segunda-feira, 19 de novembro de 2007

BATALHA ESPIRITUAL E QUEBRA DE MALDIÇÕES HEREDITÁRIAS!

Muitos já são os anos em que difundiram no país as práticas de um movimento que se fundamenta em Batalha Espiritual. São as denominações evangélicas pentecostais, mas principalmente, as neopentecostais, as maiores adeptas de mais esse modismo, que consciente ou inconscientemente, busca anular a obra redentora de Cristo. Uma coisa é a presença opressora e a possessão demoníaca, que deve ser repreendida e expulsa, em nome de Jesus. Outra, bem diferente, é a admissão de que, como crentes nEle, precisamos “quebrar maldições”. Embora a obra de Jesus Cristo tenha sido completa, os que atuam nesse “ministério”, insistem em acrescentar algo. Segundo esse movimento herdamos as maldições que acompanharam nossos antepassados, por causa de seus pecados e pactos demoníacos, e, então, precisamos anulá-las. Geralmente é usado Ex 20.5 como o texto a partir do qual tudo se fundamenta: trata-se da declaração de Deus em visitar a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração dos que O aborrecem. Entretanto, ensinar que Deus faz cair sobre os filhos as conseqüências dos pecados dos pais, é só metade da verdade revelada. A Bíblia afirma igualmente que se um filho de pai idólatra e adúltero vir as obras más de seu pai, temer a Deus e andar em seus caminhos, nada do que o pai fez virá a cair so­bre ele. A conversão e o arrependimento individuais "quebram", na existência das pessoas, a "maldição hereditária" (um efeito somente possível por causa da obra de Jesus Cristo, consumada na Cruz do Calvário). Vejamos ainda o ponto enfatizado pelo profeta Ezequiel em sua pregação ao povo de Israel da época (Leia Ez 18 ). A nação de Israel havia sido levada em cativeiro para a Babilônia, e os judeus cativos se queixavam de Deus dizendo "Os pais come­ram uvas verdes, e os dentes dos filhos se embotaram?” (Ez 18.2b) - ou seja, "nossos pais pecaram, e nós sofre­mos as conseqüências". Eles estavam transferindo para seus pais a responsabilidade pelo castigo divino, que foi o exílio. Achavam que era injusto que estivessem pagando pelo pecado de idolatria dos seus pais. Através do profeta Ezequiel, Deus os repreendeu, afir­mando que a responsabilidade moral é pessoal e individual di­ante dele: "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai..." (Ez 18.4b, 20). E que pela conversão e por uma vida reta, o indivíduo está livre da "maldição" dos pecados de seus antepassados (ver em especial Ez 18.14 -19). Aqui fica evidente o modo como o próprio Deus interpreta (através de Ezequiel) o significado de Ex 20.5. Ou seja, Ele prevê a visitação do juízo divino sobre os descendentes de homens ímpios, descen­dentes que aborrecem a Deus como fizeram seus pais. Assim a ação do Senhor sobre os filhos dos que O aborrecem é desconti­nuada a partir do momento em que estes filhos se arrependem de seus próprios pecados, e os confessam a Deus, confessando igualmente os pecados de seus pais, como Lv 26.39 - 42. De semelhante modo é o que se encontra em Nm 14.13-34. Nesta referência identificamos a misericórdia e a longanimidade de Deus atuando em conjunto com Sua justa ira contra os rebeldes e pecadores. Após a revolta dos israelitas contra Deus, inflamados pelo relato desanimador dos dez espias incrédulos, o Senhor Deus condenou aquela geração incrédula a perecer no deserto. Seus filhos haveriam de levar sobre si as infidelidades de seus pais, até que estes morressem (v.33), após o que, os filhos entrariam na terra (v. 31). Teologicamente, entretanto, no Gólgota, aquilo que fora predito por Isaías (capítulo 53), consumou-se na cruz, quando Jesus Cristo levou sobre Si todas as nossas transgressões, pecados, desobediências, iniqüidades, maldições presentes, passadas e antepassadas. Aplicando aos nossos dias, fica evidente que os discípulos e crentes fieis já romperam com “tudo que ficou para trás”, inclusive com as conseqüências espirituais dos pecados dos seus antepassados, quando, arrependidos, vieram a Cristo em fé, posto que libertos nEle e salvos pela graça, “somos verdadeiramente livres” (Jo 8. 36)

Um comentário:

André Alves disse...

Graça e Paz! Realmente coisas sutis tem adentrado às igrejas e vem corrompendo o entendimento de muitos que não compreendem a maravilhosa graça redentora de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Aproveito a ocasião para pedir a autorização do irmão para colocar o link do blog no meu.