segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

DEIXANDO TUDO E SEGUINDO JESUS!

Em Lc 5.27-32 há uma sucessão de eventos bem marcantes sobre os quais desejo refletir. Como Jesus está no centro dos acontecimentos, precisamos aprender mais com Ele, posto que como Mestre dos mestres, Ele sempre nos ensina. O cenário anterior apresenta Jesus em uma casa ensinando a fariseus e doutores da lei, além de uma pequena multidão que se aglomerava para ouvi-Lo. Mostra, ainda, o texto que quatro homens transportaram um paralítico e o infiltraram na casa pelo telhado. Vendo tamanha fé, Jesus perdoa-lhes os pecados e, diante das murmurações dos religiosos presentes, ainda o cura. Esta é a cena final que antecede ao v. 27, posto que aí Jesus saiu daquela casa e vendo na rua, sentado, na frente da repartição pública romana (coletoria de rendas) o publicano Levi (Mateus) simplesmente se dirige a ele e ordena "segue-me"! Mateus era um judeu que servia ao império romano como publicano, ou fiscal de tributos. Não era benquisto pelo povo por estar a serviço dos opressores romanos e por pertencer a uma classe considerada corrupta, traidora e impiedosa. Jesus passou e o viu, e imediatamente o chama para que deixando tudo O seguisse. O que acontece, então? Aquele homem responde ao chamado de Jesus e simplesmente nada diz, não contesta, deixa tudo para trás, passando a seguir Jesus.
I- PARA SEGUIR JESUS É NECESSÁRIO DEIXAR TUDO.
Muitos são os embaraços que nos impedem de deixar tudo e seguir Jesus. Podemos enumerar, dentre tantos, o emprego, o status quo, os amigos e os familiares. Não sem razão é difícil deixar tudo e seguir Jesus, posto que isto implica em renúncia e muitos não estão dispostos a renunciar a nada, muito menos a tudo.
Mas Mateus tinha muito e teve que abandonar e deixar. O que mesmo que ele deixou para seguir a Jesus?
- Ele tinha um excelente emprego. Era um emprego público, estável. Ninguém em sã consciência deixa algo assim!Mas ele deixou e seguiu Jesus!
- Ele tinha uma invejável situação financeira e patrimonial. Mateus não possuía qualquer tipo de preocupação com dívidas presentes ou futuras. Ao contrário, seu padrão de vida era excelente, possuía bens e propriedades. Ele tinha uma casa e ali vivia muito bem com sua família.Mas ele deixou e seguiu Jesus!
- Ele tinha muitos amigos. O texto afirma que havia muitos publicanos e outros mais que aceitaram seu convite para o banquete que ofereceu a Jesus. Eram muitos os amigos. Mas ele deixou e seguiu Jesus!
Além de tudo isso, o que mais Mateus teve que deixar para seguir Jesus?
- Sua auto-suficiência. O texto evidencia que Jesus chama aqueles a quem Ele quer e Seu chamado produz mudanças profundas. Quando Jesus disse 'segue-me" e foi prontamente obedecido, o gesto e a decisão de Mateus impactaram sua vida e a transformou para sempre. Quando o publicano deixou tudo para seguir Jesus, ele abandonou toda a sua auto-suficiência para se colocar na dependência de Deus.
- Seus velhos hábitos e costumes. Como fiscal de tributos Mateus havia pautado sua vida pela prática de subornos, propinas e chantagens. Ele era odiado pelo povo, que o julgava um vil pecador, um miserável corrupto. Mas seguindo Jesus, Mateus teve sua vida transformada, passou a ser uma nova criatura em Cristo. No lugar do odiado e corrupto cobrador de tributos nasceu um cristão sincero, aprovado por Deus, justo e verdadeiro, enfim, um pecador arrependido.
II - A QUEM O SENHOR PROCURA E ORDENA: "SEGUE-ME"!
1) O Senhor procura pecadores. O mais vil pecador pode ser usado por Ele que como médico busca enfermos e doentes, não os sãos e sadios.
2) O Senhor procura pessoas de todas as camadas sociais. Ele não faz acepção de pessoas. Não existe uma classe especial de pessoas - homens ou mulheres - que por si mesma mereça a atenção ou o olhar do Senhor.
3) O Senhor procura por discípulos. Ele busca seguidores que decididamente não percam tempo e que queiram aprender mais com Ele, atendendo a Seu chamado.
4) O Senhor procura por quem O tenha como prioridade máxima. E que assim estejam dispostos a deixar tudo por Ele.
O Senhor procura, enfim, pecadores para levá-los ao arrependimento. Ele quer ter um encontro definitivo com homens e mulheres que se reconheçam pecadores. Por que? Porque o encontro com Cristo gera transformações e mudanças profundas.
UM ENCONTRO COM O SENHOR PROMOVE MUDANÇA DE DIREÇÃO:
No encontro que teve com o jovem rico ( Mc 10.21) Jesus também falou "Segue-me" mas este não quis deixar tudo para trás e seguir Jesus. E nada mais aconteceu, na realidade, nada mudou na vida daquele jovem, exceto que não quis seguir Jesus, continuou rico, mas perdeu a salvação e a vida eterna. É preciso que não esqueçamos nunca: Somente seguindo Jesus o pecador pode agradar a Deus e gozar a vida eterna. Os caminhos do homem natural são diferentes do Caminho do Senhor. Antes de encontrar Jesus o homem segue em direção oposta à Sua vontade, seguindo o curso deste mundo, sendo conduzido por Satanás, como filho da desobediência (Ef 2.1,2). Quando o Senhor nos chama, precisamos mudar de direção e seguindo-O, teremos a eternidade com Ele.
UM ENCONTRO COM O SENHOR PROMOVE MUDANÇA DE POSIÇÃO:
No encontro com Mateus e com todos os que se dispõem a segui-Lo o Senhor muda tudo, em todos os sentidos. Não mais pecadores, mas santos. Não mais doentes e enfermos condenados à morte, mas sarados e transformados.
Deus deseja levar pecadores ao arrependimento e para isso conta com a Igreja que tem a missão de propagar as Boas Novas, mostrando a cada pecador que a salvação é pela graça, que a salvação é pela fé. Mas que é preciso a atitude de responder SIM ao chamado do Senhor e assim tomar uma decisão: deixar o que nos impede de ter uma maior e mais completa comunhão com o Senhor. É preciso deixar tudo que nos atrapalha e seguir Jesus. A vida eterna é dada àqueles que O recebem, e a estes é dado o poder de serem feitos filhos de Deus, posto que crêem em Seu nome (Jo 1.12). (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 20/12/2009)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

FIQUE ATENTO/A E VIGILANTE, SATANÁS QUER CIRANDAR!

O capítulo 22 do Evangelho de Lucas inicia descrevendo o plano dos principais sacerdotes e dos escribas de tirar a vida de Jesus e o pacto da traição entre estes e Judas Iscariotes. Depois presenciamos a movimentação dos discípulos para a preparação da páscoa e, chegada a hora, a própria realização da qua viria a ser a última páscoa celebrada entre eles. E aí, então, vemos o Mestre instituindo a Ceia (v.19 e 20). Mas não desejo me deter nesta parte inicial, embora tudo seja de importância vital para nós, discípulos de Cristo. O que se segue é o que, neste momento, merece minha melhor atenção. Jesus (v. 21) afirma que havia um traidor à mesa com eles e em seguida (v.23) os discípulos começam a indagar sobre quem seria dentre eles o que estava para fazer isso. Mas logo...muito rapidamente, eis que surge um assunto mais importante do que atentar para o fato de que havia um traidor entre eles, e a conversação tem seu foco desviado. Sabem vocês qual o assunto mais importante do que a traição ao Senhor...? Eis a resposta (v.24): "levantou-se também entre eles uma contenda, sobre qual deles parecia ser o maior". É possível isso acontecer? Que absurdo, essa disputa aconteceu durante a ceia! Naquele lugar, na presença do Senhor, no calor da alegre e maravilhosa comunhão, no "clima" do amor, da simpatia e da compaixão, aqueles "homens de Deus" mostravam-se interesseiros ao extremo. Assim como muitos dos homens e mulheres do nosso tempo que se exibem pregando, ensinando e sendo líderes de igreja. Muitos são os que se tornam "homens de palco", e a igreja é reduzida a um teatro. Certamente que em seguida todos receberam a reprimenda do Senhor, quando entre outros ensinos definitivos Jesus afirma que ..."estou entre vós como quem serve"(v.27c). Aprendamos, então, que em Cristo, maior é o que serve, não o que é servido. Em seguida, de forma abrupta se dirige a Simão Pedro e afirma a este que Satanás havia reclamado sua vida para cirandar como trigo (v.31). O verbo usado por Jesus significa "peneirar" e descreve o processo em que o legítico, o genuíno é separado do falso, o bom do mau. Jesus estava alertando a Pedro que os problemas viriam e que Satanás em breve atacaria os apóstolos. Aqui cabe uma indagação. O inimigo reclamou (reivindicou) a vida de Pedro a quem? A Deus, certamente. Então, é o Senhor quem autoriza certas investidas do inimigo sobre nós. Mas aí, antes que nos assustemos sobre este fato, surge a luz: Jesus no v. 32 afirma e confirma seu papel de Advogado de todos nós, posto que "Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça". Continuamos alvos da ação malígna que nos quer destruir. Satanás o inimigo do povo de Deus tem um alvo, matar, roubar e destruir, sempre. Para tanto, muitas são as armadilhas e artimanhas que continuamente nos cercam, assim, como aconteceu ali na Ceia, em que nem a presença real e visível do Senhor impediu que aqueles se comportassem como homens, frágeis, limitados, egoístas, vaidosos e imaduros espiritualmente. Aprendamos mais com os erros de Pedro e o projeto de Satanás de cirandar com ele. Em dois momentos é possível extrair mais ensinamentos sobre as aberturas dadas pelo apóstolo à ação inimiga:
1) Quando Pedro se declarou PRONTO (v.33) para ir com Jesus tanto para a prisão quanto para a morte.
Quanta presunção, misto de arrogância e ignorância!!Pedro se superestimou e assim muitas vezes acontece conosco. Tornamo-nos presas fáceis da ação maligna quando facilitamos e nos sentimos suficientes, superiores, infalíveis, poderosos, indestrutíveis e perfeitos.... prontos! A Bíblia nos alerta contra este pecado (Pv 16.18 : A soberda precede a ruína e a altivez de espírito, a queda).
2) Quando Pedro demonstrou que tinha uma VISÃO DETURPADA do Reino de Deus.
Pedro ainda não havia compreendido o eixo das Boas Novas, a mensagem central do Mestre. Para o apóstolo quando Jesus descrevia o Reino, ele via e concebia poder e grandeza na terra. E por esse poder e por essa grandeza ele estava disposto a morrer. Ele não tinha a dimensão do que anos mais tarde o apóstolo Paulo iria descrever em Rm 14.17 "Porque o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça e paz, e alegria no Espírito Santo".
Muitas são as pessoas que, ainda hoje, facilitam a ação do inimigo porque ignoram a natureza do Reino de Deus e os verdadeiros e legítimos propósitos da Igreja. Muitas são as pessoas que continuam confundindo a Igreja como algo do homem, como um negócio que gera poder e fama, muitos outros transformam a igreja em algo como uma empresa, um circo ou até em teatro.
Nestes tempos obscuros, de muita luz ...mas artificial, o inimigo fará de tudo para cirandar você.Não esqueça disso. Fique esperto e vigilante. Jesus é a Luz verdadeira e a Videira verdadeira. Vincule-se a Ele, mantenha-se ligado - como ramo à videira, como luz à Luz - e nada o afastará dEle e de Sua Igreja.
Saiba que:
A ação de cirandar (peneirar) de Satanás atua em ocasião prevista e permitida pelo Senhor.
O alvo de Satanás é destruir a fé.
O alvo de Jesus é restaurar o cirandado para que ele fortaleça os mais fracos.
Há uma segurança em nós: podemos contar com a intercessão do Senhor !
Então, não vacile, creia, tenha fé. Permaneça nEle. Deposite sua confiança no Senhor e dependa dEle. Saiba e creia que agindo assim o inimigo não encontrará lugar para cirandar em sua vida. "Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg 4.7). (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto deste domingo 13/12/2009)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

DEUS É FIEL. E VOCÊ?

