quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SERÁ QUE O QUE ESCUTAMOS, OUVIMOS E O QUE APRENDEMOS, APREENDEMOS?

A COMUNIDADE E UM NOVO TEMPO:
Esta mensagem marca o início de um novo ciclo na história da Comunidade Graça e Paz Internacional. Estamos em um novo endereço; saímos da parte central de Porto Velho, área mais comercial, na Avenida Sete de Setembro e estamos em um bairro mais residencial, na Rua Álvaro Maia, entre ruas Marechal Deodoro e Tenreiro Aranha, mas ainda no “miolo” central da cidade.
E na manhã deste domingo – contando as horas para o primeiro culto, logo mais à noite, neste novo endereço – enquanto aguardo o pessoal que finalizará a instalação das duas centrais de ar condicionado no novo templo, pus-me a pensar sobre tudo, todos e o que o Senhor deseja falar conosco através de Sua Palavra!
E a refletir sobre o que fizemos, até agora!
Foram exatos 678 cultos realizados até esta data, segundo levantamento da diretoria. Durante esses seis anos e cinco meses, muito se fez, mas a sensação que experimentei hoje foi a de que me parece que não avançamos quase nada! Por que me expresso assim? As pessoas que me conhecem sabem que não sou pessimista, não tenho tendência alguma à vitimização, não tenho problemas de baixa autoestima, enfim me considero uma pessoa resolvida, que sempre soube o que quer e disposta a lutar para perseguir seus objetos e alcançar suas metas!
Após quase onze anos como pastor auxiliar na Igreja Quadrangular e Batista às Nações, submetendo-me integralmente às suas doutrinas, regimentos, normas e regulamentos, enquanto convalescia de uma cirurgia, fui recebendo do Espírito Santo toda uma estrutura orgânica comunitária e uma doutrina pautada em quatro pontos cardeais que evidenciam uma igreja dirigida por Deus (na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo, com ênfase integral nEle, pois é Uno, Indivisível): A salvação se dá pela fé; a salvação se dá pela graça; fé na mensagem de paz entre os homens; fé na manifestação do Espírito Santo através dos dons e do fruto.
Em suma: cremos que o processo de conversão é mais do que a simples aceitação de Jesus como Senhor e Salvador. Cremos que conversão é sinônimo de transformação gradual e contínua, que implique em mudança radical de vida. Antes, não resistíamos ao pecado; agora, convertidos, o pecado continua a nos rondar, mas resistimos a ele, resistimos a Satanás e ele foge de nós.
Não concordamos com muito do que é pregado e defendido pelas igrejas que abraçaram o jeito neopentecostal de ser. Não aceitamos a teologia da prosperidade, com seu ensino distorcido da Palavra de Deus. Ele quer o melhor para Seus filhos, é verdade, mas a palavra prosperidade assume um conceito bem mais amplo do que muitos entendem. Há prosperidade material, mas há, também, prosperidade espiritual. Para Jesus o que frutifica, espiritualmente, supera em muito quem frutifica materialmente. Não adianta, apenas, ter; é preciso ser. A bênção – o favor de Deus – não pode ter o propósito de me deixar mais rico, mais próspero, mas o de me transformar em uma pessoa melhor. E quando digo melhor estou me referindo a ser uma pessoa que se doa, entrega-se ao outro e à outra, em atitudes generosas de amor e aceitação. A Igreja de Cristo é uma igreja inclusiva, acolhedora, que prega e vive o jeito doador de Jesus, que a Si mesmo entregou por amor a todos.
I - DISCÍPULOS SE ASSUSTAM COM PALAVRAS DE JESUS E DECIDEM NÃO SEGUI-LO MAIS:
Após uma longa caminhada com Seus discípulos, com muita comunhão e ensino, eis que em João 6.1-21 Jesus faz uma multiplicação de cinco pães e dois peixinhos e alimentou quase cinco mil pessoas e logo depois andou sobre as água. Na sequencia, v.22-59, fala sobre ser Ele o pão da vida e que quem comer desse pão terá a vida eterna. E finaliza no v. 58 afirmando que diferentemente dos seus pais que comeram o maná no deserto mas morreram, quem comer desse pão (o próprio Senhor Jesus) viverá para sempre!
