REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

VIVENDO COMO FILHOS E FILHAS DA LUZ!

Em Ef 4.17-5.21 o apóstolo Paulo exorta os crentes da comunidade de fé para a busca constante por maturidade espiritual, que se revela em uma caminhada com mais santidade e menos dissolução. Aprendemos que o verdadeiro discípulo de Cristo é aquele cujo comportamento reflete os ensinamentos do Mestre. Paulo, então, exorta os efésios - e a todos - que não andem mais como os gentios, presos à vaidade (inutilidade) de seus próprios pensamentos. Os que assim procedem estão obscurecidos no entendimento, e separados de Deus, pela ignorância em que estão, tornam-se endurecidos em seus corações.Tornam-se insensíveis, uma vez que se entregam à depravação, à corrupção e a uma vida conhecida por sua impureza.  Em resumo, para prosseguir com Cristo é PRECISO:
- despojar-se do velho homem que se corrompe segundo os desejos do engano;
-  renovar-se, no espírito do entendimento; e
- REVESTINDO-SE do NOVO HOMEM criado segundo Deus, em Justiça e Retidão, procedente da Verdade!
A conversão deve fazer com que as velhas práticas deixem de existir:
- quem furtava, não furta mais (v.28), ao contrário, trabalha, fazendo algo útil para que tenha o que repartir com quem estiver em necessidade.
- quem usava e abusava de palavras torpes, não permite que outra palavra saia de sua boca, senão apenas a que for útil para edificar os outros (v. 29).
- não mais se permite que amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, ou qualquer forma de maldade, persista, mas gestos e atitudes de bondade e compaixão uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo (v. 31,32).
- não deve haver menção a qualquer imoralidade, impureza e cobiça; não às obscenidades, nem conversas tolas, nem gracejos imorais.
Outrora, todos éramos trevas, mas agora que estamos no Senhor, somos luz no Senhor. Portanto, devemos viver como Filhos e Filhas da Luz, sabendo que o fruto da luz é (5. 8-11) Bondade, Justiça e Verdade!
Quem é da luz não participa das obras infrutíferas das trevas; antes, expõe suas obras à luz (v. 12).
Desejo ressaltar nestas últimas horas de 2011, que devemos tomar cuidado com a maneira como estamos vivendo (v. 15):
não sejamos insensatos, mas sábios;
aproveitemos ao máximo cada oportunidade para a prática do bem, porque os dias são maus;
sujeitemo-nos uns aos outros, em amor, é a recomendação do apóstolo (v.21). Enfim, quem guarda os ensinos do Senhor e de Seus apóstolos, é filho/filha da luz; ao contrário, quem ainda continua com as práticas que desagradam e afastam o Espírito Santo, é filho/filha da desobediência (Ef 2.2.e Cl 3.5)! Então, cuidado, pois o Senhor não tem parte nisso!
Oro a Deus para que estas últimas horas de 2011 sirvam para uma análise mais profunda sobre o sentido e o significado da existência e da vida e que em 2012, em todo o tempo, sejam alvas as tuas roupas, e jamais falte azeite sobre a tua cabeça (Ec 9.8); e que receba, a cada dia, a guarda, a luz e a proteção de Deus, segundo Nm 6.24-26: que o Senhor te abençoe e guarde; faça resplancer o rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; sobre ti levante o rosto e te dê a paz! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de quinta-feira, 29/12/2011).

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

REFLETINDO SOBRE O SENTIDO E O SIGNIFICADO DO NATAL!

Qual o sentido e o significado do Natal? Existem diferenças entre sua celebração nos dias atuais e as práticas de algumas décadas passadas? Infelizmente existem! Antes, pensava-se, refletia-se e se celebrava o relacionamento do homem com o Senhor. Agora, pensa-se em termos do relacionamento do homem consigo mesmo e com os outros homens. O foco do Natal há muito foi esquecido e este fato se reflete nas decorações de lojas e casas! Há cartões – cada vez mais esquecidos – que apenas trazem uma mensagem: “Boas Festas!” Em Gl 4.4-7 o apóstolo Paulo afirma: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E porque vós sois filhos, enviou Deus ao nosso coração o Espírito de Seu Filho, que clama: Aba, Pai. De sorte que já não és escravo, porém filho; e, sendo filho, também herdeiro por Deus”. É este o PROPÓSITO verdadeiro do Natal. As canções, a coisificação mercantil e até a troca de presentes ou o simples hábito de desejar Feliz Natal, que são práticas correntes nestes dias, tendem a obscurecer o significado verdadeiro deste dia. O Natal não pode ser um tributo à infância ou uma declaração de amor às mães que geram e dão à luz seus filhos; de igual forma, o Natal é mais que uma iniciativa de generosidade e de bondade; é mais do que um incentivo ao comércio e ao lucro; é mais do que uma ocasião para comidas e bebidas, ou até para fartas alegrias, muitas até vazias e desprovidas de sentido. O mundo ocidental se envolve tanto, nesta época, com os papéis, as embalagens, as fitas e os barbantes que perde, a cada ano, o real sentido do presente real que a humanidade recebeu com o nascimento do Messias, predito por Isaías, 700 anos antes (Is 9.1-7). Deus cumpre o Plano de Salvação do homem lançado em Gn 3.15 quando gerou um filho em uma jovem israelita para que nascesse, vivesse e morresse para redimir aqueles e aquelas que estão sob a maldição do pecado. Este é o Verdadeiro Presente de Natal! Lc 2.14 afirma que para anunciar aos pastores que guardavam os rebanhos nas vigílias daquela noite natalina, o anjo e uma milícia celestial louvavam a Deus e declaravam “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra entre os homens de boa vontade”. Portanto, muito mais do que congraçamento entre “homens de boa vontade”, Natal significa “boa vontade para com os homens, da parte de Deus”. Não adianta comemorar sem saber o significado do que se comemora! Uma celebração sem substância do Natal torna nulo o seu verdadeiro espírito.
Por isso, neste Dia, em que se comemora o nascimento de Jesus Cristo – embora saibamos que Ele não nasceu em 25 de dezembro – vamos celebrar! Mas não esqueçamos: mais que Seu nascimento e vida terrena, a morte de Jesus na cruz e Sua ressurreição selaram o compromisso divino de resgatar o homem do pecado, retirando-o de uma vida desprovida de sentido, posto que imersa em profundas trevas! Neste Natal oro ao Pai, em Cristo Jesus, para que transforme as vidas humanas que se consomem sem sentido e esperança, dando-lhes alento e significado de existência! Oro para que a alegria do Senhor e as vozes dos Seus anjos ressoem em nossos corações e nos tragam Sua Graça, o favor imerecido, e Sua Paz que excede todo o entendimento humano! Feliz Natal! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, na noite natalina, domingo 25/12/2011).

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

VIDAS EDIFICADAS NA ROCHA E NA AREIA: DIFERENÇAS ENTRE OS FUNDAMENTOS DA SABEDORIA HUMANA E OS DA SABEDORIA DE DEUS!

Em Mt 7. 15-29 Jesus alerta sobre os falsos profetas, sobre os bons e os maus frutos, esclarecendo que os que ouvem e praticam a Sua palavra, são Seus discípulos e os que ouvem mas não praticam, a quem rejeita e não os quer junto a Si, praticam a iniquidade. Para bem ilustrar o ensino, conta à multidão que ouvia o Sermão da Montanha, uma parábola sobre edificação de casa por um homem prudente e por um homem insensato. Nesta ilustração o Senhor bem define os dois fundamentos de edificação de toda uma vida:
I – QUEM EDIFICA SUA VIDA NOS FUNDAMENTOS DA SABEDORIA HUMANA CONSTRÓI NA AREIA. É, ENTÃO, INSENSATO!
A vida humana pode ser comparada á construção de uma casa. E isso tem certa lógica, porquanto nossa história de vida está ligada a uma casa. Vivemos, tão logo nascemos, em uma casa (habitação), embora seja dos pais. Durante toda a vida procuramos viver em uma casa, e se não a temos, procuramos adquiri-la. Uns têm casa grande, suntuosa até, outros têm casas pequenas, verdadeiros barracos, mais simples e humildes. Uns tantos começam suas vidas em casas mais simples e ao longo do tempo, constroem ou adquirem casas maiores e mais sofisticadas. O certo, sob a ótica do texto que lemos, é que Jesus declara que nossa vida é como a construção de uma casa. De acordo com a forma como construímos nossas relações com a vida – se de forma prudente ou de forma insensata – assim será o nosso futuro diante das intempéries e das adversidades que se seguirão. Sempre temos escolhas a fazer. O futuro de cada um é conseqüência imediata das decisões que fazemos hoje. Como devemos nos preparar para o amanhã?Não se pode esperar que o dia de amanhã chegue para que se veja o que fazer!
Como é sua vida diária? Você confia em que? Em si mesmo, na força de suas idéias e convicções? Na força de seu braço? No poder do seu cargo? Na força da influência de seu título e do nome de sua família? Na força e no poder do dinheiro? Você confia mesmo em quê? Seus fundamentos de edificação estão embasados na ciência e na filosofia humana? Então, sob a ótica de Jesus você constrói sua vida sobre a areia! A ênfase nas coisas terrenas, espiritualmente, soa como algo incompleto e superficial. Assemelha-se à construção de uma casa com alicerces na areia. Quem constrói sobre a areia mostra que não se preocupa com o amanhã ou acredita que importa viver cada dia por si mesmo. Gente assim não dá ouvidos ao que Deus espera do ser humano, chega mesmo a zombar dos valores e princípios divinos. Mas, quando vêem os dias maus, a tempestade, o sofrimento, a dor e a perda, a casa se desmorona. A vida se torna um caos. E aí sucumbem diante do desespero, da revolta e da angústia, que conduz à depressão e à morte, tanto espiritual quanto física. Quem constrói sua vida assim como que edificada sobre a areia pode ter certeza de que um dia a “casa cai”!
II – QUEM EDIFICA SUA VIDA NOS FUNDAMENTOS DA SABEDORIA DE DEUS, CONSTRÓI NA ROCHA. É, ENTÃO, PRUDENTE E SENSATO!
Quem constrói sobre a rocha, vive de maneira responsável e coerente, sabe que as boas coisas não se conseguem sem trabalho duro, planeja a vida seguindo fielmente e com alegria os princípios de Deus. Quando vêm os sofrimentos, a adversidade, os dias maus, não entra em pânico, desespero ou revolta. A casa permanece em pé. A rocha onde sua vida está firmada é Cristo.
Não se iluda com o jeito – aparentemente fácil das coisas fáceis – Pv 14.12 alerta para o fato de que ”Há caminhos que parecem certos ao homem, mas acabam levando para a morte". Oro ao Senhor para que prossiga minha vida por Ele que é o Caminho, a Verdade e a Vida. Não quero veredas, atalhos ou caminhos fáceis, quero o Senhor e Sua verdade. Oro ao Senhor para que construa a casa da minha vida em Cristo Jesus. Sei que as tempestades e as adversidades virão, mas no Senhor posso permanecer em pé, resistir e superar todos os dias maus. Oro a Deus para que assim, também, suceda com você! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 18/12/2011).

