quinta-feira, 2 de julho de 2015

CELEBRANDO AO SENHOR!

Não há nada mais frustrante do que realizar tarefas e não ver sentido no que se faz (Eclesiastes 3.12,13). Como é vazia a vida do homem sem senso de realização!
Um povo que não aprende o poder da celebração não é somente um povo triste e infeliz, mas um povo desprovido do senso de significado da vida. Passar pela vida sem celebrá-la é uma tragédia! Quando não aprendemos o poder da celebração, mesmo as coisas boas da vida, tornam-se se pesadas e enfadonhas. Viver sem celebrar é como sentar-se à uma mesa repleta de guloseimas e pratos sofisticados, mas não sentir o sabor do que se come. É como olhar ao redor e ver o mundo em preto e branco. É viver sem cheiro, sem sabor, sem cor e sem brilho.
POR QUE DEVEMOS CELEBRAR?
I. Porque fomos criados para celebrar a Deus.
Porque Ele deseja que vivamos para celebrar as coisas boas que fez. Quando descobrimos o poder da celebração, passamos a viver uma vida revigorante e cheia de entusiasmo. Uma das marcas do verdadeiro cristão é a ação de graças. A formação do homem foi a consumação da obra criativa de Deus, dando um significado todo especial para esse ato. O homem foi feito à imagem de Deus para celebrá-lo em adoração e louvor: “Tributai ao Senhor a glória devida ao seu nome, adorai o Senhor na beleza da santidade”(Salmo 29.2). Não há sentido na vida se nos desviarmos desse propósito básico. Toda a criação celebra a Deus:  “Todo ser que respira louve ao SENHOR. Aleluia! ” (Salmos 150. 6).Só podemos alcançar a plena e verdadeira satisfação quando nos voltamos para a nossa vocação essencial: adorarmos ao Criador e celebrá-lo pelos Seus feitos.
II. Porque celebrar nos dá senso de propósito.
O homem, como obra prima da criação, jamais encontrará plena satisfação na vida se não for colocado nas mãos de Deus. Somente em Deus podemos extrair o que há de melhor em nós.Quando aprendemos a razão da celebração, nada em nossas vidas ficará sem sentido e assim viveremos para desfrutar intensamente de cada evento. Mesmo a morte, que é o acontecimento mais difícil da experiência humana, terá um propósito, posto que nossa existência não se encerra quando o coração pára de bater. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu”(Eclesiastes 3:1).
Quando aprendemos sobre a importância e o poder da celebração, encontraremos prazer nas realizações da vida. Na vida, como discípulos de Cristo, temos um propósito de vida, por isso, celebramos a Deus por tudo, desde uma refeição ou por coisas aparentemente sem importância e sem significado, para muitos. 
Alguém pode ser milionário, mas se seu coração estiver tão somente nos bens materiais, não encontrará satisfação e muito menos realização em toda a sua riqueza. 
III. Porque celebrar nos fortalece espiritualmente e nos prepara para novas conquistas
Quando não celebramos, a impressão que temos é de que nada está acontecendo. Essa falta de percepção gera um sentimento de frustração e desânimo porque o homem foi criado para realizar-se. Podemos realizar grandes feitos e alcançar muitas conquistas, mas se não aprendermos a celebrá-las, sempre estaremos com aquela sensação de que não andamos muito.Quando refletimos sobre a vida de Davi, por exemplo, vemos um homem que chegou onde chegou porque aprendeu a celebrar a Deus nas pequenas coisas. Os salmos escritos por Davi são o exemplo vivo da sua percepção de vida, pois Ele encontrava motivos para louvar a Deus em todas as coisas ao seu redor. Essa disposição deu-lhe forças para prosseguir em sua jornada até tornar-se o rei mais importante de Israel. Aprendamos como Davi a celebrar a Deus por cada passo dado em Sua presença.
Há muito poder de Deus liberado sobre nós quando celebramos! Quando entendemos a graça de Deus liberada sobre nós, enxergamos toda a beleza e o esplendor da vida para celebrar. Este é um momento em que a graça de Deus nos permite enxergar a beleza de viver para celebrar. Aprenda a olhar ao seu redor com olhos diferentes: perceba propósito, sinta a vida, viva-a com intensidade pois ela nos é dada de forma abundante em Cristo (João 10.10b), posto que Ele veio para que tenhamos vida e vida em abundância. Glória a Deus, por isso!. (Reflexão com base em mensagem anunciada, por este pastor, no culto de celebração de domingo 28/06/2015). 

DEUS NÃO VÊ APARÊNCIAS, MAS O CORAÇÃO ( O INTERIOR)!

