terça-feira, 6 de julho de 2010

ALERTA GERAL: NÃO EXISTE LUGAR PARA EGOÍSTA NO REINO DE DEUS!

Em Mt 25. 31-45 há um destaque nos ensinos de Jesus - em uma sequência que se inicia em 24.3 – quando Ele estava assentado em algum lugar no monte das Oliveiras, em que os discípulos queriam saber sobre os sinais de Sua vinda e da consumação dos séculos. Então, Jesus lançando o olhar para o futuro declara que haverá um momento em que Ele virá, em toda a Sua glória, com todos os anjos, para o julgamento final. Eis a sequência de como ocorrerá:
1) Todas as nações (raças, etnias, povos: pessoas, enfim, de todas as nacionalidades) estarão ali reunidas. A convocação atingirá  a todos e todas.
2) As pessoas serão separadas umas das outras, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
Na Palestina as ovelhas e os cabritos pastavam juntos, sendo que as ovelhas, geralmente, eram brancas e os cabritos, pretos. Por que este simbolismo usado por Jesus? Geralmente associa-se às ovelhas a mansidão. Ademais, ovelhas forneciam leite, lã e peles, mas os cabritos, ao contrário, eram considerados inúteis, não somente por não produzir nada disso, ainda exalavam forte odor. Enfim, ovelhas eram muito apreciadas, cabritos, não.
E continuou Jesus.
3) E Ele porá as ovelhas a Sua direita e os cabritos a Sua esquerda.
O lado direito era considerado o lado de honra e da bênção. O lado esquerdo era considerado, pelos antigos, como inferior.
4) O Rei dirá, então, aos que estiverem a Sua direita: Venham benditos de Meu Pai possuir por herança o Reino que está preparado para vocês desde a fundação do mundo.
E por que estes que estarão à direita ouvirão de Jesus estas palavras de bênção?
Porque ao longo de suas existências adotaram um TIPO ESPECIAL DE ESTILO DE VIDA: foram eles generosos, acolhedores, solidários, amorosos e altruístas, posto que assim aprenderam com Ele.
E como Jesus exemplificou isso aos discípulos? Ele demonstra que serão reconhecidas como ovelhas aquelas pessoas que socorreram outras com necessidades, sendo como se ajudassem a Ele, Jesus:
-primeira necessidade: Quando alguém clama que está com fome e precisa de ajuda! Quem está com fome quer comer, alimentar-se. Logo quando encontrar uma pessoa com fome não vacile e dê-lhe de comer.
-segunda necessidade: Quando alguém clama que está com sede e precisa de ajuda! Quem está com sede precisa de água para saciar-se. Portanto, quando encontrar uma pessoa com sede não vacile e dê-lhe de beber.
-terceira necessidade: Quando alguém clama que não é daqui, que é  estrangeiro e precisa de ajuda! Quem é estrangeiro que ser abrigado, acolhido. Portanto, quando encontrar algum forasteiro, distante de sua terra natal e de seus familiares, não vacile e dê-lhe acolhida.
-quarta necessidade: Quando alguém clama que está nu, sem roupa e precisa de ajuda!. Quem está nu quer ser vestido. Portanto, quando encontrar alguém sem roupa não vacile e dê-lhe roupa para se vestir.
-quinta necessidade: Quando alguém clama que está doente, enfermo e precisa de ajuda ! Quem não está bem de saúde precisa de assistência médica, remédios e de cuidados especiais. Portanto, quando encontrar alguém enfermo, cuide, trate, assista.
-sexta necessidade: Quando alguém clama que está preso e precisa de ajuda! Quando encontrar alguém privado da liberdade – independentemente das razões e fundamentações jurídicas que provocaram a prisão – assista, console e ajude.
Mas, contrariamente, quando se refere aos que ficarão a Sua esquerda, Jesus os considera como cabritos e afirma que eles não ajudaram ao outro, negaram-lhe apoio e solidariedade; não demonstraram qualquer atitude de generosidade e amor ao próximo. Daí a condenação eterna. Eles não terão chance alguma. O julgamento será terrível, posto que o Senhor os chama de malditos e determina que eles se apartem Dele, para sempre.
Assistimos, atualmente, muita ênfase nas igrejas quanto a superficialidades e assuntos periféricos ou com o estudo isolado de certas doutrinas, regras e dogmas. E assim se fala sobre obrigações legais, muitas até são mais enfáticas sobre a guarda do sábado ou sobre a entrega do dízimo ou sobre qualquer costume (restrições ao uso de roupas, corte de cabelos, assistirem televisão, e outras coisas mais). Esses religiosos demonstram estarem mais focados na embalagem (visual) da mensagem que produz forte impacto, mas não no conteúdo (que é perturbador e leva à reflexão), posto que se sai da Lei, que se firma pela obrigação e se entra na Graça, que se fundamenta no amor, na generosidade e no favor imerecido. Por outro lado, não vejo ou leio algo quanto a estudos sobre comunhão e graça nas diversas denominações – corrijam-me se estiver errado – com ensinos mais contundentes sobre práticas de amor e doação, ajuda aos excluídos sociais, generosidade e construção efetiva e persistente de relacionamentos solidários.