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A FÉ REMOVE OBSTÁCULOS, DERRUBA MUROS E SUPERA AS IMPOSSIBILIDADES!

Em Mc 5.21-43 assistimos a uma caminhada de Jesus em que dois milagres de cura são realizados. Ambas as curas somente foram possíveis a partir dos gestos de fé. Jesus estava junto ao mar cercado por grande multidão (v. 21) e eis que Jairo, um dos principais da sinagoga, chega e roga que vá a sua casa e imponha as mãos sobre sua filha que estava à beira da morte. Jesus como sempre não discute, atende ao apelo de Jairo e o segue; e com eles, a multidão. No caminho outra pessoa assume, também, papel de realce neste episódio. Eis que uma mulher – não se sabe o nome – que há doze anos padecia de uma enfermidade, com um fluxo de sangue contínuo, surge na multidão e ao vê Jesus pensa que se tão somente tocar nas vestes de Jesus seria curada. Não satisfeita em somente pensar, a mulher decide agir, pois tem a certeza que seria curada, e isto é fé (Hb 11.1).
Os v.21-43 evidenciam a dupla realização do milagre a partir da fé, tanto da mulher que tocou Jesus, sem dizer uma palavra, quanto de Jairo, um pai pesaroso que intercedia pela filha moribunda. No semão destaco a ação da mulher do fluxo de sangue, que movida por uma fé inabalável obteve a cura e pode testemunhar, pelo resto de sua vida, o milagre que o Senhor operara (v.25-34). Aquela mulher decidiu se aproximar de Jesus e ter um contato pessoal com Ele. Ela poderia ter escolhido falar com Ele, mas sabia que era tarefa difícil, a multidão O cercava. Ela poderia ter esperado chegar à casa de Jairo e então abordá-Lo. Mas não, ela resolveu simplesmente tocá-Lo. E ao fazer isso, rompeu com algo muito forte, na tradição e na cultura de Israel. Vejamos o que podemos extrair do texto sagrado:
I – PARA IR AO ENCONTRO DO SENHOR É PRECISO SUPERAR RESTRIÇÕES LEGAIS E CULTURAIS.
Para se aproximar de Jesus e se dispor a tocá-Lo, submetendo-se aos rigores das conseqüências de seu toque nas vestes dele, aquela mulher teve que enfrentar e superar dois preconceitos, um de ordem legal e outro, cultural. O primeiro preconceito (legal): segundo Lv 15.19-31 ela era impura; ninguém lhe poderia tocar, senão impuro se tornaria; e nada poderia ela tocar, pois tudo que tocasse impuro se tornaria. Segundo preconceito (cultural): por ser mulher, era considerada ser humano de qualidade inferior, e não tinha direitos como o homem. Quem quiser saber como a sociedade, cerca de duas décadas depois desse episódio, considerava a mulher, leia as instruções de Paulo à igreja da época, em 1 Co 14.34,35! A sociedade judaica era eminentemente patriarcal e machista. Logo, aquela mulher teve que se armar de muita coragem para romper e superar as fortes barreiras da proibição legal que a considerava imunda e do preconceito cultural por ser mulher e, em público, ousar falar ou tocar em um homem. E hoje, como a questão se coloca? Preconceito é algo bastante presente em nossos dias, também; não há mais a classificação de imundície pela religião ou de mulher, necessariamente como ser humano inferior. Não, a questão não é essa! Mas existe e está presente nas discriminações entre as diversas denominações religiosas, nas classes sociais, nas questões étnicas, e região de nascimento, para citar algumas. Há um alento e um alerta de Jesus a todos os que creram e aos que creriam nEle: Jo 16. 33: “ Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”.
II – É PRECISO SUPERAR A OPRESSÃO QUE AFLIGE E A PRESSÃO QUE O MUNDO EXERCE NOS IMPEDINDO DE CHEGAR A JESUS.
Muitos são os obstáculos com que se deparam os que buscam Deus. Muitos não conseguem ser abençoados porque se deixam intimidar pela pressão de pessoas ou até de multidões que os mantêm afastados de Jesus. Outros mais sucumbem diante dos prazeres do mundo e das tentações que as multidões nos oferecem. Tg 4.4 nos alerta: “Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus”? Isso porque há pessoas que desagradam a Deus, pois querem se juntar às multidões para fazer, simplesmente, o que "todo mundo” faz! A multidão que a tudo e todos comprimia não foi obstáculo para a mulher com fé. Que não seja para você, também!
III – É NECESSÁRIO SUPERAR O RECEIO E ATÉ O MEDO PELAS INCERTEZAS QUANTO AO FUTURO APÓS TOCAR EM JESUS.
Segundo a lei, a mulher poderia ser apedrejada; mas ela não teve medo. Muitas pessoas não são abençoadas porque têm medo (do que as pessoas vão pensar ou dizer, de perder alguns amigos, de perder o emprego, medo, medo, medo!).É preciso vencer o medo, a fé em Jesus supera o medo. É Ele, o Senhor, quem afirma: Não temas, Eu sou contigo!(Is 41.10).
Quem crê em Jesus sabe que pode ser abençoado, pois Ele remove de sua vida os preconceitos das pressões sociais e dos medos que nos afastam de Deus. Reflita sobre isso! Não permita que os obstáculos que surgem impeçam-no de se achegar a Deus e de alcançar as bênçãos que Ele tem reservado para você! Simplesmente creia, não desista, tenha fé! Se houver uma multidão a sua frente, não se intimide, avance e atinja o alvo. E o alvo é Jesus, então, toque-O e você receberá o milagre de Deus! Creia, tenha fé e faça acontecer! Reflita sobre isso e rompa com fé, crendo que o Senhor que abençoa deseja ter um encontro pessoal e definitivo com você! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 11/12/2011).

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A PRÁTICA DA DOUTRINA DO NOVO NASCIMENTO