O apóstolo Paulo em 1 Co 10.1-13 descreve alguns exemplos na história de Israel em que os hebreus saíram da escravidão do Egito, foram guiados pelo deserto por Moisés, com a total e completa assistência sobrenatural de Deus. Presenciaram e vivenciaram os milagres e a boa dádiva do Senhor; foram cuidados e velados por Ele, como só o Pai que é Amor, é capaz de fazer. Mas afirma o texto bíblico (v.5) que Deus não se agradou da maioria deles, razão por que ficaram prostrados e morreram no deserto. E não se agradou, por que? Pela idolatria de muitos, pela prática da imoralidade, por provarem o Senhor, pela murmuração de tantos. E mais afirma o apóstolo que tudo isso aconteceu para nos servir de exemplos. No v.12, o alerta: " aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia". E continua: "Não veio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que vocês sejam tentados além da força de vocês; pelo contrário, juntamente com a tentação proverá a vocês livramento, de sorte que a possam suportar."
I- A BÍBLIA SAGRADA ASSEGURA QUE DEUS É FIEL E QUE SUA FIDELIDADE PERMANECE PARA SEMPRE.
É verdade que Deus é fiel. Entre tantas evidências bíblicas atentemos para o Salmo 119.90:" a tua fidelidade estende-se de geração a geração; fundaste a terra e ela permanece". Então, saibamos todos e não esqueçamos nunca que Deus é fiel e Sua fidelidade permanece para sempre. Mas Sua fidelidade está estreitamente vinculada à Sua santidade e ao Seu propósito. Aquele era o Seu povo, Ele tinha um propósito maior para todos. Mas o povo foi infiel, afastou-se dEle, não uma, mas inúmeras vezes, e aí Ele continuou fiel, mas rejeitou aquela geração, posto que sabemos que dos homens apenas Josué e Calebe chegaram à Terra Prometida, todos os outros, e eram mais de 600.000 homens que haviam saído do Egito, pereceram no deserto, e a travessia que até Canaã duraria bem menos de um ano, teve a duração de quarenta longos e dolorosos anos. Deus continuou fiel, mas rejeitou os infiéis, abraçando os das novas gerações. Aquele continuava sendo Seu povo, mas todos os que rejeitaram e negaram ao Senhor, foram por Ele negados. Mas Ele continuava, continua e continuará fiel, posto que Sua fidelidade dura para sempre. Parece confuso, não! Não é este meu propósito; aprendamos, então, mais sobre fidelidade.
II. O QUE É FIDELIDADE?
Fidelidade é qualidade de algo ou de alguém que conserva ou mantém suas características originais, permanecendo-se fiel a uma referência.
Fidelidade está relacionada à lealdade, constância, firmeza nas afeições, na crença, nos sentimentos; também é perseverança e observância rigorosa da verdade.
Fidelidade se estende a todos os aspectos da vida, e não apenas a religião e fé, posto que é aplicada tanto a situações, quanto coisas e pessoas, desde que atrelada ao significado de ser ou permanecer de conformidade com suas características primárias e originais.
Fidelidade, finalmente, está relacionada ao que se preserva e não varia, não muda; aplica-se, então, a tudo que se conserva, mantendo-se firme e não gerando alterações.
III. APLICAÇÃO DO CONCEITO DE FIDELIDADE A ALGUMAS ÁREAS
No matrimônio: fidelidade está relacionada à mútua confiança que é a base da estabilidade relacional. Não apenas na área da sexualidade, mas em todos os campos da relação conjugal devem existir acordos de fidelidade e mútua confiança. Você se casa com uma pessoa por acreditar nela, em suas promessas, em seus princípios, em sua constância, em sua originalidade, respeitando sua individualidade, mas acreditando no projeto de construção coletiva de um futuro comum. Qualquer mudança na situação conjugal será promoção de alteração na originalidade da relação, será intenção de adulterar, ou seja, adultério. O que enseja o conceito é a fidelidade conjugal.
Na tradução de textos e obras literárias: fidelidade relaciona-se à manutenção e preservação das características originais do escrito, do texto ou obra, em todos os seus aspectos. Negar ou mudar a fidelidade é falsear, adulterar, modificar. Quando se adquire uma obra de um determinado autor, quer-se o original, se for um texto, sua tradução deve ser cópia autêntica do original. Qualquer mudança que contrarie isso será considerada adulteração. O que enseja o conceito é a fidelidade ao original.
No mercado: fidelidade implica no uso de técnica de promoção de marketing e vendas, em que se procura produzir vínculos e assegurar a permanência do cliente sob uma relação contratual durante certo período.O que enseja o conceito é a fidelidade do cliente.
Na política: fidelidade corresponde ao vínculo entre membro e partido político, entre partidos, no interesse mútuo e ideologicamente definido, ou entre eleitor e candidato. O que enseja o conceito é a fidelidade partidária.
No contexto espiritual: fidelidade está fundamentada no vínculo de alguém à sua base doutrinária, ao comportamento em conformidade com a regra de fé e prática. O que enseja o conceito entre nós cristãos é a fidelidade de Deus aos Seus e a fidelidade nossa a Ele.
Espero que tenhamos aprendido o real significado de Fidelidade. Mas e quanto a você?
IV. A FIDELIDADE APLICADA A VOCÊ.
Socialmente, quanto à família, amizades, trabalho e escola (faculdade) você é fiel? Você inspira confiança?Você é fiel aos seus? Especialmente é fiel à Deus, aos mandamentos e princípios de Sua palavra? É fiel aos seus pastores e líderes? É fiel à visão da igreja? Ainda não é? Ainda vacila? Ainda não se firmou? Ainda tem dúvidas? Então, nunca é tarde para despertar e assumir compromissos de fidelidade. Você é templo e morada do Espírito Santo, então, não esqueça do fruto (Gl 5.22): amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Quem é filho de Deus é guiado por Seu Espírito, logo, precisa ter, também, fidelidade a Deus.
Então, voltemos à afirmação e a pergunta que dá título a este sermão: Deus é fiel e você?
A melhor resposta de um cristão à fidelidade de Deus é a sua fidelidade a Ele.
O cristão deve fugir da idolatria, da imoralidade, das murmurações, e de tudo o mais que não agrada ao Senhor, adverte-nos o apóstolo Paulo ( v. 14). O cristão deve saber que existem limites à liberdade em Cristo. Por isso, v. 23: "Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm; todas são lícitas, mas nem todas edificam".
Assim sendo, cuidado!!!
Deus é fiel. Mas de Deus não se zomba. (Gl 6.7)- "Não se enganem: de Deus não se zomba, pois aquilo que o homem semear isso também colherá". E conclui o v.8: "Porque o que semeia para sua própria carne, da carne colherá corrupção; mas o que semeia para o Espírito, do Espírito colherá vida eterna".
Portanto, antes que seja muito tarde, convido você a fazer desta ocasião um momento especial na presença do Deus Fiel.
Nesta oportunidade renove sua fidelidade, sua aliança e seu compromisso com Deus, na pessoa de Jesus Cristo.
Seja fiel a Ele, fiel aos seus, fiel à igreja. Siga em frente, haja o que houver não olhe para a direita ou para a esquerda, prossiga para o alvo, e o alvo é Jesus. O alvo é o que Ele proporciona: a salvação e a vida eterna.
Saiba que Ele não deseja, apenas, estar com você durante sua curta vida terrena, mas por toda a eternidade.
Deus é fiel e Seu desejo é que você e eu sejamos fiéis.
Lembremo-nos todos de Ap 2.10c: "Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida".
Faça a sua parte, busque a fidelidade, tendo-se entregue à Deus, preserve-se no original da entrega, não mude, resista até o fim, e para sempre estará com o Senhor! (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo dia 29/12/2009)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

QUAL SUA ATITUDE DIANTE DE QUEM REJEITA VOCÊ OU FRUSTRA SEUS PLANOS?

Em Lc 9.51-56 há mais um episódio que envolve Jesus e Seus discípulos. Acompanhem-me, então, na leitura e na reflexão teológica. Com o propósito de ir a Jerusalém, escolhe Jesus o caminho por Samaria e envia emissários para preparar as condições (pousada e alimentação) para tornar melhor sua jornada. Vejamos a exegese do texto bíblico:1)v.51 Diante do Plano de Deus, que era levar Jesus à morte,como cordeiro imaculado,pelos pecados de todos nós, o Senhor manifestou a firme determinação de ir à Jerusalém. Você conhece os planos de Deus para sua vida? Concorda com eles? Está consciente de que precisa manifestar a firme determinação de ir à frente até o fim? Ou não, ao contrário: você é como aquele que segue seus próprios impulsos e não pára e ouve a voz de Deus? 2) v.52 Diante de uma viagem Jesus se organizou, enviando mensageiros para prepararem pousada. E quanto a você? Age assim, também? Pensa nas consequências de suas atitudes e consegue se antecipar ao que virá? Prepara a caminhada, antes de iniciá-la?3) v.53-56 Quando Jesus foi rejeitado e teve um plano frustrado, reagiu de uma forma. E quanto a você? Quando é contrariado, quando as coisas não acontecem como planejou, qual sua reação? Você é dos que mandam descer fogo dos céus para consumir pessoas e coisas? Lança maldição sobre pessoas e lugares? Hostiliza? Fica mal humorado? Revolta-se com a vida e com Deus?4) Vou insistir neste ponto: Jesus foi rejeitado, não O quiseram receber,e, então, qual foi Sua reação? Foi idêntica à dos discípulos Tiago e João, que desejavam aprovação do Senhor para mandar descer fogo dos céus, como Elias, e consumir todos aqueles samaritanos? Não, decididamente, não! Então, que todos possamos aprender mais com Jesus, que diante da situação de rejeição e frustração de um plano, e da atitude de imaturidade espiritual dos discípulos, assume uma posição firme e faz duas declarações:
1ª- "EU NÃO AJO COMO VOCÊS, EU NÃO REVIDO O MAL COM O MAL, EU SOU DE DEUS, O ESPÍRITO SANTO ESTÁ COMIGO, MAS E QUANTO A VOCÊS, DE QUEM VOCÊS SÃO? DE QUE ESPÍRITO VOCÊS SÃO?".
2ª- "EU NÃO VIM PARA DESTRUIR OS HOMENS, MAS PARA SALVAR SUAS ALMAS".
Após o incidente Jesus e os discípulos não desistiram e voltaram, ao contrário, prosseguiram viagem e foram adiante para outra aldeia, posto que lhes interessavam ir à Jerusalém.
Concentremo-nos agora nas palavras do Senhor que são firmes e definitivas!
O propósito do Senhor é que tudo quanto Ele viveu e falou não seja banalizado e caia no esquecimento. Em relação à esse episódio é preciso destacar e aprender que:
1) Jesus tem planos para você.Conheça-os.
2) Conhecendo-os, não vacile, busque forças e prossiga a jornada, firme e decidido, com Ele.
3) Haja o que houver, não desista nunca, tenha certo que você é templo e morada do Espírito Santo, logo, não permita que outro espírito ocupe o lugar que é só dEle.
4) Os planos do Senhor não se frustram nunca, exceto quando há um propósito, e este é sempre para nosso aprendizado.
5) Se alguém rejeitar você ou contribuir para o seu insucesso, não reaja de forma violenta ou deseje que "desça fogo dos céus" sobre a pessoa, ao contrário, ore por ela, saiba que, em Cristo, verdadeiramente, importa que todos se salvem e tenham a vida eterna. Se alguém rejeitar a salvação, que seja por obra e vontade exclusiva da pessoa, não por negligência sua ou mau testemunho seu.
E assim sendo, o Deus de paz, de graça, de amor e de misericórdia, estará sempre com você.
Palavras finais do Senhor para todos nós:
No Caminho é necessário buscar o crescimento e a direção do Espírito Santo.
Aqueles que demonstram espírito sectário e ódio, os que apelam para a violência, não são homens e mulheres de Deus, não são templo e morada do Espírito Santo, são, portanto, de outro espírito, ou, então, faltam-lhes igualmente a maturidade espiritual. (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 22/11/2009)

terça-feira, 10 de novembro de 2009

ALÍVIO NA INQUIETAÇÃO E NA ANSIEDADE..!

