REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

terça-feira, 8 de setembro de 2009

A FÉ QUE IMPULSIONA OBRAS

O subtítulo do capítulo 2 da epístola de Tiago é muito esclarecedor: Não se deve fazer acepção de pessoas. Não há rico, não há pobre, não há parentes, vizinhos mais chegados ou pessoas mais distantes de nós. Não importa o homem e sua condição, se precisa de mim, é meu próximo. A fé verdadeira é demonstrada pela imparcialidade no trato com os pobres e os ricos. Alguma cortesia para com os ricos e uma descortesia para com os pobres é uma parcialidade que indica fraqueza de caráter e de fé, e isso constitui violação da Lei. Tiago nos lembra que fomos chamados para servirmos aos outros - assim como nos ensinam Jesus e os discípulos que caminharam e aprenderam com Ele, tanto Mateus, quanto Pedro e João, mas também Paulo -. A medida de nosso compromisso com Cristo não é o discurso, mas o exemplo de vida. O cristão deve agir de acordo com seus valores. A ação é o termômetro que mostra nossa saúde espiritual, não as palavras ou os pensamentos. Fé é crer no incrível, ver o invisível e esperar o inesperável (Hb 11.1). Fé é fundamental. A salvação é pela fé. Mas naturalmente que a fé, como força motora, impulsiona-nos para o agir, para a ação de compromisso. Para fundamentar as obras que acompanham a fé, Tiago nos apresenta em todo o cápítulo 2, seis exemplos:
Primeiro exemplo: o rico e o pobre (v. 1-4). Motivos egoístas e ações com acepção de pessoas nos impedem de ver e vivenciar a graça de Deus, que libera Seu favor sobre ricos e pobres, mas que nos impele, por Seu amor, a sermos generosos e servos.
Segundo exemplo: O legalista (v.9-13). A obediência à Lei não salva, mas seguir com amor à Cristo ( que é menso e humilde de coração), sim.
Terceiro exemplo: O hipócrita ( v. 14-17). Uma vida que se caracteriza por atitudes vazias e que nada acrescenta ou custa, nada vale.
Quarto exemplo: As pessoas insensatas e tolas (v.18-20). Uma fé que está ou se situa, apenas, no campo da idéias ou pensamentos e não se materializa, é fé vazia, é fé morta.
Quinto exemplo: Abraão (v.21-23). A fé justificou sua própria vida e suas obras (atitudes) justificaram sua fé.
Sexto exemplo: Raabe (v. 25,26). Um passado indigno como o de prostituta, em nada edificante, mas que foi superado por sua participação na tomada de Jericó, mediante atitudes corajosas e generosas que possibilitaram o cumprimento dos planos do Senhor.
À título de conclusão é muito importante destacar, definitivamente, que a salvação é pela Fé, não pelas obras. Mas quem tem fé -ama a Deus acima de tudo e de todos - e aprende que deve amar ao próximo como a si mesmo, logo, precisa demonstrar sua fé (pô-la em prática) em atitudes generosas e solidárias, por isso Tiago afirma (v. 26) "o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta". Há pessoas que sem fé, realizam muito, usam de misericórdia com o outro, são generosas e solidárias, mas não se salvam, pois não têm fé. Assim como há pessoas com fé, que nada ou muito pouco realizam, o que é de difícil entendimento, posto que a fé sem obras é morta, não existe, está terminada, morreu! Exercite sua fé, realize algo, faça, contribua para a transformação de um mundo melhor, seja mais acolhedor, mais amoroso, mais generoso, enfim, mais de Deus, pois Ele é Amor!(Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 06/09/2009)