso e tolo, que já não aceita repreensão.
      -   O jovem pode até ter saído da prisão e chegado ao trono, ou ter nascido pobre no país daquele rei, mas mesmo assim, o povo seguirá o jovem, o sucessor do rei.
       -    Mas a geração seguinte – quando já for idoso – não ficou contente com o sucessor.
       -    Então isso também não faz muito sentido, é correr atrás do vento.
IV –  O TEMOR DEVIDO A DEUS (5. 1-7)
 Apesar do pessimismo que permeia o livro, há espaço para referências à Deus. Daí os comentários de que devemos ser reverentes no santuário de Deus. E que é melhor ouvir o que Deus tem a dizer do que oferecer sacrifícios sem saber que estão agindo mal. E continua o autor:
     -   Não faça promessas que não possa cumprir. Fale pouco, não seja tolo.
     -   Se fizer um voto cumpra-o sem demora; pois os tolos desagradam a Deus.
     -   É melhor não fazer voto, do que fazer e não cumprir".
V – AS RIQUEZAS NÃO DÃO SENTIDO À VIDA (5. 8-20):
Quem ama o dinheiro jamais terá o suficiente. Por isso, não pode ser verdade que riqueza proporcione sentido à vida. Quem pensa assim, apenas dá sentido existencialista à vida. Ao final, o autor de Eclesiastes conclui o que é óbvio, falta algo para dar o verdadeiro sentido à vida humana. E o que é? Após todo um discurso sobre a inutilidade e a falta de sentido à existência humana (uma visão pessimista extremada) o autor percebe que o que dá sentido à vida é a presença de Deus. Somente Ele pode nos completar e assegurar a plenitude de vida. Essa conclusão não pode ser fruto de algo próprio de religiosidade ou misticismo, somente chega à mente e ao coração do homem quando surge pela experiência pessoal, na busca e na convivência diária com o Eterno.  (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 18/11/2012).

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A QUEM JESUS CHAMA?


Marcos 3.13-15 descreve a escolha dos apóstolos e vimos que Jesus, antes de chamar os doze se afasta e vai a um monte para orar. E Ele assim fazia não por que é um monte um lugar especial (como alguns podem pensar), mas por que precisava de isolamento e solidão necessária para uma longa e profunda oração.
Jesus aqui nos ensina – e não é isso que Ele sempre está fazendo? – que a comunhão com o Pai deve ser parte regular e normal da vida de Seus filhos.
O v. 13 parte b nos esclarece que “chamou para Si os que Ele quis”, não os mais capacitados, ou os mais versados nas letras e nas artes (alguém mais erudito, educado ou douto); Ele não pediu para ver nenhum “curriculum vitae”, tampouco se importou com a aparência, no processo de seleção. Ele simplesmente escolheu quem julgou apto a aprender com Ele. Aprendamos mais sobre as escolhas e os chamados por Jesus Cristo:
I – QUEM É CHAMADO DEVE SABER QUE TEM UMA MISSÃO:
Qual a missão? O v. 14 e 15 nos revelam que o Senhor escolheu os doze para que “estivessem com Ele, e os mandasse a pregar;  e para que tivessem o poder de curar as enfermidades e expulsar os demônios”. Esta continua sendo a missão de Seus discípulos, inclusive minha e sua: precisamos estar com Jesus, estando com Ele e nEle, podemos pregar, curar e libertar os doentes e oprimidos pelo maligno e seus agentes.
II – QUEM TEM UMA MISSÃO POSSUI UMA IDENTIDADE:
Doze foram os escolhidos, inicialmente. A eles competia a missão de fazer aumentar o rebanho do Bom Pastor. Havia diferenças de temperamentos entre os apóstolos. Pedro era impulsivo. João e Tiago eram os fogosos filhos do trovão. Mateus era o eficiente publicano. Tomé o homem das dúvidas e tristezas. Simão o zelote, um revolucionário da Galiléia. E assim continua ocorrendo hoje em nossas igrejas: há homens e mulheres com os mais variados temperamentos. Assim como os apóstolos, somos simplesmente seres humanos. Os Evangelhos não fazem qualquer tentativa de encobrir suas falhas, que foram muitas e desnudaram a todos. A diferença entre eles, e entre nós, que somos discípulos, é que aquele que havia dito que faria deles pescadores de homens, cumpriu a promessa: foi dada a identidade do Cristo e moldada a personalidade de cada um segundo a Sua própria imagem.
