REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

AO QUE É SEMELHANTE O REINO DOS CÉUS?

Mateus 13 constitui um capítulo que bem retrata, em parábolas, o ensino de Jesus sobre o Reino de Deus. Cerca de um terço dos ensinamentos de Jesus se deu em parábolas, histórias breves do cotidiano contadas em forma de analogia para ilustrar verdades espirituais.
O capítulo 13 retrata, ao todo, oito parábolas, com um só objetivo: revelar a todos o Reino de Deus (ou dos Céus, como expõe Mateus). Vejamos cada uma das parábolas:

v.3-23: a parábola do semeador è
A parábola do semeador nos ensina que o Reino está atualmente presente – embora não consumado - que a auto-suficiência se opõe ao Evangelho e que se pode esperar respostas maiores de muitos ..”um, a cem, a sessenta e a trinta”. Como assim? Muitos são os que apenas se limitam a  reproduzir a si mesmo (produzem a um), outros, conseguem 30x o primeiro, outros, conseguem 60x o primeiro, e por último, os mais que frutíferos, reproduzem 100x o primeiro. Em qual deles você se enquadra?

v.24-30: a parábola do trigo e do joio è
A mensagem principal desta parábola é que o Reino consumado de Deus será diferente do reino presente, pois o Reino consumado é um ambiente perfeito somente para filhos do Reino.
Atualmente, os filhos do Reino e os filhos do mal vivem juntos na sociedade humana.
O joio era muito comum na Palestina e muito parecido com o trigo; não é possível distingui-lo do trigo até o grão aparecer na época da colheita.
A questão da separação ou pureza relativa na conduta ou doutrina entre os discípulos e a Igreja é respondida segundo as diretrizes de Jesus. O mesmo não pode ser feito pelos discípulos ou pela Igreja – mas será feito em última análise pelos anjos de Deus (v.39,41).
A separação prematura na época atual está fora de questão e torna-se mais destrutiva que purificadora.
(Explicação da parábola isoladamente aos discípulos: v.37-43).

v.31-33: a parábola do grão de mostarda e do fermento è
Esta parábola ensina a grandiosidade destinada ao Reino. O Reino realizado por Jesus agora parece insignificante, mas sua grandiosidade será manifesta na consumação do final dos tempos.
No presente, o Reino não é totalmente manifesto, mas na consumação do tempo vindouro será revelado a todos. Enquanto isso, realiza seu trabalho de permear a sociedade humana, penetrando no mal e transformando vidas.

v.44 -51: as parábolas do tesouro escondido, da pérola e da rede è
As parábolas do tesouro escondido e da pérola de grande valor enfatizam o valor superlativo do Reino. Uma interpretação comum é que uma pessoa deve estar disposta a desfazer-se de tudo para possuir o Reino. Outro significado: Jesus é o comprador que deu tudo de si para assegurar o Reino (ver Atos 20.28).
A parábola da rede, como a parábola do joio (v.24-30), lida com santos (os bons) e pecadores (os maus) em uma sociedade mista. Sua singularidade é que faz alusão à responsabilidade da Igreja em transmitir a mensagem do Evangelho a toda a sociedade, percebendo que atrairá todo o tipo de pessoas, algumas das quais serão consideradas impenitentes –persistem no erro e no crime – pelos anjos na consumação dos séculos.

Por último, no v.52 a parábola do pai de família è
Em resposta à afirmação dos discípulos em relação ao que compreendiam, Jesus os compara a um chefe de família capaz de integrar o novo com o velho. O discípulo que foi adequadamente instruído tem sob seu comando tanto o Judaísmo (velho) quanto o Cristianismo (o novo).
Esclareceu, ou confundiu, mais ainda este ensino sobre o Reino de Deus? Oro, de antemão, para que o Espírito Santo, mais uma vez, atue, e convença você, com instruções sobre sua função no Reino! (Reflexão com base em mensagem anunciada na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 29/12/2013).

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