O apóstolo Paulo em Fp 4.6,7 nos ensina muito sobre inquietudes e ansiedades e quero ministrar algo que não pode deixar de ser compreendido pelos discípulos do Senhor e por todos aqueles que ainda não entenderam que a Bíblia é o livro dos livros, e que substitui qualquer outro, inclusive e principalmente livros de auto-ajuda e semelhantes. Na referência bíblica citada, podemos extrair alguns pontos que ajudam a compreender que, em Cristo, há alívio para as inquietações e as ansiedades: 1) HÁ UMA ORDEM E ESSA ORDEM PRECISA SER ENTENDIDA E OBEDECIDA: a ordem é clara, não devemos andar e viver ansiosos por coisa alguma. Quer sejam problemas de natureza financeira, materialmente falando, ou outros tantos sobre relacionamentos, enfim, não importam quais sejam ou forem as dificuldades, os desertos que atravessamos, as tempestades e os tufões que enfrentamos, aprendamos que não podemos ficar abatidos pela ansiedade que a tudo corrói. 2) HÁ UM CAMINHO A SEGUIR: se ainda assim formos assolados pelas dúvidas, pelas inquietações e ansiedades aprendamos que existe um caminho a seguir. É preciso fazer chegar ao Senhor os nossos pedidos, expor a Ele as nossas necessidades em forma de oração e súplicas. Acredite, quando oramos ao Senhor e na certeza de sermos ouvidos e atendidos, de pronto já agradecemos, ou seja, como nos ensina o texto bíblico, quando já expressamos ações de graça, isso agrada ao coração de Deus e podemos esperar confiantemente, pela fé, que a resposta de Deus virá. 3) EM DECORRÊNCIA DO CUMPRIMENTO DA ORDEM E DO CAMINHO SEGUIDO, EIS QUE É EXPERIMENTADA A PAZ DO SENHOR: quando entregamos ao Senhor as nossas inquietações e ansiedades, quando aprendemos a orar e a buscar o Espírito Santo que nos faz frutificar com o Seu fruto (Gl 5.22), temos a paciência (longanimidade) para esperar no Senhor e aí há Paz, não uma paz qualquer, banalizada, mas a paz que transcende a tudo e que excede todo entendimento.
Finalizando, e continuando a leitura até o versículo 13, fica tudo ainda mais claro e aprendemos que quando algo nos precocupar não podemos permitir que a ansiedade chegue e se instale, é preciso orar a Deus, é preciso esperar pelo Senhor, e deixar que se instale em nós a Paz de Deus e o Deus da Paz. Quando isso ocorre, eis que há:
- o desaparecimento da ansiedade;
- o florescimento de ações de graça;
- a santificação do pensamento (v.8), pois levamos nosso pensamento ao que é verdadeiro, respeitável (honesto), justo, puro, amável e de boa fama;
- o contentamento verdadeiro e real em toda e qualquer situação, seja boa, ou não (v.11 e 12), e,
- a plena confiança no poder de Deus (pois aí TUDO POSSO, em Cristo que me fortalece), v.13.
(Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 08/11/2009)

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O APELO DO SENHOR PELA SALVAÇÃO DE TODOS!

O capítulo 55 do livro de Isaías evidencia, de forma incontestável, que o Senhor espera que todos busquem a salvação. Então, que fique claro: o plano de salvação não é privilégio apenas do povo de Israel e de seus descendentes, mas se estende a todos os povos, nações e etnias, aos gentios e estrangeiros. Lendo todo o texto e analisando o contexto é plenamente possível destacar tópicos para melhor ilustrar a mensagem da Palavra de Deus: 1) O SENHOR CONVIDA A QUE TODOS VENHAM ÀS ÁGUAS E COMPREM SEM DINHEIRO. Aqui entendemos que a água que sacia e aplaca a sede,fisicamente falando, também simboliza saciar a sede da vida eterna. O vinho representa a alegria de quem está no Senhor. O pão e o leite representam o alimento da Palavra de Deus. Tudo isso é disposto gratuitamente pelo Senhor para todos aqueles que O buscam. Mas há aqueles que vacilam e não querem beber da água, do vinho e do leite, embora sejam oferecidos de graça, muitos são os que não aceitam, por dois motivos: inicialmente, julgam-se auto-suficientes em seus caminhos e afirmam que não precisam de Deus; depois, asseguram que têm coisas mais importantes para fazer. Para estes, o Senhor lança a pergunta! (v.2): "Por que gastam o dinheiro naquilo que não é pão? E o suor (trabalho) naquilo que não satisfaz?". Muitos são os que após anos de trabalho, passam a se perguntar: Para que trabalhamos tanto? Muitas são as dúvidas sobre o futuro. E aí se perguntam: E os nossos planos?Para estes, o Senhor responde: (v.3) "Inclinem os seus ouvidos e venham a mim, e a sua alma viverá, porque farei com vocês uma aliança perpétua". Mais de sete séculos depois dessa profecia, cumpriu-se em Cristo Jesus a aliança prometida. Eis que, em seguida, vem o alerta para os que ainda não se decidiram por Jesus. (v.6): "Busquem ao Senhor enquanto se pode achar, invoquem a Ele enquanto está perto". 2) OS PLANOS E OS PENSAMENTOS DE DEUS SÃO MAIS ALTOS QUE OS DOS HOMENS. Muitos são os que até desejam fazer uma aliança com Deus, mas não não estão dispostos a entregar seus planos e suas vidas a Ele. Muitos são os que procuram estabelecer seus próprios planos e simplesmente seguem em frente, respondendo a sua própria vontade e desejos. É certo que em relação aos planos de Deus, nem sempre conseguimos conhecê-los. Muitos são os que, quando isto ocorre, reclamam muito de certos momentos, em suas vidas, quando se sentem consternados, posto que nem tudo acontece como havia sido planejado. Portanto, às vezes muitos são os que dizem que se entregam à Ele, mas não entregam-se, de fato. Muitos são os que até se entregam, mas não confiam, o que é a mesmo que não se entregar. Outros mais, tentam impor a Deus o que Ele deve ou não fazer. Nos v. 8 e 9 encontramos o Senhor afirmando que Ele não age da mesma forma que nós; seus planos e Seus pensamentos são sempre maiores e mais elevados do que os nossos. Por isso, não fique surpreso, quando não conseguir entender os planos e os pensamentos do Senhor: "Os meus pensamentos não são os seus pensamentos, nem os seus caminhos, os meus caminhos, diz o Senhor".3) A PALAVRA DO SENHOR NÃO VOLTA VAZIA. Aqui o Senhor assegura que qualquer palavra que sai de Sua boca não voltará vazia, mas prosperará naquilo que o Senhor designar. Uma palavra proferida, por qualquer um de nós, tementes à Deus, e entregue a alguém, estará sempre fazendo o seu devido e necessário efeito na vida de quem a ouviu. O Senhor da seara estará realizando a obra e fazendo a semente germinar. 4) O SENHOR TRANSFORMARÁ DIFICULDADES, DORES E DISSABORES EM BÊNÇÃOS. A promessa que encerra este capítulo é muito clara e maravilhosamente expressa a Graça que é liberada pelo Senhor - a todos os que se permitem serem GUIADOS por Ele (v.12 e 13): " Vocês sairão com alegria, e em paz serão guiados, os montes e outeiros romperão em cântico diante de vocês. Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste, e em lugar da sarça, a murta, e será isto Glória para o Senhor e Memorial Eterno que jamais será extinto." (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 01/11/2009)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O QUE PRODUZ ALEGRIA NO SENHOR?

Neemias 8.10, parte final, afirma que " a alegria do Senhor é a vossa força". Então, o que nos fortalece, o que nos dá força é a alegria do Senhor? Que bom, que maravilha ! Mas então..... o que produz alegria no Senhor? Para responder a esta questão e entender, de forma bem mais ampla que muitas mensagens que tenho lido sobre o versículo, é preciso ler, reler e pesquisar sobre o contexto vivido pelo povo judeu no livro de Neemias. O livro registra não apenas a reconstrução física dos muros de Jerusalém, mas a restauração espiritual dos hebreus, após a volta definitiva do exílio babilônico. O capítulo 8 descreve a leitura da lei diante do povo. Observamos que todos os homens (inclusive as mulheres) se posicionaram para ouvir a Palavra de Deus por cerca de 6 horas, do amanhecer até o meio dia. Esta redescoberta da Palavra de Deus foi direcionada para toda a família, sendo muito provável que muitos ali não a tivessem ouvido antes disso. Como compreenderam o que estava sendo lido? Enquanto Esdras lia as Escrituras em hebraico, os levitas iam traduzindo e explicando o significado em aramaico, a língua falada pelo povo. O despertar que a compreensão da Torá em todos provocou fez com que o povo chorasse e se entristecesse. Ao ouvir a Palavra, ao trazer à memória os feitos do Senhor, Seus milagres, sinais e maravilhas, os incontáveis livramentos que o Senhor havia feito, cada um percebeu como tinha sido infiel e desobediente, e quão grandes obras o Senhor fizera por Israel. Foi dito a eles que não chorassem, mas que aproveitassem a comemoração da festa para se alegrar, pois a leitura e o recebimento da Lei divina deveria ser, para todos, um momento de alegria. Por que? Porque o Senhor com tudo aquilo que estava acontecendo - o reencontro do povo consigo mesmo, com suas origens e com Seu Deus - estava muito alegre, e isso os fortalecia, pois....
A ALEGRIA DO SENHOR É A NOSSA FORÇA.
Quando o Senhor se alegra de nós? Quando Ele está aprovando as nossas decisões, as nossas atitudes. Aí Ele se alegra e isso nos dá força, a força que vem d'Ele.
A força vem, quando ... CONFIAMOS NELE.
O salmo 125.1 ilustra isso: "Os que confiam no Senhor serão como o monte de Sião que não se abala, mas permanece para sempre".
A força vem quando ...FAZEMOS A VONTADE DELE.
Jo 9.31 ilustra isso: "Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas se alguém é temente a Deus e faz a Sua vontade, a esse ouve".
A força vem quando ...ESTAMOS E PERMANECEMOS NELE.
Fp 4.13 ilustra isso: " Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece".
Então... quando há alegria no Senhor?
- quando confiamos nEle.
- quando fazemos a Sua Vontade.
- quando estamos e permanecemos nEle.
Aí há alegria no Senhor e, então, essa alegria deixa-nos mais fortes, resistentes às fraquezas, fortalecemo-nos mais e mais. Quando atingimos este estágio espiritual tanto podemos derrotar gigantes que se levantarem contra nós, quanto saberemos suportar o peso de uma perda, de uma tribulação, pois estaremos fortalecidos no Senhor.
A graça - o olhar do Senhor, o favor imerecido, sua misericórdia - é de certa forma redundante, graciosamente concedida a quem o Senhor escolhe. Mas a graça, por si mesma, que parte do Senhor para mim e para você, não nos fortalece, diretamente, pois não proporciona força em nós. A alegria, sim, a alegria do Senhor é o que nos proporciona força para vencer. E quando é que há alegria no Senhor? Quando lemos Sua Palavra, quando confiamos nEle, fazemos Sua vontade, estamos e permanecemos nEle. Depois da leitura e da compreensão da Palavra de Deus, aí sim, não o choro, não mais a tristeza, o dia foi santificado pelo quebrantamento do povo, por seu arrependimento, que trouxe alegria ao Senhor. E então o povo foi convidado a celebrar e todos foram alegremente beber e comer. Isso tudo produziu mais alegria no Senhor. E o Senhor alegre nos fortalece. Glória a Deus, por isso! (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 25/10/2009)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

COM ROSTOS DESCOBERTOS, SOMOS COMO ESPELHO REFLETINDO A GLÓRIA DE DEUS!