III – A IDENTIDADE NOS CONFERE UMA CREDENCIAL:
Quando um embaixador é enviado a um país estrangeiro, recebe credenciais que lhe autenticam a missão. Como seria possível que os apóstolos, evangelistas ainda sem expressão e experiência, desconhecidos pela comunidade de Israel, convencer o povo de que eram de fato embaixadores do Reino?
Para que não houvesse tal inconveniente, Jesus lhes deu cartas de crédito sobrenaturais  a fim de convencerem seus ouvintes. Durante a missão que lhes fora confiada haveriam de pregar o Evangelho, curar os enfermos e expulsar os demônios.
IV – A CREDENCIAL NOS DÁ O REVESTIMENTO DE PODER DO ALTO:
Já ressurreto e na iminência de Sua partida, Jesus fala aos discípulos e ordena (Atos 1.8) que deveriam permanecer em Jerusalém e não saíssem para cumprir a missão, até que do alto fossem revestidos de poder e autoridade para pregar o Evangelho, curar enfermos e libertar os oprimidos. E a promessa se cumpriu, pois, passados mais dez dias, no cenáculo, estavam reunidos no dia de Pentecostes, quando foram cheios do Espírito Santo (Atos 2). A partir de então, os chamados por Ele se tornam discípulos e embaixadores do Seu Reino.
Finalmente, independentemente de raça, classe social e religião, somos chamados para viver uma vida digna, saudável, altruísta, na dimensão do amor a Deus e ao próximo, alguém que necessita de ajuda e de atenção. Como cristão, também somos seres sociais, portanto, não nascemos para viver isolados ou em atitudes egoístas e solitárias, mas em ambientes comunitários, estabelecendo e construindo relacionamentos solidários, na contramão dos valores e práticas que regem este mundo capitalista, que se firma, cada vez mais, em individualismo e competição; mas, em Cristo, firmamo-nos em comunhão e cooperação.
Somos chamados para, com a liberdade que Ele nos concede, servirmos uns aos outros, sustentando-nos em amor!
Tenho consciência de meu chamado pastoral: aqui e agora em uma vida com duplo foco, no bem estar de meu próximo e de mim mesmo, e no amanhã, na eternidade com meu Senhor!
Qual é seu chamado?
Acredite, tenha ou não consciência disso, Jesus chama você! E Ele assim procede porque quer lhe confiar uma missão, uma identidade e uma credencial. Para tanto, Ele irá revesti-lo de poder e autoridade, através do Espírito Santo em sua vida, conferindo o caráter de Cristo, pela ação do fruto. Conforme nos ensina o apóstolo Paulo, na carta aos Gálatas 5.22: quem Cristo chama, aceita e pratica o amor, a alegria, a paz, a paciência, a benignidade (amabilidade), a bondade, a fidelidade, a mansidão e o domínio próprio. Você tem um chamado? Então seja um embaixador (2 Co 5. 20) da parte de Cristo, legítimo representante dEle!(Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 11/11/2012).

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

JESUS, O BOM PASTOR!

O texto de João 10 é consequência do episódio da cura do cego, descrito no capítulo 9, uma vez que os líderes religiosos já haviam determinado que qualquer pessoa que confessasse ser Jesus o Messias fosse excomungada, expulsa da sinagoga (Jo 9.22). Quando o cego já curado insistiu em sua lealdade a Jesus, foi expulso ( 9.34). 
O cego curado fez a escolha certa, embora tenha sentido pesar por ser rejeitado pelos líderes religiosos, repudiado por todos que o viam passando pela rua e sem o direito do convívio com homens de bem, o que o ajudaria em sua vida.
Mas Jesus não o deixou desamparado, pois procurou- o para dar abrigo em Seu aprisco, posto que declara: “Eu sou a porta das ovelhas.... Eu sou o bom pastor”.
