sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

CREIO EM PROFECIAS, MAS NÃO EM PROFETAS DE PLANTÃO (Pr. Caio Fábio)

(...) Quem procura profecias acaba apenas encontrando profétidos e profetadas. Tenho dito que embora tenha ouvido muitas profecias, entretanto, dentre todas, muito poucas me vieram como genuínas. A maioria é coisa da vaidade do profeta; ou é insegurança dele; ou é fruto da pressão que fazem sobre o profeta (que fica na obrigação de atender a demanda); ou é cobiça e doença do profeta, tomado pelo espírito do adivinho que fatura sobre a impressão que causa nos tolos; ou pode ser mera capacidade de perceber, como acontece nos fenômenos de percepção psicológica; ou pode ser apenas para-normalidade, mas não algo que veio de Deus, tendo apenas vindo de uma capacidade de ler mentes, memórias e traumas. Por último, pode ser profecia. Todavia, a profecia genuína procura a gente, e não nós a ela. Além disso, uma profecia só pode ser aferida de dois modos. A primeira é pela coerência ou não com a Palavra. Se for coerente com a Palavra, dou ouvido, não para fazer qualquer coisa, mas apenas para guardar no coração como Maria fazia. A segunda é quando se trata de algo que não se referencia na Palavra, mas que não se choca contra ela; e, portanto, sem ansiedade, deve apenas ser guardada para fins de conferencia e cautela, mas jamais a fim de guiar a vida por ela. Tais profecias (do segundo tipo) só se provam verdadeiras ou falsas com o tempo. Por isto a sabedoria de Moisés mandou que se observasse o que foi profetizado. Pois, em sendo algo divino, cumprir-se-á com o tempo. As profecias, entretanto, especialmente no meio pentecostal ou carismático, acabam sendo um horóscopo de crente, uma consulta mesa-branca-evangélica. Entretanto, na maioria das vezes, o que prevalece no profeta é o espírito de domínio e controle do bruxo, ou, então, prevalece o espírito pagão dos consultantes. Já contei aqui no site que apenas uma vez na vida procurei um senhor com claros dons proféticos, e o fiz depois de 15 anos de observação. Todavia, quando estive com ele, devidamente disfarçado, pois não queria condicionar a mente do homem (se fosse o caso) — não perguntei nada, não disse nada, não informei nada. Daí o que ouvi naquele dia ter sido tão relevante para mim. Especialmente porque alguns anos depois, tudo começou a si cumprir, e sem qualquer participação minha. Outra coisa importante é que além de que não se deve buscar profetas e nem profecias, também não se deve viver em função delas. Pois, quando é assim, o homem vive pela fé na profecia, e não em Deus. E é muito fácil para a alma imatura passar a crer mais no profeta do que em Deus, e mais na profecia do que na Palavra. Ora, o fim disso é trágico, e você sabe bem do que estou falando. Fora tudo o mais, especialmente a Palavra escrita, Deus me fala muito em sonhos. Não os sonhos dos outros, mas os meus próprios. Assim, medito muito mais nos sonhos que tenho do que em qualquer profecia, especialmente porque com os anos vi que Deus me falava muito por aquele meio, o que me fez desenvolver bastante o dom de interpretação de sonhos. Mas, em geral, uso tal discernimento apenas para interpretar meus próprios sonhos. Entretanto, apenas corrijo rotas por meio deles, mas nunca estabeleço um programa de vida em razão deles. (Para saber mais sobre este homem de Deus e suas idéias consulte www.caiofabio.com.br).


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

IR À IGREJA, POR QUE? PARA QUE ?

Capturei na internet um texto – abaixo transcrito – e resolvi compartilhar com os leitores deste blog. Leia o conteúdo e reflita comigo:
“Um freqüentador de Igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou que não faz sentido ir à igreja toda semana. “Tenho ido à igreja por 30 anos”, ele escreveu, “e durante esse tempo ouvi uns 3 mil sermões. Mas não consigo lembrar de nenhum sequer... Assim, penso que estou perdendo meu tempo e os padres e pastores estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões.”
Esta carta iniciou grande controvérsia na coluna “Cartas ao Editor”, para alegria do editor chefe do jornal. Isso aconteceu durante semanas. O jornal foi recebendo e publicando cartas sobre o assunto, até que alguém escreveu o seguinte: “Estou casado há 30 anos. Durante esse tempo, minha esposa deve ter cozinhado umas 32 mil refeições. Mas não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma dessas 32 mil refeições. Mas de uma coisa eu sei: todas elas me nutriram e me deram a força de que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha esposa não tivesse me dado essas refeições, eu estaria morto. Da mesma maneira, se não tivesse ido à igreja para alimentar minha fome espiritual, eu estaria morto espiritualmente.”(Fonte desconhecida).“