Jo 3.1-21 descreve os momentos de um encontro entre Jesus e um judeu, na realidade um líder religioso, identificado como Nicodemos. Como fariseu era ele um observador escrupuloso da lei e das tradições. Era membro de um partido ortodoxo entre os judeus e um dos principais, um membro do Sinédrio, da corte eclesiástica do judaísmo. Esta mesma corte, mais tarde, condenaria Jesus e o sentenciaria à morte. As palavras iniciais de Nicodemos evidenciam várias emoções que lutavam em seu íntimo e a declaração de Jesus (v.3) foi uma resposta, não às palavras, mas ao coração de Nicodemos. Ele foi falar com Jesus à noite; começou elogiando a Jesus (v.2). Será que Nicodemos pensou que Jesus se importaria com sua alta posição entre os judeus? Mas a resposta de Jesus deve ter sido impactante: "Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus" (v.3). Nem mesmo uma autoridade de destaque pode entrar no Reino sem uma mudança radical. No decorrer da conversa, Jesus explicou o que queria dizer "nascer de novo". Ele disse: "Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus" (v.5).
Nascido da água: o único nascimento da água na Bíblia é o batismo. Rm 6.4 explica que, após o sepultamento no batismo, ressuscitamos para levar uma nova vida.
Nascido do Espírito: Jesus explicou: "O que é nascido da carne é carne; o que é nascido do Espírito é espírito" (João 3:6). O nascimento do Espírito consiste numa transformação espiritual radical (veja Rm 6). O ato físico do batismo, em si, não garante ingresso no reino. Ao batismo nas águas deve-se somar a transformação espiritual, ou seja, o renascimento do interior. Você nasceu de novo?
Entendendo mais sobre a doutrina do novo nascimento:
1) Tudo inicia quando o ser humano RECONHECE a seriedade e a degradação dos pecados e o poder que exercem sobre si mesmo; RECONHECE sua situação de impotência diante dos pecados e sabe que em seu estado pecaminoso atual seu fim será a eternidade longe de Deus;
2) Em seguida, com genuíno arrependimento aceita a expiação pelo sangue de Jesus Cristo como sua única esperança, ACEITA e RECEBE Cristo de modo permanente e sem reserva, como seu Salvador e Senhor, porquanto pagou a penalidade dos seus pecados, sofrendo em seu lugar.
3) Então, ocorre dentro do pecador arrependido e crente em Cristo, um tríplice milagre:
PRIMEIRO MILAGRE:
- é purificado de todos os seus pecados; liberto do poder deles sobre si; é revestido da justiça de Deus.
- recebe esperança, paz, alegria e um novo propósito na vida – o de viver e servir ao Senhor, comissionado para ser Seu embaixador e testemunha por onde vá, de tal modo que sua vida se torne útil, necessária e cheia de esperança.
- recebe forças para vencer o “velho homem e seus velhos costumes e hábitos” no seu íntimo, para viver a vida cristã e crescer na graça.
- por suas próprias forças, fracassaria, mas por este milagre, enquanto o Senhor precisar, Ele o preservará, sustentará, fortalecerá, guiará e protegerá.
SEGUNDO MILAGRE:
Jesus Cristo passa a viver no convertido, de modo literal e real.
TERCEIRO MILAGRE:
Ele é regenerado. Torna-se nova criatura. Literalmente nasceu de novo para entrar no Reino de Deus. Torna-se santo, um filho de Deus, membro da verdadeira e única Igreja.
Como resultado deste tríplice milagre, É SALVO, DE MODO LITERAL E DEFINITIVO.
Se isso aconteceu com você - então, esteja certo - tem a vida eterna, e pertence ao Senhor!
O paganismo declara que o caráter humano é imutável. Muitas são as religiões que sustentam penitências e rituais oferecendo ao homem a esperança de compensar os seus pecados, trazendo-lhe ou lhe proporcionando purificação e bem estar, mas não existe nenhuma promessa de vida e graça para transformar a sua natureza. Somente em Cristo a natureza decaída do homem pode ser regenerada mediante a vida de Deus que passa a habitar nele porque Jesus Cristo é vivo e real, e salva totalmente os que por Ele se chegam a Deus.
A missão de Cristo pode ser assim resumida: Ele veio ao mundo romper o poderio do pecado e introduzir na raça humana UMA NOVA FONTE DE VIDA ESPIRITUAL.
E isso nos leva a pensar na missão de cada discípulo de Jesus Cristo =>> Fazer com que homens pecaminosos sejam transformados pelo poder de Deus. Aonde havia ira, raiva, impaciência, contenda, animosidade, violência, corrupção, licenciosidade, ansiedade exacerbada, mentiras, dissenções, destempero e ódio, a presença de Deus na vida do discípulo o transforma e o faz nascer de novo, posto que o Espírito Santo faz renovar seu caráter, o que o faz agir pelo poder e a influência de Seu Fruto (Gl 5.22): com amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 04/12/2011).

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

CONQUISTAS ACONTECEM A PARTIR DO OLHAR DE VITÓRIA ENQUANTO DERROTAS SÃO MARCADAS PELO OLHAR DE PESSIMISMO E INCREDULIDADE

Js 14.6-15 descreve os momentos em que Calebe se encontra 45 anos após os fatos narrados nos capítulos 13 e 14 do livro de Números, quando os 12 espias retornaram a Moisés para lhe descrever o que viram na terra a ser conquistada.10 dos espias deram um relatório pessimista e cheio de incredulidade. Pessimista porque se assustaram com o que viram, homens gigantes e muitas fortificações, e incrédulo porque duvidaram da ação do Deus que prometera conduzir Seu povo até aquela terra, a tão sonhada Terra Prometida. Josué e Calebe ainda insistiram em convencer o povo a lutar pela posse da terra que o Senhor lhes prometera, mas eles tomados de medo e incredulidade desistiram e recuaram. Esta atitude – medo, pessimismo, visão de derrota e falta de fé – resultou na ira de Deus, que impediu o povo de alcançar a promessa e a transferir a conquista e vitória para seus descendentes. Daquela geração, apenas Josué e Calebe, entraram na Terra Prometida (Nm 14.23). Após peregrinarem 40 anos no deserto, com a morte de Moisés, Josué o sucede e recebe do Senhor a incumbência de entrar e conquistar a terra. O texto de Js 14.6-15 descreve quando Calebe vai a Josué e pede sua herança, a parte da terra que lhe cabia por promessa. Josué lhe dá Hebrom.
Neste episódio extraímos a lição de que as conquistas se iniciam a partir de um olhar de vitória, ao contrário das perdas e derrotas que se iniciam com o pessimismo e a incredulidade:
I. ATITUDES PESSIMISTAS E INCRÉDULAS MARCAM O INÍCIO DA DERROTA.
Pessimismos, medos e olhares negativos estão presentes em todo lugar. A criminalidade assola e assusta a todos. A corrupção campeia solta no país e o sentimento de impunidade frustra os honestos cidadãos e toma conta da população. A violência urbana tem aumentado em todos os países. Os casamentos desfeitos têm aumentado expressivamente e fazem abalar a estrutura familiar. Os filhos desta geração não mais respeitam seus pais. Os pais se tornaram indiferentes aos seus filhos. Os meios de comunicação trazem notícias diárias que alimentam sentimentos de medo, insegurança e impotência diante das crises políticas, sociais e econômicas que nos atingem todos os dias. E essa onda cresce como tsunamis no meio do povo, cristão ou não. Muitos são os casos de doenças mentais e transtornos de toda ordem, multiplicam-se os casos de depressão, angústia, medos, pânicos e suicídios, ou tentativas de suicídios. Parcela significativa da população vive com um gosto amargo na boca; muitas são as pessoas, cristãs ou não, que abandonaram seus sonhos, cansadas de esperar desistiram de seus projetos e de seus ministérios, tantas são as mensagens negativas que invadem suas mentes e suas vidas.
II. COMBATENDO O PESSIMISMO E A INCREDULIDADE.
Diante deste quadro, como reagir? Como combater atitudes que conduzem ao fracasso e à derrota, e que são provocadas por visões negativas, pessimistas e incrédulas? O texto bíblico nos responde, claramente, que é preciso:
TER UM CORAÇÃO PLENO DE ESPERANÇA (v.7b)– Calebe respondeu ao pessimismo de todos, quando se posicionou de forma positiva afirmando que “sentia no coração”.
TER UMA MENTE PLENA DE PERSEVERANÇA (v.8b) – Calebe respondeu ao pessimismo, ao negativismo e à incredulidade de todos, quando afirmou...”Eu, porém, perseverei em seguir o Senhor, meu Deus”.
III. ATITUDES OTIMISTAS E DE FÉ FAVORECEM A VITÓRIA, ATÉ EM SITUAÇÕES BEM ADVERSAS.
Não basta o desejo de vencer, algumas atitudes positivas devem ser tomadas na direção da vitória alicerçada pela fé:
NÃO SE PODE DESISTIR DE LUTAR (v.8a) - O relatório dos dez espias que demonstraram pessimismo, negativismo e desânimo foi decisivo e impressionou a todos. Em sua vida pode acontecer algo assim, alguns relatórios podem surgir que sejam negativos e desanimadores, mas a saída é não desistir de lutar. É preciso prosseguir, crendo na promessa de Deus para você que é de salvação, libertação, cura, restauração, suprimento e paz.
NÃO SE PODE DEIXAR DE ENFRENTAR O MEDO E A COVARDIA (v.9c)-As situações que enfrentamos são, muitas vezes, bem adversas, mas cremos que o Senhor é conosco. Se cremos não podemos vacilar, tampouco permitir fraquejar ou acovardar. A covardia promove verdadeiro imobilismo e paralisação, levando à acomodação. A acomodação conduz à desistência dos sonhos de conquista. Não se acomode. Josué e Calebe foram vitoriosos, porque não se acovardaram e, por isso, herdaram a promessa do Senhor. Esses exemplos de vida devem injetar em nós a firme disposição e necessária perseverança para avançar sempre. O medo e a covardia promovem a derrota, antes mesmo até da luta começar. Calebe não teve medo dos enanquins (gigantes) nem das fortificações porque sabia que o Senhor o ajudaria a conquistar. Calebe sonhou, ousou e perseverou com o sonho, esperando que a promessa se concretizasse em sua vida. Passados 40 anos, ele e o povo guiados por Josué iniciam a conquista de Canaã e depois de mais 5 anos de muitos confrontos, lutas e batalhas, eis que Calebe pode, finalmente, receber seu quinhão – Hebron – que o Senhor lhe prometera. Calebe teve coragem e com olhar de vitória, ousou perseverar e tendo fé, soube esperar no Senhor. Eis os ingredientes do alimento espiritual sólido que o cristão precisa dispor para ser vitorioso, sempre! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 27/11/2011).

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

DISCERNINDO O QUE É VERDADEIRO DO QUE É FALSO!