E aí os versículos 60-71 descrevem algo inusitado e desalentador, pois assistimos a deserção de muitos discípulos.
E por que isso acontece? Ficaram eles indignados e perplexos (v.60b): “Duro é este discurso, quem o pode ouvir?”
É de se estranhar que aqueles homens não entenderam o que o Mestre lhes falava!
Muitos são os que escutam sobre tudo, recebem mensagens, leem textos, às vezes, muitos textos, às vezes, poucos textos, mas o que importa é que passam a impressão de que têm imensa dificuldade em aprender. Às vezes até apreendem, guardam o que foi falado e o que foi lido, mas decididamente não entenderam nada!
Assim como os discípulos, na época de Jesus, os discípulos da atualidade se comportam de igual forma.
Quem é Jesus e qual a essência de Deus?
O que o Filho ensina sobre ser o pão da vida?
O alimento que sacia o corpo – mesmo o maná no deserto, que foi fornecido pessoalmente por Deus – satisfaz temporariamente, mas não evita sua degradação e não impede a morte!
O alimento que emana de Jesus – Seu corpo e Seu sangue – expressos em Sua mensagem de graça e paz, no amor e na comunhão, na crença na imortalidade da alma e na ressurreição para a eternidade, asseguram salvação a todos quantos se arrependerem e nascem de novo!
E nascer de novo significa deixar morrer o estado pecaminoso e renascer para uma vida de santidade e paz!
II - ASSIM COMO ANTES, EXISTEM DISCÍPULOS QUE AINDA HOJE NÃO ENTENDEM JESUS EM SUA VERDADEIRA ESSÊNCIA:
Ainda hoje, causa-me estranheza reconhecer a profunda ignorância que reina em nosso meio cristão, de um modo geral.
As pessoas escutam/leem um estudo/uma mensagem genuinamente bíblico/a e cristão/ã, mas não assimilam, não compreendem em toda sua extensão o significado ampliado de ser cristão, discípulo de Jesus. E aí o que se vê - dentro e fora das igrejas cristãs (Católica, Ortodoxa e Protestante, e suas ramificações)  - é uma verdadeira confusão doutrinária! 
Muitos são os que, sendo cristãos se dizem espíritas ou maçons, ou que são praticantes/simpatizantes de algo igualmente místico. Nada mais sem nexo e sem sentido, à luz dos ensinos de Jesus!
São incompatíveis, posto que excludentes, ser cristão e ser espírita. Por quê? Entre outras diferenças, não há como conciliar a crença na ressurreição e na reencarnação; acreditamos na salvação pela fé, enquanto que os espíritas creem que a salvação seja pelas obras.
São incompatíveis, posto que excludentes, ser cristão e ser adepto da Maçonaria, da Seicho-no-Ie, Hare Krishna, Testemunhas de Jeová, Rosacrucianismo, Cultos afro-brasileiros, Fé Baha’i,  Mormonismo, Ciência Cristã, dentre outras crenças.
Jesus estava ali diante daqueles homens a afirmar que Ele é o pão, que Ele é o alimento que dá vida e vida em abundância, posto que vida para toda a eternidade. Quem tem Jesus não precisa, realmente, de mais nada!
Não me importam as citações de filósofos, antropólogos e outros doutores entre os homens. Muitas são até proveitosas e nos auxiliam em muito sobre a compreensão da vida e das pessoas; mas minha fonte primeira é a Bíblia Sagrada e seus ricos ensinamentos, tudo o mais é complemento, pode até instruir e educar, mas não gera ou produz caminhos de salvação! Assim como aqueles discípulos que estavam ali e escutavam Jesus, mas não O compreendiam, muitos continuam de igual forma, escutam muito, até prestam muita atenção, mas não ouvem realmente e poucos entendem Jesus! E você, como é? É mais um na multidão – mesmo dentro de uma igreja – que segue um líder religioso, mas não Jesus? Seguir Jesus é se esvaziar, deixar-se diminuir, para que Ele cresça em você! Pense sobre isso, ouça Jesus e seja um discípulo que não O abandona nunca! (Reflexão com base em mensagem proferida por este pastor, na Comunidade, no culto de domingo 02/12/2012).