REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

DECAIR DA GRAÇA

A Carta aos Hebreus nos fala acerca de pessoas que um dia conheceram a Graça, com os poderes do mundo porvir, bem como provaram o perdão dos pecados, recebendo iluminação espiritual e, mesmo assim, DECAÍRAM da Graça. Ora, o que significa este “da graça decaíram”?
Decair da Graça é não perseverar na consciência do Evangelho, antes o trocando por falsas seguranças espirituais, baseadas nas obras, no saber, no compreender, nas mecânicas dos ritos e sacrifícios, e em toda sorte de confiança naquilo pelo/ e contra o que Jesus morreu.
Decair da Graça é deixar de confiar na suficiência de Jesus e de Sua Cruz quanto a tudo quanto possa ser quanto para o homem.
Decair da Graça é escolher outra via, ou tentar aumentar a Graça, ou mesmo diminuí-la a fim de que caiba a porção de nossas seguranças humanas autônomas em relação ao que Jesus Consumou.
Decair da Graça é esquecer dos pecados outrora perdoados de graça, e agora buscar encontros de contas com Deus, como se a Graça tivesse apenas dado ao homem a vantagem de pô-lo em equivalência com Deus para, daí em diante, o próprio homem bancar sua justiça perante o Santo.
Decair da Graça é inventar doutrinas e mais doutrinas e empurrá-las na goela dos homens como pílulas de salvação desenvolvidas no laboratório de “Genéricos da Igreja”.
Decair da Graça é voltar às obras mortas e suas culpas já canceladas; e isto em razão de que pela presunção de perfeição a pessoa se esboroa contra a realidade, gerando culpa; e que remete o individuo para o estado de anulamento de toda Graça, tanto do presente como também até do passado.
Decair da Graça é esquecer o amor à gratidão e se casar com o juízo.
Decair da Graça é pensar que o amor de Deus é feito de indulgências à perversidade ou a luxuria; e, assim, ungir a lascívia e a perversidade como bênçãos dos céus.
Decair da Graça é fazer como o “Cristianismo” fez; e, com ele, bem próximo a nós, “os evangélicos” fizeram e muitos continuam a fazer: sacrifícios aos deuses do dinheiro e da prosperidade; culto às instituições; adoração à verdade feita pacote moral; reverencia a teologia como gnose pagã; visão do ministério como unção de bruxos; e culto a tudo o mais que retire da vida a Graça do sentir e do crer. Isto é decair da Graça! O que você diz? Pense nisso! (Caio Fábio)

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