No Caminho com Cristo não ficamos parados, mas firmes estamos caminhando. Mal paramos para um breve descanso, pois, caminhar é preciso. Muitas são as pessoas que nos cercam e que esperam ver a transformação que só o Espírito Santo faz na vida de cada pecador arrependido. Em 2 Co 3.18 a analogia que o apóstolo Paulo faz é apropriada. Precisamos, então, observar um espelho e verificar que tipo de cuidado precisamos ter para que sejamos usados pelo Senhor, refletindo Sua glória no mundo. O capítulo 3 da segunda carta aos Coríntios é marcado pela forma como Paulo destaca a superioridade da nova aliança sobre a antiga. Em Moisés, a lei era o ministério da condenação e da morte, mas em Cristo há o ministério do Espírito, que é o ministério da justiça. Em Moisés o véu era transitório, em Cristo não há véu, a glória é permanente. Como espelho podemos ver refletida a glória do Senhor. Mas antes, vejamos como isso verdadeiramente ocorre. 1) Para ser espelho que Deus usa e refletir a glória de Deus, descubra o rosto.Quando contemplamos o espelho espiritual não vemos a nós mesmos como pessoas dotadas de pouca espiritualidade, enfraquecidas pelos pecados e pelas debilidades humanas, em parte bons, em parte maus, em parte fortes, em parte fracos, em parte bem-sucedidos, em parte fracassados. Antes no espelho o que vemos é a imagem do que devemos ser, no que nos tornamos, a saber, a imagem de Cristo. 2) Para ser espelho que Deus usa e refletir a glória de Deus, esteja limpo. Se a imagem refletida no espelho não estiver nítida, não tiver brilho, a causa pode ser a presença de pequenas manchas internas, ou mesmo poeira, sujeira, riscos ou ranhuras, e isso dificulta a nossa visão. Assim sucede em nossa vida espiritual, nossos pecados encobrem o rosto de Cristo em nós e as nossas iniquidades nos separam de Deus (Is 59.2). Se desejamos refletir a glória de Deus com todo o Seu brilho e majestade, é preciso diariamente purificar nossas vidas, confessando os nossos pecados, na certeza de que Ele é fiel e justo para perdoar e purificar de toda a injustiça (1 Jo 1.9). 3) Para ser espelho que Deus usa e refletir a glória de Deus, esteja bem direcionado. Mesmo que estejamos descobertos e limpos, o espelho só é capaz de refletir o objeto ou a pessoa que para ele está direcionado. O cristão que não estiver em sintonia com o Senhor refletirá outras imagens, não a de Cristo, não a Sua Glória. Ao direcionar nosso olhar e as nossas vidas para Jesus, passamos a refletir cada vez mais, a Ele, a Sua glória, através de nossas vidas. E aí, então, de glória em glória, passo a passo, somos transformados. Então, a transformação, que é contínua e gradativa, em nossas vidas, será revelada, pois estarão refletidas em nós, a LUZ, o AMOR e a GLÓRIA de Deus. Portanto, como espelho, contemplaremos a grandiosidade do ser em Cristo e é nessa contemplação que recebemos Sua grandiosidade, passando de glória em glória, de estágio em estágio da espiritualidade. É certo que a glória de Cristo não pode ser meramente contemplada por nós; antes, Ela nos transforma. e é isso que importa. Somos transformados em seres iluminados, possuidores de glória, somos fontes de Luz, porquanto somos a Sua plenitude. Glória a Deus, por isso! (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 04/10/2009)

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

VENTOS FORTES , TEMPESTADES VIOLENTAS E MAR ENFURECIDO ASSUSTAM MUITO: O QUE FAZER?

O Evangelho de Mateus descreve duas situações vividas por Jesus e os discípulos, ambas no mar, que me chamam muito a atenção. Inicialmente, 8.23-27 e depois, 14.22-33. Na primeira cena: JESUS ESTÁ PRESENTE DURANTE A TEMPESTADE. Lemos que Jesus entra em um barco e os discípulos O acompanham. Logo depois eis que sobreveio no mar uma grande tempestade e com ventos fortes, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Neste momento Jesus estava ali ao lado deles, mas cansado fisicamente, dormia. Porém os discípulos assustados foram até Ele e O acordando, falaram: Senhor, salva-nos, pois iremos todos morrer. De imediato Jesus os repreende: por que temem homens de pouca fé? E depois levantando-se repreendeu os ventos e o mar e se fez grande bonança.
Vejamos bem toda a cena: Estavam todos no barco, Jesus também. Com Jesus presente por que o temor? Com Jesus ao seu lado o que pode representar os ventos fortes, as ondas grandes e furiosas e um mar revolto que se expressa em uma grande tempestade? Com Jesus no barco não há o que temer! Às vezes sentimos que Jesus está presente, mas parece que está dormindo, não escuta o clamor, não ouve o nosso choro! É assim que você está se sentindo? É certo que com Jesus no barco não nos livramos das tempestades e situações adversas, mas quando clamamos logo Ele nos socorre! Cuidado, Ele não está mais presente fisicamente falando, logo não há corpo físico para necessitar de descanso, então, Ele não dorme. Ele é Espírito, sempre presente, sempre atuante. Você está sofrendo, passa por momentos difíceis, sente os ventos fortes, o mar revolto, e a tempestade se aproximando, então não vacile, clame pelo Senhor. Ele está ao seu lado. Clame com fé e Ele rapidamente aplacará a fúria das águas agitadas que formam ondas gigantescas e revoltas que se levantarem contra você. Veja que Jesus aplica duas repreensões, a primeira nos discípulos, por sua pequena fé. Revendo tudo: O Senhor está com você, pois já O aceitou como Senhor e Salvador, mas lhe parece que Ele está dormindo, saiba Ele não está dormindo. Você sim, pode estar dormindo, então, acorde sua fé, e Cristo estará desperto, pronto a operar milagres em sua vida. Às vezes nos sentimos como aqueles discípulos em meio à tempestade, quase a ponto de naufragar, prestes a perder tudo, inclusive a vida. Mas creia, Jesus é a solução para os nossos problemas. Portanto, não vacile, não tema, clame por Ele, com fé e tudo será acalmado e no lugar da dor, da agonia e do sofrimento, o alívio pelo livramento, a alegria pela vitória alcançada. Assim como no texto, Jesus não somente aquieta a tempestade no mar ( a fúria dos inimigos que nos querem tragar), em uma segunda repreensão, mas acalma, também, a tormenta nos corações de Seus discípulos (de ontem e de hoje). O Senhor -revela-nos o Evangelho - ficou indignado não por ter sido perturbado pelos discípulos, mas porque os discípulos perturbaram-se a si mesmos com sua falta de fé. "Por que sois assim tão tímidos, medrosos? Como é que não tendes fé?"( Mc 4.40, outro texto, mesma cena). A pergunta de Jesus mostra que entregar-se ao medo é algo incompatível com a atitude de um cristão. Nos momentos de adversidades, problemas e tentações somos obrigados a optar: ou exercemos a fé ou nos entregamos ao medo. Uma atitude exclui a outra. Quando o temor começa, a fé termina. Mas quando rompe a fé, o temor desaparece. Na segunda cena: JESUS ESTÁ AUSENTE DURANTE A TEMPESTADE. Nesse outro momento, muito tempo depois, vemos Jesus obrigando os discípulos a subirem em um barco e a passar para o outro lado, enquanto Ele despedia a grande multidão. Depois de fazer isso, sobe ao monte para orar. Por que os obrigou a subirem no barco? Aqui não há explicação alguma,ficamos sabendo de toda a história quando lemos Jo 6.15 que explica que Ele assim procedeu porque queria retirá-los dali, uma vez que a multidão maravilhada com Seus feitos, sinais e milagres, queria fazê-Lo Rei. Mas esse nunca foi Seu propósito ou Sua missão. Jesus pretendia livrar os discípulos de serem "contaminados" por essa idéias nacionalistas e distorcidas. Mas no mar eles iriam correr outro tipo de perigo. O mar se enfureceu e eles tiveram dificuldades de remar. Ventos fortes e tempestade se avizinhando era o cenário que estava se formando. E o agravante: era madrugada e Jesus não estava presente. A tempestade os alcançou quando já estavam na metade da travessia. A noite já caíra e daí em diante não avançariam mais até a quarta vigília (três horas da madrugada). Mais uma vez o pânico, o medo, o que fazer? Jesus não está aqui!De longe, surge um vulto, alguém parece vir caminhando sobre as águas! Será possível? Não será um fantasma? Ou será uma alucinação? Os discípulos não sabiam que o socorro e a libertação viriam daquele jeito. Não imaginaram viesse Jesus andando sobre as ondas, algo impossível para qualquer homem. No entanto, a partir de então, todos passariam a saber que Jesus sempre está por perto. Embora não visível aos olhos humanos, Ele faz-se presente. Pedro reconhecendo Jesus se dispõs a ir ao Seu encontro. Chega a dar alguns passos, realmente andando sobre as águas do mar, mas fraquejou ao retirar o olhar de Jesus e se fixar nas ondas revoltas que o cercavam. Vacilou, teve medo e foi socorrido pelo Senhor, pois já estava afundando. Que ensinamentos essas cenas nos revelam!Em qualquer situação, aprenda a buscar ao Senhor, e o socorro, sempre virá, mesmo quando você está atemorizado. Recupere seu fôlego, refaça suas energias, busque a fé, revove-a e não permita que o medo cresça e se transforme em pânico. Quando o medo se instala na alma, o pânico se sente mais à vontade: o medo è o pânico da alma. Nas adversidades e nos momentos mais difíceis da vida, precisamos escutar a voz de Cristo a dizer: " Não temam!"(Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 20/09/2009).

terça-feira, 15 de setembro de 2009

O JEJUM QUE AGRADA A DEUS.

