terça-feira, 28 de abril de 2009

ALERTA AOS QUE DORMEM E AOS QUE FOGEM NA PRESENÇA DE JESUS

Em Mc 14.32-52 há o relato de alguns acontecimentos com Jesus e Seus discípulos que merece nossa melhor atenção. Jesus havia escolhido 12 apóstolos para que dEle recebessem instruções e fossem enviados como Seus representantes (testemunhas) a todas as nações da terra. Mas ao decidir ir ao Getsêmani para orar com os discípulos (11 estavam com Ele, posto que Judas tratava da etapa final da traição e logo chegaria com os soldados e pequena multidão de religiosos para prender o Mestre), simplesmente pede que ficassem ali, e chama para acompanhá-Lo apenas Pedro, Tiago e João. Logo mais na frente, Ele fala aos 3 discípulos para que ficassem naquele outro lugar e vigiassem, pois Lhe convinha se afastar para orar ao Pai. Ao longo de mais alguns versículos o que lemos é que o Mestre retorna por 3 vezes, e em todas as ocasiões se admira pois encontra os discípulos dormindo. Quantos não estão dormindo, mesmo na presença de Cristo, tornaram-se cristãos, são membros de uma igreja, se dizem tementes à Deus, mas não conseguem orar, não conseguem vigiar, e, até dormem! Você é assim?
Judas havia convivido com Jesus por mais de 3 anos, mas nunca O aceitou verdadeiramente. Você é assim? Ou, não sendo, conhece alguém que é assim? Parece que está com Cristo, chora, clama, recebe cura, libertação, sente-se até abençoado, mas ao fim de tudo, dorme no ponto? Sente-se, como os apóstolos, com os olhos pesados?Outro fato marcante no episódio descrito pelo evangelista Marcos quanto a prisão de Jesus dá-se quando o Mestre pergunta ao traidor: “ Precisavas trazer todos estes com espadas e paus (ou varas) para prender-me, como se eu fosse um salteador? Jesus certamente não era e não é um salteador, mas foi tratado como um por Judas e seus algozes. Mas para você, quem é Jesus?
Mesmo após a estúpida intervenção de Pedro que fere o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha, o que vemos é que todos fugiram... Ninguém ficou ao lado do Mestre... Todos fugiram, após terem presenciado a prisão de Jesus, que sabiam inocente de toda e qualquer acusação. Quando você foge da presença de Jesus? Quando Ele esquadrinha seu coração, sua mente, quando o Espírito Santo confronta você e seus pecados?Você sabia que há multidões que seguem Jesus em busca de muitas coisas, principalmente para ver onde vai dar. Mas há bem poucos que seguem Jesus para o que der e vier! Qual é a sua? Há um jovem que é descrito – provavelmente o próprio Marcos – estando ali, talvez por curiosidade, talvez dormisse perto e acordou com o barulho, enfim, na pressa, enrolou-se em um lençol, mas ao ser identificado foge,sem o lençol. Mais um que foge... e você? Sente-se tentado a fugir da presença de Jesus? Vejamos o que facilita a fuga de tantos...

- a religiosidade. São tantos os absurdos, os extremos dos fundamentalistas que em nome de Deus, tratam a tantos com desprezo e superioridade, e que levam muitos a fugirem de Jesus;
- a moralidade. A falsa moralidade de muitos religiosos e a hipocrisia que reina em muitos bastidores eclesiásticos produzem o esfriamento de muitos e a fuga de tantos;
- a conversão tipo oba-oba. Muitos são os que apenas se convencem, até mudam um pouco, mas não se convertem, não geram frutos genuínos, logo se afastam da presença de Jesus.
De tudo isso, o que precisamos aprender é que há muito que nos vincula a Cristo.
Apesar das tribulações, sustos e de tudo o mais, muita coisa nos prende a Ele:
- A Graça de Deus e a certeza de Sua presença conosco;
- A certeza da salvação e nosso compromisso com Cristo;
- A solidez do estudo da Palavra que nos conduz ao Pai, que é Amor, que é Luz, ao tempo em que é Misericordioso, Compassivo, e cuja Fidelidade dura para sempre.
Por tudo, lembremo-nos das recomendações do apóstolo Paulo, em Ef 6.10-18, é preciso estar com a vestimenta do discípulo de Cristo, a armadura de Deus: a certeza da salvação, a fé, a justiça, a verdade, o Evangelho da Paz e o Conhecimento da Palavra. O cristão, verdadeiramente convertido, não se veste com os lençóis frágeis da religião e das verdades emocionais, morais ou psicológicas, posto que são tecidos por mãos humanas, mas se veste com a armadura de Deus, que reveste seu caráter e o molda para uma vida terrena de excelência na construção efetiva de “relacionamentos solidários e eternos”. Assim temos aprendido na caminhada comunitária diária:importa-nos demonstrar nosso grande amor por Deus, amando nossos irmãos, em Cristo Jesus! (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 26/04/2009)