I – JESUS É A PORTA DO APRISCO DAS OVELHAS: O Senhor indica as características da liderança espiritual. Há modos lícitos e ilícitos de se obter acesso às pessoas e assumir autoridade sobre elas. Há o caminho certo, divino, para entrar no ministério cristão, e há o caminho errado e humano.Quem quiser ministrar à almas dos homens deve passar por Cristo, a Porta, sendo vocacionado e enviado por Ele. É através Dele que os pastores assistentes têm acesso ao rebanho.
Jesus chama de ladrão e salteador ao falso pastor que entra no ministério por motivos egoístas – não para fazer o bem às ovelhas, mas para tirar vantagens delas, visando seus próprios interesses ( Mt 5.15; At 20.29,30).
Jesus dá a entender que muitos queriam assumir a condição de pastor diante do rebanho de Deus sem ter vocação na alma.
Eles insistem em seus próprios privilégios e direitos, afligiam as almas famintas e angustiadas com suas interpretações da Palavra de Deus e demonstravam, de modo geral, não possuir acesso aos corações humanos. Aqueles líderes religiosos excomungaram um pobre homem recém curado da cegueira pela sua corajosa lealdade àquele que lhe abrira os olhos, mas essa advertência repercute e se aplica aos tirânicos de todos os tempos e lugares. Ninguém pode cuidar do próximo como verdadeiro pastor se não possuir real simpatia por ele.
Jesus é a  porta para a salvação:
Notemos as três bênçãos que decorrem do ato de passar pela Porta para desfrutar da viva comunhão com Cristo:
-  segurança: sentimento de quem se sente salvo, seguro e protegido por Ele.
-  liberdade: a verdadeira liberdade para servir.
- sustento: a expressão “acharás pastagens” indica que quem está com Ele, será alimentado, farto, suprido.
Muitas pessoas piedosas e tementes a Deus têm sido excluídas das igrejas ao longo dos séculos, e isto não é de se estranhar, porque o próprio Senhor tem sido excluído de muitas delas. Certas igrejas assim como a de Laodicéia (Ap 3.20), deixam Cristo fora da porta, pois se comportam mais como clubes religiosos do que igreja de Cristo, e há mais vantagem espiritual em ficar fora delas.
II – JESUS É O PASTOR DAS OVELHAS: O relacionamento das almas com Cristo é comparado ao da ovelha com o pastor.
Os homens, assim como as ovelhas, tendem a seguir a um líder; facilmente se extraviam (espiritualmente); precisam de proteção; necessitam de sustento.
Notemos o que o Pastor  faz em prol das ovelhas:
   Ele conduz Suas ovelhas. Ele as guia e conduz mediante o Seu exemplo. Diferentemente dos falsos pastores que dão às ovelhas o que elas querem, o verdadeiro pastor dá às ovelhas o que elas necessitam, não o que querem receber. Há uma grande diferença! Ele conduz e não impele, não constrange, não usa de violência ou truculência. Uma das características do Messias, o Bom Pastor,  é Sua ternura e mansidão (Is 40.11; I Pe 5.2). 
    Ele conhece Suas ovelhas. Não adianta usar máscara ou se apresentar com subterfúgios e meias palavras. Ele conhece a cada um, em todo o seu interior, nas entranhas, juntas e medulas.
    Ele dá vida às ovelhas. Aqui o sentido é que como Ele é o autor da vida, continua dando vida e vida em abundância aos que são dEle.
    Ele morre pelas ovelhasEle não somente falou e ensinou sobre isso, mas realmente deu Sua própria vida pelas ovelhas; noutro sentido, na extensão do item anterior, Ele continua dando vida a quem está espiritualmente seco e morto!
Espero que você tenha, cada vez mais, clareza sobre a obra redentora de Jesus Cristo e, entendendo o v.1 do Salmo 23 – em toda sua extensão e complexidade – sinta-se como ovelha fiel e temente ao seu pastor; sendo Cristo verdadeiramente seu Pastor, nada – realmente – nada lhe faltará. Louvado seja Deus, por isso! (Reflexão com base em sermão proferido por este pastor, no templo da Comunidade, no culto de domingo 04/11/2012).

