sexta-feira, 16 de maio de 2008

A PRESENÇA DO SENHOR EM TODAS AS ESTAÇÕES (Compreendendo a beleza do Salmo 84 e da letra de “As Quatro Estações” de Kleber Lucas).

Flores de maio, sol de verão. A primavera está chegando, é o fim da solidão. Diz a Bíblia – Ec 3 – que para tudo há um tempo determinado. Às vezes, o tempo é bom, às vezes, não. E assim vivemos entre dois pólos. Um começa onde o outro termina. Então há tempo para: nascer, morrer; plantar, colher; derrubar, edificar; chorar, rir; prantear, saltar; abraçar, deixar de abraçar; estar calado, falar; guerra, paz. Em que tempo você está? Não esqueça: a primavera está chegando, é o fim da solidão (às vezes estamos rodeados por uma multidão, mas nos sentimos tão sozinhos, pelas circunstâncias!). O pardal encontrou casa. E a andorinha ninho para si. E eu os teus altares. Deus providencia ninho para o pardal e para a andorinha. Ele cuida de sua criação. Imagine os cuidados que Ele tem por nós, que somos feitos à Sua imagem e semelhança. Ele nos presenteia a todos nós, com os Seus altares, por isso sentimos seguros, protegidos, guardados, amparados. Nuvens e raios sobre o sertão. Avisa lá que está chovendo. É o fim da sequidão. Como falo na Comunidade, às vezes nos sentimos como terra seca, ásperos como o sertão, sem esperanças, tristes, desmotivados e de repente... Olhando para os céus, o que vejo? As nuvens, os raios... as gotas d’água, é a chuva, é o fim da sequidão. Glória a Deus! .. O milagre da Graça de Deus acontecerá. No tempo da seca, o Senhor faz o deserto florescer, por você e por mim. Diz ainda que a gente conseguiu sobreviver à dor, e Deus mandou a chuva. Diz a Bíblia: Posso todas as coisas nAquele que me fortalece!(Fp 4.13). Em Cristo Jesus conseguimos sobreviver à dor. Quantas pessoas há que nos observam e torcem contra nós e não a nosso favor. Por isso agora me lembro das palavras do Pastor Tinoco que nos alertou, “é mais fácil chorar com os que choram do que se alegrar com os que se alegram”. Então, aprendamos a confiar em Deus; Ele manda a chuva – quando estamos na mais completa sequidão – e aí conseguimos sobreviver à dor e aos problemas. Primavera e verão, no outono ou inverno, então, o Senhor é o meu Pastor. Diz a canção que Deus está conosco em todas as estações. Na alegria e na dor, eu confio em Ti,Senhor. O que significa confiar? Ter confiança (segurança íntima), ter fé, esperar. Ele sabe qual a estação que você está atravessando e Ele derramará a chuva na hora certa! Eu creio nisso e você? Nada vai me separar do Teu amor. Nem mesmo o sertão, a seca, as desilusões, as tristezas e as doenças físicas, a falta de dinheiro, as traições, os problemas que chegam sem pedir licença – NADA VAI ME SEPARAR DO TEU AMOR, SENHOR, Rei meu e Deus meu. Se o pardal encontrou casa, e a andorinha ninho para si, lugar onde põem em segurança seus filhos, muito me alegro eu, Senhor, pois encontrei os Teus altares, lugar de refúgio, ó Rei. Que eu e você- todos nós- possamos estar e permanecer em Ti, Senhor, ligados e conectados ao Teu amor e recebendo de Ti a Graça, que nos salva, e a Paz, que excede todo entendimento.
(Síntese da mensagem da Pra. Isabel Cristina levada à Comunidade no culto de domingo 04/05/2008)

terça-feira, 13 de maio de 2008

A FÉ QUE RESISTE ÀS TRIBULAÇÕES

O livro do profeta Habacuque apresenta inicialmente uma situação vivenciada por muitos crentes: a maldade não castigada e por que Deus, sendo justo e bom, pode permitir que os maus prosperem e tenham poder sobre Seus filhos. Todos os três capítulos do livro nos descrevem momentos marcantes para os hebreus. O reino do norte havia sido esmagado pelos assírios, e logo mais os terríveis caldeus – os babilônicos - viriam sobre Jerusalém, como capital do reino do Sul. Essa era a vontade de Deus pela desobediência do povo, mas Habacuque não sabia. E eis que surge o profeta orando e clamando. Aqui nos deparamos com o enigma da oração não respondida. O enigma para Habacuque era o silêncio, a aparente inatividade e despreocupação da parte de Deus em vista do pecado. O profeta olhava ao seu redor, via o pecado inflamando a todos e ficava em estado de perplexidade, perguntando-se: por que Deus não age? Este tem sido o clamor de crentes em todas as épocas. Deus, porém, sempre responde no tempo determinado por Sua vontade. É preciso entender que o pecado gera conseqüências. Ao longo do capítulo 2 o profeta chama a atenção para pecados que seriam julgados pelo Senhor: no v. 6, a desonestidade, no v. 9, a ganância, no v. 12, a violência, no v. 15, a libertinagem e devassidão, no v. 18, 19, a idolatria. Certamente que o profeta se assusta quando o Senhor fala e esclarece que usará os babilônicos para atingir os idólatras e pecadores israelitas. Mas que depois - no devido tempo - os próprios babilônicos seriam destruídos. O profeta então teme pelos seus compatriotas. Mas age, mesmo assustado, pela fé. E essa é uma das extraordinárias lições extraídas do livro: que a vida do justo deve ser baseada na fé. Aprendemos que a atitude do justo que vive pela fé está centrada na esperança, mesmo quando tudo em sua volta está se desintegrando ou quando tudo parece perdido. A oração, que também é salmo, e que também é hino, em todo o capítulo 3 é algo marcante e que deve impactar todos quanto crêem no Senhor Jesus, como nosso Advogado junto ao Pai. Em especial se destacam os vs. 17,18 e 19: “mesmo não florescendo a figueira, e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimentos nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus de minha salvação. O Senhor, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo. Faz-me andar em lugares altos”. Dito tudo isso de uma forma mais moderna e atual, inclusive como habitantes mais urbanizados que somos, esta oração pode ser assim escrita e entendida: “mesmo que eu esteja desempregado, ou totalmente sem renda, não havendo nada em minha despensa, e me tomem carro, casa ou outros bens, por falta de pagamento, que me cortem o fornecimento de água e energia elétrica e seja negado o direito à saúde e à educação de meus filhos e da família, que todos se neguem a me ajudar, não havendo como alimentar minha família, sendo-me negada qualquer possibilidade de crescer profissionalmente e até de viver, ainda assim eu me exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação. O Senhor, Soberano, é a minha Força. Eu sei que Ele me exaltará e me fará elevar-me a lugares muito altos”.Oro a Deus para que tanto eu quanto você que lê este blog estejamos tão fortalecidos na Rocha que é Jesus para que tenhamos a fé de Habacuque e possamos orar ao Senhor, com inabalável convicção e certeza de vitória. Aprenda eu e aprenda você a viver pela fé, na certeza de “tudo quanto pedirmos em oração, crendo, receberemos” (Mt 21.22).(Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 11/05/2008)