O capítulo 58 do livro de Isaías descreve tempos difíceis em Israel e sustenta que o povo estava jejuando, mas não obtinha respostas de Deus e se perguntava, por quê? Todo o texto é muito esclarecedor, vamos, pois, por etapas, procurar entender o que a Palavra de Deus nos revela sobre jejuns e atitudes que agradam ou que não agradam ao Senhor. Muitos são os que jejuam mas sentem que não obtêm respostas de Deus. Jejum é abstinência de alimentos, mas somente isso não basta para Deus. De que se agrada, então, o Senhor? A resposta é esclarecedora da parte de Deus. Muitos são os que quando jejuam cuidam de seus próprios interesses, cuidam que os outros façam o seu trabalho (oprimem e escravizam). Quando jejuam para contendas e rixas o fazem, querendo impor suas vontades e, assim, brigam, discutem, tentam impor sua justiça. O jejum que o Senhor escolhe (v.6), aquele jejum que Lhe agrada, é aquele em que o pecador:
- salta as ligaduras e amarras da impiedade (ou seja, deixa sua raiva, seu ódio, sua mágoa, sua frieza quanto às necessidades do outro), e passa a ser piedoso, caridoso, generoso e solidário.
- desfaz as ataduras da servidão, deixa livre os oprimidos e despedaça todo jugo. Mas também (v.7), é ele quem:
- reparte o pão com o faminto e necessitado.
- recolhe em casa os desabrigados.
- cobre o que está nu.
- não se esconde de seu semelhante, ou seja, torna-se mais sensível às necessidade do outro.
Então, diz a Palavra do Senhor, quem assim procede:
- Terá rompida a luz como o amanhecer.
- Terá cura, ficará curado de qualquer enfermidade, física e da alma.
- Terá justiça sobre si, adiante de si.
- Terá a glória de Deus como retarguarda.
E aí, poderá clamar ao Senhor (v. 9b)e Ele responderá:"Estou aqui".
Se assim procederes diz o Senhor (v.9 c até o v.12): Se retirares da prática diária de vida, os julgamentos que fazes, o dedo acusador, o falar injurioso e se após isso, mudando de atitudes, abrires a tua alma ao faminto e fartares a alma aflita (com consolos e palavras e atitudes de ânimo e de ajuda ao outro, que está aflito), ENTÃO, a tua luz nascerá nas trevas e a tua escuridão será como o meio dia, e MAIS: o Senhor te guiará continuamente, fartará a tua alma ATÉ em lugares áridos (secos) e fortificará os teus ossos, serás como um jardim regado e como um manancial cujas águas jamais faltam. Que promessas lindas, maravilhosas e impactantes! Sim, Senhor, aprendi que não basta sacrificar, mas vale obedecer. Tanto que no v.13 o Senhor fala da lei quanto a guarda do dia do descanso. Mas o entendimento se estende. Não basta também somente obedecer a lei, é preciso algo mais, não seguindo os "meus" caminhos e não fazendo a "minha própria" vontade, mas também não falando palavras vãs. Ou seja, o jejum que agrada ao Senhor é, acima de tudo, abstinência de palavras ofensivas, de vínculos de maldade, de opressão sobre outros, de intrigas, fofocas e murmurações, do julgamento e das acusações sobre outros. É preciso falar menos, ouvir mais. É preciso ser mais generoso, menos egoísta, mais solidário,praticar mais o bem e conjugar mais o verbo amar. Essas são as práticas diárias dos que verdadeiramente "têm prazer em saber os Caminhos do Senhor e dos que têm prazer em se chegar à Deus". O v.14 finaliza o capítulo de forma única, posto que revela a maravilhosa graça e o favor do Deus Todo-Poderoso, com promessas de bênçãos sem limite àquele que pratica o jejum que agrada a Ele: "então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse.". (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 13/09/2009)

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A FÉ QUE IMPULSIONA OBRAS

O subtítulo do capítulo 2 da epístola de Tiago é muito esclarecedor: Não se deve fazer acepção de pessoas. Não há rico, não há pobre, não há parentes, vizinhos mais chegados ou pessoas mais distantes de nós. Não importa o homem e sua condição, se precisa de mim, é meu próximo. A fé verdadeira é demonstrada pela imparcialidade no trato com os pobres e os ricos. Alguma cortesia para com os ricos e uma descortesia para com os pobres é uma parcialidade que indica fraqueza de caráter e de fé, e isso constitui violação da Lei. Tiago nos lembra que fomos chamados para servirmos aos outros - assim como nos ensinam Jesus e os discípulos que caminharam e aprenderam com Ele, tanto Mateus, quanto Pedro e João, mas também Paulo -. A medida de nosso compromisso com Cristo não é o discurso, mas o exemplo de vida. O cristão deve agir de acordo com seus valores. A ação é o termômetro que mostra nossa saúde espiritual, não as palavras ou os pensamentos. Fé é crer no incrível, ver o invisível e esperar o inesperável (Hb 11.1). Fé é fundamental. A salvação é pela fé. Mas naturalmente que a fé, como força motora, impulsiona-nos para o agir, para a ação de compromisso. Para fundamentar as obras que acompanham a fé, Tiago nos apresenta em todo o cápítulo 2, seis exemplos:
Primeiro exemplo: o rico e o pobre (v. 1-4). Motivos egoístas e ações com acepção de pessoas nos impedem de ver e vivenciar a graça de Deus, que libera Seu favor sobre ricos e pobres, mas que nos impele, por Seu amor, a sermos generosos e servos.
Segundo exemplo: O legalista (v.9-13). A obediência à Lei não salva, mas seguir com amor à Cristo ( que é menso e humilde de coração), sim.
Terceiro exemplo: O hipócrita ( v. 14-17). Uma vida que se caracteriza por atitudes vazias e que nada acrescenta ou custa, nada vale.
Quarto exemplo: As pessoas insensatas e tolas (v.18-20). Uma fé que está ou se situa, apenas, no campo da idéias ou pensamentos e não se materializa, é fé vazia, é fé morta.
Quinto exemplo: Abraão (v.21-23). A fé justificou sua própria vida e suas obras (atitudes) justificaram sua fé.
Sexto exemplo: Raabe (v. 25,26). Um passado indigno como o de prostituta, em nada edificante, mas que foi superado por sua participação na tomada de Jericó, mediante atitudes corajosas e generosas que possibilitaram o cumprimento dos planos do Senhor.
À título de conclusão é muito importante destacar, definitivamente, que a salvação é pela Fé, não pelas obras. Mas quem tem fé -ama a Deus acima de tudo e de todos - e aprende que deve amar ao próximo como a si mesmo, logo, precisa demonstrar sua fé (pô-la em prática) em atitudes generosas e solidárias, por isso Tiago afirma (v. 26) "o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta". Há pessoas que sem fé, realizam muito, usam de misericórdia com o outro, são generosas e solidárias, mas não se salvam, pois não têm fé. Assim como há pessoas com fé, que nada ou muito pouco realizam, o que é de difícil entendimento, posto que a fé sem obras é morta, não existe, está terminada, morreu! Exercite sua fé, realize algo, faça, contribua para a transformação de um mundo melhor, seja mais acolhedor, mais amoroso, mais generoso, enfim, mais de Deus, pois Ele é Amor!(Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 06/09/2009)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

QUAL É O SEU LUGAR?

O capítulo 22 do Evangelho de Lucas nos apresenta o início dos últimos instantes de Jesus antes da agonia no Getsêmani, da prisão, do julgamento, morte e gloriosa ressurreição.Era tempo da páscoa (a festa judaica dos pães asmos) e os versículos 7 -13 nos mostram como tudo aconteceu; ficamos sabendo das instruções de Jesus sobre o lugar onde ocorreria a celebração da páscoa e dos preparativos (certamente que como de costume os discípulos providenciaram o cordeiro, os pães asmos, as ervas amargas e o vinho). Aquela seria a última páscoa que todos passariam juntos à mesa, por isso era muito especial. Cada um ocupou o seu lugar à mesa, ao lado de Jesus. Dos v.17-20 eis que Jesus intitui a Santa Ceia, pois ao tomar e partir o pão (v.19) diz que aquele era o Seu corpo que era partido por amor a eles e que deveriam, doravante, fazer assim, em memória dEle.Por semelhante modo, no v.2o tomou o cálice dizendo que "era a nova aliança do Meu sangue, derramado por amor de vós". Interessante por seu profundo significado com a instituição pascoal para os discípulos de Cristo, não mais o livramento dos filhos de Israel da escravidão do Egito, mas a nova aliança firmada pela irresistível graça e inexcedivel amor de Deus, que se consumaria logo no dia seguinte, com a entrega do Filho Unigênito de Deus, como cordeiro pascal, para ser imolado e vicariamente sacrificado, por cada um de nós (Jo 3.16). Mas esta mensagem não é sobre a páscoa e seu significado, nem sobre a Santa Ceia e sua importância para nós cristãos do mundo inteiro. Sobre o que é então? No v.21, de forma abrupta, eis que Jesus afirma que " a mão do traidor está comigo à mesa". E se seguiu certo tumulto, pois todos se perguntavam quem era esse traidor a que o Mestre se referia. E quando nos preparamos para ler mais sobre esse assunto, dada a sua importância e profundo significado espiritual, pois seria possível que após mais de três anos de convívio saudável e das incontáveis maravilhas, sinais e milagres, por todos ali presenciados, depois de terem experimentados do amor e da graça de Jesus, existir entre eles um traidor? Mas não, percebe-se que eles não demoraram muito tempo discutindo essa questão. Logo surgiu algo mais importante para os discípulos discutirem: quem dentre eles parecia ser o maior (v.23)! Como era possível? Ali na presença de Jesus, ocupando um lugar privilegiado e único, depois de ouvirem do Mestre que entre eles havia um que não era de confiança, inicialmente vemos até que quiseram saber mais, porém logo mudaram de assunto e se interessaram por saber qual era o maior dentre eles! Quem dentre eles ocupava o lugar mais elevado?Qual dentre eles era o maior?Jesus, então, passou a ensinar-lhes e nos ensina até hoje: que entre os homens a pessoa mais importante é o rei, ou aquela sobre quem recai mais autoridade e poder, a estes até são chamados de benfeitores. Mas entre eles - os discípulos - não era assim!(v.26). Ao contrário, no reino de Deus, o maior não é o que é servido, mas o que serve.E até aquele que governa, dirige, ou preside, deve ser como quem serve. E aí é chegado o momento culminante desta reflexão teológica (v.27) Jesus pergunta, quem é o maior? Quem está à mesa (para ser servido), ou o que serve?E Ele mesmo responde: claro que entre os homens o maior é o que está à mesa, para ser servido. Mas entre vocês, Eu sou aquele como quem serve. Que extraordinária lição de humildade e serviço nos dá o Senhor! Assim maior no reino de Deus não é aquele que detém o maior título (seja apóstolo,bispo,pastor, dirigente de ministério ou presbítero) mas aquele que serve mais! Maior é aquele que usa de generosidade e amor para lançar a luz de Deus sobre tantos e tantas... maior não é o mais fiel e legalista crente que conhecemos, maior não é o que vai a todos os cultos e é o maior dizimista da igreja, não! Maior é aquele que aprendeu com Jesus e simplesmente se dispõe a seguir com Ele "manso e humilde de coração", servo, mais que tudo, servo acima de tudo.Ceando com Jesus, saibamos todos que a posição de honra, o lugar de honra não é o de estar à mesa, pronto para ser servido, mas o que ocupa o lugar de servo. Na presença de Jesus, o meu lugar e o seu lugar, é no Senhor. É no Senhor que encontramos refrigério. É no Senhor o lugar onde os sonhos não se abortam. É no Senhor o lugar onde mesmo quando, para todos, estamos perdendo, aí é que ganhamos, pois somente com Ele e nEle somos mais que vencedores. Então, lugar de honra não é onde autoridades e pessoas de poder nos colocam, mas onde o Senhor nos eleva!Então, com Jesus, qual é o seu lugar? (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto do domingo 30/08/2009).

terça-feira, 11 de agosto de 2009

COANDO MOSQUITO, MAS ENGOLINDO CAMELO.

