segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O DISCÍPULO DE CRISTO É LUZ, MAS NÃO É ESTRELA!

Marcos 10.32-45 nos relata um episódio muito interessante e digno de destaque.
Inicialmente, o v. 32 revela que Jesus e os discípulos subiam para Jerusalém e estes se sentiam atemorizados porque o Mestre lhes falava do que iria acontecer.
Em especial, que Ele seria entregue nas mãos dos sacerdotes e dos escribas, e condenado à morte, seria entregue aos gentios. E que seria escarnecido, açoitado, cuspido e morto; mas que ao terceiro dia, ressuscitaria.
Mas na sequência, assistimos a outras cenas fortes, pois sem dar muita importância a estas palavras de Jesus, dois de Seus discípulos – Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram até Ele para pedir algo.
E quando nos preparamos para ouvir, talvez, algum pedido de esclarecimento, algumas palavras mais de explicação sobre o significado daquilo que o Mestre estava dizendo, ouvimos que os discípulos queriam obter uma posição de destaque e honra, ao lado de Jesus, quando estivesse na glória!
Então, só nos resta afirmar que eles queriam se tornar estrelas, queriam ser celebridades.
Quando estudamos ciências, ainda adolescentes, aprendemos que estrelas são corpos celestes que emitem luz própria.
Mas aprendemos também que os planetas gravitam em torno das estrelas e se limitam a receber e refletir a luz delas.
Assim, aprendamos que: estrela tem luz própria, os outros precisam dela, enquanto que planeta não possui luz própria e necessita da luz da estrela.
Jesus é a estrela! Não você!
Você será grande – perante o Senhor – se servir mais!
Você faz as coisas para a Igreja e para o Senhor com vontade e com disposição?
Ou você que não faz muito - ou por que está sem tempo ou porque falta mais vontade e disposição - sente-se mal por que alguém faz e recebe o elogio e a consideração dos outros?
Não sem razão o termo “estrela” passou a ser usado também para pessoas que se destacam de alguma forma, especialmente nas artes, tanto no cinema, na televisão ou no teatro.
Essas pessoas são admiradas, imitadas, bajuladas e até idolatradas por multidões de fãs e seguidores.
Elas são servidas e cultuadas, até.
Como a necessidade de obter reconhecimento é algo natural ao ser humano, ninguém considera a busca por essa admiração como algo negativo. Muitas vezes, ela é até incentivada.
Tiago e João também devem ter sentido essa necessidade. Por isso foram pedir a Jesus que lhes concedesse lugares de honra no céu.
Talvez cada um tenha pensado: ‘Ei, eu também mereço este lugar”.
"Ei, se ele é valorizado, eu também quero ser".
Esta é a lógica humana, em que as pessoas querem ter primazia, querem ser valorizadas, querem ser reconhecidas.
Entre os homens e sua lógica, o mais importante é o diretor, o chefe, ou seja, o que manda e é servido por todos.
Mas, como em muitos outros ensinos, Jesus inverte a perspectiva humana: para Ele o mais importante é o que serve, nunca o que é servido.
Os discípulos estavam vendo só o aspecto externo da vida em Jesus: as pessoas que buscavam sua companhia, a admiração que Ele recebia ao fazer milagres.
Mas Jesus avisa: se nem Ele, o Filho do Deus Altíssimo, tinha como objetivo obter reconhecimento, quanto menos os discípulos devem agir assim.
Para um seguidor de Jesus, um verdadeiro discípulo, melhor é ser planeta. Para um planeta, a luz da estrela é suficiente.
O planeta nunca sai do rumo em seu giro constante em torno da estrela. Ele depende dela para obter luz, calor e vida.
O máximo que o planeta faz para brilhar é servir de espelho para refletir a luz da estrela à qual ele pertence.
Deus é luz. Portanto, nEle, sendo iluminado por Sua luz, eu me contento em ser planeta. Não quero nem preciso ser estrela.
NEle tenho luz, mas a que vem dEle. Não tenho luz própria, a luz que me conduz e ilumina meu Caminho vem dEle. NEle sou planeta, não estrela.
NEle, prossigo para o alvo, tendo a Cristo como minha luz.
Se sou luz, o sou porque Ele é a luz. Glória a Deus por isso! (Mensagem anunciada por este pastor no culto de domingo 08/02/2015).

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