O que é verdadeiro e o que é falso na vida? Tudo o que vemos, lemos e ouvimos é verdadeiro? E o que é falso? Você sabe distinguir? Como é que você faz para saber se algo é verdadeiro ou falso? Quando uma jóia é verdadeira? Quando uma obra de arte (quadro ou escultura) é verdadeira ou falsa? Segundo os dicionários a palavra verdade pode ter vários significados, desde “ser o caso”, “estar de acordo com os fatos ou a realidade”, ou ainda “ser fiel às origens ou a um padrão”. Verdade pode, ainda, significar o que é real ou possivelmente real dentro de um sistema de valores. Esta qualificação implica o imaginário, a realidade e a ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural, artes, filosofia e a própria razão. Como não há consenso entre filósofos e acadêmicos, várias são as teorias e visões acerca da verdade que existem e continuam sendo debatidas. Para nós, cristãos, discípulos e seguidores de Cristo é verdade e, consequentemente, são doutrinas verdadeiras tudo o que o Evangelho expõe e, mais genericamente, tudo o que está expresso na Bíblia Sagrada que nos revela o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Mas a Palavra de Deus nos alerta diversas vezes sobre coisas, pessoas e ensinos que são falsos, ou seja, não são provenientes ou compatíveis com os ensinos do Mestre ou dos verdadeiros apóstolos, ministros e profetas do Senhor. Vejamos sete citações bíblicas sobre verdades, mentiras e falsidades na caminhada cristã. Oremos, pois, ao Senhor para que possamos distinguir se pessoas, coisas ou circunstâncias são verdadeiras ou falsas:
1 – CRISTO FALSO (Mt 24.5)
Não se engane, o Mestre alerta que muitos virão afirmando ser o próprio Cristo, mas serão falsos:
“Porque virão muitos em meu nome, dizendo eu sou o Cristo, e enganarão a muitos".
2 – PROFETAS E MESTRES FALSOS (2 Pe 2.1-3)
Não se engane, o apóstolo Pedro alerta sobre os falsos profetas e falsos mestres com seus ensinos heréticos que visam destruir:
“Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até o ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas práticas libertinas, e, por causa deles, será infamado o caminho da verdade; também movidos por avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme”.
3 – EVANGELHO FALSO (Gl 1.6-9)
Não se engane, o apóstolo Paulo alerta sobre os perigos de um falso evangelho que surge por aí e que conduz à ruína:
“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, senão que há alguns que vos perturbam e querem perverter o Evangelho de Cristo. Mas, ainda  que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos tenha pregado, sejá anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema”.
(OBS: Anátema tem o sentido de maldito, expulso do nosso meio, excluído ou excomungado nos ritos católicos).
4 – DOUTRINAS FALSAS (Hb 13. 9)
Não se engane, o autor de Hebreus alerta sobre doutrinas estranhas que existem por aí:
“ Não vos deixeis envolver por doutrinas várias e estranhas, porquanto o que vale é estar o coração confirmado com graça e não com alimentos, pois nunca tiveram proveito os que com isto se preocuparam”.
5 – ADORAÇÃO FALSA (Mt 15. 8,9).
Não se engane, Jesus alerta sobre adoração com os lábios, mas ausente no coração:
“Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. E em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens”.
6 – MINISTROS E APÓSTOLOS FALSOS (2 Co 11. 12-15).
Não se engane, o apóstolo Paulo alerta sobre falsos ministros e obreiros na Seara do Senhor, pois são enganação e anjos de luz de Satanás, não de Deus:
“Mas o que faço e farei é para cortar ocasião àqueles que a buscam (a verdade de Cristo) com o intuito de serem considerado iguais a nós, naquilo em que se gloriam. Porque os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, transformando-se em apóstolos de Cristo. E não é de se admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus (de Satanás) próprios ministros se transformem em ministros de justiça; e o fim deles será conforme as suas obras”.
7 – ORAÇÃO FALSA (Tg 4.3,4).
Não se engane, Tiago alerta sobre a oração que não agrada a Deus, pois soa falsa e egoísta:
“Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres. Infiéis, não compreendeis que a amizade do  mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.”
Oremos, pois, ao Pai em nome do Filho, Jesus Cristo, para que nos amplie a visão espiritual e o discernimento necessário para ver o invisível, ouvir o inaudível e sentir o insensível; para que, acima de tudo, não venhamos a nos iludir e cair nas astutas ciladas do tentador que a tudo e a todos quer confundir e enganar. Saibamos todos, então, que as experiências da vida e as Sagradas Escrituras nos ensinam que não basta falar de Deus, portar-se como um homem ou uma mulher de Deus, para que possamos identificá-lo/a como tal. Não é sem razão que presenciamos escândalos de toda natureza envolvendo pessoas que se fazem passar por servos e por servas do Deus Altíssimo, mas que, efetivamente, estão a serviço de Satanás! Duras palavras, certamente! Mas fique vigilante, pois a Bíblia já denunciava, desde os primórdios da Igreja e assim continua até hoje: existem, em nosso meio, tanto falsos pastores, falsos profetas, falsos apóstolos, falsas doutrinas, falsos ensinos, falso evangelho, quanto falsos messias, falsa adoração e falsas orações! Reflita sobre isso! E saiba discernir entre o que é verdadeiro e o que se passa por - tem toda a aparência – mas não é! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 20/11/2011).

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

CELEBRANDO COM FESTA A VOLTA DO PECADOR ARREPENDIDO

Em Lc 15.1-32 há a descrição de um momento em que Jesus sem responder diretamente à acusação dos implacáveis religiosos, fariseus e escribas, que O condenavam por receber e comer com pecadores, conta-lhes parábolas sobre a importância de buscar e acolher os perdidos (pecadores). Assim narra sobre a ovelha perdida, a moeda perdida e o filho que se havia perdido, o pródigo. Sobre a última parábola precisamos aprender algo mais, a despeito do quanto já se ensinou e pregou sobre ela.
Você gosta de festa? Gosta de um banquete? E se esse banquete tiver muita comida e em especial um novilho inteiro cevado em honra a um irmão/uma irmã que após ter se afastado do convívio da família, estiver arrependido e voltar em busca de consolo, ajuda e acolhimento? Como você reage?
Há três grandes personagens na parábola. O filho mais novo que quis buscar autonomia e independência, pediu sua parte na herança e partiu; após gastar tudo, passa dificuldades e, arrependido, retorna todo envergonhado, mas com coragem para enfrentar as conseqüências de seus atos. O pai que aceita a partida do filho, mas que graciosamente o recebe de volta, sem acusações ou recusas, ao contrário confere-lhe honra e dá uma festa em sua homenagem, feliz pelo regresso do filho pródigo. E o outro filho, o irmão que não havia partido, ficara na casa do pai, trabalhando duro e zelando pelas coisas do pai. A Bíblia afirma que quando o filho pródigo voltou para casa, o pai mandou matar um novilho cevado (bem tratado e especialmente alimentado para engordar) e preparou uma grande festa, porque estava muito alegre com a volta do filho que se havia perdido. O destaque que desejo dar a esta reflexão está focado na pessoa e nas ações do filho que havia ficado e permanecera em casa, ao lado do pai. Este filho, o mais velho, voltava de um dia de trabalho, viu a agitação dos preparativos da festa em honra e homenagem ao irmão que voltara. Mas não quis participar da festa. Por quê? Será que era vegetariano, portanto seria uma questão dietética? Ou, então, era defensor dos direitos dos animais, portanto seria uma questão jurídica? Não, infelizmente, não era por nenhuma dessas razões! O irmão do filho pródigo era um legalista, e para alguém assim nada é mais ofensivo do que a liberação da Graça sobre o pecador. O novilho cevado representa, espiritualmente, algo que está impregnado pela Graça que é liberada, pelo Pai, aos que ama. Então, podemos compreender que há três tipos de temperos que estavam sobre o novilho cevado:
I – O NOVILHO CEVADO ERA TEMPERADO COM MISERICÓRDIA.
Mas o filho mais velho não gostava de nada que fosse temperado com misericórdia. Para ele era tudo uma questão de justiça.
- Ele se revelou assim quando se recusou a participar da festa que o pai promovera para o irmão, que segundo ele não era merecedor de nada. "Ele se indignou e não queria entrar" (v. 28). Parece um menino mimado em cenas de imaturidade explícita. Os criados entraram; ele, não. Esse filho representa aqueles que não vibram quando os pecadores se arrependem. O Espírito convence, o pecador se converte, mas esse cristão não celebra. Aquele novilho cevado parecia estar salgado demais para ele.
- Ele se revelou assim quando se recusou a considerar como irmão o que estava sendo festejado. Vejamos a afirmação dele no v. 30: "vindo, porém, este teu filho...". Por que não disse "meu irmão"? Porque em seu coração já não mais considerava o outro como irmão.
- Ele se revelou assim quando se recusou a aceitar o arrependimento do irmão no v. 30b – “ desperdiçou os teus bens com as meretrizes". É curioso como ele exagera os pecados do irmão. O texto não afirma que o jovem pródigo gastou o dinheiro com meretrizes. Segundo o v.13 ele “dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente”. Mas para o irmão mais velho, não havia dúvida, havia gasto tudo com prostitutas!
II – O NOVILHO CEVADO ERA TEMPERADO COM HUMILDADE.
Mas o filho mais velho não gostava de nada que fosse temperado com humildade. Para ele era tudo uma questão de merecimentos e méritos. Então, esse tempero não fazia parte da cozinha do filho mais velho. Ele, batendo no peito, disse cheio de orgulho: "...há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu" (v. 29). Essa declaração de perfeição revela um desconhecimento da própria pecaminosidade. Coisa feia é alguém ficar se elogiando. Lembra o fariseu que foi orar: "Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens..." (Lc 18.11). Tiago explica por que ninguém deve dizer o que o filho mais velho disse: "Pois qualquer que guardar toda a lei, mas tropeçar em um só ponto, tem-se tornado culpado de todos" (Tg 2.10); depois, Tiago acrescenta: "Pois todos tropeçamos em muitas coisas" (Tg 3.2). Certa vez, discutindo com os judeus, Jesus disse: "Não vos deu Moisés a lei? No entanto nenhum de vós cumpre a lei" (Jo 7.19). Na verdade, o filho mais velho estava com ciúme. E o ensino bíblico sobre o ciúme não é agradável: "Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e toda obra má" (Tg 3.16).

