sábado, 8 de agosto de 2009

A DECISÃO VITAL: ESTAR PERTO DE DEUS OU LONGE DELE!

O livro de Jonas em todos os seus quatro capítulos nos descreve momentos importantes e reveladores na vida do profeta. Lanço o meu olhar, inicialmente, sobre os versículos 1,2 e 3 do primeiro capítulo: “Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai, dizendo: Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do Senhor, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do Senhor.” Vamos desdobrar o texto em duas partes e extrair algumas conclusões:
I – PESSOAS QUE DECIDEM ESTAR LONGE DA PRESENÇA DO SENHOR
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Há pessoas assim, que se dispõem a estar longe de Deus. Não querem Sua aproximação, simplesmente não acreditam nEle. O que sabemos de tudo isso? Que há dentro de cada um de nós – seres humanos – um conflito pessoal muito forte e latente. A questão é: Deus existe? Se não existe, tudo o que falam sobre Ele é mentira e não se deve perder tempo com essa questão. Se existe, mesmo que falem maravilhas sobre Ele, muitos são os que podem até aceitar Sua existência, mas não querem envolvimento, menos, ainda, compromisso com Ele. Enfim, eis o conflito latente: há dupla vontade no confronto interior: há a vontade de obedecer e ser fiel a Ele, seguir Sua orientação, sentir-se parte integrante de Sua grande família, sentir-se filho, amado, protegido, co-herdeiro com Cristo das promessas terrenas maravilhosas e da vida eterna. Há os que não acreditam nEle, ou que, mesmo até acreditando, por opção religiosa oriunda de tradição familiar, na realidade não seguem Sua vontade. Pessoas assim fazem o que bem entendem, somente fazem o que lhes agrada. Tomam suas próprias decisões e em nada consultam ao Senhor, efetivamente preferem estar longe da presença de Deus. Por isso fogem de Sua presença, como se tal fosse possível! Pessoas como Jonas que fogem da presença de Deus, sempre descem. Jonas para fugir, desceu para Jope para lá tomar o navio para Társis. Pessoas que fogem do Senhor não sobem, sempre descem. Descem em pensamento: Jonas teve uma atitude corrompida pela baixeza de uma mente agressiva, cheia de ódio contra os ninivitas Descem em atitudes: no navio Jonas foi direto para o porão e ali ficou deprimido, cabisbaixo. É sempre assim, quem foge de Deus encontra abrigo em sua própria amargura, profunda tristeza e amarga depressão.

II – AÇÕES DE DEUS PARA NOS CONDUZIR A ELE.No caso de Jonas a ação de Deus ocorreu por meio de vento forte que produziu no mar uma grande tempestade (1. 4). Muitas vezes ventos fortes em nossa vida provocam rupturas em nossos relacionamentos familiares (traições conjugais, separações e divórcios, mentiras, agressões), em nossos relacionamentos profissionais (desemprego, baixos salários, falências de empresas, crises econômicas), e na vida em geral (enfermidades, vícios, mortes). Quantas vezes são necessárias crises para que saibamos que não somos infalíveis, imortais e tão poderosos, como muitos pensam! O Senhor usou um vento forte para produzir fúria e tempestade no mar e fazer sacudir as estruturas de Jonas e dos marinheiros a bordo. Qual a conseqüência de tudo isso? Amedrontados, mas inicilamente relutantes (1.13) os marinheiros a seguir jogaram o profeta ao mar (1.15). A morte seria algo inevitável, mas não era este o propósito de Deus. A tempestade cessou imediatamente e logo em seguida foi Jonas tragado por um grande peixe. Até então Jonas não havia orado uma única vez ao Senhor. Mas após três noites e três dias, ele ora, ela clama a Deus e faz um voto e afirma que o cumprirá. A história é por demais conhecida: Jonas vai a Nínive e leva a mensagem da necessidade de arrependimento em até quarenta dias, caso contrário haveria destruição. “E o Senhor viu as obras deles, como se converteram do seu mau caminho; E Deus se arrependeu do mal que tinha anunciado que lhes faria, e não o fez (3. 10). Que extraordinário feito o de Deus, claro que há erro de tradução, pois Deus não se arrepende, na realidade Ele reconsidera a questão, posto que é misericordioso e compassivo! Novamente a natureza limitada e egoísta do homem reflete-se em Jonas e isso (o perdão de Deus lançado após o arrependimento dos pecadores) lhe desagradou muito e passou a reclamar de Deus. Na realidade esse foi o grande temor do profeta e a razão maior de sua fuga da presença de Deus. Ele sabia que se fosse levada uma mensagem a eles – mesmo sendo idólatras e não-judeus – suficientemente forte e da parte do Deus de Israel, bem poderia acontecer que se arrependessem e fossem salvos da destruição pelo Senhor. E ele, o profeta, não desejava isso. Inimigos não devem receber misericórdia e perdão, ao contrário, devem ser destruídos. Quanto engano! Aqui o Senhor deixa claro que é Amor o princípio maior em que se baseia toda Sua ação. Ele e somente Ele é Santo, Todo-Poderoso, Senhor e Salvador, o Alfa e o Ômega,enquanto nós somos finitos e limitados, mas Ele nos quer próximos para que como Filhos sejamos tratados e cuidados por um Pai que é zeloso, amoroso, misericordioso e compassivo, mas também justo. Aprendamos todos com a lição extraída da vida de Jonas: Seja você quem você é, o Senhor tem um propósito para você. Ele não é Senhor apenas de Israel, mas de todos os povos, tribos e nações. Ele não é Senhor apenas de fiéis judeus ou cristãos (católicos, evangélicos e ortodoxos), mas de todos. Ele deseja que todos se acheguem a Ele. Portanto, não fuja de Sua presença. Ao contrário, não espere mais. Vá a Ele, que está de braços abertos para receber você. (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 02/09/2009)

domingo, 2 de agosto de 2009

A ALEGRIA PELA LIBERTAÇÃO E RESTAURAÇÃO!