Jesus não destaca nesta parábola do Julgamento Final qualquer palavra sobre leis e seu cumprimento, na forma como os judeus conheciam e na forma como até hoje muitas denominações praticam. A essência da Lei – em Jesus – dá-se por atitudes de amor, compaixão e misericórdia. Ele demonstra que é inaceitável – sob os fundamentos dos Seus ensinos – guardar toda a Lei e simplesmente ser desprovido de amor e atitudes generosas para com o outro, aquele que necessita, ou seja, o próximo segundo Jesus (ver a parábola do samaritano, Lc 10.25-37).
Jesus expressa, neste e em muitos momentos de Seu ministério, que a verdadeira fé resulta na expressão do mesmo tipo de vida que Ele viveu entre nós. E o que Jesus fez entre os homens? Ele andou fazendo o bem!
Ele saciou a fome, a sede, acolheu necessitados, tanto sob a ótica do corpo, como da alma e do espírito. E assim o Senhor espera que nossas ações sejam idênticas, ou seja, que expressemos o mesmo amor pelo outro.
É preciso entender que a vida vivida por cada um é o seu campo de provas onde se desenvolve a natureza moral que Jesus tem e deseja sejam reveladas em Seus discípulos, e isso inclui qualidades como a gentileza, o amor e a simpatia
Jesus ilustra esta parábola de forma magistral e nos ensina que para ser discípulo e ovelha Dele, para assentar-se à direita Dele, para ter vida eterna com Ele, é necessário SACIAR A FOME E A SEDE dos famintos e sedentos, ACOLHER o forasteiro, o estrangeiro, VESTIR os despidos, CUIDAR, TRATAR E CURAR os feridos, doentes e enfermos e ASSISTIR aos presos. Enfim, a relação do discípulo de Cristo com todas as pessoas, mas em especial com os necessitados, os desvalidos e excluídos sociais deve ser a de promover assistência graciosa. generosidade e cuidados que somente alguém desprovido de egoísmo e indiferença pode ter. As recompensas do Reino de Deus são dadas aos que servem sem pensar nas conseqüências. Não há o mínimo indício de mérito aqui, pois Deus dá conforme a graça e não segundo nossos méritos. O princípio que aqui se aplica é o do amor. A fé é a mãe do amor. A fé que não é acompanhada pelo amor está morta; tal fé não salva a ninguém.
Cuidado! Em sua caminhada com Cristo, você tem se portado como ovelha ou como cabrito? Não responda automaticamente, apenas por que você aceitou Jesus como Senhor e Salvador, foi batizado, congrega em uma igreja, é dizimista fiel!
Aprenda com Jesus, sempre. Ele deseja que os seus discípulos, as suas ovelhas, comportem-se e ajam como Ele, especialmente nos relacionamentos com o outro.
Ele não se identificou tanto com autoridades e os religiosos, quanto com os enfermos, os carentes, os pobres e os necessitados. Você, como cristão, tem se identificado mais com que grupos de pessoas?
Em Cristo é preciso desconstruir tanta prática! Quando servimos ao outro estamos mostrando possuir a atitude Dele. A fé nos induz ao amor e este nos impele a agir em favor do outro. É difícil de entender ou apenas de praticar?
Quem não agir como ovelha, ao longo de sua vida, será considerado cabrito, logo, será repreendido pelo Senhor e será encaminhado para o castigo eterno.
A doutrina fundamental enfatizada por Jesus é a que considera o Amor como essência da verdadeira religião, sendo o teste final do caráter de todos os homens. Para os que agem como o Senhor, o Reino está preparado desde a fundação do mundo. A vida eterna, então, consiste na participação da vida de Deus e essa vida está alicerçada no Amor. E esta é a principal mensagem do Evangelho, posto que Deus é Amor!!! (leia e releia 1 Jo 4.7-21). Por esta razão Jesus assegura que o grande mandamento na Lei é: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento". Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhantemente a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo". Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Projetas" (ver Mt 22.36-40). Portanto,é essencial amar a Deus acima de todas as coisas. Mas Jesus aqui ensina que, somente isso, não é suficiente. É preciso - também - amar o outro, amar ao próximo, como a si mesmo. Ele não isola o primeiro do segundo grande mandamento. Para Jesus os dois são um só mandamento, posto que dos dois dependem TODA a Lei e os profetas. Entenderam todos, pergunto eu? Até os céticos e tantos outros, religiosos ou não, que ainda não haviam atentado para isso, compreenderam agora? Oro a Deus  para que sim! Amém!(Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 04/07/2010).

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