III – O NOVILHO CEVADO ERA TEMPERADO COM COMUNHÃO.
Mas o filho mais velho não gostava de nada que fosse temperado com comunhão. Para ele que dava tanta importância à justiça e aos méritos próprios, o irmão perdera o direito de comunhão, uma vez que tomara a decisão de sair de casa e depois de gastar tudo, não poderia mais ter comunhão, pois perdera sua oportunidade. Com a festa e o novilho cevado, reatava-se a comunhão do filho rebelde com o pai perdoador. Mas vejamos o que o filho mais velho diz ao pai: "...nunca me deste um cabrito para me alegrar com os meus amigos" (v. 29). Dá a entender que ele trabalhava para o pai porque tinha interesse em receber coisas de volta. Ele queria novilho cevado com o tempero do retorno, da recompensa e da premiação. Vejamos a resposta do pai: "Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu" (v. 31). Ele morava com o pai, mas parece que não sabia que tudo era seu. O filho mais velho morava com o pai, estava sempre perto do pai, mas não conhecia o seu coração. Ele trabalhava para o pai, mas não tinha intimidade com ele. Se tivesse, saberia que o pai passara todo o tempo esperando a volta do filho mais novo. Saberia que o pai orava pelo retorno do seu irmão. Saberia que seu pai não teria outra reação senão aquela. E, finalmente, saberia que aquela festa sempre estivera nos planos do pai!

Será se até hoje os religiosos e legalistas que  continuam se negando a "comer e beber" com os pecadores, ainda não entenderam o sentido e o significado da parábola do filho pródigo e as palavras de Jesus em Mt 9.12,13? O Senhor em resposta às críticas dos fariseus exclama: " Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes. Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar os justos, e sim pecadores ao arrependimento"?
E assim como com o jovem pródigo, acontece conosco em relação a Deus. Ele é Pai e, como na parábola, está sempre esperando que os rebeldes e pródigos da vida retornem a Ele. Saiba você que haverá, espiritualmente, um novilho cevado pleno de misericórdia, humildade e comunhão, enfim, cheio de Graça, reservado para você, se este for o caso! Está você com o Senhor, então, regozije-se e compartilhe com os outros das bênçãos que o Senhor tem concedido para você. Se, ao contrário, você não estiver com o Senhor, saiba que o espera com os braços abertos como somente o Pai sabe fazer!
Os braços abertos do Pai, assim estão e continuarão, à espera de filhos pródigos que se arrependam e retornam à Sua casa. A calorosa recepção e acolhida do Pai se dá – não porque os filhos tenham direitos, seja uma questão de justiça, ou por terem méritos e mereceram algo – mas por causa do Seu amor, que é incondicional e por Sua Graça, que é favor, mesmo aos que não o merecem. Reflita sobre isso! Antes que seja tarde demais, volte-se para Ele e será acolhido. Haverá uma festa celestial e a verdadeira família de Deus, aqueles e aquelas que são guiados/as pelo Espírito Santo se encherão de alegria pela doce e fraterna comunhão! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 13/11/2011).

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

A INSENSATEZ AFLIGE E CAUSA MORTE!


A insensatez está relacionada com o procedimento de quem não reflete e não pensa antes de agir. É, ainda, sinônimo de inconsequência, precipitação e atitude de estouvado. Em 1 Sm 25.2-42 há um conjunto de cenas que envolvem alguns personagens bíblicos em um episódio que muito ensina sobre insensatez e  suas consequências. 
I. A SABEDORIA QUE SALVA.
Abigail era mulher tão cheia de sabedoria e atrativa quanto seu marido era insensato e repulsivo. Quando foi informada, por um de seus servos, como os homens de Davi tinham sido insultados por seu marido, imediatamente começou a agir.  Ela se dirigiu rapidamente para o campo de Davi, levando consigo muitas provisões (v.18). Abigail intercedeu tão cortês e persuasivamente, que a ira de Davi foi aplacada e ele lhe disse: "Bendito o Senhor Deus de Israel, que hoje te enviou ao meu encontro". Quando voltou para casa, viu que o marido se mostrava incapaz de compreender a situação, devido à embriaguês e só no dia seguinte lhe explicou o que acontecera. Ele ficou atordoado com o perigo a que ficara exposto, devido à sua conduta. "E se amorteceu nele o seu coração e ficou ele como pedra". Dez dias depois, "feriu o Senhor a Nabal e este morreu" (v. 37, 38). Davi havia concedido a Nabal uma proteção especial; o havia honrado; indiretamente o fez prosperar; o saudou abençoando; mas, não encontrou em Nabal a hospitalidade desejada, nem generosidade necessária, tampouco a gratidão para com os benefícios recebidos. Durante muito tempo, os pastores de Nabal tinham levado suas ovelhas para pastar nos campos de Davi. Lá, receberam segurança, proteção e muitas vezes comida. Agora, Davi e seus homens, andando pelo deserto de Basã, precisaram de alimento. Nabal, a quem a Bíblia descreve como homem "duro e maligno em todo o seu trato", negou-se a ajudar aquele de quem sempre recebera ajuda. Isso encolerizou Davi. Tomando quatrocentos homens, ele partiu para destruir o ingrato e insensato Nabal. Abigail, ao se inteirar da atitude insensata do marido, saiu ao encontro de Davi, levando o suprimento de alimentos. Assim, conseguiu apaziguar a ira do futuro rei de Israel. A Bíblia descreve Abigail como sendo mulher de "bom entendimento". Entendimento, entre outras coisas, é a capacidade de descomplicar a vida, de fazê-la simples, de evitar problemas e criar soluções. Mas, quanto ao marido de Abigail, Nabal, a Bíblia o chama de filho de belial, perverso, maligno e insensato. Abigail, muito sinceramente e com grande tato, apresentou suas desculpas (v. 24,25), e rogou que sua oferta fosse aceita, como prova do perdão de Davi (v. 27). Este ficou profundamente comovido e deu graças a Deus por tê-lo salvo do crime que tencionava praticar, e enalteceu a prudência e sensatez de Abigail por tê-lo livrado de derramar sangue com suas próprias mãos (v. 33).
II. A INSENSATEZ QUE MATA.
Quando Abigail retornou ao Carmelo, onde havia um banquete, encontrou Nabal completamente embriagado. Mas na manhã seguinte, quando ela lhe relatou o perigo por que havia passado, violentas emoções lhe  provocaram um ataque de paralisia (v. 37). Ele ainda viveu por mais dez dias, mas então faleceu, pois feriu o Senhor a Nabal (v. 38). Não há no Antigo Testamento um termo hebraico próprio para expressar o conceito de um homem insensato. Em Salmos 14.1, "insensato" é aquele que vive como se Deus não existisse, ou como que, por não possuir o conhecimento de Deus, ele diz: Onde está o teu Deus! (cf. Sl 53.1/ Sl 115.1- 2). No original a expressão "coração insensato" é literalmente, "sem entendimento de coração"; o insensato é "aquele que vive sem o conhecimento de Deus". Nabal era insensato e estúpido, um homem de ânimo covarde; e, quando se compenetrou de quão perto de morte  sua loucura o havia conduzido, pareceu achar-se atacado de uma paralisia ou derrame cerebral. Receoso de que Davi ainda intentava prosseguir com seus intuitos de vingança, encheu-se de terror, e prostrou-se em uma condição miserável de irremediável insensibilidade. Dez dias depois, morreu.
CONCLUSIVAMENTE:
1) Davi compreendeu que não há espiritualidade em se opor aos tolos. Devemos nos sujeitar a Deus, Ele exercerá a vingança pelos Seus filhos.
2) O insensato sempre produz problemas para si mesmo e para seus familiares e os mais próximos.
3) Os outros são os que, muitas vezes, têm que resolver os problemas provocados pelos insensatos.
4) O insensato é sempre vítima de si mesmo.
5) A maioria dos problemas que o homem enfrenta pode ser resultante da sua própria insensatez.
6) Deve-se estar sempre pronto, assim como Davi, a ouvir conselhos sábios e ter o controle próprio para corrigir, ainda em tempo, os impulsos que levam alguém a praticar o mal.
7) Davi louvou ao Senhor por ter impedido que se vingasse com suas próprias mãos, tendo executado Nabal pela ofensa que lhe fora feita. Recebeu ainda um grande presente: informou Abigail que desejava tomá-la como mulher e ela consentiu. Sem dúvida Davi não só apreciou sua formosura, mas também seu caráter e fé no Senhor.
CARACTERISTICAS MARCANTES DE QUEM É INSENSATO:
v. 3. NÃO SE MOVE POR AFEIÇÃO: Nabal não se importava por ninguém, nem com sua esposa, família e servos.
v. 7. NÃO TEM CAPACIDADE DE REFLEXÃO: Nabal não considerou que se Davi quisesse usar de força, conquistaria o que quisesse.
v. 10,11. CONFIA NO DINHEIRO E NÃO EM RELACIONAMENTOS: Nabal estava desprezando um excelente contato com alguém que lhe poderia ser útil mais tarde por causa da ganância.
v.17. NÃO OUVE NINGUÉM: Não consegue ouvir conselhos e opiniões de outras pessoas.
v. 14b. FALA SEM REFLETIR: Baseia-se apenas em emoção; não dá oportunidade de pensar sobre o assunto antes de falar.
v. 37. JAMAIS ADMITE QUE ESTÁ ERRADO.
v. 36. É EGOISTA. SÓ PENSA E FAZ O QUE LHE AGRADA. Todos em sua casa, principalmente sua mulher, procuravam uma solução para a difícil situação que sua insensatez provocara, menos Nabal que se embriagava.
CONSEQUENCIAS DA INSENSATEZ:
O insensato não somente se prejudica, mas também aos que o cercam.
1) DESPERDÍCIO: Investir em quem é insensato é desperdício v. 21.
2) MALDIÇÃO: O insensato é causa de maldição para outros v. 22.
3) TRISTEZA: O insensato é causa de tristeza familiar v. 17.
É importante destacar: só o Senhor pode abrir o entendimento do insensato!
Finalmente, o que, ainda, ensina a Bíblia sobre o insensato:
Pv 23.9: Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
Pv 28.26: O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria será salvo.
E diante das situações que a vida apresenta, diariamente, você age como um sábio ou como insensato? (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 06/11/2011).

