terça-feira, 17 de março de 2009

COMO SEMEADORES, SAIAMOS A SEMEAR E SEJAMOS PRODUTIVOS!

Mt 13.1-23 nos descreve um momento especial em que Jesus mais uma vez ensina através de parábolas. Desta feita o que aprendemos é que há no processo de evangelização três agentes: O Semeador, a Semente e os Solos aonde é lançada a Semente. O Semeador é Jesus, é o Espírito Santo, mas na realidade é você, sou eu, somos nós que cremos nEle, temos recebido o melhor e queremos que os outros também recebam o Logos, a Palavra, que é Caminho, é Verdade e é Vida, ou seja, é a Semente, que é falada, lançada, semeada. O único objetivo, a única motivação que devo ter como Semeador é a de Semear, deixando o Espírito Santo fazer com que o solo fértil abra milhares e milhares de bocas, absorvendo a Semente e frutificando. A palavra Semeador, na parábola, simboliza a perfeita identidade e a incorporação entre a Semente e aquele que a recebe. Somos responsáveis pela Semente, mas não por aqueles que a recebem. Como a Palavra de Deus é a Semente, e Cristo veio como o Verbo de Deus (Jo 1.1), Ele mesmo é a Semente. A Semente que semeamos não é, apenas, a respeito de Cristo, é Cristo. Os Solos, os terrenos, precisam receber nossa melhor atenção. O nosso foco deve estar mais nos diferentes tipos de Solos, e suas reações à Semente plantada. A Semente plantada é a mesma nos quatro tipos de solos, mas há enorme diferença de resultados. Os solos são diferentes por que há diferentes disposições de corações e suas reações ao Evangelho. Qual dos solos você representa? O primeiro tipo de Solo é o que representa os de mentes fechadas, os de corações duros, os incrédulos; são os ouvintes à beira do caminho. Essas pessoas recebem a Semente pelo ouvido, mas não a deixa frutificar. A Semente fica na superfície, e não penetra. Pessoas assim são destituídas de percepção espiritual. Podem até serem religiosas, até assíduas à igreja, mas a Verdade recebida nunca satisfaz à alma. A Semente não pode penetrar e germinar; então é comida pelas “aves”, agentes do “maligno”. A Verdade não toma posse, pois há uma dura crosta da negligência que impede a sua recepção. Essa primeira classe de pessoas representa os que não se apossam da Semente. O segundo tipo de Solo é o que representa os de mentes emocionais, os de corações vacilantes, os ouvintes do terreno pedregoso. Essas pessoas recebem a Semente, mas esta não cria raízes. A Semente foi lançada no solo, está no Solo, mas não está debaixo do Solo, não se firma. Há aqui aquelas pessoas excitadas e entusiasmadas. Sua adesão é imediata, mas é apenas superficial e sua fé, muito frágil. Tais pessoas não sabem o que é nascer de novo, não têm raízes em si mesmas. As impressões são transitórias e quando surgem tentações, perseguições e provações, logo se desviam. Faltam-lhes a profundidade na fé e no caráter. Essa segunda classe de pessoas representa os que se apossam superficialmente da Palavra. O terceiro tipo de solo é o que representa os de mentes inconstantes, os de corações medrosos, ou os ouvintes do terreno espinhoso. A Semente lançou raízes, mas não produziu resultados. A Semente caiu no Solo, penetrou no Solo, mas não germina. A Semente é sufocada e Solos assim representam pessoas preocupadas. A Semente é apossada, mas a posse é disputada por um tríplice conflito: os cuidados desse mundo que sufocam, a sedução pelas riquezas materiais e as demais ambições (todas as formas de prazeres da vida). Por último, há o quarto tipo de Solo que representa os de mentes firmes e compreensivas, os de corações preparados por Deus, os comprometidos, ou os ouvintes de Boa Terra. Por terem raízes profundas, há muitos frutos. A Semente estava no Solo, sob o Solo, dentro do Solo, e acima do Solo. A Semente apossou-se por completo, penetrando alma, mente, coração, a constância, inclusive a vontade. A parábola é finalizada quando Jesus apresenta diferentes níveis de profundidade: a trinta, a sessenta e a cem por um. O primeiro é o nível menor de frutificação, o segundo é o nível intermediário, mas o terceiro, é o mais elevado nível de produtividade. Lançamos a Palavra, lançamos a Semente, preparamos o Solo e colhemos 100 corações com mentes firmes e comprometidas com Jesus! Que nós possamos nos esforçar mais, cada vez mais, não apenas para produzir frutos, como discípulos, mas para sermos abundantes nisso, para a Glória de Deus. (Síntese da mensagem deste pastor levada à Comunidade no culto de domingo 08/03/2009)

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