sábado, 2 de maio de 2015

OLHA OS TEUS CAMINHOS: CUIDA PARA NÃO PERDER O FOCO!

O livro de Ageu se apresenta com uma mensagem em dois pequenos capítulos, mas de forte impacto espiritual.
No texto, o profeta que voltara do exílio babilônico com Zorobabel e o sumo sacerdote Josué, incentivava o povo a reconstruir o templo de Jerusalém. O livro de Esdras bem retrata isso.
Cerca de 50 mil judeus retornaram a sua terra (autorizados por decreto do rei Ciro da Pérsia, em 538 a.C)  e começaram as obras; cerca de dois anos depois concluíram os fundamentos em meio a grade regozijo. Mas o sucesso da empreitada provocou a reação dos samaritanos e de outros povos vizinhos, que temiam as implicações políticas e religiosas de um templo reedificado em um estado judaico próspero.
Fizeram forte oposição ao empreendimento, e conseguiram fazer cessar as obras até Dario o Grande, tornar-se rei da Pérsia, em 522 a. C.
 E aí o que aconteceu?
O povo parou. A oposição dos habitantes não judeus começa a pesar; a obra foi interrompida. Então, Deus levanta profetas como Ageu e Zacarias, que chamam o povo a completar a obra. Novamente o povo voltou-se para si mesmo. Enquanto a casa do Senhor continuava destruída:
"Acaso é tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica desolada?" (Ageu 1.4)
Mas o erro do povo não parou!
Não apenas havia o povo esquecido do templo do Senhor, mas também de Seus ensinamentos, principalmente sobre santidade e pureza. A lei mosaica defendia que pureza moral não podia ser transmitida, mas impureza moral sim. A contínua desobediência da nação tornava suas obras inúteis diante de Deus.  Assim, o povo plantava muito e colhia pouco; comia e não se fartava; bebia e não se satisfazia; vestia e não se aquecia. Até o que recebia era para colocar dentro de um saco furado.
Cerca de 515 a.C. o segundo templo é finalmente completado e dedicado.
Felizmente, o povo ouviu o que Deus falara por meio de Ageu e Zacarias, e considerou os seus caminhos. 
Hoje, não mais existe um templo como o que fora construído por Salomão e Zorobabel, mas o Senhor ainda nos chama a reconstruir o templo. O clamor proferido por Ageu ainda ressoa nos dias atuais.
Ele nos chama a considerar onde os nossos caminhos nos levaram; a fazer caminhos retos para os nossos pés, “para que o manco não se desvie, antes, seja curado” (Hebreus 12.13)
Muitos são os que continuam assim. Desviam-se, andam por caminhos tortuosos e impuros. 
É certo que continuamos habitamos em um templo (nosso corpo, pois somos a igreja) corruptível e mortal, mas quando Cristo voltar, habitaremos não mais nesse templo passageiro, mas em um segundo templo. Incorruptível. Imortal.
“Quando, porém, vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá.” (1 Coríntios 13.10)
É preciso considerar os nossos passos: Onde eles nos têm levados? Que caminhos e ensinamentos temos processado? O que temos praticado? Qual nossa conduta? Estamos obedecendo? Estamos conhecendo diariamente Deus e o Seu caminho, ou vivemos como o povo da época de Salomão e de Zorobabel?
Finalmente, consideremos o tempo:
Será que perseveraremos até o dia em que formos ou Cristo voltar, para que troquemos nosso primeiro templo pelo segundo?
“Pela vossa perseverança ganhareis as vossas almas.” (Lucas 21:19)
Daí a importância de buscarmos santidade: “Pois está escrito: Sejam santos porque eu sou santo.” (1 Pedro 1.16).
Santidade significa estar separado para Deus. Um estado de santidade resulta em uma conduta diferente para aqueles que estão separados, por isso digo que: "O cristão não é um pecador tentando ser santo, somos santos tentando não pecar."
O Senhor nos ensina a fazer certas as coisas, mas Ele também nos dá a habilidade para fazermos o que Ele nos pede. Lutamos e batalhamos quando tentamos fazer o que Ele quer que façamos, na nossa própria força, em vez de clamarmos por Sua força através de nossa fé.
Muitos cristãos passam a maior parte de sua vida esperando verem-se transformados antes de crerem em alguma coisa positiva a respeito deles mesmos.
Mas a boa notícia é que Deus vê o nosso coração. Temos o desejo de fazer o que é certo porque Ele nos deu um novo coração e colocou Seu Espírito em nós.
Quando começamos a crer naquilo que a Palavra diz sobre nossas vidas mais do que o vemos ou fazemos, então o nosso caráter começa a ser transformado rápida e completamente. Para tanto, olhemos continuamente os nossos caminhos, caso contrário poderemos nos desviar ou perder o foco. ( Reflexão com base em mensagem anunciada no culto de domingo 26/04/2015).

Nenhum comentário: