segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ORAÇÃO OUVIDA E ATENDIDA PELO SENHOR.

Lc 11.1-13; 18.1-8 nos apresentam dois momentos no ministério de Jesus que se complementam e muito nos ensinam sobre a oração e sua eficácia. Deus ouve a oração, sempre. Mas é preciso saber pedir. Certamente por esta razão um discípulo pede a Jesus que ensine a orar corretamente, e o Senhor ensina. Esta oração está bem resumida em Lucas: “ Pai, santificado seja o teu nome, venha o teu reino; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo o que nos deve; e não nos deixe cair em tentação”. Nesta oração estão contidos alguns pontos que precisamos destacar:
1) o reconhecimento da santidade do nome do Senhor e o desejo de que venha o Seu Reino sobre nós;
2) o pão (alimento) que necessitamos diariamente, Ele nos dá;
3) a disposição que devemos ter de pedir perdão por nossos pecados, pois, também, perdoamos a todos os que nos devem, em ofensas ou dívidas quaisquer;
4) o reconhecimento de que podemos cair em tentação, logo, precisamos da ajuda do Senhor para que não cedamos à tentação.
Após ter ensinado a forma certa de orar a Deus, Jesus ilustra com a parábola do amigo importuno (Lc 11.5-8) em que pela insistência, um amigo obtém do outro, o que pedia, embora a hora fosse inconveniente e inapropriada.
De igual forma, em Lc 18.1-8, Jesus narra uma segunda parábola, a do juiz iníquo em que pela insistência, uma viúva obtém de um juiz perverso, malévolo, iníquo, uma sentença favorável a sua causa.
Tanto no final da primeira parábola (11. 9-13), quanto da segunda parábola (18. 6-8) há explicações sobre como a perseverança e a insistência na oração surte seus efeitos:
I – Requisitos para alcançar resposta da oração
- É preciso PEDIR. Somente quem pede é atendido.
- É preciso BUSCAR. Somente quem busca, achará.
- É preciso BATER. Somente para quem bate, a porta será aberta.
Deus não responde a atitudes passivas, mas às ativas. O homem e a mulher devem se dispor em ação,  com fé. Para tanto, cumpre-nos pedir ao Senhor, buscar o socorro do Senhor e bater à porta do Senhor, clamando por justiça, misericórdia e ajuda.
Jesus aqui afirma que se nós, mesmo sendo maus, concedemos boas dádivas a nossos filhos, quanto mais o Pai celestial, dará o Espírito Santo àqueles que lhe pedirem.
II – Pontos para se destacar, nas duas parábolas quanto a alcançar resposta de oração
Os homens se acomodam em seus egoísmos e, muitas vezes, não estão dispostos a ajudar ao outro:
na primeira parábola: somente por insistência o homem que necessitava de pão para servir a um amigo que havia chegado à sua casa por volta da meia noite, teve seu pedido atendido;
na segunda parábola: somente por insistência a viúva que necessitava da sentença do juiz perverso teve seu pedido atendido.
Se o egoísta acomodado em sua casa, por insistência, foi capaz de atender ao amigo,
Se o juiz perverso, por insistência, foi capaz de atender ao clamor da mulher,
MUITO MAIS fará Deus, que é amor, por justiça aos seus escolhidos, que a Ele clamam dia e noite, embora pareça demorado em defendê-los.
Mas, depois de tudo, sobressai como alerta a perseverança na fé, pois Jesus lança a pergunta final:
Quando vier o Filho do homem, achará, por acaso, fé na terra?
Ou seja, quando Ele, o Senhor, voltar, achará alguém com suficiente fé, para ser encontrado orando, insistentemente orando?
Portanto, aprendamos com Jesus que importa orar e continuar orando, mesmo que sejamos tidos como inconvenientes e insistentes. Importa orar? Então, ore. Persevere na oração. Creia. Persevere na fé e você obterá resposta a sua oração (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 07/11/2010).

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