REFLEXÕES PASTORAIS COM GRAÇA

quarta-feira, 27 de julho de 2011

A UNIDADE PROMOVE A PROVIDÊNCIA DE DEUS

O capítulo 11 do Evangelho de João é conhecido por descrever o milagre da ressurreição de Lázaro, amigo de Jesus. O capítulo se apresenta ao todo com 57 versículos, e 45 tratam desse extraordinário fato. Muito se tem falado e pregado sobre esse tema. O milagre da ressurreição, por si só, é digno de menção e destaque. Afinal, Jesus realizou, ao longo de Seu ministério de muitos milagres, apenas três ressurreições, a de Lázaro, a do filho da viúva de Naim e a da filha de Jairo (Lc 7.11-17; 8.49-56). Muito se tem escrito e falado sobre os milagres, e também sobre a ressurreição de Lázaro. Mas hoje pretendo destacar alguns versículos para uma melhor compreensão do assunto a ser exposto. O v.35 afirma que Jesus chorou. Ali, naquele ambiente, em meio ao sentimento e a forte comoção pela morte do irmão de Maria e Marta, como amigo, Ele chorou. Mas Jesus chorou, realmente, por isso? Chorou, a exemplo dos demais, pela perda do amigo? Chorou Jesus por que ali estava o fim da existência terrena do homem? É isto que o texto nos mostra? Olhando atentamente, veremos que não! Por que não chorou Jesus ao chegar e confirmar a morte? A explicação para o choro de Jesus vai se delineando a partir do v. 31 e se estende até o v.33. Ainda em casa, antes de sair ao encontro de Jesus, Maria era consolada por judeus que se aglomeravam ao seu redor. Vendo-a sair, foram com ela, pois julgavam que fosse ao túmulo do irmão para chorar. Ao se encontrar com Jesus lança-se aos pés e lhe diz com fé que se Ele ali estivesse o irmão não teria morrido!
I – JESUS SE COMOVE, POIS ENCONTROU COMUNHÃO, AMIZADE E SOLIDARIEDADE HUMANA
Quantas pessoas estavam ali? Pessoas diferentes umas das outras. Com seus problemas, suas angústias, seus defeitos, porém, estavam ali. Deus age quando há desprendimento, quando esquecemos um pouco de nossa vidinha e praticamos o que mais Ele preza: o cuidado com o próximo, a amizade, o amor.
Atentemos para o Pv 17.17: "O amigo ama sempre e na desgraça ele se torna um irmão".
Por que na desgraça? Porque quando você não tem nada a oferecer, quem permanece a seu lado, é amigo; o verdadeiro amigo permanece.
II – JESUS DESTACA A IMPORTÂNCIA DA AMIZADE, NEGANDO-SE A CONTINUAR A NOS CHAMAR DE SERVOS, POIS NOS QUER COMO AMIGOS
Observe a seguinte sequência:
“Já não vos chamo de servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor; mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho dado a conhecer” (v.15).
Vós sois meus amigos, se fazeis o que eu vos mando” (v.14).
Se guardares os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; assim como também eu tenho guardado os mandamentos do meu Pai e no seu amor permaneço” (v. 10).
O meu mandamento é este: que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei” (v. 12).
“Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua própria vida em favor dos seus amigos” (v. 13).
O mandamento, então, a que se refere o Senhor é este: amar!
Estar junto, nutrir amizade, ser solidário, ser amigo, oferecer o ombro para o choro, fazendo-se presente nos momentos de tristeza, igualmente nos de alegria e regozijo, constituem partes do principal mandamento do Senhor para os Seus filhos.
Somos diferentes, mas podemos e devemos nos completar. Sabemos que não existe perfeição entre os humanos, mas é possível aprender a conviver com as diferenças.
Uma pequena ilustração situa a necessidade de cada ferramenta que o marceneiro usa para fazer um móvel:
"Contam que, em uma marcenaria, houve uma estranha assembléia. Foi uma reunião onde as ferramentas juntaram-se para acertar suas diferenças. Um martelo estava exercendo a presidência, mas os participantes exigiram que ele renunciasse.A causa? Fazia demasiado barulho e além do mais, passava todo tempo golpeando. O martelo aceitou sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, alegando que ele dava muitas voltas para conseguir algo. Diante do ataque o parafuso concordou, mas por sua vez pediu a expulsão da lixa. Disse que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro, que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fosse o único perfeito. Nesse momento entrou o marceneiro, juntou todos e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro, o parafuso... E a rústica madeira se converteu em belos móveis. Quando o marceneiro foi embora, as ferramentas voltaram à discussão. Mas o serrote adiantou-se e disse: Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o marceneiro trabalha com nossas qualidades, ressaltando nossos pontos valiosos! Portanto, em vez de pensar em nossas fraquezas, devemos nos concentrar em nossos pontos fortes. Então a assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limpar e afinar asperezas, e o metro era preciso e exato. Sentiram-se como uma equipe, capaz de produzir com qualidade; e uma grande alegria tomou conta de todos pela oportunidade de trabalharem juntos. O mesmo ocorre com os seres humanos. Quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa.Ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas.É fácil encontrar defeitos..! Mas encontrar qualidades? Isto é para os sábios!!! "
Na alegria e na tristeza, na fartura e na escassez, nos bons e nos maus momentos, importa estarmos juntos, importa sermos um! É a unidade que promove a providência de Deus! (Reflexão com base em sermão proferido na Comunidade, pela pastora Isabel Cristina, no culto de domingo 24/07/2011).

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