sábado, 7 de setembro de 2013

COMENTANDO JESUS 1: ESQUISITICES NÃO!

SÉRIE DE COMENTÁRIOS SOBRE A PESSOA E OS FEITOS DE JESUS CRISTO 

Resolvi que, sempre que possível, farei pequenas reflexões sobre a Pessoa de Jesus Cristo, Seus ensinos e Seu extraordinário Ministério terreno, a partir do olhar diferenciado que a graça me proporciona. Este primeiro comentário ocorre com base em uma pequena parte do capítulo 12 (Esquisitices, não) do livro Maravilhosa Graça, de autoria de Phillip Yancey (editora Vida, edição 2000, p. 158,159), com o que concordo plenamente:
Eis a citação: “Jesus apareceu na terra exatamente quando a Palestina estava experimentando um reavivamento religioso. Os fariseus, por exemplo, ditavam regras precisas para a manutenção da pureza: nunca entrar na casa de um gentio (não judeu), nunca jantar com pecadores, não trabalhar aos sábados, lavar as mãos sete vezes antes de comer. Assim, quando espalharam-se rumores de que Jesus podia ser o Messias há muito esperado, os judeus ficaram mais escandalizados do que galvanizados. Ele não podia tocar em pessoas impuras, tais como aqueles leprosos? Não tinha permitido que uma mulher de má reputação lavasse Seus pés e os enxugasse com os cabelos? Ele jantava com cobradores de impostos – um deles até fazia parte de seu círculo mais íntimo de discípulos – e era notoriamente frouxo com as regras de purificação ritual e a guarda do sábado. Além disso, Jesus deliberadamente entrava em território gentio e se envolvia com gentios. Ele elogiou um centurião romano por ter mais fé do que qualquer um em Israel e se ofereceu para entrar na casa do centurião para curar seu servo. Ele curou um samaritano mestiço da lepra e teve uma longa conversa com uma mulher samaritana – para consternação dos discípulos, que sabiam que “os judeus não se relacionavam com os samaritanos”. Essa mulher, rejeitada pelos judeus por causa de sua raça, rejeitada pelos vizinhos por causa de seus muitos casamentos, veio a ser a primeira “missionária” designada por Jesus e a primeira pessoa a quem ele francamente revelou sua identidade como Messias. A partir de então, Jesus culminou o seu período no mundo dando aos seus discípulos a “Grande Comissão”, uma ordem de levar o evangelho aos gentios impuros “em toda a Judéia e Samaria e até os confins da terra” (Atos 1.8). A aproximação de Jesus das pessoas “impuras” consternava seus compatriotas e, finalmente, ajudou a crucificá-lo. Em essência, Jesus cancelou o grande princípio do Antigo Testamento “Esquisitices, não”, substituindo-o por uma nova regra da graça: “Todos nós somos esquisitos, mas Deus nos ama mesmo assim"."
Então, eu concluo: Se você ainda não entendeu Jesus,verdadeiramente, em toda Sua essência, faço uma sugestão. Procure ler e reler este texto e veja o sentido religioso das regras e normas judaicas e as práticas na "contra-mão" de Jesus. Lembre-se que, quase sempre, Ele falava: "Está escrito, Eu porém vos digo....".! Entendeu, ou não? Para Jesus, o âmago da relação com Deus não está na letra morta da Lei, mas na força viva do Amor! O apóstolo Paulo entendeu isso muito bem ao revelar em Romanos 13.10: "O amor não faz mal ao próximo. De sorte que o cumprimento da Lei é o Amor"!
Após reler esta postagem, reflita sobre esta pergunta: Você segue Jesus - reproduzindo Seu jeito de ser e viver - ou segue a igreja, uma denominação e seus líderes? Hahãã? Mas não é a mesma coisa, você pergunta? 
Aí eu respondo e faço outra pergunta: Deveria ser a mesma coisa. Mas realmente é?

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

DEUS CHAMA E ESCOLHE, MAS PARA SE PERMANECER EM SUA PRESENÇA É PRECISO TER UMA FÉ OPERANTE!