Em 1 Samuel 16.1-13 há uma narrativa que nos interessa esmiuçar. Saul era rei em Israel, mas deixara de fazer o que agradava a Deus e este deu ordens ao profeta Samuel para ir a casa de Jessé, o belemita, pois lá estava aquele que iria reinar sobre Seu povo. Sobre este assunto algumas observações nos surgem, vendo o texto, mas também analisando os textos anteriores:
1) O Senhor nomeou Saul para ser rei e Samuel o ungiu (10.1).
2) O Senhor rejeitou Saul, por causa de sua obediência e Samuel anunciou isso a ele.        ( 15.26).
3) O Senhor nomeou Davi para ser o novo rei e Samuel foi ordenado a ir e o ungir (16.1).
Podemos afirmar que Samuel sempre fez o que o Senhor tinha lhe ordenado fazer.
Como servo, Samuel não tomava decisões, ele as executava, pois sabia ser o melhor para ele, já que vinham da parte de Deus.
Esta verdade é muito instrutiva igualmente para quem deseja servir a Deus.
Como Samuel, nossa função não é a função de tomador de decisões, mas a função de realizador do que Deus já decidiu.
Samuel não decidiu ungir Saul, nem decidiu depois ir dizer a ele que fora rejeitado por Deus.
De forma semelhante, não decidiu, por si mesmo, ir à casa de Jessé. Todas foram decisões de Deus e Samuel simplesmente as executou.
Na consciência de 1 Coríntios 12.12-31, tal qual nossos membros físicos estão sob completa submissão a cabeça, nós também como membros do corpo de Cristo, devemos estar sob completa submissão a Cabeça desse corpo, o Senhor.
Ele é o Senhor e nós somos Seus servos. Deus toma as decisões, nós as executamos.
Tendo recebido toda a informação que ele precisava, Samuel se mexeu para a ação. Ele fez o que lhe dissera o Senhor, v.4,5. O Senhor deu as direções a Samuel e Samuel agiu sobre elas. Portanto, ele foi a Belém e logo tinha os sete filhos de Jessé diante dele.
Como podemos nos lembrar, o Senhor tinha dito a ele que o próximo rei seria um dos filhos de Jessé, sem, entretanto, afirmar quem seria.
E o que aconteceu? Aprendemos que o Senhor não vê como vê o homem. O homem vê o exterior, porém o Senhor, o coração. O primeiro na linhagem era Eliabe, o filho mais velho da família. Ele provavelmente era bonito e sua aparência era adequada para um rei, pois quando Samuel o viu, ele pensou que era ele. Mas, o Senhor, examinando-lhe o coração, o recusou. Isso acontece muito conosco. Gostamos de algo que parece perfeito aos nossos olhos físicos e assim somos levados a acreditar que é também da vontade de Deus para nós.
Mas aprendemos neste episódio que nunca devemos fazer uma decisão baseada na aparência exterior. 
Samuel ouviu a voz de Deus e continuou no processo de escolha; não desistiu, após ver o último dos jovens que ali estava e indagou ao pai, se haviam passado todos os seus filhos; mas este, responde que não, ainda, que havia o mais moço, o menor dentre todos, v.11-13. Ao entrar Davi, Deus fala a Samuel que ali estava o escolhido, o que deveria ser ungido, pois seria o futuro rei de Israel. E assim foi feito, e o texto sagrado nos afirma que daquele momento em diante, o Espírito de Deus se apossou de Davi.
Quantas vezes nos encontramos na mesma posição! Apresentamos a Deus escolhas por coisas que acreditamos ser da Sua vontade, mas se soubermos esperar, ouviremos que não devemos fazer isso ou aquilo.
Deus olha ao coração, ao íntimo, e, então faz as escolhas certas. Samuel ouviu sete “não” antes da desejada resposta positiva. O profeta não  ungiu o primeiro na “fila”, o primogênito, mas certamente ungiu o melhor.
Cuidado com as aparências, cuidado com a venda nos olhos, não confie em suas intuições, nem no que parece ser bom, pois isso pode iludir você, espere, confie e aguarde as ordens do Senhor que chegarão ao seu espírito.
Aí sim, você fará as coisas certas, pois o Senhor é quem estará no comando, não você!
Cuidado com suas escolhas, cuidado com o que parece ser bom! Permita que o Senhor faça as escolhas por você! Posicione-se um passo atrás, peça para que Ele vá à frente, abrindo portas e caminhos! E aí a vitória estará esperando por você! Glória a Deus, por isso!(Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 21/06/2015).