O capítulo 23 do Evangelho de Mateus descreve Jesus fazendo uma crítica geral aos escribas e fariseus, como hipócritas líderes religiosos e que é seguida por sete ais que denunciam tanto algumas doutrinas quanto as práticas das autoridades daquela época. Pode-se ver Jesus denunciando a hipocrisia dos religiosos que pregavam a Lei, afirmavam-se no formalismo legal, preocupando-se muito com detalhes, mas esquecendo ou negligenciando aquilo que é realmente importante. Precisamos estar vigilantes para evitar religiosos e líderes como aqueles. Mas hoje não pretendo abordar a questão isolada da hipocrisia de alguns religiosos, desejo sim expor a idéia central que levou Jesus a afirmar que há pessoas que “coam mosquito, mas engolem camelo”. No Caminho com Cristo precisamos analisar tudo com os “Olhos do Mestre”. O versículo 24 expõe a parábola do mosquito e do camelo. O que sabemos sobre eles é que tanto um quanto o outro são considerados impuros pela Bíblia, segundo o livro de Números. E os judeus coavam vinho, água e azeite com pedaços de linho (ou gazes) para evitar que, sem querer, engolissem algum inseto impuro e assim transgredissem a Lei. Eles tinham esses e tantos outros cuidados pequenos e negligenciam outros, de maior importância. Muitos são os que – nos dias atuais – preocupam-se em coar água, ou leite, por exemplo, para não engolir mosquito ou qualquer impureza, assim como são tantos os que lavam arroz e catam feijão, igualmente, para evitar comer insetos diversos, pequenas pedras e qualquer outro corpo estranho. Isto é bom e válido. Realmente deve-se fazer isso, pois é higienicamente correto. Mas na hora da refeição – onde esses alimentos são ingeridos e compartilhados na mesa com a família – o que se vê, muitas vezes, é um clima de animosidade, de contendas, pessoas que não se falam, não oram mais, não estão mais em comunhão, não se respeitam. E aí bem se aplica a parábola: coam mosquito, mas engolem camelo. Muitas são as pessoas zelosas com o cumprimento de mandamentos bíblicos, a regular freqüência à igreja, são até dizimistas fiéis, mas negligenciam a boa convivência, o sorriso, a gentileza, a boa educação, a honestidade, a ética e a piedade. Muitos são os obedientes e cumpridores da Lei, mas carregam em seus corações, sentimentos de mágoa, ódio até. Jo 18.28 descreve uma cena de um profundo significado e verdadeiro exemplo para o ensinamento de Jesus. Descreve exatamente o momento em que era véspera da páscoa judaica e os sacerdotes que levavam Jesus da casa de Caifás para a audiência com Pilatos se negaram a entrar no recinto da audiência para não se contaminarem e assim serem privados da ceia da páscoa. Mas a intenção de seus corações era a de matar Jesus pelas mãos dos romanos!. Pessoas assim coam mosquitos e engolem camelos! Pessoas assim são muito preocupadas com detalhes e negligentes quanto às questões de importância. Na Índia há um provérbio que fala em engolir elefantes e engasgar-se com uma pulga. Quer engolindo elefantes ou camelos, este mau hábito pode ser visto de muitos modos. Há muitos que são zelosos com a etiqueta social e relapsos com gentilezas e generosidade. Muitos são os que na igreja observam minuciosamente o ritual, mas negligenciam o espírito de adoração, lutariam tenazmente contra qualquer tentativa de quebra de padrões e doutrinas, mas não têm fé viva. Tais pessoas enquanto engolem camelos, cuidam de coar mosquitos nos copos dos outros. Uma vida cristã consistente (alicerçada na ética e na verdade, em atitudes generosas, boa vontade de servir e humildade) vale mais que a freqüência aos cultos. Mas é claro que devemos freqüentar a igreja, porém é preciso conciliar os grandes e os pequenos deveres. O versículo 25 fala de limpeza do exterior do copo e do prato, quando o interior está cheio de rapina e de iniqüidade. Por fora tudo limpo, por dentro sujeira e imundície. De igual forma, no versículo 27 Jesus compara os religiosos hipócritas aos sepulcros caiados, que por estarem pintados, por fora se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e toda a imundície! Em Cristo, importante é o interior. E o interior do crente em Deus deve estar purificado e na plenitude de ações de amor, piedade e perdão. Finalmente, vejamos mais exemplos dentre tantos que coam mosquitos, mas engolem camelos: Um traficante, um contrabandista, um político corrupto, ou um aliciador de menores, qualquer um destes, enfim, memo sendo homem de oração, não pode ser considerado piedoso e moral. Um rico empresário que obtenha seu dinheiro por fraude e enganos, porém entrega o dízimo de tudo o que ganha, obedecendo Ml 3.10 jamais será um homem moral, não podendo receber a aprovação do Senhor. Alguém que freqüente regularmente uma igreja evangélica, mas que seja maldoso e egoísta, não tem parte com Deus. Saibamos, portanto, todos nós: coamos mosquito e engolimos camelo toda vez que damos realce às coisas secundárias (apenas por obediência legal) e negligenciamos os valores essenciais. E não esqueçamos: Deus é amor e se nos fez a Sua imagem e semelhança, tudo se deve fazer para que essa essência do Pai se manifeste em nós de forma plena. O que o Senhor espera de cada um de nós é que em nossos relacionamentos sejamos mais solidários e dadivosos, como os verdadeiramente convertidos fazem. A verdadeira conversão expressa isso, manifestando-se na transformação de uma vida que antes dava importância a tanta coisa que não é essencial para Deus e que agora aprendeu com o Mestre a praticar o amor, sendo mais servo, mais amigo, mais irmão. Cuidado: muitos são os que continuam teimosamente ensinando ou sendo ensinados que o importante é obedecer a Lei e tudo o mais estará aprovado por Deus. Não sejamos hipócritas como os religiosos condenados por Jesus que se preocupavam com a aparência e com o exterior, no formalismo legal, mas que conservavam sujeiras e impurezas em seu interior, presos em suas presunções e arraigado egoísmo, incapazes de amar. Pessoas que hoje se apresentam assim precisam compreender a essência dos ensinos de Cristo, tão bem sintetizados pelo apóstolo Paulo: “Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a Lei. Pois estes mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não cobiçarás e qualquer outro mandamento, todos se resumem neste preceito: Ame o seu próximo como a si mesmo. O amor não pratica o mal contra o próximo. Portanto, o amor é o cumprimento da Lei.” (Rm 13.8-10). (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo dia 09/08/2009)

sábado, 8 de agosto de 2009

A DECISÃO VITAL: ESTAR PERTO DE DEUS OU LONGE DELE!

O livro de Jonas em todos os seus quatro capítulos nos descreve momentos importantes e reveladores na vida do profeta. Lanço o meu olhar, inicialmente, sobre os versículos 1,2 e 3 do primeiro capítulo: “Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.” Vamos desdobrar o texto em duas partes e extrair algumas conclusões:
I – PESSOAS QUE DECIDEM ESTAR LONGE DA PRESENÇA DO SENHOR
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Há pessoas assim, que se dispõem a estar longe de Deus. Não querem Sua aproximação, simplesmente não acreditam nEle. O que sabemos de tudo isso? Que há dentro de cada um de nós – seres humanos – um conflito pessoal muito forte e latente. A questão é: Deus existe? Se não existe, tudo o que falam sobre Ele é mentira e não se deve perder tempo com essa questão. Se existe, mesmo que falem maravilhas sobre Ele, muitos são os que podem até aceitar Sua existência, mas não querem envolvimento, menos, ainda, compromisso com Ele. Enfim, eis o conflito latente: há dupla vontade no confronto interior: há a vontade de obedecer e ser fiel a Ele, seguir Sua orientação, sentir-se parte integrante de Sua grande família, sentir-se filho, amado, protegido, co-herdeiro com Cristo das promessas terrenas maravilhosas e da vida eterna. Há os que não acreditam nEle, ou que, mesmo até acreditando, por opção religiosa oriunda de tradição familiar, na realidade não seguem Sua vontade. Pessoas assim fazem o que bem entendem, somente fazem o que lhes agrada. Tomam suas próprias decisões e em nada consultam ao Senhor, efetivamente preferem estar longe da presença de Deus. Por isso fogem de Sua presença, como se tal fosse possível! Pessoas como Jonas que fogem da presença de Deus, sempre descem. Jonas para fugir, desceu para Jope para lá tomar o navio para Társis. Pessoas que fogem do Senhor não sobem, sempre descem. Descem em pensamento: Jonas teve uma atitude corrompida pela baixeza de uma mente agressiva, cheia de ódio contra os ninivitas Descem em atitudes: no navio Jonas foi direto para o porão e ali ficou deprimido, cabisbaixo. É sempre assim, quem foge de Deus encontra abrigo em sua própria amargura, profunda tristeza e amarga depressão.

II – AÇÕES DE DEUS PARA NOS CONDUZIR A ELE.No caso de Jonas a ação de Deus ocorreu por meio de vento forte que produziu no mar uma grande tempestade (1. 4). Muitas vezes ventos fortes em nossa vida provocam rupturas em nossos relacionamentos familiares (traições conjugais, separações e divórcios, mentiras, agressões), em nossos relacionamentos profissionais (desemprego, baixos salários, falências de empresas, crises econômicas), e na vida em geral (enfermidades, vícios, mortes). Quantas vezes são necessárias crises para que saibamos que não somos infalíveis, imortais e tão poderosos, como muitos pensam! O Senhor usou um vento forte para produzir fúria e tempestade no mar e fazer sacudir as estruturas de Jonas e dos marinheiros a bordo. Qual a conseqüência de tudo isso? Amedrontados, mas inicilamente relutantes (1.13) os marinheiros a seguir jogaram o profeta ao mar (1.15). A morte seria algo inevitável, mas não era este o propósito de Deus. A tempestade cessou imediatamente e logo em seguida foi Jonas tragado por um grande peixe. Até então Jonas não havia orado uma única vez ao Senhor. Mas após três noites e três dias, ele ora, ela clama a Deus e faz um voto e afirma que o cumprirá. A história é por demais conhecida: Jonas vai a Nínive e leva a mensagem da necessidade de arrependimento em até quarenta dias, caso contrário haveria destruição. “E o Senhor viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; E Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado que lhes faria, e não o fez (3. 10). Que extraordinário feito o de Deus, claro que há erro de tradução, pois Deus não se arrepende, na realidade Ele reconsidera a questão, posto que é misericordioso e compassivo! Novamente a natureza limitada e egoísta do homem reflete-se em Jonas e isso (o perdão de Deus lançado após o arrependimento dos pecadores) lhe desagradou muito e passou a reclamar de Deus. Na realidade esse foi o grande temor do profeta e a razão maior de sua fuga da presença de Deus. Ele sabia que se fosse levada uma mensagem a eles – mesmo sendo idólatras e não-judeus – suficientemente forte e da parte do Deus de Israel, bem poderia acontecer que se arrependessem e fossem salvos da destruição pelo Senhor. E ele, o profeta, não desejava isso. Inimigos não devem receber misericórdia e perdão, ao contrário, devem ser destruídos. Quanto engano! Aqui o Senhor deixa claro que é Amor o princípio maior em que se baseia toda Sua ação. Ele e somente Ele é Santo, Todo-Poderoso, Senhor e Salvador, o Alfa e o Ômega,enquanto nós somos finitos e limitados, mas Ele nos quer próximos para que como Filhos sejamos tratados e cuidados por um Pai que é zeloso, amoroso, misericordioso e compassivo, mas também justo. Aprendamos todos com a lição extraída da vida de Jonas: Seja você quem você é, o Senhor tem um propósito para você. Ele não é Senhor apenas de Israel, mas de todos os povos, tribos e nações. Ele não é Senhor apenas de fiéis judeus ou cristãos (católicos, evangélicos e ortodoxos), mas de todos. Ele deseja que todos se acheguem a Ele. Portanto, não fuja de Sua presença. Ao contrário, não espere mais. Vá a Ele, que está de braços abertos para receber você. (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 02/09/2009)

domingo, 2 de agosto de 2009

A ALEGRIA PELA LIBERTAÇÃO E RESTAURAÇÃO!