domingo, 4 de novembro de 2012

EM BUSCA DO NEXO ENTRE AMOR, MISERICÓRDIA, COMPAIXÃO, E O CUMPRIMENTO DA LEI E A FÉ.

O que Deus espera de mim e de você?
Alguém mais apressado pode responder que Ele espera obediência à Sua Lei. Assim, agem os legalistas religiosos. Tanto outrora quanto na atualidade, muitos são os que se preocupam com a obediência restrita às leis divinas e creem firmemente que basta isso para que conquistem a salvação e a eternidade!
Mas se analisarmos de forma mais abrangente e aprofundada as Sagradas Escrituras, verificaremos que a questão é bem mais complexa e caminha noutra direção, sentido e significado. Vejamos, pois:
Um texto no meio de muitos (Mateus 12.1-15) pode nos ajudar a elucidar muito essa questão. Dois pontos se sobressaem na perícope:
      1. O CUMPRIMENTO DA LEI:
No v. 10 há a pergunta feita a Jesus pelos religiosos: é lícito (é legal; a lei permite) curar no sábado? Certamente que eles sabiam muito bem a resposta, pois a lei mosaica proibia categoricamente atividades laborais, incluído qualquer esforço físico, por mínimo que fosse, mesmo que implicasse na cura de alguém. Perguntaram para provocar Jesus e para colocá-Lo em uma situação de confronto doutrinário. E a questão já vinha desde antes de Sua chegada na sinagoga, com o incidente da coleta de espigas pelos discípulos, contestada pelos fariseus que repreenderam o gesto porquanto não era permitido no sábado.
No geral, esta questão da guarda do sábado até hoje suscita muita discussão e polêmica. Os que guardam o sábado insistem em nada fazer em estrita obediência à lei; mas o cristianismo, desde sua origem, aos poucos, substituiu o sábado (dia do descanso) pelo domingo, dia do Senhor, para descanso. No domingo celebramos a ressurreição de Jesus e a graça redentora e restauradora que veio sobre nós – que como gentios, não somos judeus, originalmente – mas tivemos as bênçãos de Deus estendidas a todos nós, pela graça, não pela lei – exclusiva para Israel - os que cremos no Deus Trino, Pai, Filho e Espírito Santo.
É certo que respeitamos a Lei e a ela nos submetemos. Mas como no episódio do texto de Mateus, “até do sábado, o Filho do Homem é Senhor”, e não o contrário. Jesus é superior a tudo e a todos. Sua mensagem é que o AMOR prevalece à LEI. Por amor, também, entendemos Sua GRAÇA. Por isso, a salvação ocorre pela Graça, não pela fiel e estrita observância da Lei. Interessante, não! Em Rm 13.10, o apóstolo Paulo, por revelação de Deus, nos declara que “o cumprimento da lei é o amor”. Quem ama – verdadeiramente – deseja o melhor para o outro, não usurpa direitos, não transgride direitos de outrem, pratica alteridade, e não o egoísmo ou a indiferença. Quem ama, assim como Cristo, pratica a generosidade, o altruísmo, a solidariedade, a inclusão, sempre. Enfim, que ama cumpre a lei. Portanto, Jesus não valida o simples cumprimento da lei. É preciso que haja amor, porquanto o amor é o dom maior.
Deus se agrada de quem consegue amar, não necessariamente de quem guarda Sua lei, mas o faz de forma contrariada, obrigada, religiosa e sectária!
Releia a Bíblia com olhos, espiritualmente mais elevados e “veja” os seguintes detalhes na caminhada de Jesus Cristo, ao longo dos poucos mais de três anos de ministério:
- Jesus não repreendeu de forma religiosa, uma vez que a lei proibia toques em pessoas com fluxos de sangue (e a mulher com o fluxo hemorrágico que O toca, por que não foi por Ele repreendida severamente?)
- Jesus toca o esquife do filho da viúva de Naim e o faz ressuscitar (mas não deveria), pois a lei proíbe.
