REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

segunda-feira, 5 de maio de 2014

A GRAÇA PROMOVE MUDANÇAS, SANTIFICAÇÃO E CRESCIMENTO!

Em 1 Tessalonicenses 4.3-7 o apóstolo Paulo nos ensina que a vontade de Deus é que cada um de nós sejamos santificados, ou seja, que sejamos totalmente dedicados a Ele e que fiquemos livres da imoralidade.
A santificação é um processo pelo qual todos os cristãos passam no crescimento para a vida em plenitude. É a Graça de Deus que realiza a santificação.
O texto bíblico citado nos indica princípios que fundamentam nossa fé e prática quanto à santificação:
A santificação procede de Deus. v. 3 ("Esta é a vontade de Deus. Porque Deus não nos chamou para a imundícia, mas para a santificação"). Muitos são os cristãos que continuam a dividir a salvação com o amor pelas coisas do mundo e, por isso querem justificar-se dizendo que ninguém pode ser santo ou santificar-se completamente para Deus. E ainda afirmam que não importa muito suas atitudes, pois a graça de Deus é amorosa e acolhedora. Mas a orientação de Paulo aos tessalonicenses nos conduz ao caminho oposto a este entendimento.
Devemos conduzir nossas ações de modo que nosso ser produza e promova a santidade (“cada um de vós saiba possuir o seu vaso em santificação e honra” - v.4).
A inclinação da carne deve ser combatida implacavelmente e NÃO SERÁ ACEITA DA PARTE DE QUEM SERVE A DEUS, pois temos conhecimento e não podemos nos desculpar, argumentando ignorância (“não na paixão da concupiscência, como os gentios, que não conhecem a Deus”).
Segundo a Bíblia eis algumas características que identificamos nos SANTOS:
1)   Romanos 14.10: (“mas tu, por que julgas teu irmão? Ou tu, também, por que desprezas teu irmão? Pois todos havemos de comparecer ante o Tribunal de Cristo”).
São santos os que não julgam, nem desprezam os irmãos.
2)    João 15.5: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muitos frutos, porque sem mim nada podeis fazer”.
    São santos os produtivos, os frutíferos e os dependentes de Deus.
3)    Gálatas 5.22,23: “Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio”). O fruto do Espírito –diferentemente das obras da carne, que são inúmeras – é um e indivisível.
São santos os que se apresentam com o fruto do Espírito.
4)    Romanos 5.1: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo”.
São santos os pacificadores; crentes de luz, justificados pela fé.
5)    Hebreus 10.19: “Tendo pois, irmãos, ousadia para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus.
São santos os que se portam com ousadia, intrepidez e fé.
6)   I Coríntios 10.12: (“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe para que não caia”).
São santos os humildes, não soberbos e que permanecem vigilantes para não cair em tentação.
A vida santificada pela Graça:  
A convicção de que somos pecadores não deve nos levar ao conformismo com o pecado. Contrariamente, esta convicção nos chama ao oposto, para que não mais haja tropeços: “Portanto, irmãos, procurai mais diligentemente fazer firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isso, nunca tropeçareis” (2 Pedro 1.10). 
Alcançar a santificação é o nosso alvo.
Mas isso não pode nos levar ao sentimento de que estamos seguros ou a crer que não podemos cair da Graça.
Isto é um sentimento de orgulho, fruto da presença do pecado.
A santificação de forma completa gera, no coração do homem e da mulher, aquele mesmo sentimento de dependência total, expresso por Paulo em Gálatas 2.10: “Não sou eu mais que vivo, mas Cristo vive em mim”.
Não há espaço para glória, nem autoafirmação humana. Portanto, cuidado com a presunção de se achar um escolhido por Deus.
Salvo pela Graça, nada mais preciso fazer! Cuidado!
Um alerta nos deixou o apóstolo Paulo: “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum” (Romanos 6.1-2a).
Por último DOIS DESTAQUES: 
1.   Queremos agradar a Deus e com Ele sempre mantermos comunhão?
Então devemos ter FÉ, pois sem fé é impossível agradar a Deus! (Hebreus 11. 6a).
2.   Queremos ver a Deus e com Ele mantermos permanente comunhão?
Então devermos buscar a PAZ COM TODOS e a SANTIFICAÇÃO, sem a qual ninguém vera a Deus (Hebreus 12.14)
Entendamos, finalmente, que a santificação não nos torna pessoas perfeitas, e isentas de pecado, mas nos torna pessoas melhores, mais flexíveis, mais acolhedoras, mais generosas, amantes da paz e da comunhão fraterna, isenta de preconceitos e visões defeituosas que excluem outros, simplesmente por pensarem diferentemente de nós.
Antes, nos tornam mais tolerantes, amistosos, pacientes e menos ansiosas.
Os santos são os que imitam – verdadeiramente – a Jesus Cristo, em especial, em uma específica ORIENTAÇÃO: (“Aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração” - Mateus 11.29b). (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 04/05/2014).