O salmo 126 nos mostra a alegria do povo judeu após o retorno dos exilados do cativeiro babilônico. Era natural que houvesse júbilo, pois a alegria surge natural e efusivamente após a opressão e a subseqüente conquista da liberdade, após a recuperação de algo perdido, enfim, após a restauração da dignidade e do direito à própria vida.
I - A ALEGRIA NOS CONDUZ AO ÊXTASE, COMO OS QUE SONHAM UM SONHO BOM.
Qual a conseqüência de sonho bom? Nossa boca se enche de riso e nossa língua de cântico. Nesse momento, muitas vezes ocorre, e aconteceu ali com os judeus, que se alegraram e experimentavam o gosto da liberdade, e o povo não-judeu (não crente em Javé) que habitava aquela região dizia sobre eles: Grandes coisas fez o Senhor a estes! Que coisa extraordinária! A libertação provoca isso. Muitos são os que ao se converterem ficam tão impactados com a Graça de Deus que ficam como os que sonham. E em conseqüência louvam, pois, quando somos ou nos sentimos libertos experimentamos forte gratidão e louvamos a Deus por tudo. E aí as pessoas a nossa volta estranham. O que estão eles vendo hoje? Aquele homem violento ou aquela mulher escandalosa mudaram, tornaram-se pessoas amáveis, gentis, sorridentes, e irradiam paz.
II – A RESTAURAÇÃO DA SORTE.
Ao chegarem do cativeiro aqueles homens e aquelas mulheres viram sua terra devastada e abandonada após 70 anos, em ruínas, daí o clamor: “ RESTAURA A NOSSA SORTE, Ó SENHOR!”. Antes de sermos discípulos de Cristo estávamos todos cativos e nossas vidas estavam em ruínas. Apenas agora podemos ver como o pecado devasta e arruína nossas vidas:
- nos relacionamentos familiares (falta de confiança conjugal, ausência de diálogos, traição, até separação);
- nos relacionamentos profissionais (desemprego, ou ameaça de demissão, mentiras, enganos e desenganos, desajustes e desencontros);
- na vida em geral (má fama, vícios, drogas, doenças constantes).
O exemplo que o salmo nos dá é de que essa restauração da sorte fosse como as torrentes no Noguebe. Explicação: os desertos da parte sul do território de Judá durante a estação chuvosa, experimentavam enchentes súbitas que extravasavam as suas margens. Daí a comparação, pois Judá precisava tal qual de restauração completa, que extravasassem o sentido e o alcance de suas próprias vidas.
III – SEMEANDO COM LÁGRIMAS, MAS COLHENDO COM ALEGRIA.

Na Babilônia (assim como em qualquer cativeiro) há choro e lágrimas. Mas após a libertação adquirida, poderemos plantar e a colheita que se segue (é chegada a restauração) revela que é tempo de alegria. Na semeadura pode haver alguma dúvida e alguns questionamentos. Haverá chuva? Eu vou prosseguir, vou seguir em frente, mas será que serei bem sucedido? As torrentes das águas continuarão a fluir? Os gafanhotos e outros insetos ( as pragas e as doenças) destruirão tudo? Todos esses perigos potenciais ou experiências de tribulação em nosso dia-a-dia são comparáveis às lágrimas que os agricultores derramam. E essas lágrimas simbolizam tudo por que Judá passara no cativeiro. Mas isso era passado. A semente que fora semeada em meio às lágrimas iria produzir frutos abundantes de alegria. O cativeiro seria completamente revertido. Jerusalém seria reconstruída e se tornaria um Novo Israel, por meio da restauração da tribo de Judá. Essa seria uma das maravilhosas obras de Javé e os homens se alegrariam nela. Ainda que para muitos pareça difícil e até impossível, a restauração de áreas de nossas vidas é possível e a recompensa é certa. Assim, semeie com lágrimas, mas com júbilo colha os frutos. Somos libertos para restaurar e não para vivermos em estado de ruína, quer física, moral ou material. Sua vida pode até estar como uma terra em ruínas, mas fique certo que Jesus a restaura e nela planta o bom fruto do Espírito. Muitas podem ser as lágrimas que verteremos, mas na colheita estaremos alegres e festejaremos. Quem leva a preciosa semente andando e chorando, VOLTARÁ. E essa volta será COM ALEGRIA, trazendo consigo os seus molhos (seus produtos) em abundante colheita! E que nunca nos esqueçamos de dizer: GRANDES COISAS NOS TÊM FEITO O SENHOR!(Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 26/07/2009).

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O SENHOR QUE SE FAZ PRESENTE, SEMPRE!

Em Dt 31.8 Moisés fala a Josué que o sucederia: “O Senhor, pois, é aquele que vai adiante de ti; Ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te espantes”. Assim é o nosso Deus, sempre se faz presente em nossas vidas. Ele sempre vai adiante daqueles que O amam e O adoram. Não importam as aflições, os temores, a sensação de solidão, mesmo em meio às multidões que nos cercam, não importam os problemas, enfim, pela fé sei que posso prosseguir para o alvo, para Cristo. Hb 11.1 nos dá uma extraordinária definição de fé: certeza das coisas que se esperam e convicção das coisas que não se vêem. Fé é saber que acontecerá, quando há incertezas, quando apenas se espera, fé é ver quando há apenas névoas e escuridão. Fé é confiar naquilo que os olhos não podem ver. Eis alguns exemplos de fé:
- os olhos vêem o leão faminto, a fé vê o anjo de Daniel;
- os olhos vêem a tempestade, a fé vê o arco-íris de Noé;
- os olhos vêem gigantes, a fé vê Canaã;
- os olhos vêem a fornalha, a fé vê o quarto homem;
- os olhos vêem uma mulher bonita tomando banho na varanda e que levou Davi a pecar, a fé vê o arrependimento, a graça e o perdão do Pai.
A nossa condição de pecadores afasta-nos de Deus, mas o arrependimento e a confissão dos pecados, aproximam-nos dEle, possibilitando que sejam liberadas todas as bênçãos prometidas. Não adianta encobrir pecados. I Jo 1.8,9 nos alerta: “ Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. Prestamos a nós mesmos um desfavor quando justificamos os nossos atos e encobrimos os nossos pecados. Certa vez, conta um pastor, que sua filha fincou uma farpa no dedo. O pai levou-a até o banheiro e apanhou pinça, anti-séptico e band-aid. Ela não gostou do que viu e disse: Só quero o band-aid. Algumas vezes somos como essa filha. Vamos a Cristo com os nossos pecados, mas tudo que queremos é uma cobertura. Desejamos escapar ao tratamento, pois, muitas vezes, é muito dolorido. Queremos esconder os nossos pecados. Como Deus pode curar algo que negamos? Como Ele pode tocar algo que encobrimos? Por isso na presença do Senhor não tente se esconder. Na presença dEle, seja você mesmo, um pecador, buscando santidade. Olhe-se ao espelho e o que você verá? Seus olhos ao encontrar o espelho podem até enxergar um pecador, um fracassado, alguém incapaz de cumprir com suas promessas e votos. Mas pela fé, olhe-se novamente no espelho, e você verá um pródigo vestido com um lindo manto, usando no dedo o anel da Graça e tendo na face a marca do beijo do Pai. Glória a Deus, por Sua presença em minha vida e em sua vida! (Síntese da mensagem da pastora Isabel Cristina levada à Comunidade no culto de domingo 19/07/2009)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