A Segunda Carta de Pedro foi escrita em Roma provavelmente em 63/67 d.C. e tinha um propósito: alertar os cristãos contra os falsos mestres e encorajá-los a crescer na fé e no conhecimento de Cristo.
No capítulo 1, após as saudações de praxe, o apóstolo esclarece que o poder de Deus nos dá tudo o que necessitamos para viver uma vida que agrada a Ele. Isso ocorre por meio do conhecimento de Jesus Cristo que nos chamou para fazer parte de Sua glória e bondade. Por essa razão nos deu dons maravilhosos e preciosos. Seu propósito ao nos conceder os dons está firmado na certeza de que, por meio deles, podemos fugir da imoralidade que os maus desejos trazem a este mundo e que, então, pudéssemos tomar parte em Sua natureza divina (v.3;4).
Após esta introdução, o apóstolo Pedro (v.5-10) afirma que devemos nos empenhar – fazer todo o possível – para que possamos desenvolver as sete qualidades que se aliam ao dom da fé:
- a FÉ não pode seguir sozinha, precisa se aliar à bondade (virtude).
- a bondade (virtude) precisa estar ao lado do conhecimento.
- ao lado do conhecimento precisa estar o domínio próprio.
- ao lado do domínio próprio precisa estar a perseverança.
- aliada à perseverança deve estar a devoção à Deus (piedade).
- aliada à devoção à Deus (piedade) deve estar a fraternidade (amizade cristã).
- aliado à fraternidade (amizade cristã) deve estar o amor.
E que se assim procedermos seremos ativos, frutíferos e produtivos.
A fé operante nos fará produtivos independentemente de funções exercidas na igreja local, pois o cristão que tiver as características de 2 Pedro 1.5-7 servirá ao Senhor em todos os lugares e situações, e seguindo as orientações do apóstolo é impossível se manter inoperante.
E o que Ele espera de nós?
Inicialmente, devemos saber que existe uma cooperação entre Cristo e o cristão.
Cuidado, para muitos 2 Pe 1.5...” empenhem-se para acrescentar a sua fé..”, pode parecer que depende somente de nós para sermos produtivos na fé. Para outros, segundo João 15.5 a afirmação de Jesus “sem mim nada podeis fazer” gera a conclusão que a obra é de Deus e que, portanto, devemos ficar parados em nossa jornada cristã, esperando a transformação divina.
Entretanto, o pensamento biblicamente correto é que PARA SERMOS PRODUTIVOS NA FÉ PRECISAMOS NOS EMPENHAR COM A AJUDA DO ESPÍRITO SANTO; aí então, haverá mudança em nossas vidas.
O v. 4 do primeiro capítulo afirma que “nos tornamos participantes da natureza divina”, o que nos habilita a ter estas e outras bênçãos espirituais em nossas vidas (Efésios 1.3).
Então, retornando ao centro da mensagem apostólica, como discípulos de Cristo, Pedro nos alerta que devemos acrescentar SETE ATITUDES à nossa fé para que ela se torne produtiva e operante:
     1. VIRTUDE/BONDADE: Por virtude entendemos a firme e constante disposição para a prática do bem. A bondade revela o caráter de Deus. Sem ela o ser humano se torna um ser desprezível, malvado e sem senso ético.
     2.  CONHECIMENTO: Os discípulos de Cristo têm que conhecer a Palavra da Verdade (2 Timóteo 2.15). Muitos são os que não crescem na fé por falta de conhecimento bíblico, para estes os anos se passam sem alterações e avanços na fé cristã. Estas são as pessoas que “custam a entender as coisas”, ou seja, são lentas para aprender (Hebreus 5.11).
     3. DOMÍNIO PRÓPRIO: Aplica-se ao espírito (sentimentos e vontades), à mente e ao corpo; como discípulos devemos aplicar o auto controle a cada uma dessas áreas. Apresentar-se com domínio próprio faz sentido para aqueles que têm o Espírito Santo e sentem seu fruto (Gálatas 5.22).
    4.  PERSEVERANÇA:É a capacidade humana de conservar-se firme e constante; permanecer sem mudar ou sem variar de intenção.
      5.  PIEDADE: É sinônimo de compaixão, despertar para a dor do outro. Revestindo-nos de piedade podemos levar os fardos dos outros (Gálatas 6.2), chorar pelos que choram (Romanos 12.15,16) e orar uns pelos outros (Tiago 5.16).
     6. FRATERNIDADE: É a amizade e o amor fraternal. A Igreja nasceu com fortes bases de fraternidade e comunhão (Atos 2.42-47). É certo que não há como viver em Cristo sozinho, pois é necessário contar com a ajuda de outras pessoas na caminhada (Eclesiastes 4.10-12).
      7. AMOR: Os discípulos de Jesus – segundo Suas próprias palavras (João 13.35) – serão conhecidos pelo amor: “Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos”. Para Jesus amar apenas aos que nos amam, não significa nada para Ele, pois até pessoas mais odiosas (publicanos) fazem isso (Mateus 5.43-48).
E mais diz o apóstolo: que quem não possui essas qualidades se apresenta na condição de cego ou como alguém que enxerga pouco e esqueceu que foi purificado de seus pecados passados (v.9).
Mas quem pratica e desenvolve as qualidades descritas (v.10,11) fica cada vez mais firme, porque sabe que Deus o chamou e o escolheu, e jamais abandonará a fé. Então, estes receberão todo o direito de entrar no Reino Eterno de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo! Não basta, entretanto, ser de Deus, é preciso fazer em si o reflexo de Deus. Para tanto, demonstraremos que somos homens e mulheres de fé operantes, produtivos e frutíferos, sendo do bem, conhecedores e praticantes de Sua Palavra, perseverantes, piedosos, amigos, amistosos, e dadivosos de amor! Pense nisso! (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 01/09/2013).