O salmo 126 nos mostra a alegria do povo judeu após o retorno dos exilados do cativeiro babilônico. Era natural que houvesse júbilo, pois a alegria surge natural e efusivamente após a opressão e a subseqüente conquista da liberdade, após a recuperação de algo perdido, enfim, após a restauração da dignidade e do direito à própria vida.
I - A ALEGRIA NOS CONDUZ AO ÊXTASE, COMO OS QUE SONHAM UM SONHO BOM.
Qual a conseqüência de sonho bom? Nossa boca se enche de riso e nossa língua de cântico. Nesse momento, muitas vezes ocorre, e aconteceu ali com os judeus, que se alegraram e experimentavam o gosto da liberdade, e o povo não-judeu (não crente em Javé) que habitava aquela região dizia sobre eles: Grandes coisas fez o Senhor a estes! Que coisa extraordinária! A libertação provoca isso. Muitos são os que ao se converterem ficam tão impactados com a Graça de Deus que ficam como os que sonham. E em conseqüência louvam, pois, quando somos ou nos sentimos libertos experimentamos forte gratidão e louvamos a Deus por tudo. E aí as pessoas a nossa volta estranham. O que estão eles vendo hoje? Aquele homem violento ou aquela mulher escandalosa mudaram, tornaram-se pessoas amáveis, gentis, sorridentes, e irradiam paz.
II – A RESTAURAÇÃO DA SORTE.
Ao chegarem do cativeiro aqueles homens e aquelas mulheres viram sua terra devastada e abandonada após 70 anos, em ruínas, daí o clamor: “ RESTAURA A NOSSA SORTE, Ó SENHOR!”. Antes de sermos discípulos de Cristo estávamos todos cativos e nossas vidas estavam em ruínas. Apenas agora podemos ver como o pecado devasta e arruína nossas vidas:
- nos relacionamentos familiares (falta de confiança conjugal, ausência de diálogos, traição, até separação);
- nos relacionamentos profissionais (desemprego, ou ameaça de demissão, mentiras, enganos e desenganos, desajustes e desencontros);
- na vida em geral (má fama, vícios, drogas, doenças constantes).
O exemplo que o salmo nos dá é de que essa restauração da sorte fosse como as torrentes no Noguebe. Explicação: os desertos da parte sul do território de Judá durante a estação chuvosa, experimentavam enchentes súbitas que extravasavam as suas margens. Daí a comparação, pois Judá precisava tal qual de restauração completa, que extravasassem o sentido e o alcance de suas próprias vidas.
III – SEMEANDO COM LÁGRIMAS, MAS COLHENDO COM ALEGRIA.

Na Babilônia (assim como em qualquer cativeiro) há choro e lágrimas. Mas após a libertação adquirida, poderemos plantar e a colheita que se segue (é chegada a restauração) revela que é tempo de alegria. Na semeadura pode haver alguma dúvida e alguns questionamentos. Haverá chuva? Eu vou prosseguir, vou seguir em frente, mas será que serei bem sucedido? As torrentes das águas continuarão a fluir? Os gafanhotos e outros insetos ( as pragas e as doenças) destruirão tudo? Todos esses perigos potenciais ou experiências de tribulação em nosso dia-a-dia são comparáveis às lágrimas que os agricultores derramam. E essas lágrimas simbolizam tudo por que Judá passara no cativeiro. Mas isso era passado. A semente que fora semeada em meio às lágrimas iria produzir frutos abundantes de alegria. O cativeiro seria completamente revertido. Jerusalém seria reconstruída e se tornaria um Novo Israel, por meio da restauração da tribo de Judá. Essa seria uma das maravilhosas obras de Javé e os homens se alegrariam nela. Ainda que para muitos pareça difícil e até impossível, a restauração de áreas de nossas vidas é possível e a recompensa é certa. Assim, semeie com lágrimas, mas com júbilo colha os frutos. Somos libertos para restaurar e não para vivermos em estado de ruína, quer física, moral ou material. Sua vida pode até estar como uma terra em ruínas, mas fique certo que Jesus a restaura e nela planta o bom fruto do Espírito. Muitas podem ser as lágrimas que verteremos, mas na colheita estaremos alegres e festejaremos. Quem leva a preciosa semente andando e chorando, VOLTARÁ. E essa volta será COM ALEGRIA, trazendo consigo os seus molhos (seus produtos) em abundante colheita! E que nunca nos esqueçamos de dizer: GRANDES COISAS NOS TÊM FEITO O SENHOR!(Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 26/07/2009).