segunda-feira, 17 de maio de 2010

O SENTIDO E O SIGNIFICADO DA VERDADEIRA CONVERSÃO AO SENHOR.

At 2.32-47 descreve as palavras finais do sermão de Pedro aos que se encontravam assistindo, de fora, à descida do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, e se perguntavam se "aqueles homens se encontravam embriagados, àquela hora da manhã", mas também nos fala muito sobre o  início da igreja cristã primitiva, e da caminhada dos primeiros convertidos. O impacto da mensagem salvífica foi tão extraordinário que três mil almas foram alcançadas, uma vez que decidiram seguir a Cristo, batizando-se em seguida. E esse foi só o começo, uma vez que mais e mais eram acrescentados ao Senhor, a cada dia. Assim, não somente aqueles primeiros momentos, mas os anos que se seguiram evidenciaram o sentido e o significado da verdadeira conversão, o profundo e genuíno processo de transformação que atinge ao homem e a mulher que a tudo abandona e se converte em discípulo e discípula de Jesus Cristo.
Todo o processo de conversão foi experimentado pelos primeiros cristãos e é neste processo que me detenho agora para explorar e explicar as etapas e os sinais, a rigor, o que é preciso fazer para evidenciar o sentido e o significado de uma conversão verdadeira. Portanto, aprendamos que para atingir a verdadeira conversão, hoje, assim como no passado, É PRECISO:
I - TER O CORAÇÃO COMPUNGIDO
Tem o coração compungido aquele e aquela que se reconhece pecador ou pecadora, mostra-se pesaroso/a e profundamente envergonhado/a e aflito/a, sente-se confrontado/a pelos seus erros e pecados diante de Deus.
No v. 37 é esclarecido que assim se sentiram aqueles que ouviram toda a narração de Pedro, compungiram-se neles o coração.
II - TER O DESEJO DE BUSCAR A DEUS
No v.37 b fica evidente que por estarem com os corações compungidos, eles perguntaram aos apóstolos: Que faremos irmãos? Ou seja, apresentem-nos esse Jesus que transforma vida e em quem vocês crêem. Eles estavam espiritualmente sedentos e queriam experiementar algo novo em suas vidas. Eles queriam Jesus Cristo.
III - ACEITAR A PALAVRA DE DEUS
No v. 41a  é evidenciado que há a aceitação da Palavra. Aqueles homens e mulheres de pronto aceitaram a Palavra de Deus como fonte de águas vivas, águas que lavam, e que purificam e transformam vidas, em seu interior, em seu mais profundo íntimo e faz a vida ter sentido e significado. Ela, a Palavra de Deus é lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Sl 119.105).Portanto, é preciso tê-la como única regra de fé e prática.
IV - ACEITAR SER BATIZADO
No v. 41b aqueles e aquelas que aceitaram o Senhor, são batizados. Na consciência de se sentir sujo e indigno pelo lamaçal do pecado, o homem e a mulher arrependidos aceitam o batismo, pois sabem que na imersão, mergulham para a morte do pecado e retornam do mergulho para a vida de salvação em Jesus, Senhor e Salvador. O batismo simboliza a morte da velha criatura e o novo nascimento para a plenitude de uma vida, convertida verdadeiramente ao Senhor.
V - PERSEVERAR NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS, NA COMUNHÃO, NO PARTIR DO PÃO E NAS ORAÇÕES.
No v.42 a, b  está escrito que aqueles novos cristãos aprenderam a perseverar:
1) Na doutrina dos apóstolos (no início, apenas os relatos verbais daqueles que haviam testemunhado os feitos de Jesus Cristo, depois as cartas paulinas e finalmente, mais tarde, todos os Evangelhos. O que importa é que aqueles cristãos aprenderam o significado do estudo bíblico e a perseverar na doutrina e em seu aprendizado).
2) Na comunhão (tão importante quanto aprender a amar a Palavra de Deus e seu ensino,  é a busca pela alegria da comunhão, do círculo fraterno de viver e conviver em amor e união, construindo realmente relacionamentos solidários e eternos).
3) No partir do pão (além da celebração mensal da Ceia do Senhor, no primeiro domingo do mês, na comunidade local, e tão importante quanto essa comunhão cristã, é o partir do pão, nas refeições comunitárias, ou em  momentos de visitas às casas uns dos outros, em encontros que edifiquem, daí os nossos eventos comunitários, com mesa farta). Uma informação importante: partir o pão era uma expressão derivada do costume judaico de começar a refeição com uma bênção, depois da qual se partia cerimonialmente o pão.
4) Nas orações (orar é falar com Deus na intimidade da comunhão. Orar é falar com Ele, exaltando-O, e pedindo, mas também, agradecendo, em um processo de comunicação estreito e permamente entre Pai e, filhos e filhas, em que se pede para si, mas também uns pelos outros, em pleno processo intercessório).Por isso faz sentido o alerta do apóstolo Paulo em 1 Ts 5.17:"Orai sem cessar".
VI - DEMONSTRAR ALEGRIA E SINGELEZA DE CORAÇÃO
Eles tudo faziam com alegria e singeleza de coração (v. 46c). A alegria da salvação é algo extraordinário e que invade o coração, em toda a extensão de sua singeleza e simplicidade. Para que complicar? Sejamos simplesmente alegres e assim alegraremos o Senhor, sabendo que a alegria do Senhor é a nossa força (Ne 8.10).
VII - LOUVAR A DEUS
Eles louvavam a Deus (v.47a).Quem se sente filho e filha de Deus, quem sabe da Graça e da Salvação no Senhor, somente tem motivos para louvar ao Senhor, sempre. Até por que temos aprendido que todos os povos devem louvar ao Senhor. (Sl 117: “Louvem ao Senhor, todas as nações; exaltem-No, todos os povos. Porque imenso é o Seu amor leal por nós, e a fidelidade do Senhor dura para sempre. Aleluia!”) versão NVI.

