terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A RESPEITO DOS QUE FOGEM!

Marcos 14. 43-53 nos mostra os instantes decisivos que marcam a prisão de Jesus no Getsêmane. Ficamos sabendo pela descrição que Judas, um dos doze discípulos, chega a Jesus, da parte dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e dos anciãos, e com ele, os guardas do templo comandado pelo Sinédrio e pelos servos do sumo-sacerdote, além de uma multidão com espadas e porretes. Ato contínuo, como havia combinado que beijaria aquele que deveria ser preso, Judas assim faz. Mas também pronuncia as palavras “Rabi, Rabi”, para não haver dúvida, pois aquele era o mestre. Sem oferecer resistência alguma, Jesus responde à multidão enfurecida indagando: por que vinham até ele com espadas e porretes a prendê-lo como a um salteador; não estivera todos os dias com eles, ensinando-os no templo, por que, então, não o prenderam, antes?
E o que mais assistimos, conforme a narrativa de Marcos?
I – OS QUE ESTAVAM COM JESUS FUGIRAM – v. 50.
Com Jesus estavam os onze discípulos – pois Judas se retirara antes do final da ceia. Mas ali, com exceção de um (Pedro) – v. 47 - que toma a espada e fere a orelha de um servo do sumo sacerdote, não há atitude de mais ninguém. Pedro usa a forma errada e totalmente despropositada, revelando-se como alguém que não havia entendido em nada a mensagem de graça e paz do Mestre que estivera com ele por mais de três anos!
Aqueles homens – todos amigos e discípulos de Jesus – simplesmente O abandonaram à própria sorte e fugiram!
E quanto a você, em idêntica situação, como reagiria?
II – HAVIA UM JOVEM QUE SEGUIA JESUS, MAS QUE QUANDO QUISERAM PRENDÊ-LO, NÃO FEZ DIFERENTE, E, TAMBÉM FUGIU – v. 52.
Muitos estudiosos asseguram que este jovem descrito no texto era o próprio Marcos, em função da irrelevância dos detalhes. Chama atenção o fato de que apenas Marcos cita essa cena. Aparentemente o jovem dormia ali, acordado pelo barulho e meio zonzo pelo inusitado, assustado, ao sentir-se preso pelos braços de alguém, consegue se soltar, mas deixa o lençol que o cobria e foge, totalmente nu. Que cena!
III – ATÉ HOJE MUITOS SÃO OS QUE FOGEM DE JESUS.
Muitos são os que parecem estar com Jesus, mas O deixam porque não têm nada mais para se firmar.
Na hora da pressão e do susto, da tentação e do aperto, facilmente deixam o compromisso; não adiante tentar segurá-los, deixam a roupa, os lençóis que os sustentam e fogem, como o jovem nu.
Estes não estão vestidos com a armadura de Deus (Efésios 6.13-17: na cintura, como cinto, a verdade, no peito, como couraça, a justiça, nos pés, como calçado, o evangelho da paz, nos braços, como escudo, a fé, na cabeça, como capacete, a salvação, e na mão, como espada, a Palavra de Deus),  ao contrário, estão envoltos e revestidos por três tipos de frágeis lençóis:
a religiosidade: a religião não confere a ninguém mais segurança, nem mais profundidade espiritual. A frequência ao templo, o uso de rituais e liturgias não são suficientes para assegurar a presença firme de alguém ao lado do Senhor na hora da tribulação.
o moralismo: os que aderem a posições moralistas se revelam com uma cobertura muito superficial, como uma leve capa. Estes, quanto mais se enroscam e enrolam nesse tipo de lençol, mais propensos estão para fugirem da presença de Deus.
    o modismo e a aparente conversão: os que aderem aos modismos de igrejas, marcam uma posição entusiástica pelo “oba-oba”, posto que expressam atitudes focadas em empolgação com o culto, com a música, com as atividades, com os amigos, com o pastor, com a proximidade de sua casa, enfim, aparentemente são convertidos, mas fogem de compromissos e de se firmarem com o Senhor.
IV – O QUE FAZER PARA PERMANECER AO LADO DE JESUS E NÃO FUGIR DE SUA PRESENÇA.
É preciso prosseguir e se firmar para que, apesar das pressões e dos sustos do dia-a-dia, cada um busque não fugir de Sua presença, ao contrário se aproxime mais de Jesus.
Experimente,
 - andar na leveza da compreensão da verdade que liberta.
  - viver consciente que o mal lhe espreita e que ação constante do inimigo é matar, roubar e destruir você.
 estar cingido de modo adequado, ou seja, com a armadura de Deus; porque, a toda hora você poderá ser confrontado, então, acordado ou dormindo, esteja habilitado para a vitória!
Finalmente, não se esqueça, espiritualmente, não esteja nu, apenas coberto com um lençol. Cubra-se com a vestimenta de um cristão, verdadeiramente convertido e discípulo de Jesus. Insisto, vista-se com a armadura de Deus (Ef 6. 13-17):
- a certeza da salvação.
- a fé.
- a verdade.
- o Evangelho da Paz.
- a justiça.
- o conhecimento da Palavra.
Se você estiver vestido assim, terá uma verdadeira armadura, e o Senhor combaterá com você e por você; saiba que assim será um vencedor. Não estará sujeito ao insucesso ou fracasso, pois não irá fugir desnudo diante das pressões da vida e para longe da presença de Deus! Pense nisso! (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 15/12/2013).