segunda-feira, 9 de maio de 2011

A MULHER QUE GERA VIDA E SUSTENTA EM AMOR

Jesus nos últimos minutos da vida terrena (Jo 19.25-27) teve Seu olhar voltado para a mulher que O havia gerado, por obra e graça do Espírito de Deus, posto que ali crucificado na cruz, Ele fala com Maria e aponta o apóstolo João como aquele que haveria de Lhe substituir amparando Sua mãe, cuidando dela. Então, que extraordinário exemplo de superação da dor pessoal e de cuidados com a mãe! Como discípulos de Jesus devemos tê-Lo como exemplo. Por que Jesus fez isso? Por que se preocupou com Sua mãe? O que de especial tem uma mulher que se torna mãe? Uma mulher que gera vida, gera esperança e gera amor. Ela gera posteridade, gera o futuro. Não há como gerar vida humana que não seja, originalmente, pelo ventre de uma mulher. Não sem razão se afirma que cada criança que nasce é um sinal exteriorizado de Deus anunciando que ainda ama o homem.
I - A MISSÃO DE SER MÃE
Certamente um dos papéis mais importantes da mulher é o de ser mãe, embora todos os papéis sejam igualmente reconhecidos. A função materna era tão importante nos tempos bíblicos que a esterilidade feminina chegava a ser considerada uma maldição divina, porquanto impedia a mulher de exercer uma de suas funções mais importante na vida. Há casos destacados nas pessoas de Sara (Gn 17.15), Raquel (Gn30), e Ana (I Sm 1.2). Mas essa missão apresenta sobrecargas para seu exercício: muitas noites acordadas, cansaços físicos, frustrações, renúncias, ingratidões, uma tarefa difícil, árdua. Ser mãe não é simplesmente gerar e parir uma criança, entregando-a ao mundo. Ser mãe não é eximir-se da responsabilidade e repassá-la a outrem, como babás, parentes, amigos e creches. A função e o propósito missionário é tão peculiar que ninguém substitui o amor e o cuidado de uma mãe. Por outro lado, há benefícios que  a missão de ser mãe produz: é gratificante para ela ver o filho que amamentou crescido, criado, formado, bem encaminhado na vida. É honroso para a mãe ver em seus filhos suas próprias virtudes. É alentador para a mãe ser reconhecida por seus filhos como aquela que esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis, educando, corrigindo, formando, protegendo, consolando e animando. Vejamos outras funções da Mãe: Gerar (conceber); Alimentar; Consolar; Proteger; Educar (ensinar, edificar, exortar, corrigir e repreender). Quanto ao papel de educador do pai e da mãe, eis o que a Bíblia nos alerta: “ Ensina a criança no caminho que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele” Pv 22.6. “ Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste. E que desde a infância sabes as sagrada letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Jesus Cristo.” II Tm 3.14,15.
II. EXEMPLOS BÍBLICOS DE MÃE
Muitas são as mães citadas na Bíblica, mas me detenho em Ana e Maria.
Ana ora ao Senhor por um filho, pois não mais suportava a vergonha de não ter um; Maria não ora ao Senhor por um filho, mas é graciosamente escolhida por Ele para ser a mãe de Seu próprio Filho. Para Ana (mãe de Samuel) a dor da esterilidade não a faz desistir, antes clama a Deus que lhe responde dando-lhe o primeiro dos grandes profetas do Senhor ( I Sm 1). Depois ainda teve outros cinco filhos como bênção do Deus Altíssimo. 
Já Maria (mãe de Jesus) acompanhou o Filho em todos os momentos e esteve presente até na hora do sofrimento da Cruz. Mãe que é mãe será sempre lembrada em suas virtudes. Não é abandonada na velhice. Não será esquecida nem quando morrer. Será sempre amada. Seu caráter estará evidente em seus filhos e na sua posteridade. Deus a honrará sempre.
III. MÃE É ETERNA, OU DEVERIA SER
“Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho”(Carlos Drummond de Andrade). Por isso, neste dia, oro a Deus para que abençoe cada mãe, em todos os seus dias. E oro mais: para que cada uma compreenda bem a sua missão na terra, e assim, nunca desfaleça, desista ou desanime, na certeza de que estará plantando uma semente, regando com amor, paciência e oração! Salve você, que é mãe, pelo seu dia! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 08/05/2011).