VIII - CONTAR COM A SIMPATIA DO POVO
Eles contavam com a simpatia do povo (v.47b).E hoje, como vivemos? Vivemos em uma época em que muitos são os maus-exemplos dos cristãos evangélicos, que tomam parte de escândalos, tanto em área política, na área eclesiástica, quanto na profissional, e aí se tem parcela significativa do povo que não olha com simpatia para pastores, pastoras, líderes religiosos e crentes, de modo geral. Em face de muitos escândalos, inclusive pela tentativa de transformar a obra do Senhor em negócio, em que muitos se aglutinam não como a Igreja sadia do Senhor, mas como “vendilhões do templo”, em seitas, onde predominam uma visão deturpada dos ensinos de Jesus, com ênfase em barganhas tipo “toma lá, dá cá”, enfim, são tantas as heresias e desvios da verdadeira doutrina que muitos são os que se dizem cristãos, mas que, por suas atitudes e palavras, não contam com a simpatia do povo. É certo que em épocas de perseguições, manipuladas ou não, os verdadeiros cristãos não gozam ou gozarão de simpatia, posto que suas práticas de santidade e de verdadeira conversão incomodam e como nós os confrontamos por seus pecados, eles nos agridem, e certamente poderão nos hostilizar e entrar em guerra contra nós, como já ocorreu com a Igreja do Senhor, no passado. Não, não! Não estou falando desse momento passado e que poderá ocorrer no futuro, com o advento do Senhor. Falo de agora e da necessidade de darmos bom testemunho de Cristo, como discípulos e discípulas dEle, podendo gozar, então, como os da igreja primitiva, da simpatia de todo o povo. Para reforçar o entendimento, recorro a 1 Ts 5.15:"Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário,segui sempre o bem entre vós e para com todos".
Agindo como os primeiros cristãos teremos maior comunhão com o Senhor e com o próximo. E,então, seremos tratados como gente de bem, "gente boa", posto que verão transformação genuína em nós, ou seja, na linguagem evangélica, verdadeira conversão ao Senhor, e aí teremos a simpatia de todo o povo, cristão ou não cristão. (Mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 16/05/2010).

Um comentário:

Unknown disse...

Maravilhosa experiência desta igreja apostólica, porque esta é a vontade do senhor que o crente viva desta maneira nos dias atuais.