GRAÇA LIBERADA SOBRE ÍMPIOS E INIMIGOS DO POVO DE DEUS

O segundo livro de Reis (cap. 5) revela uma pequena história com profundo significado. Os personagens são apresentados e se mostram em palavras e atitudes, e para compreender tudo é necessário dissecar todo o conteúdo da história. Vejamos o que poderemos extrair e aprender da interpretação de todo o capítulo:
I – O PODER DO HOMEM E SUAS LIMITAÇÕES
Na humanidade todo o poder tem suas limitações. Naamã era homem de autoridade e poder, mas se mostrava absolutamente limitado: estava com uma enfermidade terrível, a lepra. E a despeito de todo o poder que detinha, de todas suas posses e riquezas, a medicina da época não apresentava recursos para promover sua cura. Mas eis que surge a graça na atitude de uma menina judia escrava na casa de Naamã. Homens como o general sírio são limitados, pois não entendem as relações de Graça. O desprendimento da menina cativa – fora arrancada do seio de sua família em Israel, e ali estava a serviço forçado na casa do general sírio – que liberou generosidade e graça sobre o senhor e sua mulher, pois foi a ela e lhe falou do profeta de Deus que certamente poderia curar (purificar) seu senhor. Ali tudo começou. Toda a obra, toda a cura que aconteceu lá bem depois, somente aconteceu porque aquela pequena serva se portou como uma verdadeira filha do Deus que é Amor ( I Jo 4.7,8). E mais ainda, a menina apenas falou de cura e purificação, nada mais acrescentou, ou seja, não pediu nada em troca, nada pediu para si mesma. Não pediu para ser abençoada, apenas lançou palavras abençoadoras. Que exemplo para nós nestes conturbados, confusos e tenebrosos dias de multidões nas igrejas, que aprenderam a barganhar com Deus, que aprenderam a pedir, pedir e não se preocupam em abençoar, apenas em serem abençoadas! Outro tipo de limitação está retratado em Naamã uma vez que não aceitou a inversão de tratamento. Como general e comandante de um poderoso exército estava habituado a ser temido e bem recebido, por bem ou por mal. Mas ali na casa de um simples profeta que sequer se deu ao trabalho de sair para falar com ele, reconheceu a contragosto que seu poder e autoridade não alteraram a rotina do profeta, pois este preferiu mandar um emissário para falar-lhe. E o recado era simples e intrigante: deveria o general leproso se dirigir até o rio Jordão e mergulhar em suas águas por sete vezes. Tão somente isso e seria purificado e sarado. Mas Naamã considerou isso um desaforo, pois esperava que o profeta saísse e o saudasse com as honras devidas e que formalmente invocasse o seu Deus e impondo suas mãos sobre ele, o curasse. E mais: se tivesse ele que se lavar, melhor seria nas águas de rios de Damasco, que eram melhores que o Jordão. 
II – O INFINITO E INIGUALÁVEL PODER DE DEUS E A LIBERAÇÃO DE SUA GRAÇA
Em Deus reside todo o poder e toda a glória. A Bíblia afirma que Deus é amor e o amor que se revela nEle não admite acepção ou caráter ideológico, como em muitos ambientes humanos, plenos de convicções políticas e religiosas. O amor de Deus não se limita a ideologias. Ao contrário, o Senhor quebra barreiras e alcança o ser humano (seja qual for sua condição) que dEle necessita. O criminoso, o corrupto, o agressor ou o opressor não estão excluídos do amor de Deus. Naamã era general sírio, inimigo de Israel, inimigo do povo de Deus. Muitos são os que – dentro e fora das igrejas, ou de ambientes religiosos – não entendem isso e continuam excluindo homens como Naamã, quando o próprio Deus não o faz. O general não adorava Javé, mas o deus Rimom. Se nos dias atuais alguém como Naamã for a uma igreja terá que, antes de receber ajuda espiritual, queimar os ídolos e imagens, fazer oração de renúncia, rejeitar todo e qualquer pacto. É preciso estar muito atento para compreender os mistérios inerentes ao agir de Deus. Inúmeras são as vezes que a Bíblia nos revela formas sutis e misteriosas que Ele usa, em suas insondáveis estratégias de graça. Releiamos a história e vejamos quem Deus usou para agir sobre o general leproso: a menina era uma escrava, mas foi quem Deus usou como primeiro instrumento do milagre. Ela foi usada por sua fé, e por isso suas palavras são repletas de convicção e graça. O rei da Síria também foi usado, mesmo não conhecendo o Senhor, e aqui ele representa os que servem para a realização de Seus propósitos. Eliseu surge como profeta, aquele que leva a Palavra de Deus e que por sua comunhão com Ele, em Seu nome libera graça e realiza milagres. O servo Geazi, ao contrário do profeta a quem servia, quis se aproveitar da situação de gratidão do general curado e, mentindo-lhe, cobrou bens e presentes, como recompensa final recebeu do profeta uma palavra forte de repreensão e ficou leproso instantaneamente.
III – CONTEMPLADOS PELA GRAÇA QUAL DEVE SER O NOSSO PAPEL COMO DISCÍPULOS DO SENHOR: 
1)Devemos tratar a todos com igualdade, não nos deixando impressionar com os poderosos;
2) Precisamos agir em nome de Jesus com indistinto amor e respeito, e não esperar por recompensas humanas;
3) Devemos consolar e orientar os quebrantados, excluídos sociais e os desconsolados e desesperados, a despeito de sua crença ou ausência dela;
4) Precisamos nos posicionar, denunciando e revelando a corrupção feita em nome da fé.
Quando Deus tem um propósito na vida de alguém não importa sua condição, seu estado, sua cor, sua nacionalidade, sua crença, Ele simplesmente age.
Quando Deus revela Sua graça em alguém, Ele faz uma Boa Obra (Fp 1.3-11) e aí, Ele a aperfeiçoa, foi o que aconteceu com a jovem serva. Pelas declarações finais de Naamã, ele certamente não mais seria o mesmo. Não mais Rimom em sua vida, mas Javé, não mais o orgulho, a prepotência e a arrogância, mas a simplicidade daquele profeta que com sua fé e desprendimento, mantinha-se humilde, simples e não queria glória, honra ou nada de ordem financeira ou material. Finalmente: não sejamos como Geazi, que foi desobediente e recebeu um castigo terrível, era são e ficou leproso. Com o Senhor saibamos todos: que Ele lança o Seu olhar e derrama Sua graça sobre qualquer um, e que quem tem a graça de Deus, sabe que isso lhe basta. Quando buscamos em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça, todas as coisas de que necessitamos nos serão acrescentadas! LEMBRE-SE: Graça é favor imerecido. Logo, se a recebo e sei que como pecador não sou merecedor, não posso estranhar se o Senhor a lança sobre alguém mais; não importa o meu conceito ou juízo de valor, Deus é quem designa sobre quem virá a bênção, se sobre um que quer mais aproximação com Ele (como eu) ou se sobre alguém que não quer nada com Ele (como no exemplo de Naamã). Qualquer outra interpretação sobre a cura de um ímpio e inimigo declarado do povo de Deus, que não estiver embasada na dimensão da graça, é simplesmente religiosa, e considero descartável!(Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 12/07/2009)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

SOMENTE EM JESUS HÁ DESCANSO PARA O HOMEM!

Mt 11.28-30 relata declarações de Jesus que sustentam: os cansados e oprimidos precisam ir a Ele, que serão aliviados; os que estão cansados e oprimidos quando se submetem a Ele, que é manso e humilde de coração, encontram descanso para suas almas. E o descanso e alívio ocorrem porque o peso, o jugo de Jesus é suave e leve. Assim somente em Jesus o homem descansa a sua alma. Sabemos quão oprimido e pesado tem vivido o homem, em especial devido a três fatores que produzem jugo sufocante e peso insuportável. Inicialmente o peso da religião. Todas as religiões expressam, por sua natureza, as tentativas do homem de se chegar a Deus. Nessa busca podem representar peso: as cerimônias e os rituais vistosos; as promessas e os votos; o moralismo e a justiça própria; e mais outras expressões de religiosidade. O que sabemos em relação a tudo isso é o que ensina o apóstolo Paulo em Cl 2.20-23: essas coisas perecem pelo uso e são inúteis. Enquanto a religião tenta levar o homem a Deus, Ele veio ao encontro do homem (Jo 1.14). A religião cansa o homem. Jesus descansa o homem. Em segundo lugar eis que vem o individualismo como peso sobre o homem. A manifestação do “eu” impera e pesa muito quando o homem assim declara: - o que "eu" vou comer hoje?O que "eu" vou vestir? "Eu" estou triste! "Eu" fui injustiçado!"Eu" estou cansado, ansioso. Esses e tantos outros cuidados com o Eu cansa o homem. Mas em Jesus eu descanso. Em Jesus a minha alma descansa. O individualismo cansa o homem. Jesus descansa o homem. O terceiro peso na vida do homem é o pecado. O pecado trabalha no homem e cobra até salário ( Rm 6.23)! O pecado vai corroendo, vai minando as forças do homem, até acabar com sua vida. O pecado é tão pesado que manifesta seu poder e força anulando vontades, como nos exemplos seguintes: a prostituta está cansada de sua vida, mas não consegue parar. O adúltero até que não quer mais trair, mas não consegue parar em sua prática. O alcoólatra sabe que está perdendo muito e vai chegar ao fundo do poço, mas não tem forças para parar. O que sabemos em relação a isso é o que nos ensina a Bíblia: os nossos pecados nos afastam de Deus (Is 59.1-2); Jesus veio para nos salvar de nossos pecados (Mt 1.21). Somente em Jesus há descanso para a minha alma. Somente em Jesus, cujo peso é leve e suave, não convivo mais com o pecado que me escravizava e pesava sobre a minha vida. O pecado cansa o homem. Jesus descansa o homem. E quanto a você? Está cansado com o peso da religião, com o peso do “eu” e com o peso dos pecados? Você tem carregado esses três pesos? O peso que está sobre você é o do legalismo e da religiosidade? Não, então, é o do Eu, do individualismo? Ou será o peso dos pecados? Está sentindo muito cansaço? Não vacile, não espere muito! Fuja da religiosidade. Fuja do egoísmo e do individualismo. Fuja dos pecados. Somente em Jesus há solução e descanso para nós! (Mt 11.28-30) (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 28/06/2009).

terça-feira, 23 de junho de 2009

AQUELE QUE COMEÇOU A BOA OBRA, A APERFEIÇOARÁ

Em Filipenses 1.3-11 identificamos alguns passos no pensamento do apóstolo Paulo, em relação aos filipenses: 1)lembrava-se deles com senso de ação de graças; 2)lembrava-se deles cada vez que orava, e, 3) essa lembrança sempre fora fonte de alegria para ele, levando-o a mostrar-se grato a Deus. E aí, a conhecida afirmação de que “... aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Cristo Jesus” (v.6).
Podemos, então, entender que existe tanto Obra quanto Boa Obra.
A Obra de Deus é sempre BOA e maravilhosamente perfeita. Mas nós, pela nossa liberdade (livre arbítrio) por Ele concedida, fazemos escolhas... e aí, muitos aceitam a Obra, recebem a Graça (favor imerecido) e contentes com tal dádiva, recebem simplesmente, muito pouco pensam em dar-se, não se entregam em amor, generosidade e gratidão. São abençoados, mas não procuram abençoar. Sobre estes - e são milhões - existem bênçãos do Senhor, existe uma Obra. Mas aqui aprendemos com o apóstolo que sobre os filipenses havia uma Boa Obra. E é sobre isso a nossa reflexão:I- A BOA OBRA DE CRISTO EM NÓS (v. 3-8)
A BOA OBRA: Molda-nos o caráter e nos transforma em pessoas agradáveis, solidárias, por isso o apóstolo era conduzido a dar graças a Deus todas as vezes que se lembrava deles.E você: de quem se lembra e dá graças a Deus por sua vida?
- de quem se lembra e com alegria ora em todas as suas súplicas a Deus?
- de quem você se lembra e sabe que é cooperador/ora do Evangelho, desde o primeiro dia e continua até agora?
- quem começou e se dedicou desde o primeiro momento?
- quem ainda continua com o mesmo empenho de antes?
Sobre estes, acredite, existe uma BOA OBRA de Deus iniciada e em processo de aperfeiçoamento!
A BOA OBRA: Torna-nos generosos e participantes da graça de outro, tanto dos problemas, como na defesa do outro.
A BOA OBRA: Faz com que outros sintam saudade de nós, ou seja, para estes fazemos falta quando não estamos presentes.
À propósito, lembro-me da expressão popular: Cuidado, não falte ao serviço, pois pode ser que seu chefe descubra que você não faz falta!
II- A BOA OBRA APERFEIÇOADA POR CRISTO EM NÓS ( v. 9-11)
A BOA OBRA APERFEIÇOADA: Faz crescer mais e mais o amor em nós (para tanto, é preciso buscar e ter mais intimidade com Ele, usando a fé e a razão, a ciência e o conhecimento).
A BOA OBRA APERFEIÇOADA: Faz-nos aprovar as coisas excelentes (submetidos a testes e a provas de valores espirituais elevados, somos aprovados, porquanto estaremos fortalecidos em
generosidade, sentimento de gratidão e na capacidade de perdoar).
A BOA OBRA APERFEIÇOADA: Torna-nos sinceros (no latim, sincero significa sem cera. Antigamente: a cera era usada para disfarçar os defeitos, as manchas e as imperfeições das esculturas). Uma pessoa sincera, é alguém sem cera, que não se esconde, que não esconde imperfeições e defeitos.
A BOA OBRA APERFEIÇOADA: Torna-nos livres de escândalos (ou seja, livres de tropeços, sem ofensa, sem traços de desonra, que não levem outros a tropeçarem e caírem).
A BOA OBRA APERFEIÇOADA: Torna-nos cheios de frutos de justiça ( retidão, pureza e santidade).
Em resumo:
A BOA OBRA DA SALVAÇÃO nos conduz a um início – CONVERSÃO VERDADEIRA (nascer de novo, mudança de natureza, alteração profunda nas estruturas do ser humano), a uma nova fase – SANTIFICAÇÃO - pelo poder aperfeiçoador do estado de santidade, e conclui, na eternidade, pela GLORIFICAÇÃO.
Veja bem: a BOA OBRA é contra toda e qualquer forma de auto-suficiência.
Muitos são os cristãos, mas nem todos permitem que o Senhor comece a BOA OBRA em suas vidas, logo, se não há boa obra, não há como completá-la ou aperfeiçoá-la.
E em você? Pela leitura e releitura do texto bíblico e pela compreensão exegética destas reflexões pastorais, vai uma pergunta: É perceptível pelos outros que Deus iniciou uma Boa Obra em você? Então, entregue-se mais e mais e Ele aperfeiçoará essa Boa Obra em você até o advento de Cristo Jesus.
(Síntese de mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 21/06/2009)