REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

segunda-feira, 28 de março de 2011

NÃO PERMITA JESUS DORMIR EM VOCÊ. DESPERTE ESPIRITUALMENTE NELE, MANTENHA-O VIVO E SUPERARÁ AS TEMPESTADES!

Em Mc 4.35-41 o evangelista nos descreve um momento ministerial de Jesus e de Seus discípulos que nos importa refletir. Nesse episódio, Jesus estava com os discípulos e juntos embarcaram para a outra margem do mar da Galiléia. Estando fisicamente exausto, Jesus dormia na popa da embarcação. Mas aí, “levantou-se grande temporal de vento, e as ondas se arremessavam contra o barco, de modo que o mesmo já estava a encher-se de água” (4.37). Analisando tanto a reação dos discípulos quanto a de Jesus podemos extrair alguns ensinamentos:
I – O SENHOR SEMPRE DETÉM O CONTROLE NA SITUAÇÃO. POR QUE TEMER?
Jesus foi quem convidou os discípulos para entrarem no barco e passarem para o outro lado. A situação, até então, era normal e tranqüila.Tanto era calma que Jesus, cansado fisicamente, deitou-se na popa e adormeceu. Mas eis que sobreveio a tempestade e tudo mudou. Os discípulos se assustaram e apavorados acordaram o Mestre. A fé de todos era muito insignificante, por si só, e eles não tiveram a iniciativa de orar e com fé determinar que a situação acalmasse.
Muitos são os que hoje têm Jesus, mas O deixam adormecer em seus corações. Vejam bem: Jesus não está, por Sua vontade, dormindo, mas as pessoas não o mantêm vivo, antes, deixam-no adormecer. Sua relação com Deus não é ativa, mas inativa, passiva e fria. Não há mais intimidade. O Senhor dorme em seus corações. Quando o Senhor vive, aquece o coração mais frio e distante. Quando não, sobrevêm sobressaltos e desesperança.
Mas não nos esqueçamos: quando tudo está fora do nosso controle, Deus toma o remo da embarcação (v. 39).
II – NÃO HÁ DESCANSO PARA O SENHOR, POSTO QUE ELE AGE SEMPRE, MESMO QUANDO NÃO O SENTIMOS
O Jesus humano estava dormindo, mas Deus não dorme (v. 38). Deus não age segundo nossos desejos e pensamentos. Portanto, não sentir Deus não significa que Ele está ausente.
III – MAIS IMPORTA A PRESENÇA DE DEUS DO QUE SEU PRÓPRIO AGIR
Assim como os discípulos apavorados, precisamos aprender que a diferença estava na presença de Jesus e não em Sua autoridade e poder para livrar dos perigos. Assim como os discípulos sem fé, precisamos aprender a sermos constantes nas tribulações. Daí resulta a compreensão de que só os que são fiéis até o fim, alcançarão a vitória (Ap 2.10b)
IV – TODA TEMPESTADE POR MAIS LONGA QUE SEJA, VAI CESSAR.
As dificuldades e os problemas não são eternos (v.39).Precisamos desenvolver perseverança e fé constantes nas tribulações. A vitória somente alcança os que persistem e não desistem nunca (Ap 2.10b). Da mesma forma disse Jesus em Mt 24.13:” Aquele, porém, que perseverar até o fim, esse será salvo”. Importa saber que tempo e eternidade são dois conceitos diferentes, contrários até. Tempo se expressa por horas, dias, meses anos, séculos e milênios. É o tempo que passa e nos conduz de forma inexorável a um fim. Os seres vivos – o homem, inclusive – têm um ciclo de vida. Algo marcado por início (nascimento), crescimento, desenvolvimento e maturidade, e, finalmente, fim (morte). O tempo é vida presente e passa rápido como a brisa e o vento. Ao contrário do tempo, a eternidade não tem fim e nela não existe o tempo que passa, não existem dias bons e maus, não existe alternância, se é bom, é bom, se é mau, é mau. Então, no texto escatológico de Jesus Mt 24.1-31, em especial no nosso destaque do v.13, somos colocados diante dessa realidade: os que perseverarem com Cristo até o fim, terão a eternidade na salvação (graça, felicidade, comunhão, bênçãos e alegria eternas), os que não conseguirem, estarão na perdição (choro, ranger de dentes, infelicidade, tristeza e solidão eternas). O Senhor nos ensina, então: ou perseveramos fielmente nos caminhos de Deus e entramos na eternidade, felizes para sempre, ou rejeitamos a Palavra de Deus e permanecemos perdidos para todo o sempre, sem alternativas. Permanecemos na fé no caminho da graça que salva ou no caminho do pecado, da perdição e da miséria espiritual. A escolha – como sempre – é nossa. Qual será a opção: salvação ou perdição, fé e vitória, ou descrença e derrota? Por outro lado, o apóstolo Paulo nos ensina em 2 Co 4. 16-18 como devemos nos comportar em cenários de turbulência, tempestades e situações de difícil superação: “Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo o homem interior se renova de dia em dia. Por que a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentando nós para as coisas que se vêem, mas nas que não se vêem;porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas”. 
Finalmente, se você hoje está se sentindo como os discípulos, em meio a uma tempestade, e sente Jesus adormecido em você, tome uma atitude e acorde Jesus. Não se desespere. Acorde Jesus e Ele lhe ajudará a despertar-se espiritualmente para acalmar a tempestade e ajudar a superar os obstáculos e a vencer as adversidades da vida cotidiana. Insista, persista e não desista nunca. Busque a compreensão das coisas espirituais. Busque discernimento e o Senhor lhe dará a percepção necessária para entender e compreender as coisas que não se vêem, mas que são as mais importantes, porquanto são eternas e nos conduzem à salvação! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, por este pastor, no culto de domingo 27/03/2011).

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