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

AS TENTAÇÕES NOSSAS DE CADA DIA!

Em Mt 4.1-11 Jesus é levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado pelo Maligno. Havia, portanto, um propósito na missão. No deserto, após jejuar por quarenta dias e quarenta noites, eis que Jesus teve fome. E este foi o momento que o inimigo escolheu para tentá-Lo. Extraímos alguns ensinamentos deste episódio:
Fisicamente Jesus estava debilitado após a quarentena de jejum, e este foi o momento escolhido pelo inimigo para atacar. É sempre assim, também conosco. Como o Senhor o inimigo conhece nossas necessidades. Só que, ao contrário de Jesus, o inimigo (tentador, como se refere o texto) não quer supri-las, pelo menos não graciosamente. Para Satanás tudo tem um preço. E ele sempre está disposto a cobrá-lo. Jesus utiliza duas armas poderosas para confrontar o inimigo: o discernimento espiritual que possuem os que são guiados pelo Espírito Santo (Rm 8.14) e os textos sagrados que constituem a Palavra de Deus. O que, realmente, significa discernir e discernimento? Discernir é ver distintamente; discriminar, distinguir, conhecer, avaliar bem; apreciar, medir. A nossa vida é vivida mediante propostas que nos são colocadas a cada dia e sobre as quais precisamos discernir sobre a mais adequada ou mais conveniente, espiritualmente ou não. Precisamos fazer as escolhas certas, conhecer mais a Bíblia e seu ensino, e nos deixar ser guiados pelo Espírito Santo, para sermos, de fato, considerados filhos e filhas de Deus. O apóstolo João destaca em I Jo 2.15-17 que não devemos amar o mundo, nem as coisas que nele há, porque quem assim procede não tem o amor de Deus em si, uma vez que TUDO o que há no mundo são aspectos da fraqueza humana, que não procedem de Deus e são a concupiscência (o desejo) dos olhos, a concupiscência da carne e a soberba da vida. Portanto, é exatamente nessas áreas que os ataques satânicos acontecem. As três tentações feitas a Jesus mostram que visavam atingir os desejos da carne (transformar pedras em pães e saciar a fome), da soberba da vida (atirar-se do pináculo do templo para provar que podia fazê-lo) e os desejos dos olhos (contemplar os reinos do mundo e sua glória para cobiçar seus domínios).  Vejamos cada uma das tentações e seus efeitos:
I – NECESSIDADES FÍSICAS NÃO PODEM SER MAIS IMPORTANTES QUE AS ESPIRITUAIS.
Alimento é importante e sacia a fome. Mas não só de alimento vive o homem (parte física e material), mas de toda a palavra (parte espiritual). Jesus cita Dt 8.3 e aprendemos que o Senhor faz uso das aflições da vida para nos ensinar que não é o material que nos trará sentido a vida, mas o espiritual. Viver a Palavra de Deus e andar em comunhão real com Ele nos trará mais vida que o alimento físico que sacia o corpo. Satanás e seus agentes do mundo nos fazem propostas empolgantes que visam saciar o corpo e nos proporcionar bem estar físico e material. São empolgantes porque visam atingir a concupiscência da carne. Deus atende aos apelos nossos por alimento e bem estar espiritual. Mas o alvo do Senhor é que busquemos em primeiro lugar o Seu Reino e a Sua justiça, e todas as demais coisas nos serão por Ele supridas. Tudo é uma questão de prioridade. Em primeiro lugar, alimentar o espírito é a ordem de Jesus (Mt 6.33). Enquanto Deus nos oferece bênçãos permanentes e Sua Palavra, e com ela vencemos as astutas ciladas do Maligno (1 Jo 2.12-14), o ele, por sua vez, nos oferece o mundo e seus temporários, mas embriagantes prazeres (I Jo 5.19). A decisão é de cada um; mas para mim, Tudo que é importante na vida deve depender de Deus e de Sua vontade.
II – CONHECIMENTO SEM DISCERNIMENTO E TEMOR A DEUS PODE LEVAR O SER HUMANO À QUEDA.
Satanás demonstra que conhece a Palavra de Deus ao citar o Sl 91.11,12. Mas seu propósito era firmar sua própria exaltação. Sabemos que tudo deve exaltar Deus e não a nós, por isso Jesus nos ensinou, ao longo de Seu ministério, que importa que o Pai seja exaltado. Aprendo aqui que somente devo aceitar propostas que glorificarão a Deus, não a mim.
III – NÃO NOS ILUDAMOS: O REINO DE DEUS É MAIOR E MELHOR DO QUE TODOS OS REINOS DO MUNDO
Satanás oferece mais facilidades para quem lhe dá ouvidos: basta se prostrar e  adorá-lo e ele (o tentador) promete todos os reinos do mundo e a glória deles. Você acredita? Então, siga em frente. Quem não tem discernimento espiritual algum sempre cai em suas astutas ciladas.
Qual é realmente o foco de sua vida? Os seus desejos são todos os que satisfazem ao corpo, aos olhos e à soberba da vida? Então, faça suas escolhas e suporte suas consequências.
Rm 14.17 nos ensina que tudo que vem de Deus (do Seu Reino) produz justiça, paz e alegria no Espírito Santo.
Rm 12.1,2 nos ensina, por sua vez, que o Reino de Deus é alcançado através da renúncia e do sacrifício vivo e em ação do corpo, pelo culto racional.
Portanto, aprendamos e pratiquemos o que temos aprendido:
que ao Senhor Deus se deve adorar e só a Ele servir.
que tudo que elimina, reduz ou suprime nosso tempo para Deus é do Maligno.
e que a prosperidade não vem das riquezas, mas do Senhor.
Finalmente, acrescento: não se fica, necessariamente, próspero por trabalhar muito por dia, mas sendo fiel a Deus em tudo. De nada adianta o sucesso nesta vida se disso resultar fracasso na eternidade. Pense nisso! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 30/10/2011).

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

DESAFIOS, CONFRONTOS, SUPERAÇÃO E CONQUISTA!