Sempre que leio comentários desse tipo, convenço-me que o grande problema da humanidade é a religiosidade. Ela abraça o homem e o conduz às práticas de coisas que ele faz, ou por que os outros fazem, ou por que, simplesmente adquiriu o hábito. De uma forma ou de outra, o homem religioso parece agir mecanicamente, e embora freqüente igrejas e assista a cultos ou missas, na essência, não experimenta uma efetiva intimidade com Deus. Não consegue discernir que a essência de Deus é a doação, o amor, a justiça e a graça. Assim, ele não tem intimidade amorosa com o Pai, não sente a graça liberada pelo Filho e não tem o Espírito Santo, como justo companheiro e consolador. E mais: não tem muito relacionamento com seus irmãos, pois não os vêem como próximos. Para ele - o religioso - a freqüência aos templos - feitos por mãos humanas - ocorre meio que sem muito significado relevante. E é aqui que se percebe a grande diferença entre o discípulo de Cristo e os meros frequentadores de igrejas. Entende o discípulo que ele próprio é igreja – templo individual – e que vai à igreja – templo comunitário – para cultuar a Deus e para ter e manter relacionamentos solidários e eternos com os demais membros da família de Deus. Como discípulos nos portamos na Comunidade Comgraça e Paz (http://comungpaz.blogspot.com/) e nos sentimos maravilhosamente bem. Frequentamos a Igreja para ouvirmos sermões e cantarmos hinos ao nosso Deus, sim, mas também para nos integrarmos como família, recebendo graça e liberando graça. Daí sentimos que resulta crescimento espiritual, aconchego e intimidade com o Pai e com nossos irmãos. Enfim, no templo comunitário, experimentamos a alegria de At 4.32,33 (... um só coração...uma só alma... tendo tudo em comum....com abundante graça...).

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

A PRÁTICA DO BEM ( Mt 7.12)

Vivemos em um tempo em que sobressaem as ações egoístas, perversas e preconceituosas. Sendo maioria, praticamente elas sufocam aquelas ações que alcançam pessoas de forma generosa e benéfica. E tem mais: muitos são os que quando fazem algo bom e que beneficiam pessoas, comportam-se de forma bem visível, à espera de reconhecimento público por suas atitudes e ações “caridosas”. Para estes, a prática do bem é intencional, visto que procuram tirar algum tipo de vantagem. Sabemos que dentro e fora das igrejas e da “religião”, mais e mais pessoas são identificadas como “não do bem”, mas que quando fazem algo de bom, fazem para serem notadas e reconhecidas. Diferentemente dos religiosos, Jesus nos ensina que fazer o bem faz bem e em Mt 7.12 nos apresenta a “Regra de Ouro”, a manifestação prática do amor dos Seus verdadeiros discípulos. Orienta-nos Jesus quanto ao procedimento diário: o amor, sem egoísmos, deve ser a força motriz das nossas ações (1Co 13.4-8), concedendo ao próximo o que buscamos para nosso próprio bem. Precisamos chegar ao ponto máximo do amor e da fé em Deus, que é retribuir com o bem a qualquer pessoa que, por algum motivo, nos ferir ou fizer qualquer mal. Foi assim que Deus respondeu à rebelião e indiferença da humanidade, oferecendo-se em sacrifício, para nos salvar pela Graça (Ef 2.8-9). A “Lei e os Profetas” é uma referência a toda a Escritura Sagrada, tanto em sua letra como em seu pleno conteúdo (Rm 13.8-10; Mt 5.17). Façamos, pois, aos outros tudo quanto desejamos que nos façam a nós mesmos. Não por que a lei nos obriga, mas com a consciência da graça, sabemos que o amor é a essência de tudo, posto que “o amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” ( Rm 13.10).