- Jesus – embora a lei proíba – realiza sete curas nos sábados. Faça uma pesquisa e descubra que – provocativamente – assim creio, pois não há outra explicação, uma vez que Ele sabia que a Lei impedia e que não era lícito curar no sábado. Mas atentem para Sua afirmação de que era lícito (era legal) fazer o bem no sábado! 
E mais: 2  Reis 5.9-14 nos  apresenta a situação de exclusão a que eram submetidos os leprosos. O profeta Eliseu não tocou em Naamã para curá-lo, nem dele se aproximou, enviou um mensageiro mandando-o se lavar no rio Jordão para receber a cura. Os leprosos eram excluídos do convívio social, religioso e político, pois eram considerados pecadores e, por isso mesmo, impuros. Essas pessoas tinham que expor publicamente sua humilhação: "O homem atingido por esse mal andará com as vestes rasgadas, os cabelos soltos e a barba coberta, gritando: Impuro! Impuro! ... deve ficar isolado e morar fora do acampamento" (Lv 13. 45-46). Que situação mais constrangedora! Podemos nos escandalizar com isso ainda hoje, mas seria pura hipocrisia, uma vez que continuamos excluindo publicamente as pessoas. São tantos os casos de exclusão hoje.O que acontece com os aidéticos? E com os moradores das favelas, os pobres na periferia das cidades, os negros, os nordestinos, os idosos, os homossexuais e os deficientes físicos? Realmente nossa sociedade mantêm seus próprios instrumentos de exclusão. Apenas mudaram de nome, ou de formato!
Marcos 1.40-45 nos narra a cura de um leproso. Jesus, ao contrário de Eliseu, Deixou que o leproso dele se aproximasse e o tocasse. É essa a missão dos discípulos, ir a lugares aonde ninguém quer ir, aproximar-se, tocar, sanar os males.
Jesus se enche de compaixão.E se portar assim é bem mais do que ter pena, é entrar no mundo do outro, por ele sofrer e fazer algo de concreto para lhe aliviar o sofrimento. Ter compaixão é sentir-se corresponsável pelo outro, e de fato o somos. Esta mensagem é extremamente atual para o mundo moderno,  onde o que impera é o individualismo, atitude contrária à mensagem cristã. Portanto, quem ainda deixa que o individualismo doentio domine seu coração, precisa aprender com Jesus a ter compaixão. 
O cristão deve ter as mesmas atitudes e sentimentos de Jesus. Quando vejo o outro sofrendo, sou capaz de sentir compaixão e de fazer algo por ele? Diante da exclusão avassaladora que impera hoje, podemos fazer duas opções:
-Continuarmos aceitando este processo de exclusão, que nada tem de cristão e colaborar para que mais pessoas sejam marginalizadas; ou, 
-Posicionar-nos na contramão da sociedade, fazendo com que os marginalizados sejam incluídos, não somente expulsando de seu habitat como fez o governo de São Paulo com os usuários de crack, ou ainda como fazem os governos das grandes cidades, escondendo as favelas com grandes outdoors. De que lado nós estamos? Cumprimos a lei, pura e simplesmente, sendo religiosos; ou demonstramos amor, compaixão e misericórdia para com as pessoas, como nos ensina Jesus?
 II - AS ATITUDES DE FÉ:
Há pessoas que assim como o homem da mão mirrada (ressequida, atrofiada, seca) possuem uma fé mirrada. Pessoas que possuem uma fé assim, também precisam de cura.
E até hoje, como fez com o homem da mão mirrada, Jesus faz aos que possuem uma fé mirrada: Eis você, estenda a sua mão e receba a bênção!
Você está firme com o Senhor, ou ainda vacila?
Lembre-se a salvação se dá em uma via de mão dupla: de um lado temos a Graça de Deus que é derramada sobre os que não a merecem, por isso é favor imerecido, Ele lança Seu olhar e abençoa a quem quiser independente de qualquer outra condição. Mas de outro lado, sabemos que a salvação se dá, também, pela fé. É preciso, portanto, ter fé! Compreendeu o alcance da questão? Se ainda, de todo, não está clara a questão, busque ajuda ao Espírito Santo e lhe será revelada esta e muitos questionamentos que você, porventura, ainda tenha! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 28/10/2012).