1 Samuel 17.1-54 nos descreve uma história de confronto entre desiguais, em que a vitória extraordinária do menor sobre o gigante aconteceu quando tudo se mostrava contrário. Em guerra contra os filisteus, Israel se depara com algo terrível. Havia um guerreiro gigante entre eles, que parecia invencível. Seu nome era Golias e ele estava desafiando, ameaçando e humilhando o povo de Israel. Ele era um guerreiro profissional, com vasta experiência em combates; era o orgulho dos filisteus, o grande campeão dos inimigos de Israel. Golias estava tão certo da vitória contra os israelitas, que propôs que houvesse um duelo, uma luta entre dois guerreiros apenas, cada um representando o seu povo. O povo do guerreiro derrotado se tornaria escravo do povo do guerreiro vencedor. E assim durante 40 dias Golias humilhou o povo de Israel. Ninguém se atrevia a descer e a enfrentar o gigante, que além da altura descomunal (quase 3 metros), era dotado de extraordinária força física e estava muito bem armado. Até que surgiu Davi. O jovem pastor de ovelhas não era um guerreiro, mas quando ouviu as provocações do gigante, ficou perplexo porque ninguém se oferecia para enfrentá-lo. Indignado, Davi vai ao ribeiro, apanha cinco pedras lisas (v.40) e com sua atiradeira vai enfrentar o gigante. Podemos, por analogia, compreender que cada pedra represente algo que um/a verdadeiro/a e ungido/a guerreiro/a do Senhor precisa ter quando se dispõe a enfrentar um gigante:
1. É PRECISO TER CORAGEM NECESSÁRIA PARA SE DISPOR A ENFRENTAR O INIMIGO.
Davi demonstrou não estar com medo do gigante. Chegou-se para o rei Saul e lhe disse: “Ninguém deve ficar com o coração abatido por causa desse filisteu; teu servo irá e lutará com ele” (v. 32). Às vezes, ficamos impressionados com o tamanho do gigante que nos cerca; certos problemas são como gigantes que não conseguimos abater e ficamos receosos e amedrontados, mesmo. Davi não teve medo, apesar das circunstâncias totalmente adversas. Será que ele era tão ingênuo assim? Ou será que foi porque ele tinha outra visão do problema? Lendo o texto nos parece que os soldados de Israel se comparavam com o gigante e se intimidavam. Davi, não pensou assim. Ele comparava o poder do gigante com o poder de Deus, e daí extraiu coragem.
2. É PRECISO TER NECESSÁRIA PARA ENFRENTAR GIGANTES USANDO O NOME DO SENHOR.
Davi teve fé, uma firme e decidida convicção. Para convencer o rei de que tinha alguma experiência com as lutas da vida, ele disse: “O Senhor que me livrou das garras do leão e das garras do urso me livrará das mãos desse filisteu” (v. 37). Davi não pressupôs que ele mesmo tivesse alguma força, mas atribuiu ao Senhor suas vitórias sobre um leão e sobre um urso. E estava convicto e pleno de fé de que o mesmo Senhor lhe daria, também, esta outra vitória. Sem fé uma pessoa se encolhe, se esconde, empalidece, enfraquece, esmorece, estremece e esquece o que deveria fazer; mas com fé, a pessoa reúne forças, vai à luta e vence o inimigo.
3. É PRECISO TER A NECESSÁRIA COMPETÊNCIA PARA SE DISPOR A ENTRAR EM CONFLITO.
O rei Saul quis ajudar Davi a se preparar para a luta e colocou nele armas pesadas, bonitas, caras e que pareciam adequadas para um guerreiro. Mas a cena ficou ridícula, e Davi devolveu as armas de Saul, dizendo: “Não posso andar com isto, pois nunca o usei” (v. 39). Este entendimento é muito importante: você só vai conseguir utilizar as armas que Deus lhe dá, se você estiver habituado com elas. A Bíblia é espada de dois gumes, e muito poderosa, mas infelizmente há pessoas que não estão acostumados a manejá-la. E assim, ficam expostos ao perigo. Recomenda-se, pois, que todo guerreiro de Cristo tenha intimidade com as armas espirituais: a Palavra de Deus, a oração, a adoração, a obediência. Davi se preparou conveniente e competentemente: foi ao ribeiro e escolheu cinco pedras lisas e as colocou em sua bolsa, levando também sua atiradeira (v. 40). Como pastor de ovelhas ele era competente; no uso de pedras com a atiradeira para afugentar animais ele era competente! Portanto, com as armas adequadas, segundo sua competência, ele seria vitorioso!
4. É PRECISO TER A CONFIANÇA NECESSÁRIA PARA OUSAR E CONFRONTAR.
Davi disse ao gigante: “Tu vens contra mim com espada, com lança e com escudo, eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel, a quem tens desafiado” (v. 45). O gigante filisteu zombou de Davi e de suas armas. Mas quando partimos em nome de Deus, seremos sempre vencedores. O gigante achava que entendia tudo de lutas e combates, mas Davi foi ao encontro dele “em nome do Senhor dos Exércitos”.  Provérbios 21.31 afirma que : “...o cavalo prepara-se para o dia da batalha, mas a vitória vem do Senhor”. Portanto, a vitória:
não vem da sabedoria humana,
não vem de esperteza em lidar com os gigantes da vida,
não vem da sofisticação dos recursos.
não vem da potência das armas.
A vitória vem do Senhor, o Deus Todo-Poderoso e Fiel!
A Bíblia diz que Deus é Senhor de tudo, inclusive “Senhor dos exércitos”.
5. É NECESSÁRIO PARTIR DECIDIDO PARA A CONQUISTA QUE É OBTIDA COM CORAGEM, FÉ, COMPETÊNCIA E CONFIANÇA PARA A VITÓRIA.
Davi correu ao encontro do gigante, e atirou nele uma pedra. Atirou e acertou. Foi uma pedra só; era a pedra da conquista. O gigante caiu, fazendo muito barulho na queda e foi derrotado (v. 49). Com toda a sua experiência nos campos de batalha, com todas as armas que ele trazia consigo, ainda assim o gigante perdeu. Por que perdeu? O gigante perdeu porque zombou de Deus, e de Deus ninguém deve zombar. Ele é um Deus que nos criou, nos protege, nos sustenta e nos ama, nos abençoa, mas também quer ser levado a sério. Ele não quer que o nome dEle seja usado em vão. Ele quer que sua Palavra seja observada. A Bíblia deixa claro isso quando diz: “Horrível coisa é cair nas mãos do Deus vivo” (Hb 10.31). Deus é amor e é fiel, mas, igualmente, é fonte da justiça. Se você O amar, adorar e servir, Ele colocará a vitória em suas mãos, como fez com o jovem Davi. Davi venceu o gigante zombador. Venceu porque Deus lhe deu a vitória! É imensa a tentação de pensar que a vitória é produto do próprio esforço do homem. Davi não pensou ou disse algo assim; ao contrário, o que Davi disse no Sl 40.17 foi que: “Eu sou pobre e necessitado, porém o Senhor cuida de mim. Tu és o meu amparo e o meu libertador; não te detenhas, ó meu Deus”. Pense e aja como Davi que se dispõs a enfrentar o gigante, com coragem, competência, confiança e fé, superando seus limites, aí a conquista acontecerá, graças a Deus! Reflita sobre isso e seja um/uma vitorioso/a!(Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 23/10/2011).

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

DEPENDE DE VOCÊ!

Mc 10.46-52: o texto, em sua perícope, descreve o momento em que Bartimeu, em dupla condição de miserabilidade, porquanto cego e mendigo, teve um encontro com Jesus. E aí presenciamos o milagre: quem não via, passa a ver! É certo que Bartimeu teve fé e a cura veio em resposta a sua fé. Mas, neste instante, quero levar você a uma reflexão que permita perceber que o milagre em sua vida DEPENDE DE VOCÊ quando soma fé e iniciativa!
I – ANTES E ATÉ AQUELE MOMENTO, BARTIMEU VIVEU SOFRENDO SOZINHO, PERDIDO E SEM ESPERANÇA!
Passado e presente se misturavam e lhe traziam à lembrança seu estado: cegueira, pobreza, mendicância, sofrimento, angústia, ausência de paz, completa falta de perspectiva de futuro. Quantos castelos, sonhos sonhados, mas não concretizados! Quantos projetos elaborados, mas não efetivados! Os castelos assemelhavam-se aos construídos na areia, e que são levados pelas águas do mar! E mais uma vez, a tentativa de prosseguir, mas tudo era ilusão! Um temporal novamente se formou e mais uma vez lágrimas de frustração rolaram. Aí então você – estando hoje na mesma situação do cego Bartimeu – pode descobrir que só tem uma solução!
II – A PARTIR DO ENCONTRO COM JESUS, BARTIMEU SE SENTE ACOLHIDO, CURADO E SALVO!
Saiba que Deus – assim como Jesus fez com Bartimeu – pode mudar esse quadro. O seu estado é lastimável. Você está cego, espiritualmente você nada vê. Seu estado é deplorável! Mas mesmo assim, Ele ama você! E se você O quiser Ele muda num momento a sua vida. Depende de você e Jesus muda esse quadro. Só depende de você!
Como?
Encontre-se com Jesus. Entregue a Ele todo o seu viver. Renda-se a Jesus e você será liberto! Mas depende de você!
Bartimeu estava ali à beira do caminho. Ouviu que Jesus estava passado e clamou por Ele. Mesmo quando muitos o repreenderam por sua insistência, ele continuou a clamar por compaixão. Jesus ouve seu clamor, para e manda chamá-lo. De pronto, Bartimeu age, levantando-se de um salto, lançando fora sua capa, vai ao encontro de Jesus.
Jesus ao vê-lo faz uma pergunta: que queres que Eu te faça? E a resposta do cego foi: Mestre, que eu torne a ver? Jesus, então, simplesmente respondeu: Vai, pois a tua fé te salvou! Jesus é extraordinário e sempre excede, até nas bênçãos concedidas: além da cura física, a cura definitiva da alma (a salvação)! Assim, Bartimeu tomando a iniciativa, teve fé e entregou toda a sua sorte e sua vida a Jesus. E obteve cura e salvação. Assim como aconteceu com Bartimeu ontem, pode acontecer como você, hoje!
De igual modo, se lhe interessa, tome a iniciativa, faça sua parte, clame por Jesus e seu quadro mudará, só depende de você! Reaja e não se conforme com seu estado. Não se conforme com a dor, o medo, a aflição, a angústia, o desespero, a solidão, a doença, a incapacidade física. Reaja! Entregue seu viver a Jesus, e Ele mudará sua sorte e lhe concederá cura, libertação e salvação! E aí você recomeçará, parando de sofrer! Sua vida vai mudar! Só depende de você! E que assim como Bartimeu, após a cura física e a salvação alcançada, você passe a seguir Jesus, estrada fora (v.52b), como somente os discípulos continuam fazendo! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 16/10/2011).

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

A RESPEITO DOS QUE NÃO QUEREM SE ENVOLVER COM JESUS CRISTO

Mt 27. 11-26 descreve os momentos em que Jesus está de pé diante do governador romano Poncio Pilatos, submetendo-se a interrogatório, é setenciado à morte e em seguida é açoitado e entregue para ser crucificado. Na qualidade de governador e procurador romano (26 a 36 d.C), Poncio Pilatos exercia pleno controle sobre a província da Judéia, estando sob suas ordens o exército de ocupação composto por uma tropa de 2.500/ 5.000 homens. Ele tinha poderes de vida e morte, podendo condenar e reverter sentenças capitais. Nomeava os sumo-sacerdotes e controlava o templo e seu fundo monetário. As vestimentas sacerdotais estavam sob sua custódia, e só eram entregues em épocas de festas, quando o procurador vinha para Jerusalém. Para a história do cristianismo sua participação se resume à autorização da morte de Jesus Cristo. Flavio Josefo, historiador, afirma que Pilatos desviava dinheiro do templo e massacrou, sem motivos, alguns samaritanos. Pilatos era descrito, ainda, como homem servero, teimoso e corrupto. Para Eusébio de Cesareia, em sua História Eclesiástica, Pilatos caiu em desgraça junto ao imperador Calígula e cometeu suicídio, alguns anos depois dos fatos narrados pelo evangelista Mateus. É a esta autoridade romana que Jesus é enviado, pelos principais sacerdotes e anciãos do povo (Mt 27.1,2), para julgamento. Mas Pilatos logo descobriu que as autoridades religiosas, assim como o povo ali presente, não queriam julgamento, mas simplesmente a sentença de condenação. Embora nada tenha encontrado em Jesus que O condenasse, mesmo sabendo que tudo era uma grande encenação para a sentença de morte, Pilatos cede a pressão e “ lava as mãos”.
Lavar as mãos, depois de tomar uma decisão, pode acalmar a consciência, revela um recente estudo publicado na revista Science e desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos. O gesto, aliás, assume um simbolismo em diversas vertentes. É a limpeza mais premente.
E o que vemos no v. 24 é que Pilatos manda vir água e lava as mãos, afirmando: “Estou inocente do sangue deste justo; fique o caso convosco!”. Daí vem a expressão "lavar as mãos como Pilatos", vista como uma forma de valorizar a escolha feita, tornando-a definitiva. Tecnicamente denominado de "dissonância cognitiva", este gesto ajuda a aliviar o sentimento de desconforto na mente causado pela escolha entre duas ideias, sendo que, em alguns casos, pode até demonstrar algum desprezo pelas alternativas recusadas. Mitologicamente a água era vista como um elemento capaz de purificar comportamentos imorais e, para os responsáveis deste estudo, Spike W. S. Lee e Norbert Schwarz, pesquisadores de Michigan, “lavar as mãos também pode expurgar vestígios incômodos de decisões passadas, reduzindo a necessidade de justificá-las”.
Após sonhar com Jesus a mulher do governador romano manda avisar seu marido (v. 19) para que não se envolvesse com a condenação de Jesus por que Ele era justo. Mas o que aquela mulher não sabia, e muitos, até hoje, não sabem, é que é impossível não se envolver com Jesus Cristo. Toda a humanidade, consciente ou inconscientemente, está envolvida com Cristo (Jo 3.17,18) e esse envolvimento acontece em duas perspectivas:
I – O ENVOLVIMENTO COM JESUS PODE OCORRER EM UMA PERSPECTIVA NEGATIVA
Este tipo de envolvimento se dá quando ocorrem:
1. INDIFERENÇA: quem age de forma indiferente à pessoa de Jesus Cristo comete a maior das blasfêmias, pois não está à parte de Deus, mas desprezando Deus.
2. INCREDULIDADE: quem age de forma incrédula, sequer é ateu, mas alguém que nega a fé através de atos e atitudes.
3. PRÁTICAS PECAMINOSAS OU SIMPLESMENTE POR SE “LAVAR AS MÃOS”: quem age e vive em prática do pecado está envolvido negativamente com Jesus, agredindo Seus princípios e mandamentos; quem vive assim atrapalha a obra de Cristo (Mt 12. 30: “quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”. Quem age e vive “lavando as mãos”, exime-se do sentimento de culpa e “se esconde” diante de uma suposta “verdade”
II – O ENVOLVIMENTO COM JESUS PODE OCORRER EM UMA PERSPECTIVA POSITIVA
Este tipo de envolvimento se dá quando ocorrem:
1. Fé (Hb 11.6): quem age com fé está comprometido com Cristo.
2. Obediência (Hb 11.7-9): pela obediência valorizamos o sacrifício de Jesus.
3. Amor (1 Co 13.13): o amor é o mais forte elemento de visualização de Deus em nossa vida. O amor é a síntese da obra de Deus e da entrega de Jesus Cristo, em nosso favor. Quem ama “se envolve” com o outro sempre, em atitudes de solidariedade, compaixão e alteridade. Quem ama serve e se preocupa com o bem-estar do outro.
De todo esse episódio, extraímos:
1) A mulher de Pilatos pediu que ele não se envolvesse. Se em sonho viu que Jesus era inocente das acusações, por que não pediu ao marido que se envolvesse sim, mas em um julgamento sério e justo. Por que não interveio a favor do justo Jesus?
2) Se mesmo após se certificar que Jesus era inocente das acusações, por que Pilatos não se impôs como autoridade romana e decidiu ali mesmo ou, então, pediu tempo para averiguações e comprovações das acusações feitas contra Jesus?
3) Finalmente, para se eximir e demonstrar publicamente que não poderia se responsabilizar por aquela condenação, eis que Pilatos lava as mãos e entrega Jesus aos carrascos!
E quanto a você? Qual seu nível de envolvimento ou comprometimento com Jesus? Pilatos lavou as mãos. Você vai fazer o mesmo?
Ainda hoje, diante de uma situação adversa que exige uma tomada de posição de confronto, você age e se posiciona mesmo contrariando interesses, ou simplesmente tal como Pilatos “lava as mãos"?
Lendo e relendo qualquer um dos quatro evangelhos, não se encontra Jesus vacilando ou cedendo às pressões. Ao contrário, o que exaustivamente identificamos é a postura do Senhor em confronto com os religiosos (fariseus, escribas e doutores da Lei), porquanto os via como hipócritas! Faça você a sua parte, posicione-se a favor ou contra Jesus, mas, por favor, não "lave as mãos"! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 09/10/2011).

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

DEUS NÃO DESISTE DE VOCÊ!

O livro de Isaías pode ser dividido em duas grandes seções, a primeira constituída pelos capítulos 1 a 39, com o julgamento com promessa (em que o profeta condena com firmeza os pecados do povo, que com sua conduta ofende a Deus, e profetiza a derrocada, a queda e o exílio) e a segunda, capítulos 40 a 66, com o consolo com julgamento (em que se destacam vibrantes discursos de consolo dirigidos aos israelitas já exilados, e que não mais acreditavam na redenção divina). Na parte inicial da segunda seção, após a desventura da destruição descrita na primeira, lemos que o povo que se encontrava no exílio, que se sentia abandonado e perecia espiritualmente, vê surgir o cumprimento da promessa de redenção.
Is 41.1-20 descreve uma situação em que o Senhor anuncia a saída de Israel do cativeiro, com destaque para o v. 10:"não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel".
I - O QUE FAZER DIANTE DE UMA CRISE OU SITUAÇÃO MUITO DIFÍCIL
Para sair de uma situação adversa, não há outra forma que não a de se submeter à vontade de Deus, abandonar as convições próprias e depender mais dEle. É preciso, ainda, vencer a ansiedade, pois é ela que destrói nossa paz. É muito difícil esperar, mas temos que confiar nAquele que trabalha por nós. Deixe de se debater, acalme suas emoções e continue acreditando na promessa. É preciso,de igual modo, vencer a incredulidade. Cansadas de esperar, muitas pessoas têm sido derrotadas por esse mal que tem três aspectos frustrantes. O primeiro deles é quando as pessoas não acreditam mais nos seus sonhos. O segundo é quando as pessoas se deixam contaminar por essa interferência e passam a não acreditar em si mesmas. O terceiro e último aspecto é o pior de todos, acontece quando as pessoas deixam de crer naquilo que Deus prometeu e pode fazer nas suas vidas. Precisamos vencer esses inimigos da espera para alcançar a benção. Não desista, antes, aprenda que Deus não desiste de você!
II - O DEUS QUE FEZ MARAVILHAS ONTEM, É O MESMO QUE FAZ HOJE
O que aconteceu no texto de Isaías continua acontecendo hoje. Assim como não desistiu de um povo, embora infiel, O Senhor não desistiu de você! Deus não desistiu:
- de Abraão, mesmo quando se acovardou e mentiu diante de faraó, dizendo que Sara era sua irmã e não sua esposa.
de Moisés, mesmo quando titubeou e não queria aceitar a missão de libertar o povo do cativeiro egípcio.
- de Davi, mesmo quando adulterou com Bate-Seba e foi o responsável pela morte de seu marido.
- dos apóstolos (todos eles), mesmo quando um O negou (Pedro), outro (Tomé) não acreditou em Sua ressurreição, e todos os demais que fugiram por ocasião de Sua prisão, temerosos de serem sentenciados à morte pelas autoridades romanas e judaicas.
- de Paulo, mesmo quando, no início, perseguia implacavelmente os discípulos de Cristo.
E quanto a você? Você é filho/a de Deus. Portanto creia na verdade do texto sagrado (v.9-13): Jesus o/a escolheu e Ele não o/a rejeita. Não tenha medo, porque o Senhor é com você. Não se assombre, porque Ele é o seu Deus. Ele o fortalece e o ajudará, e o sustenta com a Sua destra fiel. Eis que envergonhados e confundidos serão todos os que se levantarem contra você, eles serão reduzidos a nada, e os que com você contenderem perecerão. Pois o Senhor seu Deus o toma pela mão direita e lhe diz: “Não temas, que Eu te ajudo”. Ele, o Senhor, não desiste de você, nunca! Estas não são palavras minhas, mas do Senhor, pela profecia de Isaías.
Lembre-se que cada um de nós tem uma história, explicando melhor, formamos uma história, a partir de nossa própria história. Na trajetória de uma vida aprendemos que as histórias de resistência e edificação, não são geradas nos jardins floridos da nossa vida, mas nos desertos. Nas cavernas e nos desertos aprendemos a depender mais de Deus. A espera é um instrumento usado por Ele para nos preparar para a bênção. Mas sua bênção ainda não chegou e aí se pergunta:  E agora, o que fazer? Então, continue esperando, crendo nEle e em Sua Palavra:
Sl 37.5,7: "Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle, e o mais Ele fará...Descansa no Senhor e espera nEle".
Sl 40.1: "Esperei confiantemente pelo Senhor; Ele se inclinou para mim e me ouviu quando clamei por socorro"! Isto funciona e acontece conforme a fé dos que sabem esperar, sabendo que o Deus, que é Pai, não desiste nunca dos Seus filhos! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 02/10/2011).